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Prometemos ser breves!
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Foram apresentados os nomeados para a edição deste ano dos Webby Awards, galardões conhecidos como os «Óscares da Internet». O jornal New York Times domina as nomeações ao estar presente em 13 categorias.



Com cerca de 70 categorias, os prémios Webby visam distinguir o que de melhor se faz na Internet ao longo do ano, em áreas como Arte, Beleza, Media, Eventos, entre muitos outros.
Esta lista é o resultado de mais de 10 mil entradas propostas a partir de 60 países e está aberta à votação do público até dia 30 de abril para a escolha do prémio “People’s Voice”.
Na edição deste ano, o jornal New York Times foi o mais nomeado, ao obter um total de 13 nomeações, incluindo melhor site de jornal e melhor blogue político.
Entre os mais nomeados encontra-se outro gigante dos Media dos EUA, a estação televisiva NBC, que conquistou 12 nomeações.
Os vencedores dos Webby Awards 2009 serão conhecidos no próximo dia 5 de Maio e os prémios serão entregues a 8 de Junho, numa cerimónia pública que terá lugar em Nova Iorque.
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O que aconteceu ao homem ancestral que começou a acreditar em deuses? Porque é que a nossa espécie tem tendência para a fé religiosa? A Ciência, especialmente a neurologia, deu início a uma busca dentro do cérebro para encontrar respostas que, por agora, são muito complexas.

Muito se avançou desde que o anatomista Franz Gall, no princípio do século XIX, disse que havia encontrado o corpo de Deus no corpo de cada humano, como explica o El Mundo num trabalho publicado sobre a visão da Ciência sobre Deus.
Agora, muitos investigadores de prestígio estão convencidos de que as redes neuronais estão por detrás dessa tendência para a espiritualidade, que é inata e que se tem repetido em todas as culturas e civilizações.
Se há uns anos o biólogo Dean Hamer dizia ter encontrado o gene de Deus, agora investigadores do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos (EUA) revelaram que as zonas do cérebro que se activam com a fé religiosa são as mesmas que usamos para compreender emoções, sentimentos e pensamentos das pessoas que nos rodeiam.
Este último trabalho, publicado recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Science, situa a ‘zona religiosa’ no lobo temporal e no frontal, o que indicaria, segundo o neurologista Jordan Grafman, que os humanos crêem em Deus utilizando os mesmos mecanismos para outras pessoas e que, como crenças que se transmitem de gerações em gerações, entraram na memória, imaginação e empatia.
O cérebro de um crente
Porque é que se crê em algo sobre o qual não existe constatação? Alguns científicos apostam na ideia de que o cérebro está organizado para que possamos crer.
Outras hipóteses defendem que a religião apareceu como uma adaptação evolutiva que fizeram que os genes que a facilitavam se transmitissem e prosperassem: a religião havia ajudado a formar grupos sociais coesos e a proporcionar consolo nas desgraças. Assim o entende o psiquiatra Francsico J. Rubia, autor do livro A Conexión Divina (A Divina Ligação, em tradução livre).
«A origem da espiritualidade, que não de Deus, deveu-se a vários factores. Influenciaram os sonhos, em que os indivíduos viajavam sem mover o corpo, dando lugar à ideia de alma, e também a predisposição de dualidade, porque o cérebro está organizado para ver o contraste, como a luz e a obscuridade, o finito e o eterno, o real e o imaginário. Tudo isto unia o grupo», defende o especialista.
No entanto, alguns antropólogos, como Scott Atran, do Michigan, EUA, acreditam que «religiões que falam do paraíso após a morte não fazem muito pela sobrevivência no aqui e agora».
Paul Bloom, psicólogo de Yale, procura a explicação fisiológica. O especialista argumenta que o cérebro tem dois sistemas cognitivos: um encarrega-se dos seres vivos e outro dos mortos, um trata da mente e outro do físico (dualismo de que falava Rubia). Esta seria a explicação do porquê de deixarmos o corpo nos sonhos ou em protecções astrais. É a mesma dualidade que preparar o cérebro para conceitos como a eternidade, a vida depois da morte.
O psicólogo acrescenta que pensar em experiências fora do corpo, espirituais, «está a um passo da criação dos deuses».
A procura de causas
Mas bastam estes deuses para dar lugar à religião? Deborah Kelemen, da Universidade de Arizona, acrescenta a este cocktail o sentido de causa-efeito, ou seja, a busca de uma finalidade ou uma concepção para tudo, algo que surgiu muito pelo instinto de sobrevivência (um ruído pode ser um predador) e que o cérebro extrapola ao resto: tudo tem um porquê.
«A religião é um artefacto inelutável do nosso cérebro», assegura Bloom na revista New Scientist. Até os ateus e agnósticos têm tendência para pensar no sobrenatural. Segundo Rubia, nestes casos a espiritualidade deriva para outras questões como a Natureza. «Sempre se procurará repostas porque isso produz endorfinas e, portanto, prazer, mas as experiências míticas podem não ser religiosas», assegura.
Atran chama-lhe «a tragédia da cognição»: «Os seres humanos podem antecipar o futuro e conceber a sua própria morte. Quando os processos naturais do cérebro nos dão uma saída, nós seguimo-la, claro», defende.
Então, a religião é um subproduto da evolução do cérebro humano ou foi escolhida para a sobrevivência do grupo? O evolucionista Richard Dawkins considera correctas as duas premissas. Por um lado estaria a doutrinação que se recebe do grupo, e que se aceita para não se ser rejeitado, mas por outro lado há a predisposição cerebral em crer em seres invisíveis, que se concretizam através dos padres.
A relação religião-cérebro vai ainda mais longe. O psiquiatra espanhol Rubia recorda que há uma epilepsia que afecta o lobo temporal e activa a religiosidade por uma descarga de neurónios: «Os xamãs eram pessoas que entravam em êxtase e algumas sofriam desta patologia. Desde a antiguidade que eram quem falava com os mortos e curavam, seguramente por poderes mais psicossomáticos que outra coisa».
in SOL
Ainda será preciso muito tempo/investigação para que se entenda/explique muitas coisas…
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O silêncio, o jejum e a oração são os traços marcantes desta Sexta-feira Santa, dia em que os cristãos celebram a Paixão e Morte de Jesus.
Único dia no calendário católico em que não se celebra a eucaristia, é só também na igreja de Roma que se encontra a prática da reconstituição dos últimos passos de Cristo através da Via Sacra, durante esta tarde.
Nas igrejas evangélicas, a Sexta-Feira é dia de reflexão sobre o sacrifício de Jesus, mas sem tristeza, por estar ligado à Ressurreição, sendo das celebrações mais participadas.
Para a Igreja Católica, é dia de luto e de choro, que se inicia com a celebração da Paixão e adoração da cruz, após o que se realiza a Via Sacra ou Caminho da Cruz.
Segundo a lenda, Maria, mãe de Jesus, terá percorrido, nos primeiros anos do cristianismo, por várias vezes, o caminho que Cristo fez entre a casa do prefeito romano Pôncio Pilatos até ao Calvário, devoção que terá sido adoptada pelos peregrinos que visitavam Jerusalém.
Esta devoção foi posteriormente espalhada por todo o mundo, tendo o papa Bento XIV, no século XVIII, dado forma final à Via Sacra, estabelecendo as 14 estações em que se encontra actualmente dividida.
À Via Sacra segue-se a Procissão do Enterro do Senhor, tradição que se revive em todo o país, na qual o esquife com o corpo de Jesus percorre as ruas das localidades, acompanhado por orações.
O último ritual de Sexta-Feira Santa é a «procissão para ir buscar a hóstia», recolhendo-se as partículas consagradas guardadas na véspera para se proceder à comunhão dos fiéis. (…)
in tvi24

