A caminho da “tempestade perfeita”

20 03 2009

A falta de alimentos, de água e de energia pode causar agitação social, conflitos fronteiriços e migrações em massa, com as pessoas a fugir das regiões mais afectadas pelas alterações climáticas. Esta é a mensagem que John Beddington, conselheiro científico do Governo britânico, leva hoje a Westminster. A “tempestade perfeita” deverá ocorrer em 2030.

Beddington, que assumiu o cargo no ano passado, vai falar numa conferência promovida pelo Governo sobre desenvolvimento sustentável.

O jornal “The Guardian” adianta que o cientista vai alertar que o aumento da população e o sucesso no combate à pobreza nos países em desenvolvimento vai levar a um aumento na procura de alimentos, água e energia nos próximos 20 anos.

“Estamo-nos a dirigir para uma tempestade perfeita em 2030 porque todas estas coisas vão acontecer ao mesmo tempo”, disse Beddington ao jornal.

“Se não atacarmos os problemas. Podemos esperar mais desestabilização, um aumento dos conflitos e dos problemas com as migrações internas, à medida que as pessoas tentam escapar à falta de alimentos e de água”, acrescentou.

Beddington alertou que as reservas mundiais de alimentos estão tão baixas, os valores mais baixos dos últimos 50 anos, que uma grande seca ou inundação poderá levar a uma escalada dos preços.

“Em 2030 vamos precisar de produzir 50 por cento mais alimentos. Ao mesmo tempo, vamos precisar de mais 50 por cento de energia e 30 por cento de água potável”.

De acordo com as previsões deste cientista, as alterações climáticas vão tornar o Norte da Europa e outras regiões de latitudes mais altas em centros cruciais de produção de alimentos.

A solução será lidar com todos os problemas em conjunto, considera.

Beddington, professor no Imperial College London, veio substituir Sir David King no ano passado.

in Público

Infelizmente, nada que não seja previsível… :|

Ler também:


Technorati : , , , , ,
Del.icio.us : , , , , ,
Ice Rocket : , , , , ,
Flickr : , , , , ,
Riya : , , , , ,

Adicionar artigo ao blinklist Adicionar ao Ueba Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar artigo ao Del.icio.us Adicionar artigo ao Digg! Adicionar artigo ao DiHitt Adicionar artigo ao Eu Curti Adicionar artigo ao Furl Adicionar esta noticia no Linkk Envie este link para linkTo! Adicionar artigo ao Rec6 Adicionar artigo ao reddit Adicionar artigo ao Slashdot Adicionar site ao Stumble Adicionar aos Favoritos Technorati Adicionar ao Ueba Sabedorize esta notícia no WebSapiens Adicionar artigo ao Windows Live Adicionar ao Yahoo!

Quer ter estes botões no seu site? Acesse





Aquecimento global é “irreversível”

28 01 2009

Se a humanidade acabasse hoje com as emissões de dióxido de carbono, só dentro de mil anos é que o clima do nosso planeta voltaria ao normal. Cientistas pedem que se actue o mais rapidamente possível para impedir o piorar da situação.

O aquecimento global é “irreversível” e nem mil anos serão suficientes para apagar aquilo que a humanidade tem feito ao planeta. “As pessoas pensavam que se deixássemos de emitir dióxido de carbono o clima voltaria ao normal dentro de cem ou 200 anos. Isso não é verdade”, disse a norte-americana Susan Solomon, principal autora do estudo ontem publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

As mudanças na temperatura da superfície dos oceanos, no nível de precipitação e no aumento do nível das águas “são em grande parte irreversíveis, por mais de mil anos depois das emissões de CO terem parado completamente”, acrescentou a cientista da National Oceanic and Atmospheric Administration, dos EUA, e líder do Grupo Intergovernamental sobre a Evolução do Clima das Nações Unidas.

“Penso que a verdadeira escala de tempo da persistência destes efeitos não foi percebida”, referiu Solomon. “As mudanças climáticas são lentas, mas também são imparáveis e por isso temos de actuar agora para que a situação não piore”, acrescentou.

O estudo surge numa altura em que o Presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou a revisão das medidas tomadas pelo seu antecessor, George W. Bush, defendendo uma maior eficiência energética e dizendo que o futuro da Terra depende da redução da poluição atmosférica.

Segundo o estudo, o aquecimento global tem sido travado pelos oceanos, porque a água absorve muita energia para aquecer. Mas o efeito positivo vai dissolver-se com o tempo e os oceanos vão acabar por manter o planeta mais quente durante mais tempo ao libertarem para a atmosfera o calor que têm vindo a acumular. Daí ser falso pensar que as mudanças climáticas podem reverter-se em poucas décadas.

Antes da revolução industrial, o nível de dióxido de carbono presente na atmosfera era de 280 partes por milhão. Hoje, é de 385 e tanto cientistas como políticos procuram uma forma de estabilizar esse valor. Segundo Solomon, se o nível de CO atingir as 450 ou 600 partes por milhão, as consequências vão ser catastróficas, com a diminuição das chuvas na estação seca comparável à “Dust Bowl” da década de 1930 nos EUA. Mas em vez do fenómeno ficar circunscrito à América do Norte, irá alastrar-se a áreas como o Sul da Europa, o Norte de África e o Oeste da Austrália.

in DN Online

global_warming_3.jpg

If we don’t stop global warming, nature will.

Dá que pensar… :?

