Porque é que acreditámos em Deus?

14 04 2009

O que aconteceu ao homem ancestral que começou a acreditar em deuses? Porque é que a nossa espécie tem tendência para a fé religiosa? A Ciência, especialmente a neurologia, deu início a uma busca dentro do cérebro para encontrar respostas que, por agora, são muito complexas.

Muito se avançou desde que o anatomista Franz Gall, no princípio do século XIX, disse que havia encontrado o corpo de Deus no corpo de cada humano, como explica o El Mundo num trabalho publicado sobre a visão da Ciência sobre Deus.

Agora, muitos investigadores de prestígio estão convencidos de que as redes neuronais estão por detrás dessa tendência para a espiritualidade, que é inata e que se tem repetido em todas as culturas e civilizações.

Se há uns anos o biólogo Dean Hamer dizia ter encontrado o gene de Deus, agora investigadores do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos (EUA) revelaram que as zonas do cérebro que se activam com a fé religiosa são as mesmas que usamos para compreender emoções, sentimentos e pensamentos das pessoas que nos rodeiam.

Este último trabalho, publicado recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Science, situa a ‘zona religiosa’ no lobo temporal e no frontal, o que indicaria, segundo o neurologista Jordan Grafman, que os humanos crêem em Deus utilizando os mesmos mecanismos para outras pessoas e que, como crenças que se transmitem de gerações em gerações, entraram na memória, imaginação e empatia.

O cérebro de um crente

Porque é que se crê em algo sobre o qual não existe constatação? Alguns científicos apostam na ideia de que o cérebro está organizado para que possamos crer.

Outras hipóteses defendem que a religião apareceu como uma adaptação evolutiva que fizeram que os genes que a facilitavam se transmitissem e prosperassem: a religião havia ajudado a formar grupos sociais coesos e a proporcionar consolo nas desgraças. Assim o entende o psiquiatra Francsico J. Rubia, autor do livro A Conexión Divina (A Divina Ligação, em tradução livre).

«A origem da espiritualidade, que não de Deus, deveu-se a vários factores. Influenciaram os sonhos, em que os indivíduos viajavam sem mover o corpo, dando lugar à ideia de alma, e também a predisposição de dualidade, porque o cérebro está organizado para ver o contraste, como a luz e a obscuridade, o finito e o eterno, o real e o imaginário. Tudo isto unia o grupo», defende o especialista.

No entanto, alguns antropólogos, como Scott Atran, do Michigan, EUA, acreditam que «religiões que falam do paraíso após a morte não fazem muito pela sobrevivência no aqui e agora».

Paul Bloom, psicólogo de Yale, procura a explicação fisiológica. O especialista argumenta que o cérebro tem dois sistemas cognitivos: um encarrega-se dos seres vivos e outro dos mortos, um trata da mente e outro do físico (dualismo de que falava Rubia). Esta seria a explicação do porquê de deixarmos o corpo nos sonhos ou em protecções astrais. É a mesma dualidade que preparar o cérebro para conceitos como a eternidade, a vida depois da morte.

O psicólogo acrescenta que pensar em experiências fora do corpo, espirituais, «está a um passo da criação dos deuses».

A procura de causas

Mas bastam estes deuses para dar lugar à religião? Deborah Kelemen, da Universidade de Arizona, acrescenta a este cocktail o sentido de causa-efeito, ou seja, a busca de uma finalidade ou uma concepção para tudo, algo que surgiu muito pelo instinto de sobrevivência (um ruído pode ser um predador) e que o cérebro extrapola ao resto: tudo tem um porquê.

«A religião é um artefacto inelutável do nosso cérebro», assegura Bloom na revista New Scientist. Até os ateus e agnósticos têm tendência para pensar no sobrenatural. Segundo Rubia, nestes casos a espiritualidade deriva para outras questões como a Natureza. «Sempre se procurará repostas porque isso produz endorfinas e, portanto, prazer, mas as experiências míticas podem não ser religiosas», assegura.

Atran chama-lhe «a tragédia da cognição»: «Os seres humanos podem antecipar o futuro e conceber a sua própria morte. Quando os processos naturais do cérebro nos dão uma saída, nós seguimo-la, claro», defende.

Então, a religião é um subproduto da evolução do cérebro humano ou foi escolhida para a sobrevivência do grupo? O evolucionista Richard Dawkins considera correctas as duas premissas. Por um lado estaria a doutrinação que se recebe do grupo, e que se aceita para não se ser rejeitado, mas por outro lado há a predisposição cerebral em crer em seres invisíveis, que se concretizam através dos padres.