Como os judeus festejam a Páscoa
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Aqueles que mais se riem com as conversas «picantes» são os mais afectados.

Um estudo realizado por investigadores da Rotman School of Management da Universidade de Toronto e da Sauder School of Management da British Columbia, no Canadá, revela que as conversas sobre sexo no local de trabalho minam a moral dos empregados ao ponto de ficarem deprimidos, de faltarem mais e de se sentirem menos valorizados.
Curiosamente, aqueles que mais se riem com as conversas «picantes» são os mais afectados, noticia o «20minutos».
Os autores do estudo procuravam o efeito das conversas de conteúdo sexual no local de trabalho. Nesse sentido tiveram em conta tanto as piadas, como também as insinuações entre colegas e as discussões sobre problemas sexuais.
O objectivo era observar e perceber se os homens e as mulheres obtinham algo de positivo com esta conduta. Mas o que se registou foi precisamente o contrário.
Os investigadores descobriram que apenas 25 por cento dos trabalhadores expostos a este tema o achavam divertido, enquanto que os outros mostraram-se menos à vontade.
Mesmo aqueles que de vez em quando embarcam nas brincadeiras demonstraram sintomas negativos. Assim, segundo o estudo, estas pessoas são mais faltosas, sentem-se menos valorizadas e têm mais tendência para sintomas de depressão do que aqueles a quem as piadas são indiferentes.
Os resultados, que servem tanto para homens como para mulheres, foram publicados no «Journal of Applied Psychology». Jennifer Berdahl, professora e co-autora da investigação aconselhou chefes e empregados a não levarem assuntos relacionados com sexo para o trabalho.
in IOL Diário

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Pelo menos oito chineses foram presos recentemente por terem ajudado os seus filhos a cabular nos exames de acesso à universidade, com recurso a dispositivos electrónicos.

A informação é avançada pela agência Reuters, que citando a imprensa local refere que estes oito condenados foram acusados de ajudar os seus filhos a cabular, utilizando sistemas de comunicações sem fios.
O caso deste grupo de oito pais remonta a 2007, quando tiveram a ideia de ajudar os seus filhos através de métodos electrónicos.
Além do recurso a telemóveis e a auscultadores sem fios, estes pais contrataram estudantes universitários, que foram pagos para responder às questões dos exames de acesso ao ensino superior, que deviam ser respondidas pelos seus filhos.
A táctica foi descoberta quando as autoridades identificaram aquilo que denominam como «sinais de rádio anormais» junto da escola onde tudo correu.
Como resultado os pais foram condenados a penas de prisão entre os seis meses e três anos de prisão por acesso ilegal a segredos de Estado.
in SOL

(…) “acesso ilegal a segredos de Estado” ??
A tecnologia ao serviço do ensino…
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Dezasseis finalistas, entre cerca de 35 mil candidatos, foram seleccionados para ocupar o cargo do «melhor emprego do mundo» na Austrália, que consiste em guardar uma ilha paradisíaca durante seis meses, anunciaram hoje os organizadores.

Os eleitos têm origem em 15 países diferentes e têm profissões tão diferentes como jornalistas, actores, estudantes e professores.
O grande vencedor, que se tornará zelador da ilha paradisíaca de Hamilton e cujas funções serão passear à volta da Grande Barreira de Corais da Austrália durante seis meses, será conhecido no dia 6 de Maio.
Entre os pretendentes encontram-se 5 europeus: um estudante francês, um trabalhador britânico de uma organização de ajuda, um fotógrafo holandês, uma actriz alemã e um irlandês. Nenhum português foi seleccionado.
O Estado de Queensland, que organizou esta operação no âmbito de uma campanha de promoção turística, tinha inicialmente seleccionado 50 pessoas de um total de 34.684 candidatos, mas conseguiu já reduzir o número.
Com um salário de 76.500 euros, o vencedor viverá durante 6 meses na ilha tropical onde poderá participar ao máximo em todas as actividades como vela, natação, mergulho e descanso.
Em troca, terá de alimentar semanalmente vários blogues da Internet com vídeos, fotografias e comentários sobre as belezas turísticas de Hamilton.
in SOL

Sortudos!!
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A venezuelana eleita Miss Universo visitou a prisão norte-americana em Cuba e contou a experiência no seu blogue. Uma visão diferente de Guantánamo.

Dayana Mendoza, a actual Miss Universo de 2008, venezuelana, foi a Guantánamo, Cuba, numa visita organizada a 27 de Março para levantar o moral das tropas americanas no estrangeiro. “Foi muuuito divertido”, disse a miss num post do seu blogue.
“Nem queria vir embora, é um local tão relaxante, tão calmo e tão lindo”. Acompanhada de Crystle Stewar (Miss EUA), Dayana visitou as instalações da prisão mais polémica do mundo, onde os Estados Unidos detêm mais de 240 prisioneiros. Guantánamo tem sido alvo de imensas críticas e depois do 11 de Setembro tornou-se um símbolo do abuso de poder na guerra contra o terrorismo. É considerada ilegal pelo Governo cubano.
“Visitámos os campos de detenção e as celas, onde tomam banho, como se divertem com vídeos, aulas de arte, livros. Foi muito interessante”, escreveu a Miss Mundo.
Antigos prisioneiros e vários grupos de defesa dos direitos humanos acusaram o Governo americano de tortura física e psicológica. O Governo espanhol está a considerar investigar seis advogados ligados à administração Bush acusados de terem construído as bases para tornar legal o uso de tortura ao interrogar dos prisioneiros suspeitos de terrorismo.
O Governo britânico anunciou na semana passada a abertura de uma investigação para apurar se membros dos serviços secretos britânicos estariam ou não envolvidos na tortura de Binyam Mohamed, residente no Reino Unido e libertado de Guantánamo em Fevereiro. O Pentágono, após novas acusações, investigou e concluiu que todos os presos são tratados de acordo com a Convenção de Genebra.
O Presidente Barack Obama estipulou, em Janeiro, o prazo de um ano para o fim de Guantánamo enquanto prisão e a revisão caso a caso de todos os presos com o objectivo de definir qual o seu novo destino.
in Público

