Estão as redes sociais a mudar o nosso cérebro?

26 02 2009

O Facebook e o Twitter estão a mudar a forma como pensamos. Ao que parece, literalmente. Uma prestigiada neurologista britânica diz que os efeitos culturais e psicológicos das relações online vão mudar o cérebro das próximas gerações: menos capacidade de concentração, mais egoísmo e dificuldade de simpatizar com os outros e uma identidade mais frágil são algumas das consequências que Susan Greenfield antecipa.

O alerta da especialista surge na mesma semana em que foi divulgado que Portugal é o terceiro país europeu que mais utiliza as redes sociais na Internet – de acordo com a Marktest, só em Março passado, os portugueses dedicaram quatro milhões de horas a estes sites. “Uma geração que cresce com novas tecnologias e num ambiente cultural diverso vai ser naturalmente diferente: da forma como processa os pensamentos, à moral e comportamentos”, concorda o neurologista Lopes Lima. No entanto, será uma geração mais adaptada às circunstâncias actuais – “faz parte da evolução humana”, diz.

Também o psiquiatra Álvaro de Carvalho considera que é inevitável que esta adesão às redes sociais e ás novas formas de comunicar “induza uma forma de funcionamento mental diferente: que tem aspectos negativos, mas também positivos.”. Na Câmara dos Lordes inglesa, Susan Greenfield salientou os negativos: a directora do reputado Royal Institution of Great Britain acredita que a exposição das crianças à rapidez da comunicação pode acostumar o cérebro a trabalhar em escalas de tempo muito curtas e aumentar as distúrbios de défices de atenção. Além disso, salienta a preferência pelas recompensas imediatas, ligada às áreas do cérebro que também estão envolvidas na dependência de drogas.

“Há o risco de não valorizar aspectos da vida que não são atractivos no imediato, enquanto se vai mais atrás do prazer rápido”, concorda Álvaro de Carvalho. “Nas crianças, aquilo que é óbvio é que as novas formas de comunicação, menos presenciais, criam um modelo de interacção menos humanizado, muito menos rico a nível emocional, já que a capacidade de sentir o outro é limitada”, diz o psiquiatra.

Ou seja, a capacidade de desenvolver empatia pelos outros também pode ser afectada. Esta mudança preocupa o neuropsicólogo Manuel Domingos. “Há pessoas que privilegiam a conversa atrás do teclado, onde podem ficar escondidas”, diz. Por isso, apesar de aparentemente facilitar a comunicação, acaba por a simplificar de mais, argumenta.

Para Álvaro de Carvalho, neste momento, ainda estamos a assistir à implementação de um novo modelo e por isso há muita especulação. “Há mais perguntas que respostas”, reconhece o psiquiatra.

in DN Online

Nada disto é propriamente novidade, mas que se pode tornar (ou já se tornou?! :roll: ) uma ‘epidemia’ das sociedade modernas, isso é preocupante! :shock:

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Música ‘altera’ vida sexual dos jovens

25 02 2009

Letras com conteúdo vulgar podem influenciar a frequência com que os jovens fazem sexo.

Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que adolescentes que escutam música com conteúdo sexual depreciativo têm uma vida sexual mais activa.

A equipe da Universidade de Pittsburgh entrevistou 711 jovens dos 13 aos 18 anos de idade sobre as suas vidas sexuais e hábitos musicais.

Eles perceberam que os que ouviam músicas com versos sobre sexo explícito e agressivo regularmente, cerca de 17h por semana, tinham o dobro das hipóteses de fazer mais sexo do que os que ouviam músicas apenas 2,7h no mesmo período.

Os especialistas classificaram como letras vulgares as que descrevem o sexo como um acto puramente físico e relacionado a relações de poder, diz o estudo divulgado na publicação especializada “American Journal of Preventive Medicine“. (…)

Os pesquisadores recusaram-se, no entanto, a nomear as canções que consideraram depreciativas, dizendo apenas que 64% das canções de Hip-Hop analizadas eram sexualmente desprezíveis, comparado com os apenas 7% de musicas Country e 3% de canções Pop.

O coordenador da pesquisa, Brian Primack, disse que apesar de a pesquisa ter encontrado um elo entre música e sexo, “é difícil afirmar que canções de sexo contribuam directamente para que os jovens façam sexo mais cedo”.

“Eu acredito, no entanto, que os pais devam considerar os resultados. É tentador dizer que música é só ‘coisa de jovem’”.

“Eu não digo que os pais devam tentar banir este tipo de música. Isso não vai ajudar. Mas devem falar com os seus filhos sobre sexo e colocar este tipo de música no contexto correcto”, completou.

in G1.com

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Os pecados de homens e mulheres

23 02 2009

Um estudo realizado em Itália e confirmado pelo Vaticano mostra que a soberba é o pecado mais comum entre as mulheres, enquanto a luxúria é o mais frequente entre os homens.

No lado masculino, a gula e a preguiça aparecem em seguida. Entre as mulheres, a inveja e a ira são também os pecados mais usuais.

