Uma rede de espionagem electrónica conseguiu infiltrar-se em 1295 computadores de governos, incluindo o de Portugal, embaixadas, organizações de defesa dos direitos humanos e meios de comunicação, entre outras instituições, em 103 países, segundo um relatório da Universidade de Toronto ontem publicado.
Segundo o relatório hoje divulgado na Internet pelo Munk Center for International Studies da Univesidade de Toronto não é possível atribuir com certeza a autoria da espionagem da rede que os investigadores denominam GhostNet (RedeFantasma), mas sublinham que três dos quatro servidores de controlo estão em províncias chinesas e o quarto na Califórnia, Estados Unidos.
Os autores do relatório, um grupo de acompanhamento da ciber-delinquência denominado The Information Warfare Monitor que se foca na utilização da rede como domínio bélico estratégico, trabalham sob o patrocínio do SecDev Group, uma consultora de Otava especializada em regiões em risco de violência, e do Laboratório Cidadão da Universidade de Toronto.
Na opinião dos investigadores, não se pode concluir definitivamente que a espionagem envolva o governo chinês, apesar do controlo do sistema ter origem, quase exclusivamente, em computadores na China.
No entanto, a origem desta investigação está relacionada com uma petição do gabinete do Dalai Lama em Dharamsala, norte da Índia, para que os peritos analisassem a rede de computadores, dos quais tinham sido retirados virtualmente documentos e cujos microfones e câmaras web eram controladas por controlo remoto.
O diário The new York Times, que teve acesso às “impressões digitais dos espiões”, sublinha que um dos possíveis rastos do envolvimento oficial da China é a chamada telefónica recebida por um diplomata não identificado.
A maioria dos computadores infectados pertence a países ou missões diplomáticas do Sudeste Asiático, escritórios de Taiwan, indianos e tibetanos, apesar do relatório acessível na rede não permitir ver nem a lista dos computadores infectados nem os nomes dos titulares destes.
No entanto, na lista por organismos aparecem os escritórios da agência norte-americana AP em Londres e Hong Kong e o canal de televisão New Tang Dinasty Television criado por grupos de apoio a Falun Gong.
Na lista também aparece a operadora telefónica CANTV da Venezuela, o ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, a embaixada da China nos Estados Unidos, a consultora Deloitte Touch, a rede informática do governo de Portugal, a embaixada de Malta na Líbia e entidades das ilhas Salomão.
in Expresso
Um crime que será cada vez mais frequente…
E a invasão da rede informática do governo português deve ter sido puro engano… Ou então andavam à procura da alta tecnologia “exclusiva” do nosso Magalhães!
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