Dayana Mendoza divertiu-se em Guantánamo
E esteve lá tão pouco tempo! Podia ter ficado mais uns dias a desfrutar de toda aquela calma e beleza! E as tropas até agradeciam…
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E um vídeo interessante (e com humor) que nos mostra como realmente funciona o mercado.
Uma rede de espionagem electrónica conseguiu infiltrar-se em 1295 computadores de governos, incluindo o de Portugal, embaixadas, organizações de defesa dos direitos humanos e meios de comunicação, entre outras instituições, em 103 países, segundo um relatório da Universidade de Toronto ontem publicado.
Segundo o relatório hoje divulgado na Internet pelo Munk Center for International Studies da Univesidade de Toronto não é possível atribuir com certeza a autoria da espionagem da rede que os investigadores denominam GhostNet (RedeFantasma), mas sublinham que três dos quatro servidores de controlo estão em províncias chinesas e o quarto na Califórnia, Estados Unidos.
Os autores do relatório, um grupo de acompanhamento da ciber-delinquência denominado The Information Warfare Monitor que se foca na utilização da rede como domínio bélico estratégico, trabalham sob o patrocínio do SecDev Group, uma consultora de Otava especializada em regiões em risco de violência, e do Laboratório Cidadão da Universidade de Toronto.
Na opinião dos investigadores, não se pode concluir definitivamente que a espionagem envolva o governo chinês, apesar do controlo do sistema ter origem, quase exclusivamente, em computadores na China.
No entanto, a origem desta investigação está relacionada com uma petição do gabinete do Dalai Lama em Dharamsala, norte da Índia, para que os peritos analisassem a rede de computadores, dos quais tinham sido retirados virtualmente documentos e cujos microfones e câmaras web eram controladas por controlo remoto.
O diário The new York Times, que teve acesso às “impressões digitais dos espiões”, sublinha que um dos possíveis rastos do envolvimento oficial da China é a chamada telefónica recebida por um diplomata não identificado.
A maioria dos computadores infectados pertence a países ou missões diplomáticas do Sudeste Asiático, escritórios de Taiwan, indianos e tibetanos, apesar do relatório acessível na rede não permitir ver nem a lista dos computadores infectados nem os nomes dos titulares destes.
No entanto, na lista por organismos aparecem os escritórios da agência norte-americana AP em Londres e Hong Kong e o canal de televisão New Tang Dinasty Television criado por grupos de apoio a Falun Gong.
Na lista também aparece a operadora telefónica CANTV da Venezuela, o ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, a embaixada da China nos Estados Unidos, a consultora Deloitte Touch, a rede informática do governo de Portugal, a embaixada de Malta na Líbia e entidades das ilhas Salomão.
in Expresso

Um crime que será cada vez mais frequente…
E a invasão da rede informática do governo português deve ter sido puro engano… Ou então andavam à procura da alta tecnologia “exclusiva” do nosso Magalhães!
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Tsutomu Yamaguchi testemunhou os ataques a Hiroshima e Nagasaki em 1945 e foi esta quarta-feira oficialmente reconhecido pelas autoridades do seu país como sobrevivente de duas bombas atómicas.

Duas bombas, duas ocasiões e um sobrevivente. É esta a história de Yamaguchi que 64 anos depois do fim da II Guerra Mundial é reconhecido como sobrevivente a duas bombas atómicas, Hiroshima e Nagasaki.
Esta comprovação garante ajuda financeira mensal do governo do Japão, check-ups gratuitos e auxílio-funeral.
No dia 6 de Agosto de 1945, o japonês estava em viagem de negócios quando o avião B-29 americano Enola Gay lançou a bomba atômica “Little Boy” sobre a cidade. Sofreu várias queimaduras no peito e nas costas.
No dia 7 de Agosto, Yamaguchi apanhou o comboio de regresso à cidade onde morava, em Nagasaki. Dois dias depois testemunhou a explosão da segunda bomba, a “Fat Man“, que matou 70 mil pessoas.
in Destak

9 de Agosto, 1945: O fumo eleva-se sobre o porto japonês de Nagasaki, depois da segunda bomba atómica por termo à II Guerra Mundial.
Photo: NARA
Nem sei se o homem é um sortudo, se é um azarado!!
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O currículo das escolas primárias no Reino Unido deve incluir aulas sobre o Twitter e Wikipédia, de acordo o jornal «The Guardian».

A ser aprovada, a proposta será a maior mudança no ensino primário na última década. Além de permitir uma maior flexibilidade para as escolas, esta proposta traz especificações sobre o que os alunos devem acumular até aos 11 anos a nível de aprendizagem.
A proposta foi elaborada por Jim Rose, ex-chefe de Ofsted (órgão que inspecciona o padrão das escolas e professores na Inglaterra), que foi nomeado pelo governo para rever o plano curricular do ensino primário.
O documento também enfatiza áreas tradicionais de aprendizagem, como história, matemática e inglês, mas inclui o estudo dos meios de comunicação modernos, buscando dar uma maior ênfase à educação ambiental.
Segundo o documento que o «The Guardian» teve acesso, os alunos devem acabar o ensino primário familiarizados com os blogs, podcasts, Wikipédia e Twitter. Além disso, devem saber utilizar correctamente o teclado do computador e o corrector ortográfico.
in IOL Diário