A pesquisa foi baseada numa análise de confissões de fiéis da Igreja Católica, realizada pelo padre jesuíta e professor Roberto Busa, de 96 anos. O resultado foi comentado pelo monsenhor Wojciech Giertych, teólogo pessoal do papa Bento XVI, no jornal do Vaticano L’Osservatore Romano.

“Os homens e as mulheres pecam de maneira diferente”, escreveu Giertych. “Quando olhamos os vícios do ponto de vista das dificuldades que eles criam, descobrimos que as experiências masculinas são bastante distintas das femininas.”

Segundo o teólogo, essas diferenças explicam-se por causa de contextos sociais distintos. “Eles geram hábitos diferentes, mas a natureza humana permanece a mesma”, escreveu.

“A fraqueza humana pode purificar a fé se for admitida diante de Deus”, afirmou Giertych.

Entretanto 30% dos católicos não consideram necessária a confissão a um padre10% deles acreditam ainda que o acto “atrapalha o seu diálogo directo com Deus”.

Os sete pecados capitaissoberba, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça – teriam sido apresentados no século VI pelo papa Gregório e revistos por S. Tomás de Aquino no século XVII.

in Globo

Como eu gosto destes estudos que envolvem fé, Vaticano,…

É melhor não fazer mais comentários!! 8)

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Os ‘remédios’ dos nossos avós

18 02 2009

Os medicamentos de há 100 a 120 anos atrás eram um bocadinho diferentes dos actuais. O efeito podia ser semelhante (!), mas a composição era… perturbadora!

Heroína da Bayer:

Um frasco de heroína da Bayer. Entre 1890 a 1910 a heroína era divulgada como um substituto não viciante da morfina e um remédio contra tosse para crianças.

Vinho de coca:

O vinho de coca da Metcalf era um de uma grande quantidade de vinhos que continham coca disponíveis no mercado. Todos afirmavam que tinham efeitos medicinais, mas indubitavelmente eram consumidos pelo seu valor “recreador” também.

Vinho Mariani:

O Vinho Mariani (1865) era o principal vinho de coca do seu tempo. O Papa Leão XIII carregava um frasco de Vinho Mariani consigo e premiou o seu criador, Ângelo Mariani, com uma medalha de ouro.

Maltine:

Este vinho de coca foi fabricado pela Maltine Manufacturing Company de Nova Iorque. A dosagem indicada dizia: “Uma taça cheia junto com, ou imediatamente após, as refeições. Crianças em proporção.”

Peso de papel:

Um peso de papel promocional da C.F. Boehringer & Soehne (Mannheim, Alemanha), “os maiores fabricantes do mundo de quinino e cocaína”. Este fabricante tinha orgulho em sua posição de líder no mercado de cocaína.

Glyco-Heroína:

Propaganda de heroína da Martin H. Smith Company, de Nova York. A heroína era amplamente usada não apenas como analgésico, mas também como remédio contra a asma, tosse e pneumonia. Misturar heroína com glicerina (e frequentemente açúcar e temperos) tornava o opiáceo amargo mais agradável para a ingestão oral.

Ópio para a asma:

Estes National Vaporizer Vapor-OL eram indicados “para asma e outras afecções espasmódicas”. O líquido volátil era colocado numa panela e aquecido por um lampião de querosene.

Tablete de cocaína (1900):

Estas tabletes de cocaína eram “indispensáveis para os cantores, professores e oradores”. Eles também aquietavam a dor de garganta e davam um efeito “animador” para que estes profissionais atingissem o máximo de sua performance.

“Drops de Cocaína para Dor de Dente – Cura instantânea”:

Os dropes de cocaína para dor de dente (1885) eram populares para crianças. Não apenas acabava com a dor, mas também melhorava o “humor” dos usuários.

Ópio para bebés recém-nascidos:

Acha que a nossa vida moderna é confortável? Antigamente para aquietar bebés recém-nascidos não era necessário um grande esforço dos pais, mas sim, ópio. Este frasco de paregórico (sedativo) da Stickney and Poor era uma mistura de ópio e de álcool que era distribuída do mesmo modo que os temperos pelos quais a empresa era conhecida. “Dose – [Para crianças com] cinco dias, 3 gotas. Duas semanas, 8 gotas. Cinco anos, 25 gotas. Adultos, uma colher cheia.”

O produto era muito potente, e continha 46% de álcool.

recebido por email

Aqui está a explicação para a durabilidade e resistência dos nosso avós!! :shock:

E, se por um acaso, forem apanhados com algum produto… duvidoso, digam que foi a avó que deu! Quem sabe… :mrgreen:


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World Press Photo 2009

16 02 2009

World Press Photo of the Year

Depois de uma ordem de despejo, o agente Robert Koel certifica-se se os residentes desta casa de Cleveland (Estado de Ohio) a abandonaram de facto. A foto é do norte-americano Anthony Suau e é a grande vencedora do World Press Photo.

