Terra: um planeta ameaçado

22 04 2008

O edifício Charlemagne, que hospedava o encontro da ONU sobre clima em Bruxelas, Bélgica, é um exemplo perfeito de efeito estufa. Feito com estrutura de metal e concreto e totalmente revestido de vidro, funciona como uma caixa de retenção de calor. Foi projectado para deixar a luz solar entrar através do vidro e guardar o calor dentro do prédio. É mais ou menos assim que funcionam os gases que causam o efeito estufa na atmosfera da Terra. Eles deixam passar a luz do Sol e seguram o calor que o planeta irradiaria de volta. O efeito estufa é, em princípio, benéfico, como as janelas do Edifício Charlemagne. Ele ajuda a manter o clima da Terra ameno. Mas o excesso de gases produzidos pelas actividades humanas desequilibrou a atmosfera. Os gases poluentes, como o metano e o gás carbónico, são produzidos pela queima de combustíveis fósseis e pelas queimadas florestais. Para reduzir o aquecimento, será necessário diminuir as emissões desses gases.

As consequências do efeito estufa começaram a ser debatidas (…) pelos principais cientistas que estudam mudanças climáticas no mundo. Eles reuniram-se no IPCC, painel convocado pela ONU para fazer as previsões dos impactos do aquecimento em cada região do globo. (…) Já se sabe que a temperatura média global vai subir alguns graus, até o fim do século. Agora, revelaram-se as consequências.

O relatório final do IPCC reúne os dados mais confiáveis de milhares de estudos revisados por 2.300 cientistas de 130 países. As suas páginas apresentam um quadro preocupante em todos os continentes. Os cumes gelados dos Andes podem desaparecer nas próximas duas décadas, prejudicando o abastecimento de cidades que dependem de água do degelo, como La Paz, na Bolívia, e reduzindo zonas de agricultura irrigada, como as vinícolas do Chile e da Argentina. Na África, a região do Sahel, já árida, pode perder de 5% a 8% de área cultivável. Os países mais populosos do mundo, China e Índia, podem ver a produção agrícola cair até 30%, mesmo investindo em mais irrigação. Uma elevação de 1 metro no nível do mar desabrigaria milhões de pessoas em regiões como os deltas dos rios Ganges, em Bangladesh, e Mekong, no Vietname.

“Nossa expectativa é que o relatório ressalte a importância de medidas para reduzir o ritmo do aquecimento e também lembre que já precisamos pensar em como vamos administrar as consequências inevitáveis de um planeta mais quente”, disse o indiano Rajendra Pachauri, director do IPCC.

O relatório também aponta algumas aparentes vantagens para os países mais frios. O calor pode acelerar o crescimento das árvores nas florestas dos Estados Unidos, do Canadá, da Nova Zelândia, Finlândia e Rússia e pode reduzir a mortalidade por doenças ligadas ao frio, como gripe e tuberculose. A Rússia e o Canadá s podem até ter maior área de florestas, com o recuo das zonas permanentemente congeladas, o permafrost. A Nova Zelândia pode ganhar novas terras disponíveis para agricultura e pecuária. Essas vantagens compensariam os traços negativos do efeito estufa? “Isso é um mito”, diz Pachauri. “Essa vantagem não existe, ela esconde outros problemas.” O calor aumenta a quantidade de doenças e pragas. A ruptura nos padrões de chuvas enfraquece a vegetação, adaptada a condições que predominaram por milhares de anos. Além disso, o derretimento do permafrost libera volumes imensos de metano, aprisionado no gelo nos últimos 40 mil anos. O gás é 20 vezes mais potente que o carbónico para aquecer a Terra. “Até agora, temos visto um aquecimento gradual. Se essa quantidade for para a atmosfera, o clima do planeta poderá mudar bruscamente”, afirma.