Apesar de não ver nada de mal nesta proposta, não sei até que ponto será necessário introduzir estes “assuntos” no ensino primário… As crianças de hoje parecem já nascer a saber mandar SMS’s, criar um blog ou uma conta no Messenger. Quem precisará de formação será a grande maioria dos professores!!
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Hormonas adolescentes e novas tecnologias. Estão reunidos os ingredientes básicos para uma receita de problemas. O sexting é a palavra inglesa que junta sex com texting e que, em termos gerais, quer dizer que os jovens do século XXI andam por aí a escrever mensagens picantes e a tirar fotografias a eles próprios, nus ou seminus, enviando-as de seguida para os telemóveis de namorados e amigos. Brincadeiras inocentes e sexy, dizem eles. Dissolução moral, dizem os educadores. Brincadeiras perigosas, dizem os pais. Pornografia infantil, clama a Justiça.
Apesar de as imagens em trajes íntimos (ou sem eles) serem normalmente destinadas aos namorados e namoradas, elas acabam muitas vezes em telemóveis alheios, graças à facilidade de partilha destes ficheiros. Daí até à Internet, onde as fotografias se espalham como fogo em capim seco pelas redes sociais, é um pequeno passo. A humilhação pública das vítimas já causou pelo menos um suicídio nos Estados Unidos, em 2008, e mais do que uma condenação por difusão de pornografia infantil.
Jessica (Jessie) Logan tinha 18 anos quando pegou numa corda e se enforcou, no seu próprio quarto. Várias semanas antes tinha enviado fotos suas, nua, ao rapaz com quem saía há cerca de dois meses. Esse mesmo rapaz reencaminhou as imagens para quatro amigas, e quando Jessie deu por ela o liceu andava a chamar-lhe nomes pelas costas. “Galdéria” era um deles. O mais eufemístico. De simpática e extrovertida cheerleader, a jovem transformou-se numa finalista deprimida e fugidia, que muitas vezes preferia ficar dentro do carro, no parque de estacionamento, porque não tinha coragem de entrar no edifício da escola e enfrentar os colegas.
A 3 de Julho do ano passado, a pressão atingiu o seu auge e Jessie cedeu. Pendurou-se numa corda e preferiu morrer. O caso chocou Cincinnati (Ohio) e a nação. Afinal que tipo de brincadeiras perigosas são estas em que os filhos da América andam metidos?
Um em cada cinco adolescentes admite sexting
Os pais de Jessie, Albert e Cynthia Logan – que consideram que as autoridades liceais não fizeram o suficiente para proteger a sua filha – tornaram a história pública e esperam agora que os EUA adoptem novas leis para combater este fenómeno que está a fazer vítimas mas que não apresenta nenhum culpado. “Queremos que seja aprovada uma lei”, indicou a mãe, Cynthia, ao Cincinnati.com. “É uma epidemia nacional. Ninguém está a fazer nada – nem as escolas, nem a polícia, nem os adultos, nem os advogados, ninguém”.
O caso de Jessie, até agora o único conhecido com este desenlace dramático, não é um caso isolado numa nação em que os adolescentes sentem cada vez mais pressão para embarcarem no fenómeno do sexting.
Em Outubro do ano passado, uma aluna do 8.º ano passou a noite num centro de detenção juvenil depois de uma fotografia sua, toda nua, ter acabado no ecrã do telemóvel do seu treinador, depois de o destinatário original da fotografia a ter reencaminhado para o professor. Em Janeiro último, três adolescentes (com idades entre os 14 e os 15 anos) que, alegadamente, enviaram fotografias delas próprias, nuas ou seminuas, através do telemóvel, e três colegas seus (entre os 16 e os 17 anos) de um liceu da Pensilvânia foram acusados de pornografia infantil, relata a CBS.
Igualmente este ano, no Wisconsin, um rapaz de 17 anos foi acusado de ter em sua posse pornografia infantil, depois de ter colocado online fotografias da sua namorada de 16 anos tal como veio ao mundo, indica a ABC. No estado de Alabama, as autoridades também detiveram quatro adolescentes que tinham trocado entre si fotografias em que apareciam todos nus. Em Rochester, estado de Nova Iorque, um rapaz de 16 anos poderá vir a cumprir uma pena de sete anos de prisão por ter reenviado uma fotografia da sua namorada de 15 anos aos seus amigos.
Em resumo, adolescentes de pelo menos uma dúzia de estados norte-americanos foram acusados nos últimos meses por posse e disseminação de pornografia infantil. Caso sejam condenados, muitos destes adolescentes podem ficar com o cadastro manchado com a expressão que ninguém nos Estados Unidos quer ouvir: “sex offender”. Pior: este rótulo pode ficar colado aos jovens por muitos e maus anos. Nos EUA estas coisas são levadas muito a sério.
De acordo com um estudo recente levado a cabo pelo National Campaign to Support Teen and Unplanned Pregnancy (a comissão nacional de prevenção da gravidez indesejada entre as adolescentes), uma em cada cinco adolescentes admitiu já ter participado em práticas de “sexting”. E? “O que é que vamos fazer? Prender 20 por cento dos adolescentes americanos?”, pergunta Lisa Bloom, a consultora legal da CBS News.
Proteger os adolescentes de si próprios
Depois da trágica morte de Jessica Logan, a sua mãe começou a trabalhar em parceria com o advogado Parry Aftab, especialista em fenómenos de segurança online e cyberbullying e ambos planeiam ligar o nome de Jessie a uma campanha nacional para esclarecer os adolescentes sobre os perigos do sexting. Aftab, com escritório em Nova Iorque, tem sido até agora o catalisador de uma rede de voluntários que trabalha para pôr fim ao cyberbullying e que opera a partir de dois sites, avança o Cincinnati.com: o wiredsafety.org (a maior e mais antiga organização de ciber-segurança dos EUA) e o stopcyberbullying.org.
“As escolas precisam de entender que as nossas crianças estão a alvejar-se a elas próprias e que a tecnologia é a arma usada”, indicou Aftab, citado pelo Cincinnati.com. “Nenhuma escola sabe o que fazer. Muitas pensam que o problema não é delas. Querem fechar os olhos e pôr os dedos nos ouvidos, dizendo que isso é um problema a resolver em casa”.
O problema é que o truque do sexting é precisamente a sua dissimulação. Um jovem pode estar a jantar à mesa de família e a mandar mensagens eróticas e pornográficas a quem queira, sem que os pais sequer suspeitem que, entre uma garfada de batata e outra de arroz, os filhos estão a escrever mensagens libidinosas nas suas próprias barbas. E mesmo que apanhem os telemóveis e lhes leiam as mensagens, nem sempre é fácil decifrar acrónimos como “IMEZRU” (“I’m easy, are you?”/”Eu sou fácil, e tu?”)
Em todo este fenómeno, os pais têm um papel fundamental. Falar abertamente sobre o problema é meio caminho andando para a prevenção, deixando bem claro que a partir do momento em que o adolescente carrega em “enviar”, o mal fica feito, passando a estar à mercê daquilo que a outra pessoa pretende fazer com a sua mensagem.
“É muito importante que os pais se sentem e conversem com os seus adolescentes e os ajudem a desenvolver as suas aptidões emocionais e de intimidade”, indicou à CBS a terapeuta sexual Joyce Joseph.
in Público

“Hormonas adolescentes e novas tecnologias. Estão reunidos os ingredientes básicos para uma receita de problemas.”
Acho que está tudo dito!
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Uma estudante britânica de 23 anos está a desenvolver um projecto de fim de curso que passa por encontrar a sua alma gémea. A missão do «The Husband Project» é encontrar um marido através da Internet e casar no espaço de 3 meses, noticia a ABC.