Spot News: 1º prémio

Chen Qinggan, China, Hangzhou Daily

General News: 1º prémio

Luiz Vasconcelos, Brasil, Jornal A Crítica/Zuma Press

People in the News: 1º prémio

Chiba Yasuyoshi, Japão, Agence France-Presse

Sports Action: 1º prémio

Paul Mohan, Irlanda, Sportsfile

Sports Features: 1º prémio

Xiaoling Wu, China, Xinhua News Agency

Contemporary Issues: 1º prémio

Mashid Mohadjerin, Bélgica, Reporters

Daily Life: 1º prémio

Lissette Lemus, El Salvador, El Diario de Hoy

Portraits: 1º prémio

Yuri Kozyrev, Russia, Noor para Time

Arts and Entertainment: 1º prémio

Giulio Di Sturco, Itália, Agenzia Grazia Neri

Nature: 1º prémio

Carlos F. Gutiérrez, Chile, Patagonia Press para Diario La Tercera

Fotografias que nos dão murros no estomâgo! :?

Veja a lista completa dos premiados no site da World Press Photo

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A longa viagem de Darwin

12 02 2009

Nasceu faz hoje dois séculos.E 2009 marca os 150 anos da sua obra maior. Nela Darwin lança luz sobre o processo que faz com que os seres vivos se tornem no que são ou deixem de existir. A ciência futura iria confirmar a sua teoria.

Charles Darwin (1809-1882) teve o privilégio de viver no seio de uma família abastada e culta, que o quis encaminhar para a medicina ou ainda para a vida clerical. Mas se o jovem Charles aproveitou o que aprendeu sobre a vida natural no primeiro dos cursos também procurou tutores sapientes em geologia, botânica e zoologia. Muita da sua aprendizagem fez-se de curiosidade pessoal, passando o tempo no campo a observar a vida das espécies, ao ponto de o seu pai se preocupar seriamente quanto ao futuro. (…)

in JN

Foi já no fim da sua viagem marítima de cinco anos à volta do mundo, no navio da Real Marinha Britânica HMS Beagle, que Charles Darwin ouviu um grito que não deixou de ouvir toda a vida. Foi na zona de Pernambuco, no Brasil. “Ouvi os gemidos mais inspiradores de pena, e só posso suspeitar que algum pobre escravo estivesse a ser torturado”, relata no seu Journal, o diário de viagem a bordo do Beagle.

Se Darwin não viu o que se passou dessa vez, tinha já visto muitos exemplos da forma como os escravos eram tratados no Brasil. “Perto do Rio de Janeiro vivi frente a uma velha senhora que tinha um instrumento para esmagar os dedos das suas escravas. E fiquei numa casa onde um jovem mulato era insultado, espancado e perseguido todos os dias e todas as horas. Era o suficiente para quebrar o espírito até do animal mais baixo”, escreveu no mesmo livro. “Agradeço a Deus por nunca mais ter de visitar um país esclavagista”, concluía.

Darwin, antiesclavagista? Não é essa a história que costumamos ouvir contar sobre o homem que desenvolveu a teoria da evolução das espécies através da selecção natural. Mas esse é o foco de um novo livro lançado no Reino Unido, poucos dias antes de se comemorar, hoje, o nascimento de Charles Darwin – 12 de Fevereiro de 1809, o mesmo dia em que nasceu Abraham Lincoln, o Presidente dos Estados Unidos ligado à luta pela abolição da escravatura.

Darwin’s Sacred Cause – Race, Slavery and the Quest of Human Origins (em tradução literal, A Causa Sagrada de Darwin – Raça, Escravatura e a Busca das Origens Humanas) foi escrito por Adrian Desmond e James Moore, também autores de uma biografia de Charles Darwin. Desta vez analisam o meio cultural e familiar do homem que se tornou um herói da ciência.

A escola americana

Quando Darwin publicou o livro que o transformou num ícone da ciência moderna – Sobre a Origem das Espécies através da Selecção Natural (tradução literal da obra publicada em Portugal pela D. Quixote com o título A Origem das Espécies) -, propondo um mecanismo natural como o motor da evolução, em 1858, discutia-se se os seres humanos seriam apenas uma espécie única, em todo o mundo, ou se negros, asiáticos e demais tipos humanos eram espécies separadas. A visão de um mundo em que cada espécie foi criada autonomamente, no local onde se encontra hoje, estava a vingar nos Estados Unidos – e favorecia a política esclavagista, que em breve viria a desencadear a Guerra Civil Americana (1861-1865).

Se negros e brancos fossem de facto espécies separadas, e não apenas diferentes raças, poder-se-ia justificar a visão do mundo dos supremacistas brancos, como os proprietários de plantações no Sul dos Estados Unidos. O homem branco era visto como o pináculo da criação. E os negros como criaturas inferiores, naturalmente destinados a servirem o homem branco. A ciência em que se baseavam estas ideias partia de coisas como o estudo de crânios – para analisar as suas mossas, que revelariam a dimensão dos vários órgãos do cérebro, como o da justiça ou da consciência – e o tamanho dos cérebros.