A relação religião-cérebro vai ainda mais longe. O psiquiatra espanhol Rubia recorda que há uma epilepsia que afecta o lobo temporal e activa a religiosidade por uma descarga de neurónios: «Os xamãs eram pessoas que entravam em êxtase e algumas sofriam desta patologia. Desde a antiguidade que eram quem falava com os mortos e curavam, seguramente por poderes mais psicossomáticos que outra coisa».

in SOL

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Ainda será preciso muito tempo/investigação para que se entenda/explique muitas coisas… :?

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Revelados mais ficheiros secretos

23 03 2009

O Ministério da Defesa britânico divulgou ontem sete novos dossiês contendo 1200 casos de avistamentos de ovnis ocorridos entre 1987 e 1993 e que foram investigados pelos serviços secretos britânicos da Defesa. A preocupação dos investigadores não eram os extraterrestres, mas a possibilidade de os russos estarem a testar equipamentos secretos.

Há histórias para todos os gostos, umas mais intrigantes, outras nem por isso. Uma pequeníssima percentagem permanece sem explicação plausível. Ao todo são 1200 casos de avistamentos estranhos contidos em sete dossiês desclassificados ontem pelo ministério da Defesa britânico e dedicados ao fenómeno ovni: os objectos voadores não identificados.

Os documentos estão desde ontem online no site dos arquivos nacionais britânicos, em nationalarchives.uk/ufos. Ali estão compilados os casos ocorridos entre 1987 e 1993 e investigados pelo DI55, uma secção dos serviços britânicos de inteligência para a defesa, “cuja existência”, como notava ontem o Guardian, “era negada pelo governo britânico até muito recentemente”.

Os dossiês e os seus relatos mostram que as autoridades lhes atribuíram importância suficiente para os investigar. Não tanto pelo fenómeno ovni em si, “mas por questões de defesa”, numa época em que se vivia ainda a Guerra Fria, tal como comentou David Clarke, especialista neste fenómeno e professor da universidade de Sheffield, citado pela BBC News online. “A questão era o que estavam os russos a testar e se algum daqueles avistamentos poderia estar relacionado com isso. Assim que eliminavam essa hipótese, já não estavam interessados [os serviços secretos de defesa] nisso”, disse David Clarke à BBC.

Uma dos casos que consta nos dossiês do DI55, e que foi contado pela imprensa britânica, é o de uma mulher que disse ter encontrado um extraterrestre louro e com sotaque escandinavo quando andava a passear o cão.

Esta história, considerada “pouco vulgar” pelos próprios investigadores, ocorreu em Norwich, em Novembro de 1989. A mulher que a protagonizou explicou ter conversado durante dez minutos com um homem louro que lhe explicou que as formas circulares traçadas em alguns campos de cereais eram obra de seres extraterrestres como ele e que o propósito da sua visita era amigável.

O extraterrestre louro foi ao ponto de dizer à mulher, que não está identificada no relato do caso pelos serviços secretos, que apesar de ter ordens para não falar com os seres humanos tinha decidido falar com ela porque achava isso importante.

Assustada, ela apressou-se a ir para casa. Antes de lá chegar ainda ouviu um zumbido e quando se voltou para trás viu um objecto esférico, brilhante e cor de laranja a elevar-se no ar. Logo a seguir telefonou aterrorizada para a força aérea.

Há outros casos. Luzes no céu, e o avistamento colectivo de um objectivo em forma de diamante no céu, em 1990, em Perthshire, para o qual não foi encontrada explicação. São histórias divertidas, ou que dão que pensar, e que agora estão à distância de um click.

in DN Online

Um OVNI avistado da nave americana Atlantis em 2006

Fotografia: Nasa/Getty Images

É o que digo: eles andem aí! :shock:

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A ciência do beijo

18 03 2009

Um beijo é muito mais que lábios fundidos ou línguas entrelaçadas. Os cientistas acreditam que pode determinar o futuro de uma relação e até combater a depressão. A filematologia explica como.

Lembra-se do primeiro? Olhos nos olhos, mãos suadas, coração acelerado, lábios hesitantes. Tensão e emoção. Num sopro, paraíso ou inferno. Afinal, porque beijamos? Simples: porque queremos. Porque nos rendemos aos afectos e nos deixamos levar pelos impulsos românticos. E, contudo, explicam os cientistas, o fenómeno é muito mais complexo que a simples comunhão de duas bocas, seja no entrelaçar das línguas ou, com menos saliva, na união de dois lábios (ou, para ser mais rigoroso, dois pares de lábios). Por isso criaram a filematologia, a ciência que estuda o beijo e as suas funções.