Alex Humphreys, mentora do projecto afirma: «não quero acabar sozinha e os encontros pela Internet são muito caros, portanto desenvolvi o «The Husband Project» é a melhor forma de conhecer alguém».
Apesar de a estudante de design ter ainda 23 anos, afirma estar «farta de estar solteira» e por isso quer «encontrar um marido».
No entanto a conselheira de encontros Zofia Guzy declarou que destino da jovem depende do tipo de marido que procura. «Se procura um marido para a vida toda aconselho-a» de que «uma mulher deve fazer saber que está interessada, mas não deve persegui-lo. Devem deixar o homem perseguir a mulher».
Humphreys não se considera «jovem de mais para casar». Tem vários «amigos que são casados» e diz mesmo: «Se não caso agora, o melhor é começar a procurar brevemente».
Não tendo o costume de sair, a estudante confiava nos amigos para lhe marcar encontros. Quando começou a não resultar resolveu tentar a Internet. Contudo considera «não estar a «gozar» com a instituição que é o casamento».
De qualquer forma e no que toca a notas finais Humphreys tem a certeza de uma coisa: «Mesmo que não case, não reprovo no projecto final. Estou a ter uma visão mais ampla daquilo que é a marcação de encontros e estou a documentar tudo. Estou também a tentar diferentes sites de encontros e também vou fazer «speed dating»».
in IOL Diário

No blog criado para o efeito, o seu perfil diz: “I like sitting, moustaches, beer and Supermarket Sweep.”
O nome do projecto devia ser: “Jovem estranha procura marido com gostos esquisitos”.
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O Ministério da Defesa britânico divulgou ontem sete novos dossiês contendo 1200 casos de avistamentos de ovnis ocorridos entre 1987 e 1993 e que foram investigados pelos serviços secretos britânicos da Defesa. A preocupação dos investigadores não eram os extraterrestres, mas a possibilidade de os russos estarem a testar equipamentos secretos.

Há histórias para todos os gostos, umas mais intrigantes, outras nem por isso. Uma pequeníssima percentagem permanece sem explicação plausível. Ao todo são 1200 casos de avistamentos estranhos contidos em sete dossiês desclassificados ontem pelo ministério da Defesa britânico e dedicados ao fenómeno ovni: os objectos voadores não identificados.
Os documentos estão desde ontem online no site dos arquivos nacionais britânicos, em nationalarchives.uk/ufos. Ali estão compilados os casos ocorridos entre 1987 e 1993 e investigados pelo DI55, uma secção dos serviços britânicos de inteligência para a defesa, “cuja existência”, como notava ontem o Guardian, “era negada pelo governo britânico até muito recentemente”.
Os dossiês e os seus relatos mostram que as autoridades lhes atribuíram importância suficiente para os investigar. Não tanto pelo fenómeno ovni em si, “mas por questões de defesa”, numa época em que se vivia ainda a Guerra Fria, tal como comentou David Clarke, especialista neste fenómeno e professor da universidade de Sheffield, citado pela BBC News online. “A questão era o que estavam os russos a testar e se algum daqueles avistamentos poderia estar relacionado com isso. Assim que eliminavam essa hipótese, já não estavam interessados [os serviços secretos de defesa] nisso”, disse David Clarke à BBC.
Uma dos casos que consta nos dossiês do DI55, e que foi contado pela imprensa britânica, é o de uma mulher que disse ter encontrado um extraterrestre louro e com sotaque escandinavo quando andava a passear o cão.
Esta história, considerada “pouco vulgar” pelos próprios investigadores, ocorreu em Norwich, em Novembro de 1989. A mulher que a protagonizou explicou ter conversado durante dez minutos com um homem louro que lhe explicou que as formas circulares traçadas em alguns campos de cereais eram obra de seres extraterrestres como ele e que o propósito da sua visita era amigável.
O extraterrestre louro foi ao ponto de dizer à mulher, que não está identificada no relato do caso pelos serviços secretos, que apesar de ter ordens para não falar com os seres humanos tinha decidido falar com ela porque achava isso importante.
Assustada, ela apressou-se a ir para casa. Antes de lá chegar ainda ouviu um zumbido e quando se voltou para trás viu um objecto esférico, brilhante e cor de laranja a elevar-se no ar. Logo a seguir telefonou aterrorizada para a força aérea.
Há outros casos. Luzes no céu, e o avistamento colectivo de um objectivo em forma de diamante no céu, em 1990, em Perthshire, para o qual não foi encontrada explicação. São histórias divertidas, ou que dão que pensar, e que agora estão à distância de um click.
in DN Online

Um OVNI avistado da nave americana Atlantis em 2006
Fotografia: Nasa/Getty Images
É o que digo: eles andem aí!
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A falta de alimentos, de água e de energia pode causar agitação social, conflitos fronteiriços e migrações em massa, com as pessoas a fugir das regiões mais afectadas pelas alterações climáticas. Esta é a mensagem que John Beddington, conselheiro científico do Governo britânico, leva hoje a Westminster. A “tempestade perfeita” deverá ocorrer em 2030.
Beddington, que assumiu o cargo no ano passado, vai falar numa conferência promovida pelo Governo sobre desenvolvimento sustentável.
O jornal “The Guardian” adianta que o cientista vai alertar que o aumento da população e o sucesso no combate à pobreza nos países em desenvolvimento vai levar a um aumento na procura de alimentos, água e energia nos próximos 20 anos.
“Estamo-nos a dirigir para uma tempestade perfeita em 2030 porque todas estas coisas vão acontecer ao mesmo tempo”, disse Beddington ao jornal.
“Se não atacarmos os problemas. Podemos esperar mais desestabilização, um aumento dos conflitos e dos problemas com as migrações internas, à medida que as pessoas tentam escapar à falta de alimentos e de água”, acrescentou.
Beddington alertou que as reservas mundiais de alimentos estão tão baixas, os valores mais baixos dos últimos 50 anos, que uma grande seca ou inundação poderá levar a uma escalada dos preços.
“Em 2030 vamos precisar de produzir 50 por cento mais alimentos. Ao mesmo tempo, vamos precisar de mais 50 por cento de energia e 30 por cento de água potável”.
De acordo com as previsões deste cientista, as alterações climáticas vão tornar o Norte da Europa e outras regiões de latitudes mais altas em centros cruciais de produção de alimentos.
A solução será lidar com todos os problemas em conjunto, considera.
Beddington, professor no Imperial College London, veio substituir Sir David King no ano passado.
in Público

Infelizmente, nada que não seja previsível…
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Um bispo propõe aos jovens fazer jejum de SMS. Rosário, Joaquim e os filhos vêem menos televisão para conversarem mais. Jaime pôs um aviso no Outlook para rezar diariamente ao meio-dia. José abre o Skype para rezar com mais dois amigos – e em latim… A Quaresma é pretexto para jejuns vários e para novos usos da tecnologia.