Havia algumas gradações nesta escola antropológica americana. Samuel Morton, que era apenas uma década mais velho que Darwin e tinha passado pela Universidade de Edimburgo, tal como o autor da teoria da evolução, era o expoente da abordagem positivista: não deixava que Deus entrasse nos seus estudos de crânios, cuja capacidade mediu, enchendo-os primeiro com sementes de mostarda e depois com bolinhas de chumbo. Mas introduziu uma série de desvios estatísticos que distorcia as suas obras monumentais, como Crania Americana, relatava o historiador da ciência e biólogo Stephen Jay Gould no livro A Falsa Medida do Homem (Quasi Edições).

Outros, como o suíço Louis Agassiz, radicado nos Estados Unidos e professor na Universidade de Harvard, introduziam uma dimensão mística no estudo das raças e espécies. Agassiz, que aliás muito irritava Darwin, garantem Desmond e Moore – um dos capítulos do livro chama-se Oh for shame Agassiz, pegando num comentário escrevinhado por Darwin -, acreditava que a vida na Terra tinha sido recriada muitas vezes, depois de cataclismos cíclicos. Mas não tolerava a ideia de que as espécies se fossem transformando, evoluindo e espalhando pelo mundo. “Embora tivesse havido uma sucessão de tipos ‘mais elevados’, dos peixes aos humanos, explicava-os como a revelação dos pensamentos de Deus – não havia ligações materiais ou evolutivas entre um fóssil e outro, relacionavam-se apenas através da Mente Divina, que criava miraculosamente cada nova espécie”, escrevem Desmond e Moore.

Homens e irmãos

Darwin, entre o seu regresso da viagem do Beagle, em 1836 (tinha apenas 22 anos quando ela começou), e o casamento com a prima Emma Wedgwood, em 1839, encheu muitos caderninhos de notas sobre a sua convicção cada vez maior de que as espécies “se transmutavam” – mudavam, ao longo dos tempos, transformando-se noutras, espalhando-se pelo mundo. Em apontamentos telegráficos reflectia sobre os possíveis mecanismos para explicar que as espécies não eram fixas, imutáveis.

Esta ideia da “transmutação” das espécies já andava a germinar na cultura europeia há décadas, embora sem que ninguém tivesse proposto um mecanismo convincente. Mas não era propriamente senso comum, e Darwin manteve-se calado, reflectindo, fazendo experiências – construindo a sua reputação, e sofrendo com o fervilhar de ideias que tinha dentro de si. Porque ele, que acreditava na unidade da espécie humana, apesar de todas as suas variações, tinha uma ideia herética: acreditava na unidade de todas as espécies, que foram evoluindo e transformando-se a partir de um antepassado comum.

Esta crença na unidade da espécie humana era sustentada pela sua vivência familiar, entre as famílias Darwin e Wedgwood, que se casaram várias vezes entre si. Ambas eram activistas na luta pela abolição do comércio de escravos, primeiro, e depois pela abolição da escravatura. Os Wedgwood, fabricantes de louça, criaram um medalhão que se tornou o símbolo dessa luta – um negro de joelhos e com correntes, com a inscrição “Não serei eu um homem e vosso irmão”.

Na sua viagem de cinco anos no Beagle, Darwin contactou muitas vezes com escravos, negros e mulatos. Destes últimos duvidava-se que pudessem até ter filhos, como as mulas, que resultam do cruzamento de espécies diferentes, de cavalos e burros. Mas a ele não lhe faziam confusão nenhuma. “Nunca vi ninguém tão inteligente como os negros, especialmente as crianças negras ou mulatas”, escreveu depois de chegar à Praia, em Cabo Verde, a primeira paragem da viagem do Beagle, iniciada a 27 Dezembro de 1831.

E também viu muitos índios sul-americanos, representantes das tribos de aparência primitiva com que os europeus da época se confrontaram, muitas vezes em encontros inéditos – foi o momento em que os exploradores europeus começaram a chegar mesmo a todos os cantos da Terra.

Pombos e sementes

O caminho pelo qual chegou à prova de que as espécies podem de facto espalhar-se pelo mundo e mudar, ao longo dessa viagem, acabou por incluir pombos e sementes postas a marinar em água salgada.

Para estas experiências, durante a década de 1850, conseguiu mobilizar a sua enorme rede de correspondentes em todo o mundo, e também o apoio da estrutura consular e comercial do Império Britânico – aquele onde o Sol nunca se chegava a pôr, de tal forma era grande. Mandavam-lhe sementes e peles de ossos de pombo, de variedades locais, para ele estudar. E foi a irritação que as ideias de Agassiz lhe despertavam que o levou a lançar-se nesta aventura, defendem Desmond e Moore.

O que lhe interessava era mostrar que as espécies se modificam – e podem ser modificadas pela acção do homem, que pode simplesmente gostar de pombos com a cauda mais larga ou o bico mais curto, sem que crie espécies novas. E provar que as espécies animais e vegetais podiam viajar pelo mundo, adaptando-se localmente. Para tal, demonstrou que a água salgada não matava as sementes, como toda a gente admitia (sem provas experimentais), e que portanto podiam fazer longas viagens por mar e germinar numa nova terra.