Ler também:


Technorati : , , , ,
Del.icio.us : , , , ,
Flickr : , , , ,
Zooomr : , , , ,
Buzznet : , , , ,

Adicionar artigo ao blinklist Adicionar ao Ueba Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar artigo ao Del.icio.us Adicionar artigo ao Digg! Adicionar artigo ao DiHitt Adicionar artigo ao Eu Curti Adicionar artigo ao Furl Adicionar esta noticia no Linkk Envie este link para linkTo! Adicionar artigo ao Rec6 Adicionar artigo ao reddit Adicionar artigo ao Slashdot Adicionar site ao Stumble Adicionar aos Favoritos Technorati Adicionar ao Ueba Sabedorize esta noticia no WebSapiens Adicionar artigo ao Windows Live Adicionar ao Yahoo!

Quer ter estes botões no seu site? Acesse





Governo pede para engolirem as chicletes

12 01 2009

O México está decidido a resolver o problemas das chicletes nos passeios das cidades. Para além de ter comprado sofisticados sistemas de limpeza à base de vapor e detergentes químicos que dissolvem a pastilha elástica, o governo pede aos mexicanos para engolirem as chicletes.

Para se perceber a dimensão do «problema», basta referir que, segundo o jornal Globo, cada metro quadrado dos passeios da capital do país contém, em média, 70 chicletes usados.

O responsável pela conservação dos espaços públicos da Cidade do México, Ricardo Jaral, lamenta que os resíduos de pastilha elástica tirem o brilho das calçadas e da praça principal do centro histórico da capital.

Perante isto o governo local decidiu lançar uma campanha de sensibilização. «Quando terminar de mastigar a chiclete, o usuário deve envolvê-la num papel e colocá-la no lixo. É a única opção que existe, caso contrário deve engoli-lo», disse. «Eu sempre engoli as chicletes e nunca me fez nada».

in IOL Diário

Aqui está um “problema” do mundo moderno! Um bocadinho de educação resolvia o assunto. Não existe metro de passeio público em que não se encontre vários ‘exemplares’… :|

Quando é que será que as pessoas começam a demonstrar alguma civilidade?


Technorati : , , , ,
Del.icio.us : , , , ,
Ice Rocket : , , , ,
Flickr : , , , ,

Adicionar artigo ao blinklist Adicionar ao Ueba Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar artigo ao Del.icio.us Adicionar artigo ao Digg! Adicionar artigo ao DiHitt Adicionar artigo ao Eu Curti Adicionar artigo ao Furl Adicionar esta noticia no Linkk Envie este link para linkTo! Adicionar artigo ao Rec6 Adicionar artigo ao reddit Adicionar artigo ao Slashdot Adicionar site ao Stumble Adicionar aos Favoritos Technorati Adicionar ao Ueba Sabedorize esta noticia no WebSapiens Adicionar artigo ao Windows Live Adicionar ao Yahoo!

Quer ter estes botões no seu site? Acesse





Lista dos mais procurados por…

12 12 2008

…crimes contra o ambiente!

A Agência norte-americana para a Protecção do Ambiente anda à procura de 23 homens que alegadamente cometeram crimes graves contra o ambiente e decidiu criar a sua lista dos mais procurados.

Mudam-se os tempos, mudam-se… as listas dos mais procurados. Pelo menos nos Estados Unidos. Nos idos da corrida ao Oeste, em meados do século passado, os perigosos pistoleiros de barba rija e cigarro ao canto da boca tinham honras de cartaz com foto a condizer. Mas por estes dias o Governo norte-americano sentiu a necessidade de criar um novo tipo de lista dos mais procurados: a dos alegados autores de crimes contra o ambiente.

Fazem parte deste rol todos aqueles que atentaram de alguma forma contra a camada do ozono, despejaram grandes quantidades de lixo nos oceanos e rios ou comercializaram veículos super poluentes.

Bem ao estilo da lista dos mais procurados pelo FBI mas com a atenção agora voltada para todos aqueles que atentam contra a natureza, a lista da Agência para a Protecção do Ambiente (EPA) já inclui 23 fugitivos, indicando para cada um os crimes de que são acusados. Sinal dos tempos, toda esta informação está ‘online’ como convém (ver link no final deste artigo).

Pete Rosenberg, um dos responsáveis pela Divisão Criminal desta agência, não tem dúvidas de que “estas pessoas deveriam ser levadas a tribunal”, podendo ser condenadas a longas penas de prisão ou mesmo a multas de centenas de milhares de dólares.

Entre os mais procurados pela EPA está John Karayannides, que alegadamente ajudou a orquestrar a operação de despejo de 487 toneladas de trigo estragado com gasóleo nos mares do Sul da China, em 1998. Foi avistado pela última vez na capital grega, Atenas.

Constam ainda da lista Carlos e Allesandro Giordano, alegados proprietários da Autodelta USA, uma empresa que importou e vendeu veículos da marca Alfa Romeo, que não cumpriam os níveis de emissão de gases de escape estabelecidos pelas autoridades norte-americanas. Chegaram a ser presos em 2003, mas actualmente pensa-se que estão algures em Itália.

Mudam-se os tempos, surgem novas listas, mas pelo menos uma coisa permanece inalterável. As fotos dos mais procurados continuam a ser medonhas.

Consulte aqui a lista dos mais procurados pela Agência para a Protecção do Ambiente

in Expresso

Na minha opinião, acho que faltam nesta lista grande parte dos governantes que nas últimas décadas foram passando pelo poder, principalmente dos países mais industrializados! :?