João Silva nem sequer sabia o que era isso do jejum da Quaresma. No grupo de escuteiros a que pertence, decidiram questionar-se sobre o que fazer que traduzisse a penitência quaresmal. Com 18 anos, a frequentar o 12.º na área de Humanidades, João pediu ao pároco que lhe explicasse o sentido dessas coisas.
“Nunca tinha feito nada disto. Como estamos no ano de São Paulo, ficou decidido cada um escolher algo que significasse o jejum, para tentar melhorar um pouco de si mesmo. Eu até gosto de comer. Decidi reduzir a quantidade de comida e não beber refrigerantes”, diz ao P2.
O jejum tradicional significava, no catolicismo, não comer nas sextas-feiras da Quaresma. A par da abstinência de carne, essa forma de renúncia traduzia o desejo de purificação do corpo e dos sentidos durante o tempo litúrgico que antecede a Páscoa, a festa maior do cristianismo, que assinala a ressurreição de Cristo.
“É uma forma de me tentar pôr à prova, um desafio, para ver o que consigo fazer nestes 40 dias. É uma experiência de domínio sobre o corpo”, acrescenta João, que reside em Caneças (Odivelas), explicando o sentido da sua decisão.
A proposta do bispo de Modena, em Itália, aos jovens da sua diocese, foi noutra linha: “Renunciar ao envio de mensagens SMS em cada sexta-feira da Quaresma.” A ideia é permitir que eles “se desintoxiquem do mundo virtual e se reencontrem consigo mesmos”, dizia o bispo Benito Cocchi, citado pela AFP.
A proposta do bispo teve sucesso, pelo menos entre outros colegas: os de Bari (Sul) e Pesaro (Centro). E tem uma razão social de fundo, dizia o diário italiano La Repubblica: com 50 SMS/mês por pessoa, a Itália é o segundo país da Europa, atrás do Reino Unido, no número de mensagens escritas enviadas por telefonino, nome que os italianos dão ao telemóvel.
Também em Portugal, o bispo de Lamego, Jacinto Botelho, sugeriu, entre outras coisas, um “jejum de atitudes e de palavras, desde o uso moderado dos meios de comunicação, por exemplo, televisão, rádio, CD, Internet, telemóvel, o próprio automóvel”.
Tais sugestões não são consensuais, mesmo dentro da Igreja. Gian Maria Vian, editor do L’Osservatore Romano, jornal do Vaticano, afirmou que as mensagens curtas são, por natureza, “uma ferramenta neutra, nem boa nem má”. E acrescentava: “Se as mensagens de texto são um meio apropriado de comunicar, não vejo por que nos devamos privar delas na Sexta-Feira Santa ou noutro dia.”
Ideia ridícula?
Giani Gennari, teólogo que escreve para o Avvenire, o jornal ligado à Conferência Episcopal, disse que a ideia do bispo de Modena é “ridícula”. E criticou: “Pode lançar-se uma campanha para desligar a luz e ficar às escuras. Estas propostas bizarras arriscam-se a tornar banal todo o sentido da Quaresma. Os padres fariam melhor pedindo aos fiéis que renunciassem a uma chávena de café e dessem o dinheiro aos pobres.”
Certo é que, nesta altura do ano, as propostas são muitas. Os bispos católicos escrevem normalmente uma mensagem a propor uma purificação pessoal. Se ela se concretizar de forma material, os crentes são depois convidados a dar o dinheiro que resulta dessa atitude para um fim determinado.
Em Portugal, a maior parte das dioceses optou por canalizar o produto da renúncia quaresmal, assim chamada, para apoio aos mais pobres e às vítimas da crise económica (ver PÚBLICO de 1 de Março). Em Itália, há ainda quem tenha proposto que os católicos abdiquem de utilizar o carro aos domingos (bispo de Trento) ou que bebam água da torneira e não de garrafas (patriarca de Veneza).
Mas houve quem aderisse ao jejum tecnológico. Com os seus 12 filhos (11 em casa, pois o mais velho, de 29 anos, já casou), Rosário e Joaquim Pernas decidiram fazer um jejum de televisão.
Membros do Caminho Neocatecumenal, um movimento católico que aposta na formação dos seus membros, Rosário, de 52 anos, é tradutora, e Joaquim, de 56, trabalha numa agência de viagens. A decisão, dizem, “é para dar mais importância às pessoas e uma oportunidade para falar mais uns com os outros”.
E não foi difícil aos mais pequenos (12, nove e sete anos) aceitar tal opção? “Habitualmente já não vemos muita televisão”, explica Joaquim. “Vêem-se os telejornais, futebol e râguebi, ou o canal Disney para os mais pequenos. Olham para esta decisão com naturalidade. E entendem que é uma ajuda para despertarmos mais para a necessidade dos outros.” Essa foi mesmo a promessa de Constança, nove anos – “ver menos desenhos animados”.
Convento virtual
Se há quem proponha o jejum tecnológico, há quem aproveite a tecnologia para viver melhor a Quaresma e a sua vida cristã. José Rosa, de 43 anos, casado e pai de dois filhos, resolveu criar com mais dois amigos um convento virtual. Professor, residente na Covilhã, junta-se diariamente a outro colega da mesma cidade e a um terceiro que mora na zona de Lisboa.
Por volta das 23h00, os três abrem o Skype para falar em conferência. Em cada computador, está já aberto o site www.almudi.org. Aqui, encontra-se o breviário, o livro que reúne as orações que, nos conventos, marcavam o ritmo aos tempos: matinas, laudes, vésperas, completas e as horas intermédias (tércia, sexta, noa).
Montis Stellae Caenobium. Convento Serra da Estrela é o nome que os três monges virtuais escolheram para esta oração diária através da Net. Por vezes, há outros amigos ou conhecidos que se lhes juntam.
“A nossa ideia foi responder à questão de como rezar hoje na cidade. O que materializa este convento é a existência de uma ferramenta na Internet que possibilita a conferência em simultâneo”, diz José Rosa. Por estes dias, aliás, o convento ultrapassa mesmo o Atlântico, já que um dos seus membros está no Brasil.
Mal se abre o site, é como se tivéssemos o breviário da Liturgia das Horas à frente, para desfolhar à medida que a oração prossegue. À noite, rezam completas. Por vezes, por volta das 19h00, também rezam vésperas. “Trata-se de adaptar o espírito monacal ao regime tecnológico”, diz o professor, para quem a ideia não é “nada do outro mundo”.
Há outra dimensão importante neste convento virtual: “Valorizamos também a beleza da liturgia: por isso rezamos em latim”, diz. Professores na área da Filosofia, todos estão à vontade com a língua. E ainda podem cantar os salmos e as antífonas, pois a ferramenta permite isso mesmo.
Jaime Faria, de 39 anos, gestor do ramo automóvel, teve que encontrar tempo para rezar sozinho. Casado com Teresa, de 35 anos, pediatra, têm três filhos. Com o nascimento das crianças, o tempo passou a escassear.
“Em solteiros, éramos capazes de rezar juntos. Agora, era mais difícil manter uma rotina. Associei um aviso ao Outlook para me lembrar do meio-dia e passei a rezar o Angelus” – uma oração tradicional e curta, que se reza a essa hora.
Jaime e Teresa conheceram-se numa missão de voluntariado, em São Tomé, dos Leigos para o Desenvolvimento. Hoje, fazem parte de um grupo das Equipas de Nossa Senhora, movimento católico de casais.
O assistente da equipa a que pertencem, padre Edgar Clara, envia-lhes também textos e pistas para a oração. “Quando ele manda, reencaminho para a Teresa. A tecnologia não muda a minha relação com Deus, mas ajuda a lembrar-me que tenho uma relação com Deus.”
Há muitos outros instrumentos disponíveis na Net. Em liturgia.pt, o Secretariado Nacional da Liturgia também disponibiliza a Liturgia das Horas. É possível, aliás, descarregar uma versão abreviada para o telemóvel.
O site sacredspace.ie, criado pelos jesuítas irlandeses, tornou-se um dos mais conhecidos, com várias línguas, incluindo o português. Em cada hora, durante o último mês de Fevereiro, o Lugar Sagrado teve 661 pessoas a rezar alguma das várias propostas de oração ali feitas.
Em www.taize.fr, é possível acompanhar as orações da comunidade monástica ecuménica de Taizé (França), que junta monges católicos e protestantes. Há ainda o evangelhoquotidiano.org, onde predominam os textos bíblicos.
Há pouco mais de dois meses, foi noticiado que a Liturgia das Horas passaria a estar disponível para o iPhone em inglês, francês, italiano e espanhol – o português virá mais tarde.
Terão sido estes fenómenos que, na semana passada, levaram o Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais a convocar bispos de 80 países para debater as Novas Perspectivas para a Comunicação Eclesial – Mudanças na cultura e na tecnologia da comunicação.
Blogues, redes sociais e ferramentas como o Facebook, Youtube, Flickr ou Twitter foram alguns dos fenómenos debatidos e que serão tratados num documento orientador, a publicar até final do ano.
Na oração de vésperas desta tarde, será lido um excerto da Carta de São Paulo aos Romanos: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito.”
in Caderno P2 do Público