Com estas experiências, Darwin demonstrou os mecanismos da transmutação das espécies – a evolução através da selecção natural. E também de um outro factor, o da selecção sexual: as fêmeas preferem certas características nos machos, que podem não ter valor evolutivo, mas são passadas à geração seguinte. O mesmo mecanismo pode explicar que existam homens negros e brancos, se cada cor preferir ter como parceiro sexual alguém com a mesma tonalidade de pele.

Da origem e dispersão das espécies Darwin colheu uma farpa que apontou ao coração do racismo, que ganhava expressão durante a década de 1850, nos Estados Unidos mas não só. Só que, em 1858, Darwin tinha pressa de publicar – por causa da carta que recebeu de Alfred Russel Wallace, um jovem naturalista que estava na Indonésia e que lhe enviou as suas reflexões sobre a origem e transformação das espécies que tanto se assemelhavam à sua própria teoria, desenvolvida ao longo de duas décadas. Por isso, acabou por deixar a evolução humana de fora de A Origem das Espécies.

Entendia-se que nessa obra ele colocava a humanidade em pé de igualdade com os outros animais. Mas Darwin sentia que precisava de mais provas, de ser verdadeiramente esmagador, para falar sobre a evolução humana, num momento em que a campanha dos que viam os negros como uma espécie separada era tão forte, e em que a ameaça de guerra nos EUA estava a agigantar-se.

Cartas e outros escritos mostram que Darwin tinha esperança que Charles Lyell, o seu mentor científico, o ajudasse, falando da evolução humana no livro que estava a preparar sobre o tema. Mas Lyell tinha dificuldade em aceitar que o homem branco fosse retirado do pináculo da evolução e até algumas simpatias pelos plantadores do Sul dos EUA (embora não propriamente pela escravatura), e não conseguia dar esse passo.

Só anos mais tarde, em 1871, já depois de ter terminado a guerra nos EUA, Darwin ganhou coragem para publicar o livro em que fala mesmo sobre a evolução humanaA Ascendência do Homem, e Selecção relativamente ao Sexo (não disponível em edição portuguesa). Nele expõe então a sua teoria da selecção sexual, para explicar as diferenças que criam as raças.

in Público

Uma teoria que, ainda hoje, demora muito a “evoluir” para certas pessoas e grupos. :?


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TV noticia ‘morte’ de George W. Bush

11 02 2009

Um canal de televisão da África do Sul transmitiu, por engano, na última segunda-feira, uma notícia que afirmava que o ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, teria morrido.

Durante cerca de três segundos, um letreiro de um dos telejornais do canal ETV News mostrou uma mensagem com os dizeres “Morreu George Bush”.

O erro aconteceu quando um técnico “confundiu-se” e apertou um botão que fazia o letreiro entrar no ar, no lugar de outro botão de testes.

O técnico terá cometido o erro depois de um dos editores do canal ter pedido para ver como ficaria no ar o letreiro de uma manchete.

“O director técnico apertou o botão errado. Demorou um segundo para que a notícia aparecesse na tela e apenas outros três para que fosse retirada”, afirmou o porta-voz do canal, Vasili Vass.

O canal de televisão afirmou que, para evitar incidentes deste tipo, a partir de agora os letreiros de testes serão feitos com letras aleatórias, sem significado.

O porta-voz não comentou se o responsável pelo erro irá sofrer alguma punição.

A notícia foi divulgada por outros meios de comunicação sul-africanos, como o jornal Beeld e o site News24h.com.

in G1

Com tanto assunto para “testar” foi logo inventar uma notícia com estas… repercussões?!

Provavelmente é algum desejo pessoal oculto… :?

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‘Morreu’ para escapar a multa

10 02 2009

Um pescador inglês mandou publicar o seu próprio obituário numa revista para tentar iludir as autoridades, uma vez que corria o risco de ter de pagar uma multa de um milhão de libras (cerca de um milhão e cento e cinquenta mil euros), noticia o Daily Telegraph.

traineira.jpg

A sua «morte» foi publicada há dois anos, quando Roger Atkins, de 55 anos, estava a ser investigado por falsificar a quantidade de peixe pescado, tendo infringido as regras do sector.

Mas os crimes deste pescador não ficaram por aqui. Roger Atkins escreveu uma carta ao ministério das Pescas, «roubando» a identidade da esposa para assegurar que tinha morrido de um ataque cardíaco.

No obituário publicado numa revista, o pescador auto-elogiou-se em vida e criticou as autoridades por subvalorizarem os profissionais do sector.