Technorati : , , , , ,
Del.icio.us : , , , , ,
Ice Rocket : , , , , ,
Flickr : , , , , ,
Buzznet : , , , , ,
43 Things : , , , , ,

Adicionar artigo ao blinklist Adicionar ao Ueba Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar artigo ao Del.icio.us Adicionar artigo ao Digg! Adicionar artigo ao DiHitt Adicionar artigo ao Eu Curti Adicionar artigo ao Furl Adicionar esta noticia no Linkk Envie este link para linkTo! Adicionar artigo ao Rec6 Adicionar artigo ao reddit Adicionar artigo ao Slashdot Adicionar site ao Stumble Adicionar aos Favoritos Technorati Adicionar ao Ueba Sabedorize esta noticia no WebSapiens Adicionar artigo ao Windows Live Adicionar ao Yahoo!

Quer ter estes botões no seu site? Acesse





Estados Unidos perdem bomba nuclear

12 11 2008

Os Estados Unidos perderam uma bomba nuclear debaixo do gelo no norte da Gronelândia, na sequência da queda de um dos seus bombardeiros há 40 anos, revelou esta terça-feira a BBC.

De acordo com documentos desclassificados, os norte-americanos nunca conseguiram localizar a bomba, apesar das buscas efectuadas perto da base aérea de Thulé, onde se despenhou em 1968 um bombardeiro estratégico B-52 com quatro bombas nucleares a bordo.

Thulé, construída em plena guerra-fria nos inícios da década de 1950, é a base mais setentrional da Força Aérea norte-americana, considerada de grande importância estratégica e elemento-chave da cadeia de radares do NORAD (sistema de vigilância do espaço aéreo dos Estados Unidos).

A 21 de Janeiro de 1968, um B-52 despenhou-se no gelo a alguns quilómetros de Thulé e as equipas de investigação conseguiram apenas recuperar três das quatro bombas nucleares que seguiam a bordo da aeronave.

Em Abril do mesmo ano, buscas submarinas realizadas para localizar a quarta bomba não tiveram qualquer sucesso.

Segundo a BBC, responsáveis norte-americanos estimam que a radioactividade deve ter-se dissolvido na imensa massa de água da região, impedindo qualquer perigo de contaminação.

A presença de armas nucleares na Gronelândia, território autónomo sob administração da Dinamarca, foi guardada secretamente, assim como a natureza das buscas efectuadas para localizar a bomba.

in TSF

As declarações dos responsáveis norte-americanos deixam-me muito mais descansado! :shock:

Qual será o efeito de uma explosão nuclear num dos pólos? Parece-me que a Terra não continuará propriamente a mesma… :oops:


Technorati : , , , , ,
Del.icio.us : , , , , ,
Ice Rocket : , , , , ,
Flickr : , , , , ,
Buzznet : , , , , ,

Adicionar artigo ao blinklist Adicionar ao Ueba Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar artigo ao Del.icio.us Adicionar artigo ao Digg! Adicionar artigo ao DiHitt Adicionar artigo ao Eu Curti Adicionar artigo ao Furl Adicionar esta noticia no Linkk Envie este link para linkTo! Adicionar artigo ao Rec6 Adicionar artigo ao reddit Adicionar artigo ao Slashdot Adicionar site ao Stumble Adicionar aos Favoritos Technorati Adicionar ao Ueba Sabedorize esta noticia no WebSapiens Adicionar artigo ao Windows Live Adicionar ao Yahoo!

Quer ter estes botões no seu site? Acesse





Maldivas procuram um novo território para viver em caso de naufrágio

11 11 2008

O primeiro Presidente eleito democraticamente nas Maldivas, Mohamed Nasheed, inaugurou o seu mandato com uma medida inovadora. O país vai criar um fundo de poupança para comprar novas terras onde a população possa viver, caso o nível das águas acabe por engolir o paradisíaco arquipélago, anunciou ontem Nasheed ao diário “The Guardian“.

O “seguro de vida” dos maldivanos, como lhe chamou Nasheed, irá ser pago com uma parte das receitas do turismo, a principal fonte de rendimentos do país.

Se as previsões mais pessimistas se cumprirem, os 300 mil habitantes poderão ter de abandonar definitivamente o seu território. É que as 1192 ilhas que compõem o arquipélago das Maldivas não estão a mais do que 2,4 metros acima do nível do mar e a maioria do território habitado está apenas a um metro de altitude. A capital, Malé, está a 90 centímetros do nível do mar e, só aqui, vivem 100 mil pessoas.

O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU estima que o nível das águas suba até 59 centímetros até 2100. Mas outros estudos, como o relatório de 2006 do Instituto de Potsdam para a Investigação do Impacto Climático, apontam para uma subida até 1,40 metros, o que ditaria o fim das Maldivas.

A proposta de Nasheed já foi discutida com alguns países, que se mostraram “receptivos”, segundo conta o novo Presidente ao Guardian. O Sri Lanka e a Índia são os destinos mais prováveis, devido às semelhanças culturais, mas o Norte da Austrália também é uma possibilidade. Nasheed explica que ninguém quer deixar as Maldivas, mas que pretende assegurar os direitos das próximas gerações, que poderão não resistir às consequências do aquecimento global.

Refugiados ambientais

O problema estende-se a outras 47 ilhas, apelidadas pelas Nações Unidas de SIDS (Small Islands Developping States). Na Papua-Nova Guiné, existe desde 2005 um plano de evacuação para uma ilha vizinha. As ilhas Marshall não têm capacidade financeira para proteger o depósito de lixo nuclear que os Estados Unidos criaram no país e que agora poderá ficar submerso. Na ilha de Bhola, no Bangladesh, 500 mil habitantes deslocaram-se para o interior quando a ilha foi inundada, em 1995, tornando-se talvez os primeiros refugiados ambientais do mundo. Um estatuto que irá proliferar, segundo as previsões.