O relatório do IPCC parece ter sido feito para assustar. É o oposto. Seus prognósticos são conservadores. É assim porque, ao ponderar os estudos existentes, os pesquisadores descartam as linhas de pesquisa com volume insuficiente de evidências. Desde sua criação, há 15 anos, suas previsões erram quase sempre para menos. Por isso, o relatório é recebido com expectativa por governos e empresas. Nos últimos meses, ficou claro que ninguém pode ignorar as mudanças climáticas. A questão é o que faremos com esse relatório. O único acordo internacional para reduzir as emissões poluentes é o Protocolo de Kyoto, ratificado por alguns países poluidores, como os da União Europeia, o Canadá e o Japão, mas não pelo maior de todos, os Estados Unidos. Ele prevê a redução das emissões em 5%. O acordo será revisto em 2012. Esperam-se reduções mais drásticas. O Reino Unido está propondo até 60%. Isso é fundamental para orientar o sector privado. Mesmo que algumas empresas, como a GE e a Du Pont, anunciem metas voluntárias de redução nas emissões, poucos acreditam que o mercado mude sem limites estabelecidos pelos governos. Há um tom de urgência porque, como afirma Pachauri, não há muito tempo para esperar. Se os países com clima mais frio, como os do norte da Europa, se empolgarem com a ideia de uma duradoura primavera, o mundo todo poderá sair perdendo.

in Época

É hoje celebrado por todo o mundo o Dia Mundial da Terra.

A ideia de criar esta data surgiu da importância de relembrar a população mundial da sua responsabilidade na protecção do planeta.

E tu? O que fazes para proteger o teu planeta?


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140 litros de água para fazer um café

25 03 2008

O professor universitário britânico John Anthony Allan desenvolveu uma teoria denominada «água virtual» que permite medir a quantidade deste líquido que é gasta na produção de alimentos.

Segundo ela, uma chávena de café, por exemplo, equivale a um gasto de 140 litros de água. Este estudo valeu a Allan o «Prémio Estocolmo da Água 2008», noticia a agência Lusa.

No caso do café, os cálculos do investigador têm em conta os consumos de água desde o cultivo à produção e ao empacotamento do café.

Com o mesmo sistema, o britânico chega à conclusão de que para obter meio quilo de queijo são necessários 2.500 litros de água, enquanto um quilo de carne de vaca, até chegar ao consumidor, exige o dispêndio de mais de 10 mil litros.

Por dia, um ser humano consome entre dois mil e cinco mil litros de «água virtual», segundo esta forma de fazer contas.

in Portugal Diário

Visitem este site - Virtual Water - e surpreendam-se com os resultados obtidos.

Faz pensar…


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Apagão mundial

29 02 2008

Hoje, 29 de Fevereiro de 2008, das 19:55 às 20:00 horas propõe-se apagar todas as luzes e se possível todos os aparelhos eléctricos, para o nosso planeta poder ‘respirar’.

Se a resposta for massiva, a poupança energética pode ser brutal.

Só 5 minutos, para ver o que acontece. Sim, estaremos 5 minutos às escuras, podemos acender uma vela e simplesmente ficar a olhar para ela, estaremos a respirar nós e o planeta.

Lembrem-se que a união faz a força e a Internet pode ter muito poder e podemos mesmo fazer algo em grande.

Passem a notícia! Se tiverem amigos a viver noutros países, envia-lhes e pede-lhes que façam a tradução e adaptem as horas.

recebido por e-mail


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Desastre ambiental

12 11 2007



Os mais poluídos locais do mundo

19 09 2007

O Instituto Blacksmith nomeou os dez locais mais poluídos do mundo. Espalhados por sete países, estes dez locais podem fazer com que cerca de 12 milhões de pessoas sofram de problemas de saúde que vão de asma e outros problemas respiratórios a defeitos de nascença, bem como morte prematura

“Estes lugares estão acabando com a saúde da população ao redor, e no entanto saná-los não é nenhum bicho-de-sete-cabeças”, disse aos repórteres Richard Fuller, fundador e director da organização, sem fins lucrativos, numa conferência.

Entre os locais em que se concentra um maior índice de poluição está Dzerzhinsk, Rússia, que até o final da Guerra Fria era um dos mais importantes centros de produção de armas químicas do país, e Chernobyl, na Ucrânia, ex-república soviética, onde em 1986 ocorreu o pior acidente nuclear da história, disse o Instituto Blacksmith.