As autoridades descobriram agora toda a trama e o homem enfrenta 21 acusações por infracções da regulação marítima, para além do crime de fingir a sua própria morte.

in IOL Diário

A ideia até não era má, mas tanto auto-elogio num obituário, levanta dúvidas! 8)


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Leiteiro distribuía cannabis por idosos

9 02 2009

Um idoso vendedor de leite fornecia não só os seus clientes com garrafas de leite, mas também com cannabis. Os clientes, quase todos idosos, deixavam um post-it na porta com a encomenda.milkman1

Robert Holding, 72 anos, distribuía marijuana ao mesmo tempo que levava garrafas de leite nas suas rondas diárias de entregas em Burnely, Inglaterra.

A procuradora do Ministério Público Sarah Statham afirmou que o homem oferecia droga a idosos para aliviar variadíssimos tipos de dor. A procuradora conta que os clientes deixavam nas portas notas a Robert para encomendar a droga.

Robert Holding declarou-se culpado pelo crime de fornecer droga e recebeu uma pena suspensa de 36 meses de prisão.

De acordo com a indústria do leite britânica, cerca de 1,5 milhões de casas britânicas consomem leite distribuído por vendedores porta-a-porta, mas as entregas têm diminuído nos últimos 20 anos.

in SOL

O senhor prestava um serviço à comunidade! Simplesmente ajudava as pessoas a viver melhor

Agora o pessoal vai ter que arranjar um novo dealer! :mrgreen:


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Saltar de 42 km de altura a 1500 km/h

6 02 2009

Saltar da estratosfera. Parece loucura – mas é o último projecto de Mário Pardo, que planeia subir a 42 km… para cair a 1500 km/h. Para o menino que sonhava ser astronauta não há limites.

Desde miúdo que queria ser astronauta. Passava noites à janela, a olhar para o espaço, a desejar ir por ali fora. Depois, Mário cresceu, absorveu todos os condicionalismos e limitações que a sociedade lhe quis meter na cabeça e colocou o sonho de lado. Afinal, quantos miúdos não sonham ser astronautas – e quantos conseguem realmente? Mas, há dez anos, ao ler a história de Joseph Kittinger, o capitão da Força Aérea Americana que realizou o maior salto da estratosfera, a 102.800 pés (31.300 metros) em 1960, Mário Pardo atreveu-se a sonhar de novo.

Nascia assim o projecto “Stratosphere” (Estratosfera), que se propõe ir até à segunda camada da atmosfera num balão a hélio e depois cair, em queda livre, os mesmos 120.000 pés (36.500 metros) por ali abaixo… Aquilo que levará a Mário duas horas e meia a subir levará singelos cinco minutos e meio a descer – só que a uma velocidade superior a 1500 km/hora. Se tudo correr como previsto, o tricampeão nacional de queda livre quebrará cinco recordes mundiais (altitude em voo de balão tripulado, altitude em salto de queda livre, maior distância percorrida em queda livre e mais longa queda livre realizada, e recorde de velocidade alcançada, ultrapassando a barreira do som), com direito a inscrição no “Guinness” e tudo.

Há riscos óbvios, inerentes. Um deles é “entrar em spin”, ou seja, perder a estabilidade e vir por aí abaixo em círculos – “o que aconteceu a Kittinger”. Safou-o um drogue, espécie de pára-quedas de emergência pensado para dar estabilidade em objectos a altas velocidades. Mas Mário acredita que, com mais de 4000 saltos na bagagem e a sua experiência de pára-quedista, isso não vai acontecer – embora esteja previsto levar um drogue para activar em caso de emergência. Outro risco passa pela fragilidade do material do balão estratosférico, que tem a textura de “um saco de plástico muito fininho” e facilmente se pode danificar na descolagem.

Apesar de parecer uma ideia meio louca, o projecto “Estratosfera” tem uma sólida equipa científica por trás. A Universidade do Porto tornou-se parceira. Sérgio Reis Cunha, da Faculdade de Engenharia, assume a direcção técnica – o engenheiro electrotécnico coordena um programa de lançamento de balões estratosféricos em parceria com a Agência Espacial Europeia. Paulo Afonso, mestre em Astrofísica e doutorando no Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, em Munique, é consultor científico; e o director de voo é Alan Noble, o homem do leme da Cameron Balloons, o maior fabricante de balões do mundo, que será responsável pela criação do balão a hélio e também pelo fato. E contam ainda, como consultor técnico, com Andy Elson, responsável pela volta ao Mundo em balão da Breitling em 1993 – e o homem que mais vezes esteve acima dos 40.000 pés (12.200 metros).

O balão terá uma altura de 100 metros (o equivalente a um prédio de 30 andares), subirá à velocidade de 1000 pés (304 metros) por minuto e levará uma gôndola, não pressurizada, para ser mais leve. “O fato não é igual a um fato espacial, porque tem de permitir mais mobilidade”, nomeadamente para manobrar o pára-quedas depois de aberto, explica Mário. Terá de ser térmico e pressurizado, para fazer face à pressão e à temperatura, que a partir dos 30.000 pés (9.100 metros) baixa para os – 60 graus Celsius, podendo ir até aos -100. Esta tecnologia não existe em Portugal – pelo que o local da descolagem está em aberto, dependendo do patrocinador. “Pode ser no Brasil, na Índia, nos EUA, no Novo México…”, avança Mário, esclarecendo que “a única condição para a aterragem é que seja no deserto, por motivos de terreno”.