Ilhas Salomão, Vanuatu, Nova Caledónia ou Fiji são alguns dos territórios ameaçados com a subida das águas.

Outro é o Tuvalu, símbolo das vítimas do clima. O pequeno arquipélago de 11 mil habitantes poderá ser o primeiro país a desaparecer do planeta. Periodicamente, marés vivas de cerca de três metros de amplitude submergem parte do território, incluindo a pista do aeroporto. As constantes inundações comprometem também a incipiente agricultura do país, devido à salinização das terras.

A falta de água doce, a pesca excessiva e a poluição dos navios são outros problemas que também afectam estas ilhas, para além dos furacões e maremotos. “Nós não precisamos de novas investigações científicas sobre o fenómeno da subida das águas, nós já o vivemos”, dizia já em 2005 o primeiro-ministro do Tuvalu, Saufatu Sopo’aga. A Nova Zelândia recebe 17 imigrantes deste país por ano e já se estudam propostas para uma deslocação em massa da população.

Os SIDS tentam apelar às nações desenvolvidas para uma redução das emissões de gases de estufa, a única forma de abrandar a subida das águas que é inevitável no futuro próximo. Na quinta-feira, reuniram-se em Singapura, para unificar as posições que tomarão em Dezembro, na cimeira sobre alterações climáticas da Polónia. Pedem que a crise financeira não relegue para segundo plano o futuro destes países, em risco de desaparecer do mapa.

in Público

Se precisávamos de algum incentivo para mudar certos hábitos “ambientais” diários, aqui está uma boa razão…

Ler também: Ainda vamos a tempo? e Terra: um planeta ameaçado

Technorati : , , , , ,
Del.icio.us : , , , , ,
Flickr : , , , , ,
Buzznet : , , , , ,

Adicionar artigo ao blinklist Adicionar ao Ueba Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar artigo ao Del.icio.us Adicionar artigo ao Digg! Adicionar artigo ao DiHitt Adicionar artigo ao Eu Curti Adicionar artigo ao Furl Adicionar esta noticia no Linkk Envie este link para linkTo! Adicionar artigo ao Rec6 Adicionar artigo ao reddit Adicionar artigo ao Slashdot Adicionar site ao Stumble Adicionar aos Favoritos Technorati Adicionar ao Ueba Sabedorize esta noticia no WebSapiens Adicionar artigo ao Windows Live Adicionar ao Yahoo!

Quer ter estes botões no seu site? Acesse





Um Verão de seis meses

29 09 2008

Quem viver daqui a 50 anos poderá constatar que o Verão será de duração muito superior ao actual. Um Verão que irá durar seis meses segundo dizem os especialistas em alterações climáticas.

Quem gostar de sol ficará contente, os outros nem por isso, mas a verdade é que, segundo os especialuistas em alterações climáticas, daqui a 50 anos o Verão irá durar seis meses.

A Primavera em Portugal já tem mais dez dias e o Verão prepara-se para durar cinco ou seis meses daqui por 50 anos, afirma o especialista em alterações climáticas Filipe Duarte Santos, em declarações à Lusa.

“Com o aumento da temperatura média, o que nós chamamos o tempo de Verão vai prolongar-se. Daqui a 50 anos, em vez de dois ou três meses de Verão, vamos ter cinco ou seis”, esclareceu.

Em Portugal, o calor está a chegar mais cedo e permanece depois do Verão acabar: “A temperatura de conforto para ir à praia, que é de 21 ou 22 graus, está a registar-se em mais dias do ano”, diz o coordenador científico dos centros de investigação do Instituto de Meteorologia, Pedro Viterbo.

As estatísticas dos últimos 20 anos indicam que o aumento de temperatura é da ordem dos 0,47 graus por década e que a temperatura máxima tem subido durante o Verão (21 de Junho a 21 de Setembro).

“Como a variação entre Maio e Junho é de um grau a um grau e meio, pode dizer-se que a temperatura de conforto para ir à praia está a ser antecipada”, explica o investigador do Instituto de Meteorologia.

Também na chuva se registam alterações e a coisa pode piorar nos próximos anos já que é previsivel que se concentre mais no Inverno e deixe de ser tão distribuída ao longo do ano.

É com base nas alterações de precipitação e temperatura, também características de cada estação do ano, que Pedro Viterbo revela que nem na meteorologia a tradição é o que era já que “a transição do Inverno para a Primavera [a 21 Março] tem acontecido mais cedo, cerca de dez dias a meio mês”.

Esta alteração das estações do ano é apenas meteorológica, pois o que as caracteriza é a duração dos dias e noites, que aumentam ou diminuem ao longo do ano consoante a inclinação do eixo da Terra face ao Sol.

A mudança do clima verifica-se em todo o mundo, estando os cientistas convictos de que o único responsável por estas mudanças é só o homem com a sua acção poluidora, nomeadamente no sector dos transportes.

As últimas previsões da comunidade científica apontam para um aumento da temperatura entre os 1,9 e 4,6 graus nas próximas décadas, uma maior frequência das ondas de calor e uma subida do nível do mar agravada pelo derretimento de gelo do Pólo Norte.