Na China e na Índia existem duas localidades que fazem parte da lista das dez mais poluídas. Linfen, fica na província de Shanxi na China, o coração do crescente sector carbonífero do país, enquanto Tianjin é uma das maiores bases produtoras de chumbo. Os habitantes de Tianjin, particularmente as crianças, apresentam sintomas de envenenamento por chumbo, como problemas de aprendizagem, danos cerebrais e disfunções renais.

Em La Oroya, no Peru, outro entre os mais poluídos, a mineração de metais pesados faz com que 99% das crianças apresentem níveis de chumbo no sangue acima do aceitável, diz o relatório.

Em Kabwe, Zâmbia, as crianças que brincam na terra perto das operações de mineração de metal, e jovens que lavam o metal, apresentam níveis de envenenamento por chumbo próximos dos considerados potencialmente letais, disse o instituto.

A organização, que elaborou o relatório com a Cruz Verde da Suíça, não estabeleceu uma classificação dos locais mais poluídos porque a qualidade das informações sobre a saúde em cada país variam. Os locais poluídos encontram-se frequentemente em remotas áreas nas montanhas, principalmente ligadas à mineração, o que pode dificultar a colecta de dados sobre a saúde, afirma o relatório.

O Instituto Blacksmith reuniu dados referentes aos últimos sete anos sobre 400 locais e elaborou a lista que pode ser consultada no www.worstpolluted.com.

in Pravda.ru

World’s Worst Polluted Places 2007


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Quer ajudar o planeta? Tire a gravata!

31 07 2007

Quer ajudar a combater o aquecimento global? Tire a sua gravata, afirmou o Ministério da Saúde da Itália.

O apelo é para que os patrões deixem os seus funcionários se vestirem casualmente no trabalho durante o verão para que os aparelhos de ar condicionado possam ser desligados.

"Tirar a sua gravata imediatamente diminui a temperatura do corpo em cerca de 2 a 3 graus Celsius", afirmou o ministério em comunicado. "Permitindo um uso mais sensato do ar condicionado que resulte numa economia de electricidade e proteja o meio ambiente".

O ministério fez um pedido para que todos os escritórios públicos e privados permitam aos seus empregados não usar gravata durante as ondas de calor como a que elevou as temperaturas para níveis parecidos com os registrados na África em muitas partes da Itália nesta semana.

O pedido ecoa uma iniciativa similar vinda do maior grupo de petróleo da Itália, ENI, que disse aos seus funcionários, no começo deste mês, que eles não precisam usar gravata no trabalho.

Os fabricantes de gravata, entretanto, perderam a calma. "A Itália confirma que é um país estranho", disse Flávio Cima numa carta ao jornal económico Il Sole 24 Ore, sob a manchete: "Eu, fabricante de gravatas, sou responsável pelo aquecimento global".

"Nós agora podemos continuar felizes com o nosso estilo de vida, usando carros, consumindo combustível, aquecendo e esfriando nossas casas durante o lazer. Sob um condição: nós não devemos usar gravata enquanto fazemos isso", escreveu ele.

"Eu deveria escutar os meus amigos e virar um explorador de petróleo".

A Itália é um dos países da União Europeia que mais polui e está entre os países da UE que devem exceder suas metas de emissão de gases causadores do efeito estufa.

in Reuters Brasil

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Quando o que está em jogo é o futuro do planeta, qualquer medida me parece bem-vinda… 8-)

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Como poupar energia?

29 05 2007

Hoje é o Dia Mundial da Energia

Poupar energia significa diminuir a quantidade de energia utilizada aquando da realização de qualquer acto do nosso quotidiano. Gastar menos energia tem várias vantagens - poupa-se dinheiro e ajuda-se o ambiente. A produção de energia requer recursos naturais preciosos, por exemplo carvão, petróleo ou gás. Assim, gastar menos energia ajuda a preservar estes recursos e a mantê-los durante mais tempo.

Porque é importante poupar energia?