Curso de terapeuta em comportamentos aditivos

O pára-quedista levará oxigénio e, antes da subida, terá de fazer uma desnitrogenização, consumindo oxigénio puro, sem azoto, para eliminar o risco de descompressão. Além disto, leva também uma parafernália de equipamento: vários GPS, para calcular posição e velocidade; sensores de pressão atmosférica, de temperatura e de parâmetros biomédicos, que darão indicações à equipa médica cá em baixo sobre a sua condição física; rádios adequados para transmissão de dados de navegação e telemetria; e câmaras de filmar que transmitirão, em tempo real, imagens de tudo o que se passa na ascensão e queda.

Ainda não há data para a grande aventura (que depende essencialmente de arranjar patrocinadores, já que o projecto ascende a quatro milhões de euros…), mas do treino do atleta fazem já parte muitas horas na câmara hipobárica da Força Aérea, onde se simula a baixa pressão atmosférica da estratosfera, e outras tantas no túnel de vento de Bedford (Inglaterra), “uma turbina que lança ar a uma velocidade semelhante à da queda livre…” Além disso, Mário está habituado a uma actividade física intensa. Diariamente, faz duas a três horas de treino aeróbico, ioga e meditação. Facetas do trabalho da mente, cuja performance é fundamental. E que reflecte outra faceta da sua vida: a de psicoterapeuta. O curso de terapeuta em comportamentos aditivos foi tirado em Londres, aos 30 anos, depois de uma “fase difícil”.

Para Mário, o mais importante neste projecto é concretizar o sonho de criança – e “passar a mensagem de que é possível”. Os limites somos nós que os impomos a nós próprios. Mas foram feitos para ser ultrapassados. Costumo dizer que não ultrapasso os meus medos – empurro-os. Vou empurrando os meus medos sempre para mais além. Gosto de os enfrentar, porque sei que são o que mais nos limita. Passei muito tempo a lutar contra eles. E querer lutar contra os medos é uma batalha perdida – a partir do momento em que os aceitas, eles tornam-se mais pequenos. À medida que aprendes a lidar com ele, passas a vê-lo de forma diferente. Quase como um velho amigo.” O seu único limite? “Não magoar os outros.”

in Expresso

Só me resta dizer uma coisa:

- Boa sorte!! :shock:


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Passageiros impedem piloto bêbado de levantar voo

5 02 2009

Trezentos passageiros impediram que um avião da companhia aérea russa Aeroflot levantasse voo porque se convenceram que o piloto estava bêbado.

Quando o piloto Alexander Cheplevsky deu as boas-vindas aos seus passageiros, que entraram em Moscovo no Boeing 767 da Aeroflot com destino a Nova York, o pânico espalhou-se pela aeronave. As hesitações e o gaguejar do piloto enquanto falava, especialmente quando trocou o russo pelo inglês, convenceram os passageiros de que estaria bêbado e, por isso, não teria condições para pilotar o avião.

O medo apoderou-se dos 300 passageiros, que conseguiram fazer com que o avião não levantasse. Os esforços das assistentes de bordo para acalmar a situação foram infrutíferos e foram chamados representantes da companhia aérea, que entraram no avião para assegurar que o piloto não estaria bêbado. Segundo o Times Online, um deles, no meio da confusão, chegou a declarar que “não era assim um problema tão grande” que o piloto estivesse embriagado, até porque o avião voava praticamente sozinho. (!!)

Após as recusas iniciais, o piloto acabou por aceder às exigências dos passageiros, e saiu da cabine para provar que não estava bêbado. Mesmo assim, segundo as testemunhas que falaram ao jornal Moscow Times, o piloto não convenceu ninguém: “Não há ninguém na Rússia que não saiba ver quando é que uma pessoa está bêbada”, disse uma dos viajantes, Katya Kushner . E o piloto teria os olhos raiados e não estaria muito “estável”.

Por fim, a Aeroflot teve que trocar a equipa de pilotos, mesmo após as garantias que Alexander Cheplevsky deu a todos de que não tocaria nos controlos do avião, deixando a pilotagem para os restantes membros da sua equipa.

O avião levantou voo três horas depois. O piloto acabou por fazer testes de alcoolemia que, garante a companhia aérea, deram negativos.

in JN

Meeeeeeeeeeedo! :shock:

Mas também, com a qualidade da vodka russa, até é compreensível… :mrgreen:


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Militar suspenso por piscar o olho a Barack Obama

4 02 2009

Veterano foi suspenso durante seis meses por não ter ficado indiferente ao novo presidente dos Estados Unidos.

O major John Coleman, militar veterano (17 anos de serviço) e percussionista da parada militar de Cleveland, foi suspenso durante seis meses por ter piscado o olho ao novo presidente Barack Obama durante a parada da tomada de posse.