Em reacção a todas estas alterações climáticas só agora os governos começam a estudar estratégias de adaptação, reconhecendo que as boas novas para os veraneantes constituem um perigo para as economias e para a saúde pública.

in RTP

Isto está a ficar preocupante!! :-|

E os que tem o poder de decisão nas mãos, “só agora começam a estudar estratégias”eadiando o problema…


Technorati : , , , , , ,
Del.icio.us : , , , , , ,
Flickr : , , , , , ,
Buzznet : , , , , , ,

Adicionar artigo ao blinklist Adicionar ao Ueba Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar artigo ao Del.icio.us Adicionar artigo ao Digg! Adicionar artigo ao DiHitt Adicionar artigo ao Eu Curti Adicionar artigo ao Furl Adicionar esta noticia no Linkk Envie este link para linkTo! Adicionar artigo ao Rec6 Adicionar artigo ao reddit Adicionar artigo ao Slashdot Adicionar site ao Stumble Adicionar aos Favoritos Technorati Adicionar ao Ueba Sabedorize esta noticia no WebSapiens Adicionar artigo ao Windows Live Adicionar ao Yahoo!

Quer ter estes botões no seu site? Acesse





Acidente liberta 12 milhões de abelhas

1 07 2008

Peritos em apicultura estão a tentar resgatar mais de 12 milhões de abelhas, depois de o camião que as transportava, no Canadá, se ter virado, na segunda-feira, após um acidente.

As abelhas tinham como destino uma exploração apícola na província de Ontário e haviam sido usadas em Nova Brunswick para polinizar plantações de arandos.

Os insectos seguiam em caixas de madeira, que se partiram após o acidente, o que facilitou a sua fuga.

Muitas abelhas resolveram posar no camião ou na estrada.

O acidente e os trabalhos de recuperação dos insectos obrigaram ao encerramento parcial da auto-estrada que atravessa a quase totalidade do país.

in Visão

Aqui está uma notícia… picante!

Demasiado picante!! :-o

Pelo menos, a zona do acidente ficará bem polinizada…


Technorati : , , ,
Del.icio.us : , , ,
Flickr : , , ,
43 Things : , , ,

Adicionar artigo ao blinklist Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar artigo ao Del.icio.us Adicionar artigo ao Digg! Adicionar artigo ao DiHitt Adicionar artigo ao Eu Curti Adicionar artigo ao Furl Adicionar esta noticia no Linkk Adicionar artigo ao Rec6 Adicionar artigo ao reddit Adicionar artigo ao Slashdot Adicionar site ao Stumble Adicionar aos Favoritos Technorati Sabedorize esta notcia no WebSapiens





Ainda vamos a tempo?

5 06 2008




Terra: um planeta ameaçado

22 04 2008

O edifício Charlemagne, que hospedava o encontro da ONU sobre clima em Bruxelas, Bélgica, é um exemplo perfeito de efeito estufa. Feito com estrutura de metal e concreto e totalmente revestido de vidro, funciona como uma caixa de retenção de calor. Foi projectado para deixar a luz solar entrar através do vidro e guardar o calor dentro do prédio. É mais ou menos assim que funcionam os gases que causam o efeito estufa na atmosfera da Terra. Eles deixam passar a luz do Sol e seguram o calor que o planeta irradiaria de volta. O efeito estufa é, em princípio, benéfico, como as janelas do Edifício Charlemagne. Ele ajuda a manter o clima da Terra ameno. Mas o excesso de gases produzidos pelas actividades humanas desequilibrou a atmosfera. Os gases poluentes, como o metano e o gás carbónico, são produzidos pela queima de combustíveis fósseis e pelas queimadas florestais. Para reduzir o aquecimento, será necessário diminuir as emissões desses gases.

As consequências do efeito estufa começaram a ser debatidas (…) pelos principais cientistas que estudam mudanças climáticas no mundo. Eles reuniram-se no IPCC, painel convocado pela ONU para fazer as previsões dos impactos do aquecimento em cada região do globo. (…) Já se sabe que a temperatura média global vai subir alguns graus, até o fim do século. Agora, revelaram-se as consequências.

O relatório final do IPCC reúne os dados mais confiáveis de milhares de estudos revisados por 2.300 cientistas de 130 países. As suas páginas apresentam um quadro preocupante em todos os continentes. Os cumes gelados dos Andes podem desaparecer nas próximas duas décadas, prejudicando o abastecimento de cidades que dependem de água do degelo, como La Paz, na Bolívia, e reduzindo zonas de agricultura irrigada, como as vinícolas do Chile e da Argentina. Na África, a região do Sahel, já árida, pode perder de 5% a 8% de área cultivável. Os países mais populosos do mundo, China e Índia, podem ver a produção agrícola cair até 30%, mesmo investindo em mais irrigação. Uma elevação de 1 metro no nível do mar desabrigaria milhões de pessoas em regiões como os deltas dos rios Ganges, em Bangladesh, e Mekong, no Vietname.

“Nossa expectativa é que o relatório ressalte a importância de medidas para reduzir o ritmo do aquecimento e também lembre que já precisamos pensar em como vamos administrar as consequências inevitáveis de um planeta mais quente”, disse o indiano Rajendra Pachauri, director do IPCC.