Como na canção “As Time Goes By”, imortalizada em Casablanca, “a kiss is still a kiss” mas será sempre algo mais que a estrofe em que duas bocas rimam, para usar outra citação famosa. Por detrás de cada gesto escondem-se não só um emaranhado de reacções orgânicas, mas também uma miríade de motivações que nem sempre são óbvias. Beijamos por paixão, mas também por costume, educação, respeito e até por mera formalidade. A própria forma como beijamos varia de acordo com o que queremos expressar.

Segundo o antropólogo inglês Desmond Morris, as origens do beijo estão num instinto bem mais primário: o das mães primatas mastigarem a comida e a passarem às crias através da boca, um costume que sobrevive ainda em algumas tribos do Planeta. O gesto, especula Morris, terá evoluído para uma forma de confortar crianças esfomeadas quando a comida escasseava e, mais tarde, para demonstrar amor e carinho.

Para outros cientistas, beijar está ligado ao complexo processo de escolha de um parceiro. Quando duas pessoas se beijam, trocam uma série de informações (gustativas, mas também olfactivas, tácteis, visuais e até de postura) que, inconscientemente, as ajudam a perceber o grau de comprometimento do outro na relação. O gesto pode revelar até que ponto se está perante a pessoa ideal para formar família, sendo por isso uma acção fundamental para a sobrevivência das espécies.

A chave deste fenómeno está no olfacto. Beijar activa a libertação de feromonas que, ao serem detectadas, de forma inconsciente, pelas mulheres, as ajudam a escolher os parceiros que terão uma melhor descendência. A explicação está num conjunto de genes ligados a uma parte do sistema imunitário conhecida como complexo maior de histocompatibilidade (CMH), que, através do olfacto, desempenha um papel fundamental na atracção sexual. Aqui funciona a lei de que os opostos se atraem: elas preferem homens com um CMH diferente do seu, uma escolha influenciada pela Natureza: juntar parceiros com diferentes genes do sistema imunológico fortalece as defesas da geração seguinte, melhorando, assim, as hipóteses de sobrevivência da espécie.

Talvez por isso, a ciência tem demonstrado que o primeiro beijo pode ajudar a afastar o que as forças do romantismo uniram. O sucesso de uma relação depende, muitas vezes, desse momento único em que os lábios se tocam pela primeira vez. Segundo um estudo publicado na revista científica “Evolutionary Psychology“, 59% dos homens e 66% das mulheres admitiram já ter perdido o interesse por alguém após o primeiro beijo.

A investigação revela outros dados interessantes, que vêm confirmar alguns estereótipos sobre os comportamentos sexuais dos dois géneros: os homens utilizam mais o beijo como um meio para atingir um envolvimento sexual e estão mais predispostos a ter sexo sem beijar, com alguém que considerem beijar mal ou mesmo com alguém por quem não se sintam atraídos. Já as mulheres, intuitivamente, tendem a usar o beijo para avaliar o estado da sua relação e o grau de comprometimento do seu parceiro.

O estudo revelou outro dado curioso: os homens preferem beijos mais molhados e com mais contacto de língua. A opção, percebe-se agora, não é ingénua. A saliva masculina contém grandes quantidades de testosterona que podem afectar a líbido das mulheres. Os cientistas baralham outra hipótese: a dos homens terem uma menor capacidade de detecção química e sensorial, precisando por isso de mais saliva para fazer a sua avaliação da parceira.

Igualmente complexa é a equação anatómica e fisiológica de um beijo. O acto põe em acção diversos músculos, cujo número varia em função da intensidade: um beijo carinhoso mobiliza 17 músculos; um mais apaixonado pode chegar aos 29, segundo a tese de doutoramento em Medicina da francesa Martine Mourier, que dedicou as duzentas páginas do seu trabalho aos efeitos do beijo. Outras revelações: a pressão exercida pode atingir os 12 quilos, os batimentos cardíacos disparam dos 70 para os 150 por minuto e são trocadas pelos menos 250 bactérias. Citando um filósofo dos tempos modernos, Duff McKagan, ex-baixista dos Guns N’Roses, “um beijo pode não ser uma coisa higiénica, mas é a maneira mais saborosa de apanhar um germe”.

Por isso, ainda que aparentemente inofensivo, beijar pode ser um veículo privilegiado de transmissão de doenças. A lista inclui desde uma simples constipação à hepatite, tuberculose, mononucleose, herpes labial e, em determinadas situações, doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis e a sida (caso existam feridas ou cortes na boca).