Segundo notícia do jornal Guardian, Coleman já se defendeu: “Estava a olhar para ele e estabeleci contacto visual por acaso. Ele é o presidente – não podia simplesmente ignorá-lo”. O veterano disse a uma publicação local de Cleveland que só acenou e abanou a cabeça e que aquilo que câmaras de televisão apanharam e foi interpretado como um piscar o olho era na realidade um pestanejar (com os dois olhos).

Um superior de Coleman, por seu lado, disse: “Fartámo-nos de insistir com todos os elementos da banda que isto era uma parada militar e que o protocolo e devido decoro tinham de ser seguidos a cada minuto. Infelizmente, o John decidiu ignorar isso”.

Apesar de ter sido “apenas” suspenso, Coleman, anunciou que vai abandonar a banda “Há alguns elementos da banda que não me quereriam de volta. Penso que é no melhor interesse da banda eu sair”.

in Blitz

Para um país que tanto apregoa a liberdade… :shock:

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O livro mais caro do mundo

3 02 2009

Tem apenas 13 páginas e custa 153 milhões de euros. Segundo o seu autor, Tomas Alexander Hartmann, o preço é tão elevado porque a obra responde às questões mais importantes da humanidade.

O escritor alemão Tomas Alexander Hartmann apresentará ao público a sua obra “Die Aufgabe” (“A Tarefa”) pela última vez na Art Dubai de Março de 2009. O preço é elevado porque, segundo Hartmann, responde às três questões fundamentais da humanidade em menos de 300 frases.

“De onde vimos?”, “Para onde vamos?” e “Qual a missão real que ainda está por realizar?”, são algumas das dúvidas que em apenas 13 páginas Hartmann responde. Por isso, segundo ele, justifica-se o preço tão elevado que colocou a sua obra como a mais cara da história.

No entanto, o autor está cansado dos comentários críticos que o livro despertou e, por isso, decidiu não voltar a expô-lo depois da feira de Art Dubai.

Apesar do preço excessivo, o livro tem uma aparência muito simples. Hartmann argumenta que o preço de 153 milhões de euros se baseia no valor do seu conteúdo. Esta é provavelmente a razão pela qual renunciou os diamantes que, de outro modo, poderiam esperar os seus leitores com esta quantidade de dinheiro a desembolsar.

“O alto preço de um livro deve-se à sua perspectiva mais profunda, que faz com que o livro seja de valor incalculável”, afirma o autor. Não obstante, o livro é supostamente uma obra de arte do artista alemão, realizado por um antigo provedor da corte de um duque de Weimar. Ademais, a cópia está escrita na língua do comprador.

O texto será traduzido em 150 idiomas e, utilizando uma técnica especial, a sua capa será executada com ouro fino. E todos os direitos de licença passam a pertencer ao comprador da ‘jóia’.

Curiosamente, na feira do livro de Frankfurt, celebrada em Outubro de 2008, a um preço de 153 milhões de euros, o autor propôs-se oferecer “só” o seu poema, que está nomeado para o prémio Lyrics Award.

traduzido de Cadenaser.com

Parece-me que este artista precisa desesperadamente de 153 milhões de euros!! :mrgreen:

E ainda ‘está cansado dos comentários críticos que o livro despertou’? :shock:

Bom senso precisa-se!


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Namoradas de Wall Street lamentam-se em blogue

2 02 2009

Duas namoradas de banqueiros de Wall Street, que sofreram com a crise e consequente recessão económica, resolveram criar um blogue onde se lamentam da vida que perderam quando as suas contas bancárias começaram a ficar mais pequenas.

O blogue «Dating A Banker Anonymous» está já a provocar alguma discussão nos EUA, sobretudo junto da comunidade femininista e de alguns analistas que consideram que a iniciativa é falsa e apenas servirá para promover um possível programa de televisão ou um livro.

Neste blogue as autoras pedem a todas as amantes e esposas de banqueiros para se revelarem, pois defendem que esta página «existe para a apoiar nestes tempos difíceis».

Para as promotoras do blogue este «é um lugar seguro onde as mulheres se podem reunir – livres do olhar das femininistas – e partilhar as suas histórias tristes de como a crise afectou as suas relações».

No blogue as amantes dos banqueiros contam como passaram a gastar menos em roupa ou tiveram de despedir os seus personal trainers por causa da crise.

Num dos casos uma das mulheres prejudicadas pela crise refere que «toda esta desordem provocou um adiamento do início das minhas sessões de Botox em pelo menos duas semanas».

Os comentários no blogue espelham alguma surpresa e apoio, mas há já quem tenha reagido afirmando que esta será uma manobra publicitária para tentar levar à criação de um programa de televisão ou ao lançamento de um livro.

A autora de outro blogue norte-americano citada pela Reuters considera que o objectivo é apenas criar algo como «um reality show tipo confissões de uma viciada em compras».

in SOL

Até pode não passar de um simples golpe publicitário, mas que há muita “namorada” (e alguns “namorados”!) que viram a sua vida tornar-se um pouco mais… triste, disso não há dúvida!

Pode ser que ajude a pensar nas suas ricas vidinhas… 8)


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