O relatório também aponta algumas aparentes vantagens para os países mais frios. O calor pode acelerar o crescimento das árvores nas florestas dos Estados Unidos, do Canadá, da Nova Zelândia, Finlândia e Rússia e pode reduzir a mortalidade por doenças ligadas ao frio, como gripe e tuberculose. A Rússia e o Canadá s podem até ter maior área de florestas, com o recuo das zonas permanentemente congeladas, o permafrost. A Nova Zelândia pode ganhar novas terras disponíveis para agricultura e pecuária. Essas vantagens compensariam os traços negativos do efeito estufa? “Isso é um mito”, diz Pachauri. “Essa vantagem não existe, ela esconde outros problemas.” O calor aumenta a quantidade de doenças e pragas. A ruptura nos padrões de chuvas enfraquece a vegetação, adaptada a condições que predominaram por milhares de anos. Além disso, o derretimento do permafrost libera volumes imensos de metano, aprisionado no gelo nos últimos 40 mil anos. O gás é 20 vezes mais potente que o carbónico para aquecer a Terra. “Até agora, temos visto um aquecimento gradual. Se essa quantidade for para a atmosfera, o clima do planeta poderá mudar bruscamente”, afirma.

O relatório do IPCC parece ter sido feito para assustar. É o oposto. Seus prognósticos são conservadores. É assim porque, ao ponderar os estudos existentes, os pesquisadores descartam as linhas de pesquisa com volume insuficiente de evidências. Desde sua criação, há 15 anos, suas previsões erram quase sempre para menos. Por isso, o relatório é recebido com expectativa por governos e empresas. Nos últimos meses, ficou claro que ninguém pode ignorar as mudanças climáticas. A questão é o que faremos com esse relatório. O único acordo internacional para reduzir as emissões poluentes é o Protocolo de Kyoto, ratificado por alguns países poluidores, como os da União Europeia, o Canadá e o Japão, mas não pelo maior de todos, os Estados Unidos. Ele prevê a redução das emissões em 5%. O acordo será revisto em 2012. Esperam-se reduções mais drásticas. O Reino Unido está propondo até 60%. Isso é fundamental para orientar o sector privado. Mesmo que algumas empresas, como a GE e a Du Pont, anunciem metas voluntárias de redução nas emissões, poucos acreditam que o mercado mude sem limites estabelecidos pelos governos. Há um tom de urgência porque, como afirma Pachauri, não há muito tempo para esperar. Se os países com clima mais frio, como os do norte da Europa, se empolgarem com a ideia de uma duradoura primavera, o mundo todo poderá sair perdendo.

in Época

É hoje celebrado por todo o mundo o Dia Mundial da Terra.

A ideia de criar esta data surgiu da importância de relembrar a população mundial da sua responsabilidade na protecção do planeta.

E tu? O que fazes para proteger o teu planeta?


Technorati : , , , ,
Del.icio.us : , , , ,
Ice Rocket : , , , ,





140 litros de água para fazer um café

25 03 2008

O professor universitário britânico John Anthony Allan desenvolveu uma teoria denominada «água virtual» que permite medir a quantidade deste líquido que é gasta na produção de alimentos.

Segundo ela, uma chávena de café, por exemplo, equivale a um gasto de 140 litros de água. Este estudo valeu a Allan o «Prémio Estocolmo da Água 2008», noticia a agência Lusa.

No caso do café, os cálculos do investigador têm em conta os consumos de água desde o cultivo à produção e ao empacotamento do café.

Com o mesmo sistema, o britânico chega à conclusão de que para obter meio quilo de queijo são necessários 2.500 litros de água, enquanto um quilo de carne de vaca, até chegar ao consumidor, exige o dispêndio de mais de 10 mil litros.

Por dia, um ser humano consome entre dois mil e cinco mil litros de «água virtual», segundo esta forma de fazer contas.

in Portugal Diário

Visitem este site – Virtual Water – e surpreendam-se com os resultados obtidos.

Faz pensar…


Technorati : , , ,
Del.icio.us : , , ,
Ice Rocket : , , ,





Apagão mundial

29 02 2008

Hoje, 29 de Fevereiro de 2008, das 19:55 às 20:00 horas propõe-se apagar todas as luzes e se possível todos os aparelhos eléctricos, para o nosso planeta poder ‘respirar’.

Se a resposta for massiva, a poupança energética pode ser brutal.

Só 5 minutos, para ver o que acontece. Sim, estaremos 5 minutos às escuras, podemos acender uma vela e simplesmente ficar a olhar para ela, estaremos a respirar nós e o planeta.

Lembrem-se que a união faz a força e a Internet pode ter muito poder e podemos mesmo fazer algo em grande.

Passem a notícia! Se tiverem amigos a viver noutros países, envia-lhes e pede-lhes que façam a tradução e adaptem as horas.

recebido por e-mail


Technorati : , , , ,
Del.icio.us : , , , ,
Ice Rocket : , , , ,





Desastre ambiental

12 11 2007




Os mais poluídos locais do mundo

19 09 2007

O Instituto Blacksmith nomeou os dez locais mais poluídos do mundo. Espalhados por sete países, estes dez locais podem fazer com que cerca de 12 milhões de pessoas sofram de problemas de saúde que vão de asma e outros problemas respiratórios a defeitos de nascença, bem como morte prematura

“Estes lugares estão acabando com a saúde da população ao redor, e no entanto saná-los não é nenhum bicho-de-sete-cabeças”, disse aos repórteres Richard Fuller, fundador e director da organização, sem fins lucrativos, numa conferência.

Entre os locais em que se concentra um maior índice de poluição está Dzerzhinsk, Rússia, que até o final da Guerra Fria era um dos mais importantes centros de produção de armas químicas do país, e Chernobyl, na Ucrânia, ex-república soviética, onde em 1986 ocorreu o pior acidente nuclear da história, disse o Instituto Blacksmith.