Se as pessoas gastarem menos energia, tornar-se-á menos urgente aumentar o fornecimento desta, pela construção de novas centrais eléctricas ou pela importação de energia de um outro país.

O que significa “ciclo de vida”? Que relação tem com o consumo de energia?
Praticamente todos os produtos do dia a dia têm um impacto em termos de energia, especialmente quando se considera os seus requisitos energéticos ao longo de todo o ciclo de vida: produção, utilização e fim de vida. Em muitos casos a fase de utilização é a dominante. Os plásticos, por exemplo, são um dos materiais de recursos disponíveis mais eficientes. Na fase de utilização, os produtos de plástico ajudam a poupar mais energia do que a que foi necessária para os produzir: Por exemplo, quando escolher uma garrafa de água embalada num material leve como o plástico, recorde que as embalagens mais leves requerem menos energia no transporte. Consequentemente, menos combustível foi gasto para fazer mover o camião que distribuiu aquelas garrafas de plástico.

O que se pode fazer para poupar energia?

Há muitos locais na Web que dão ideias sobre como poupar energia. Para começar, aqui tem algumas:

·Altere o seu comportamento relativamente ao transporte, pense mais em termos de transporte público, se for possível, caminhe ou vá de bicicleta em vez de utilizar o carro.

·Diminua 1ºC o aquecimento em casa, mantenha as janelas fechadas enquanto aquece, vista roupa mais quente.

·Escolha produtos com embalagens mais leves.

·Desligue as luzes e aparelhos quando não estão a ser utilizados, use lâmpadas de baixo consumo.

·Reutilize os sacos de plástico para ir e guardar as compras.

·Use o micro-ondas em vez do fogão para aquecer a comida.

·Utilize baterias recarregáveis em vez das descartáveis.

Que efeito têm os materiais no ambiente?

No nosso quotidiano dependemos de muitos materiais: madeira, metal, vidro e plástico, todos eles com implicações no ambiente. Pense no impacto de cada produto que usa. Por exemplo, quanto mais leve é o objecto, menor é o combustível necessário para o transportar. Uma mala pesada na bagageira de um carro vai exigir do carro um maior consumo de combustível durante a viagem. O mesmo é válido para todos os produtos empacotados. Assim, comprar comida embalada em materiais leves ajuda o ambiente.

Fonte: FuturEnergia

energia

Vendo bem as coisas, depende somente de nós…




Brilha, cintila, resplandece, reluz, …

3 05 2007

… sempre!

cayman-sun

Dia Internacional do Sol




Internacionalização do mundo

2 05 2007

Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos, o ex-governador do Dfe e ex-ministro da educação brasileiro Cristóvam Buarque, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia, uma ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta de Cristóvão Buarque:

“De facto, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que os nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro… O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas a França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão a realizar o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova Iorque, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de comer e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia.

Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!”

Este artigo foi publicado no “The New York Times”, “Washington Post” entre outros, mas foi censurado pelos média mais conservadores americanos, afectos ao governo.

Tenho a sensação de que não houveram muitas perguntas a seguir a este brilhante discurso…


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Auto-estrada encerra para deixar passar borboletas

26 03 2007

Todos os anos mais de um milhão destes insectos atravessam o sul da ilha da Formosa. Este ano vão receber tratamento VIP.
O governo da Formosa (Taiwan) vai encerrar um troço de 600 metros duma das mais movimentadas auto-estradas do país. Tudo para que a migração sazonal das borboletas lilases decorra sem problemas para os animais.
Esta espécie de borboleta passa o Inverno no sul da ilha e aproveita a chegada do calor primaveril para se dirigir ao seu local de reprodução, no norte.
Nesta dramática viagem muitas das 12 mil borboletas, que todas as horas se fazem literalmente à estrada, “não conseguem chegar ao seu destino final” asseguram os especialistas.
As autoridades da Formosa já avisaram que o encerramento da via irá causar complicações no trânsito, mas, acreditam ser por uma boa razão.
“Os seres humanos têm de apreender a coexistir com outras espécies, mesmo que seja com uma tão pequena como esta”, garantiu Lee Thay-ming do gabinete nacional de auto-estradas.