Tudo isto pemite a cada um viver a sua religiosidade como bem entender.
Parece-me bem!
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Um beijo é muito mais que lábios fundidos ou línguas entrelaçadas. Os cientistas acreditam que pode determinar o futuro de uma relação e até combater a depressão. A filematologia explica como.

Lembra-se do primeiro? Olhos nos olhos, mãos suadas, coração acelerado, lábios hesitantes. Tensão e emoção. Num sopro, paraíso ou inferno. Afinal, porque beijamos? Simples: porque queremos. Porque nos rendemos aos afectos e nos deixamos levar pelos impulsos românticos. E, contudo, explicam os cientistas, o fenómeno é muito mais complexo que a simples comunhão de duas bocas, seja no entrelaçar das línguas ou, com menos saliva, na união de dois lábios (ou, para ser mais rigoroso, dois pares de lábios). Por isso criaram a filematologia, a ciência que estuda o beijo e as suas funções.
Como na canção “As Time Goes By”, imortalizada em “Casablanca“, “a kiss is still a kiss” mas será sempre algo mais que a estrofe em que duas bocas rimam, para usar outra citação famosa. Por detrás de cada gesto escondem-se não só um emaranhado de reacções orgânicas, mas também uma miríade de motivações que nem sempre são óbvias. Beijamos por paixão, mas também por costume, educação, respeito e até por mera formalidade. A própria forma como beijamos varia de acordo com o que queremos expressar.
Segundo o antropólogo inglês Desmond Morris, as origens do beijo estão num instinto bem mais primário: o das mães primatas mastigarem a comida e a passarem às crias através da boca, um costume que sobrevive ainda em algumas tribos do Planeta. O gesto, especula Morris, terá evoluído para uma forma de confortar crianças esfomeadas quando a comida escasseava e, mais tarde, para demonstrar amor e carinho.
Para outros cientistas, beijar está ligado ao complexo processo de escolha de um parceiro. Quando duas pessoas se beijam, trocam uma série de informações (gustativas, mas também olfactivas, tácteis, visuais e até de postura) que, inconscientemente, as ajudam a perceber o grau de comprometimento do outro na relação. O gesto pode revelar até que ponto se está perante a pessoa ideal para formar família, sendo por isso uma acção fundamental para a sobrevivência das espécies.
A chave deste fenómeno está no olfacto. Beijar activa a libertação de feromonas que, ao serem detectadas, de forma inconsciente, pelas mulheres, as ajudam a escolher os parceiros que terão uma melhor descendência. A explicação está num conjunto de genes ligados a uma parte do sistema imunitário conhecida como complexo maior de histocompatibilidade (CMH), que, através do olfacto, desempenha um papel fundamental na atracção sexual. Aqui funciona a lei de que os opostos se atraem: elas preferem homens com um CMH diferente do seu, uma escolha influenciada pela Natureza: juntar parceiros com diferentes genes do sistema imunológico fortalece as defesas da geração seguinte, melhorando, assim, as hipóteses de sobrevivência da espécie.
Talvez por isso, a ciência tem demonstrado que o primeiro beijo pode ajudar a afastar o que as forças do romantismo uniram. O sucesso de uma relação depende, muitas vezes, desse momento único em que os lábios se tocam pela primeira vez. Segundo um estudo publicado na revista científica “Evolutionary Psychology“, 59% dos homens e 66% das mulheres admitiram já ter perdido o interesse por alguém após o primeiro beijo.
A investigação revela outros dados interessantes, que vêm confirmar alguns estereótipos sobre os comportamentos sexuais dos dois géneros: os homens utilizam mais o beijo como um meio para atingir um envolvimento sexual e estão mais predispostos a ter sexo sem beijar, com alguém que considerem beijar mal ou mesmo com alguém por quem não se sintam atraídos. Já as mulheres, intuitivamente, tendem a usar o beijo para avaliar o estado da sua relação e o grau de comprometimento do seu parceiro.
O estudo revelou outro dado curioso: os homens preferem beijos mais molhados e com mais contacto de língua. A opção, percebe-se agora, não é ingénua. A saliva masculina contém grandes quantidades de testosterona que podem afectar a líbido das mulheres. Os cientistas baralham outra hipótese: a dos homens terem uma menor capacidade de detecção química e sensorial, precisando por isso de mais saliva para fazer a sua avaliação da parceira.
Igualmente complexa é a equação anatómica e fisiológica de um beijo. O acto põe em acção diversos músculos, cujo número varia em função da intensidade: um beijo carinhoso mobiliza 17 músculos; um mais apaixonado pode chegar aos 29, segundo a tese de doutoramento em Medicina da francesa Martine Mourier, que dedicou as duzentas páginas do seu trabalho aos efeitos do beijo. Outras revelações: a pressão exercida pode atingir os 12 quilos, os batimentos cardíacos disparam dos 70 para os 150 por minuto e são trocadas pelos menos 250 bactérias. Citando um filósofo dos tempos modernos, Duff McKagan, ex-baixista dos Guns N’Roses, “um beijo pode não ser uma coisa higiénica, mas é a maneira mais saborosa de apanhar um germe”.
Por isso, ainda que aparentemente inofensivo, beijar pode ser um veículo privilegiado de transmissão de doenças. A lista inclui desde uma simples constipação à hepatite, tuberculose, mononucleose, herpes labial e, em determinadas situações, doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis e a sida (caso existam feridas ou cortes na boca).
Por paradoxal que possa parecer, pode também ter efeitos terapêuticos, por exemplo, no combate à depressão. Segundo um estudo realizado no Reino Unido, beijar estimula o cérebro a libertar endorfinas, substâncias químicas que funcionam como uma espécie de ‘opiáceo’ natural do organismo, proporcionando sensações de prazer, euforia e bem-estar que ajudam a combater a depressão. Quanto mais excitantes e apaixonados os beijos, maiores os benefícios para a saúde. Além disso, baixa os níveis de cortisol, conhecida como a hormona do stress, e pode até funcionar como uma forma de ‘vacinação’ natural dos bebés: ao beijar o seu filho recém-nascido, a mãe transmite-lhes, de forma diluída e progressiva, os seus germes, desencadeando as defesas do organismo do bebé.
Indiferentes às dissertações científicas, beijamos, sobretudo, pelo prazer de beijar. Porque é, afinal, disso que se trata: de um prazer magnético em que duas almas se unem. Que importa o resto?
in Expresso