Na China e na Índia existem duas localidades que fazem parte da lista das dez mais poluídas. Linfen, fica na província de Shanxi na China, o coração do crescente sector carbonífero do país, enquanto Tianjin é uma das maiores bases produtoras de chumbo. Os habitantes de Tianjin, particularmente as crianças, apresentam sintomas de envenenamento por chumbo, como problemas de aprendizagem, danos cerebrais e disfunções renais.

Em La Oroya, no Peru, outro entre os mais poluídos, a mineração de metais pesados faz com que 99% das crianças apresentem níveis de chumbo no sangue acima do aceitável, diz o relatório.

Em Kabwe, Zâmbia, as crianças que brincam na terra perto das operações de mineração de metal, e jovens que lavam o metal, apresentam níveis de envenenamento por chumbo próximos dos considerados potencialmente letais, disse o instituto.

A organização, que elaborou o relatório com a Cruz Verde da Suíça, não estabeleceu uma classificação dos locais mais poluídos porque a qualidade das informações sobre a saúde em cada país variam. Os locais poluídos encontram-se frequentemente em remotas áreas nas montanhas, principalmente ligadas à mineração, o que pode dificultar a colecta de dados sobre a saúde, afirma o relatório.

O Instituto Blacksmith reuniu dados referentes aos últimos sete anos sobre 400 locais e elaborou a lista que pode ser consultada no www.worstpolluted.com.

in Pravda.ru

World’s Worst Polluted Places 2007


Technorati : , , , ,
Del.icio.us : , , , ,
Ice Rocket : , , , ,





Quer ajudar o planeta? Tire a gravata!

31 07 2007

Quer ajudar a combater o aquecimento global? Tire a sua gravata, afirmou o Ministério da Saúde da Itália.

O apelo é para que os patrões deixem os seus funcionários se vestirem casualmente no trabalho durante o verão para que os aparelhos de ar condicionado possam ser desligados.

"Tirar a sua gravata imediatamente diminui a temperatura do corpo em cerca de 2 a 3 graus Celsius", afirmou o ministério em comunicado. "Permitindo um uso mais sensato do ar condicionado que resulte numa economia de electricidade e proteja o meio ambiente".

O ministério fez um pedido para que todos os escritórios públicos e privados permitam aos seus empregados não usar gravata durante as ondas de calor como a que elevou as temperaturas para níveis parecidos com os registrados na África em muitas partes da Itália nesta semana.

O pedido ecoa uma iniciativa similar vinda do maior grupo de petróleo da Itália, ENI, que disse aos seus funcionários, no começo deste mês, que eles não precisam usar gravata no trabalho.

Os fabricantes de gravata, entretanto, perderam a calma. "A Itália confirma que é um país estranho", disse Flávio Cima numa carta ao jornal económico Il Sole 24 Ore, sob a manchete: "Eu, fabricante de gravatas, sou responsável pelo aquecimento global".

"Nós agora podemos continuar felizes com o nosso estilo de vida, usando carros, consumindo combustível, aquecendo e esfriando nossas casas durante o lazer. Sob um condição: nós não devemos usar gravata enquanto fazemos isso", escreveu ele.

"Eu deveria escutar os meus amigos e virar um explorador de petróleo".

A Itália é um dos países da União Europeia que mais polui e está entre os países da UE que devem exceder suas metas de emissão de gases causadores do efeito estufa.

in Reuters Brasil

nude-man-with-tie-on-postersnude-man-with-tie-on-postersnude-man-with-tie-on-postersnude-man-with-tie-on-posters

Quando o que está em jogo é o futuro do planeta, qualquer medida me parece bem-vinda… 8-)

Technorati : , , , ,
Del.icio.us : , , , ,
Ice Rocket : , , , ,





Como poupar energia?

29 05 2007

Hoje é o Dia Mundial da Energia

Poupar energia significa diminuir a quantidade de energia utilizada aquando da realização de qualquer acto do nosso quotidiano. Gastar menos energia tem várias vantagens – poupa-se dinheiro e ajuda-se o ambiente. A produção de energia requer recursos naturais preciosos, por exemplo carvão, petróleo ou gás. Assim, gastar menos energia ajuda a preservar estes recursos e a mantê-los durante mais tempo.

Porque é importante poupar energia?

Se as pessoas gastarem menos energia, tornar-se-á menos urgente aumentar o fornecimento desta, pela construção de novas centrais eléctricas ou pela importação de energia de um outro país.

O que significa “ciclo de vida”? Que relação tem com o consumo de energia?
Praticamente todos os produtos do dia a dia têm um impacto em termos de energia, especialmente quando se considera os seus requisitos energéticos ao longo de todo o ciclo de vida: produção, utilização e fim de vida. Em muitos casos a fase de utilização é a dominante. Os plásticos, por exemplo, são um dos materiais de recursos disponíveis mais eficientes. Na fase de utilização, os produtos de plástico ajudam a poupar mais energia do que a que foi necessária para os produzir: Por exemplo, quando escolher uma garrafa de água embalada num material leve como o plástico, recorde que as embalagens mais leves requerem menos energia no transporte. Consequentemente, menos combustível foi gasto para fazer mover o camião que distribuiu aquelas garrafas de plástico.

O que se pode fazer para poupar energia?

Há muitos locais na Web que dão ideias sobre como poupar energia. Para começar, aqui tem algumas:

·Altere o seu comportamento relativamente ao transporte, pense mais em termos de transporte público, se for possível, caminhe ou vá de bicicleta em vez de utilizar o carro.