Evitar o tráfego

Todos os anos largos milhares de borboletas lilases morrem vítimas dos automóveis, que passam a alta velocidade e arrastam os delicados animais para o meio do trânsito, onde acabam por morrer esmagados.
Para além do corte do trânsito, as medidas para impedir o morticínio incluem ainda redes de protecção e luzes ultra-violeta. Os ecologistas esperam assim que todos estes cuidados alterem o cenário de anos anteriores.
As redes de protecção foram desenhadas para obrigar as borboletas a voar mais alto, o que reduzirá o risco de serem apanhadas pelo tráfego.
As luzes ultra-violeta serão instaladas debaixo de pontes, para encorajar os pequenos insectos a passarem por baixo da estrada, afastando-os assim de perigos mortais.
Supõe-se que estas medidas de salvamento rondarão os 22.500 euros.

A Borboleta Lilás dirge-se para o norte onde morrerá depois de pôr os ovos

in Expresso

Isto é que é respeitar os direitos dos animais! Estas iniciativas são louváveis.

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E porque é dia da árvore e da poesia…

21 03 2007

…alguns textos de “Poesia da Árvore“, antologia poética publicada em 1979.

O Zambujeiro” de Sebastião da Gama:

Deus disse: “O Zambujeiro nasça”.
Viril, rompeu da terra o Zambujeiro.
O tronco é o dum homem das montanhas.
São mãos de cavador seus ramos. Só as folhas,
Delicadas, suaves… Pela noita,
Quando tudo se cala, mesmo os pássaros,
O Zambujeiro canta…

(in Pelo Sonho é que vamos)

“Árvore” de António Ramos Rosa

Forço e quero ao fundo delicadamente
como subindo no sentido da seiva
espraiar-me nas folhas verdejantes,
espaçado vento repousando em taças,
mão que se alarga e espalma em verde lava,
tronco em movimento enraizado,
surto da terra, habitante do ar,
flexíveis palmas, movimentos, haustos,
verde unidade quase silenciosa.

(in Ocupação do Espaço)

“A um carvalho” de Miguel Torga

Forte como um destino,
Calmo como um pastor,
A sarça ardente é quando o sol, a pino,
O inunda de seiva e de calor.

Barbas, rugas e veias
De gigante.
Mas, sobretudo, braços!
Longos e negros desmedidos traços,
Gestos solenes duma fé constante…

(in Diário)

Forbela Espanca:

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vêde:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

(in Charneca em Flor)

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Simplex!

22 02 2007

O Instituto Nacional de Meteorologia já aderiu ao plano do governo de simplificação de tarefas.

Brevemente, será esta imagem que aparecerá no final de todos os telejornais… Digo eu!

pedrameteorolgica2

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É triste… muito triste!

3 02 2007

ExxonMobil financia críticas ao relatório do IPCC sobre o clima

Um centro de estudos conservador norte-americano financiado por uma das maiores companhias petrolíferas oferece dinheiro a cientistas que denunciem falhas no relatório sobre alterações climáticas apresentado hoje em Paris.

Segundo o diário britânico “The Guardian”, o American Enterprise Institute (AEI), financiado pela ExxonMobil e com estreitas ligações à administração do Presidente George W. Bush, escreveu cartas a cientistas britânicos, norte-americanos e de outros países a oferecer prémios de dez mil dólares por artigos que questionem o relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC).

Este relatório prevê um aumento da temperatura global entre 1,8 e 4 graus Celsius até 2100, causado “muito provavelmente” pela actividade humana.

O American Enterprise Institute recebeu mais de 1,6 milhões de dólares da ExxonMobil e mais de duas dezenas dos seus membros trabalham como assessores da Casa Branca. O ex-presidente da ExxonMobil Lee Raymond é actualmente presidente da direcção daquele grupo de estudos. (…)

Para David Viner, da Unidade de Investigações Climáticas da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, a iniciativa do AEI é “uma tentativa desesperada de uma organização que quer distorcer para fins políticos as esmagadoras provas científicas do aquecimento global”.

