A Agência Europeia de Redes e Sistemas de Informação (ENISA) alertou hoje para o risco de um “11 de Setembro electrónico”, provocado por ataques cibernéticos ou pela propagação de vírus na Internet, caso se ignore a segurança a nível comunitário.
“A União Europeia tem um caminho longo a percorrer para por a salvo a sua economia electrónica”, disse em conferência de imprensa o director da agência, Andrea Pirotti, referindo-se ao volume de negócios que as empresas europeias realizam através da Internet.
Hoje em dia, cerca de 30 por cento do comércio global é “digitalmente dependente” e só o problema do “spam” (correio electrónico não solicitado) teve um custo económico de mais de 64 mil milhões de euros em 2007, segundo dados avançados pelo mesmo responsável.
A estes problemas juntam-se seis milhões de computadores infectados por “botnets”, códigos maliciosos que permitem controlar os computadores onde estão instalados, que são utilizados por redes criminosas para reenviar mais mensagens não solicitadas e cometer fraudes electrónicas, disse ainda o director da ENISA.
Há ainda o perigo das redes sociais na Internet, como o Facebook ou MySpace, onde os utilizadores se ligam entre si apresentando perfis pessoais.
Através destas redes, “qualquer um pode aceder a informação pessoal, arquivos ou fotos de um utilizador e difundi-los na Internet”, disse Andrea Pirotti.
Estes programas são como “um cocktail digital em que um utilizador pode conhecer muita gente e sofrer no dia seguinte de uma ressaca digital sem o saber”, afirmou ainda.
Pirotti pediu à União Europeia que leve mais a sério estas ameaças, dedicando mais recursos às redes e sistemas de informação e melhorando a cooperação entre os Estados-membros para reduzir “os grande desequilíbrios a nível de segurança” dos 27.
Entre outras recomendações, a ENISA sugere a criação de “brigadas de bombeiros digitais”, equipas de intervenção de emergência de problemas informáticos afectos às autoridades dos Estados-membros.
Estas brigadas estão activas em 14 dos 27 Estados-membros da UE, esperando-se que nos próximos dois anos se estendam a mais dez Estados, disse Pirotti.
“São as únicas células que podem intervir em ataques informáticos de grande escala”, concluiu o presidente da Agência, acrescentando que as brigadas devem ter uma função informativa junto das empresas e oferecer-lhes formação na área da segurança.
Pelo sim, pelo não, já coloquei o meu firewall em alerta máximo…








































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