Marinheiro a beijar uma enfermeira em Times Square no V-J Day em 1945.
(Photo: Alfred Eisenstaedt, Time-Life/Getty Images)
Que importa o resto?
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O cérebro começa a envelhecer bem mais cedo do que se pensava. Segundo um estudo norte-americano, é aos 22 anos que se atinge o pico da performance cerebral, e aos 27 que a rapidez de raciocínio e a capacidade visualização espacial se começam a degradar.

As conclusões do estudo da Universidade da Virgínia foram publicadas no jornal científico Neurobiology of Aging, citado pela BBC, e permitem planear novas estratégias para evitar a perda das capacidades intelectuais.
A solução é agir cada vez mais cedo, uma vez que se sabe agora que o pico da performance cerebral acontece logo aos 22 anos, e que aos 27 já se nota o início do declínio intelectual.
Especificamente, é aos 27 anos que os indivíduos começam a ter menos capacidade de visualizar espaços e menor velocidade de raciocínio.
Não é nenhuma tendência dramática, note-se, mas significa que a ‘ginástica mental’ deve ser praticada cada vez mais cedo para manter o cérebro ao melhor nível por muitos anos.
O estudo, dirigido pelo neurologista Timothy Salthouse, contou com 2 mil voluntários entre os 18 e os 60 anos, que foram testados com puzzles, exercícios de memória e outros desafios.
Em nove dos 12 testes realizados, os melhores resultados foram alcançados pelas pessoas de 22 anos. A partir dos 27, os resultados começaram a piorar, sobretudo nos puzzles.
Nos exercícios de memorização, foi só aos 37 que se notou um declínio das performances.
Já nos testes de vocabulário e de cultura geral, o saber continua a aumentar até aos 60 anos.
Segundo vários cientistas citados pela BBC, o estudo ajuda os especialistas do combate a doenças como o Alzheimer a detectar sintomas muito mais cedo e a delinear estratégias para evitar ou retardar os efeitos de várias patologias.
in SOL

Tenho que começar a exercitar estes neurónios com maior intensidade!
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Um grupo de 20 cientistas ingleses elegeu as invenções tecnológicas que mais mudaram a forma como a humanidade vive e interage na actualidade. Os peritos pertencem à Associação Britânica de Ciência e as escolhas vão desde o código de barras aos ténis desportivos.



Do cartão de crédito à comida de ‘plástico’ – a ordem é aleatória -, eis os dez inventos tecnológicos que mais marcaram o mundo no último século. A eleição foi feita por um painel de 20 cientistas ingleses, da British Science Association – e serviu para assinalar uma semana dedicada à ciência e à engenharia.
A lista será discutível, como todas as outras. E os critérios não se baseiam necessariamente nos benefícios que estes inventos trouxeram à humanidade.
O cartão de crédito está lá porque facilitou a circulação de capitais, sobretudo por cidadãos no estrangeiro, mas também não se esquece que contribuiu para o sobreendividamento em que hoje vive muita gente. Da comida de plástico nem vale a pena falar…
Mas não há dúvidas de que estas tecnologias e produtos mudaram o mundo. Não apenas pelo que trouxeram de inovador mas, sobretudo, pelo impacto que tiveram nos comportamentos e prioridades dos tempos modernos.
O código de barras, uma ideia relativamente simples à primeira vista, mudou a forma de se fazer compras. Os ténis de corrida não só melhoraram o desempenho como marcaram a moda ao longo de gerações.
Nas escolhas dos especialistas, nota-se que apesar de pretender reflectir mais de meio século de inventos, a lista acaba por ser muito influenciada pelas tendências das últimas décadas, para não dizer dos últimos anos. Exemplos disso mesmo são as escolhas das “redes sociais” na Internet ou das mensagens de texto (SMS), o meio de comunicação preferencial – há quem diga que, em igualdade de circunstâncias com a fala – dos adolescentes, ou ainda do famoso GPS.
in DN Online

Podem não ter sido as mais importantes invenções do século, mas que alteraram a maneira de como lidamos com a maioria das “coisas”, sem dúvida!
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