As cartas foram enviadas por Kenneth Green, docente convidado da AEI, que confirmou que a organização abordou cientistas, economistas e analistas políticos no sentido de escreverem artigos independentes que realçassem os pontos fortes e fracos do relatório.

Para Ben Stewart, da Greenpeace, “o AEI é mais do que um grupo de estudos, já que funciona como a ‘cosa nostra’ intelectual da Administração Bush”.

“São delegados da Casa Branca nos últimos estertores da sua campanha de negação das alterações climáticas”, acrescentou. “Perderam na ciência, perderam moralmente e só lhes resta uma pasta cheia de dinheiro”.

in Público

É impressionante o que se faz em termos politicos e económicos, mesmo quando está em causa a própria sobreviência no nosso (ainda) azul planeta.

É triste… muito triste!




Dia deprimente? / A depressing day?

22 01 2007

Hoje é o dia mais deprimente e “cinzento” do ano.

Quem o diz é Cliff Arnall, especialista em psicologia da saúde da Universidade de Cardiff, no Pais de Gales, que utiliza uma fórmula — 1/8W+(D-d)3/8xTQMxNA — para calcular o mais baixo estado emocional do ano.

Para chegar a esta conclusão tem vários factores em conta. A explicação segue a seguir em inglês…

Arnall factored in the dreariness of the (W)eather, the arrival of maxed-out Christmas bills or (D)ebt, minus monthly salary (d), (T)ime elapsed since Christmas and the failure to keep a New Year’s resolution or to (Q)uit a bad habit, low (M)otivational levels and the need to take action (NA). He came up with Jan. 24, or the Monday closest to Jan. 24 ( HOJE!!), since Monday is the most disliked day of the week.

(…)

Bem me parecia que o dia hoje estava… esquisito!

in Canada.com 

 digg story




Ilha habitada submerge na Índia

28 12 2006

A ilha de Lohachara, na Índia, desapareceu da superfície do planeta, devido ao aumento do nível do mar, o que vem confirmar as piores previsões sobre o agravamento do efeito de estufa.


O desaparecimento da ilha foi recentemente confirmado por cientistas da Universidade Jadavpur, em Calcutá, que detectaram a submersão da mesma através de imagens de satélite. De salientar que este é um caso sem precedentes pois, no passado, esta ilha era habitada por 10 mil pessoas.

De acordo com uma reportagem do jornal Independent, há oito anos, algumas ilhas desabitadas no Pacífico ficaram também submersas, tendo os habitantes de Vanuatu, uma ilha próxima do local, sido evacuados por precaução.

Os especialistas acreditam que o aumento do nível do mar deverá arrastar consigo boa parte das terras existentes em países com vastas planícies costeiras, como o Egipto ou Bangladesh, segundo refere a Folha Online.

Lohachara é a primeira ilha povoada a desaparecer, mas acredita-se que as Ilhas Carteret, em Papua-Nova Guiné, também possam submergir nos próximos oito anos.

Na parte indiana do delta existem ainda outras dez ilhas em processo de submersão, onde existem cerca de 400 tigres que poderão morrer devido ao fenómeno.

In Fábrica de Conteúdos

E depois ainda há países, como os Estados Unidos, que não assinam o protocolo de Quioto, porque acham que o aquecimento global é um “mal menor”, e lançaram uma campanha publicitária na TV, acusando os ecologistas e alguns cientistas de puro alarmismo.Os autores da propaganda contrária aos ecologistas defendem, os benefícios económicos dos combustíveis fósseis, insistindo “nos benefícios frequentemente esquecidos da produção de energia que origina CO2″, como os transportes, aquecimento, iluminação e uma melhora geral da qualidade de vida.

Eles também tratam da “disparidade entre as primeiras páginas dos jornais e a realidade científica”.

A campanha foi lançada pelo Competitive Enterprise Institute, um instituto de pesquisa e grupo de pressão ultraconservador ligado à administração Bush. Só podia!