·Diminua 1ºC o aquecimento em casa, mantenha as janelas fechadas enquanto aquece, vista roupa mais quente.

·Escolha produtos com embalagens mais leves.

·Desligue as luzes e aparelhos quando não estão a ser utilizados, use lâmpadas de baixo consumo.

·Reutilize os sacos de plástico para ir e guardar as compras.

·Use o micro-ondas em vez do fogão para aquecer a comida.

·Utilize baterias recarregáveis em vez das descartáveis.

Que efeito têm os materiais no ambiente?

No nosso quotidiano dependemos de muitos materiais: madeira, metal, vidro e plástico, todos eles com implicações no ambiente. Pense no impacto de cada produto que usa. Por exemplo, quanto mais leve é o objecto, menor é o combustível necessário para o transportar. Uma mala pesada na bagageira de um carro vai exigir do carro um maior consumo de combustível durante a viagem. O mesmo é válido para todos os produtos empacotados. Assim, comprar comida embalada em materiais leves ajuda o ambiente.

Fonte: FuturEnergia

energia

Vendo bem as coisas, depende somente de nós…





Brilha, cintila, resplandece, reluz, …

3 05 2007

… sempre!

cayman-sun

Dia Internacional do Sol





Internacionalização do mundo

2 05 2007

Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos, o ex-governador do Dfe e ex-ministro da educação brasileiro Cristóvam Buarque, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia, uma ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta de Cristóvão Buarque:

“De facto, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que os nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro… O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas a França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão a realizar o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova Iorque, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de comer e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia.

Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!”

Este artigo foi publicado no “The New York Times”, “Washington Post” entre outros, mas foi censurado pelos média mais conservadores americanos, afectos ao governo.

Tenho a sensação de que não houveram muitas perguntas a seguir a este brilhante discurso…


Technorati : , , , , ,
Del.icio.us : , , , , ,
Ice Rocket : , , , , ,





Auto-estrada encerra para deixar passar borboletas

26 03 2007

Todos os anos mais de um milhão destes insectos atravessam o sul da ilha da Formosa. Este ano vão receber tratamento VIP.
O governo da Formosa (Taiwan) vai encerrar um troço de 600 metros duma das mais movimentadas auto-estradas do país. Tudo para que a migração sazonal das borboletas lilases decorra sem problemas para os animais.
Esta espécie de borboleta passa o Inverno no sul da ilha e aproveita a chegada do calor primaveril para se dirigir ao seu local de reprodução, no norte.
Nesta dramática viagem muitas das 12 mil borboletas, que todas as horas se fazem literalmente à estrada, “não conseguem chegar ao seu destino final” asseguram os especialistas.
As autoridades da Formosa já avisaram que o encerramento da via irá causar complicações no trânsito, mas, acreditam ser por uma boa razão.
“Os seres humanos têm de apreender a coexistir com outras espécies, mesmo que seja com uma tão pequena como esta”, garantiu Lee Thay-ming do gabinete nacional de auto-estradas.

Evitar o tráfego

Todos os anos largos milhares de borboletas lilases morrem vítimas dos automóveis, que passam a alta velocidade e arrastam os delicados animais para o meio do trânsito, onde acabam por morrer esmagados.
Para além do corte do trânsito, as medidas para impedir o morticínio incluem ainda redes de protecção e luzes ultra-violeta. Os ecologistas esperam assim que todos estes cuidados alterem o cenário de anos anteriores.
As redes de protecção foram desenhadas para obrigar as borboletas a voar mais alto, o que reduzirá o risco de serem apanhadas pelo tráfego.
As luzes ultra-violeta serão instaladas debaixo de pontes, para encorajar os pequenos insectos a passarem por baixo da estrada, afastando-os assim de perigos mortais.
Supõe-se que estas medidas de salvamento rondarão os 22.500 euros.

A Borboleta Lilás dirge-se para o norte onde morrerá depois de pôr os ovos

in Expresso

Isto é que é respeitar os direitos dos animais! Estas iniciativas são louváveis.

Technorati Tags: , , ,





E porque é dia da árvore e da poesia…

21 03 2007

…alguns textos de “Poesia da Árvore“, antologia poética publicada em 1979.

O Zambujeiro” de Sebastião da Gama:

Deus disse: “O Zambujeiro nasça”.
Viril, rompeu da terra o Zambujeiro.
O tronco é o dum homem das montanhas.
São mãos de cavador seus ramos. Só as folhas,
Delicadas, suaves… Pela noita,
Quando tudo se cala, mesmo os pássaros,
O Zambujeiro canta…

(in Pelo Sonho é que vamos)

“Árvore” de António Ramos Rosa

Forço e quero ao fundo delicadamente
como subindo no sentido da seiva
espraiar-me nas folhas verdejantes,
espaçado vento repousando em taças,
mão que se alarga e espalma em verde lava,
tronco em movimento enraizado,
surto da terra, habitante do ar,
flexíveis palmas, movimentos, haustos,
verde unidade quase silenciosa.

(in Ocupação do Espaço)

“A um carvalho” de Miguel Torga

Forte como um destino,
Calmo como um pastor,
A sarça ardente é quando o sol, a pino,
O inunda de seiva e de calor.

Barbas, rugas e veias
De gigante.
Mas, sobretudo, braços!
Longos e negros desmedidos traços,
Gestos solenes duma fé constante…

(in Diário)

Forbela Espanca:

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vêde:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

(in Charneca em Flor)

43 Things Tags: , , ,


Technorati : , , ,