Por paradoxal que possa parecer, pode também ter efeitos terapêuticos, por exemplo, no combate à depressão. Segundo um estudo realizado no Reino Unido, beijar estimula o cérebro a libertar endorfinas, substâncias químicas que funcionam como uma espécie de ‘opiáceo’ natural do organismo, proporcionando sensações de prazer, euforia e bem-estar que ajudam a combater a depressão. Quanto mais excitantes e apaixonados os beijos, maiores os benefícios para a saúde. Além disso, baixa os níveis de cortisol, conhecida como a hormona do stress, e pode até funcionar como uma forma de ‘vacinação’ natural dos bebés: ao beijar o seu filho recém-nascido, a mãe transmite-lhes, de forma diluída e progressiva, os seus germes, desencadeando as defesas do organismo do bebé.

Indiferentes às dissertações científicas, beijamos, sobretudo, pelo prazer de beijar. Porque é, afinal, disso que se trata: de um prazer magnético em que duas almas se unem. Que importa o resto?

in Expresso

Marinheiro a beijar uma enfermeira em Times Square no V-J Day em 1945.

(Photo: Alfred Eisenstaedt, Time-Life/Getty Images)

Que importa o resto? ;)

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Declínio mental começa aos 27 anos

17 03 2009

O cérebro começa a envelhecer bem mais cedo do que se pensava. Segundo um estudo norte-americano, é aos 22 anos que se atinge o pico da performance cerebral, e aos 27 que a rapidez de raciocínio e a capacidade visualização espacial se começam a degradar.

As conclusões do estudo da Universidade da Virgínia foram publicadas no jornal científico Neurobiology of Aging, citado pela BBC, e permitem planear novas estratégias para evitar a perda das capacidades intelectuais.

A solução é agir cada vez mais cedo, uma vez que se sabe agora que o pico da performance cerebral acontece logo aos 22 anos, e que aos 27 já se nota o início do declínio intelectual.

Especificamente, é aos 27 anos que os indivíduos começam a ter menos capacidade de visualizar espaços e menor velocidade de raciocínio.

Não é nenhuma tendência dramática, note-se, mas significa que a ‘ginástica mental’ deve ser praticada cada vez mais cedo para manter o cérebro ao melhor nível por muitos anos.

O estudo, dirigido pelo neurologista Timothy Salthouse, contou com 2 mil voluntários entre os 18 e os 60 anos, que foram testados com puzzles, exercícios de memória e outros desafios.

Em nove dos 12 testes realizados, os melhores resultados foram alcançados pelas pessoas de 22 anos. A partir dos 27, os resultados começaram a piorar, sobretudo nos puzzles.

Nos exercícios de memorização, foi só aos 37 que se notou um declínio das performances.

Já nos testes de vocabulário e de cultura geral, o saber continua a aumentar até aos 60 anos.

Segundo vários cientistas citados pela BBC, o estudo ajuda os especialistas do combate a doenças como o Alzheimer a detectar sintomas muito mais cedo e a delinear estratégias para evitar ou retardar os efeitos de várias patologias.

in SOL

Tenho que começar a exercitar estes neurónios com maior intensidade! :|

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Os inventos que mudaram o mundo

16 03 2009

Um grupo de 20 cientistas ingleses elegeu as invenções tecnológicas que mais mudaram a forma como a humanidade vive e interage na actualidade. Os peritos pertencem à Associação Britânica de Ciência e as escolhas vão desde o código de barras aos ténis desportivos.

Do cartão de crédito à comida de ‘plástico’ – a ordem é aleatória -, eis os dez inventos tecnológicos que mais marcaram o mundo no último século. A eleição foi feita por um painel de 20 cientistas ingleses, da British Science Association – e serviu para assinalar uma semana dedicada à ciência e à engenharia.

A lista será discutível, como todas as outras. E os critérios não se baseiam necessariamente nos benefícios que estes inventos trouxeram à humanidade.

O cartão de crédito está lá porque facilitou a circulação de capitais, sobretudo por cidadãos no estrangeiro, mas também não se esquece que contribuiu para o sobreendividamento em que hoje vive muita gente. Da comida de plástico nem vale a pena falar…

Mas não há dúvidas de que estas tecnologias e produtos mudaram o mundo. Não apenas pelo que trouxeram de inovador mas, sobretudo, pelo impacto que tiveram nos comportamentos e prioridades dos tempos modernos.

O código de barras, uma ideia relativamente simples à primeira vista, mudou a forma de se fazer compras. Os ténis de corrida não só melhoraram o desempenho como marcaram a moda ao longo de gerações.

Nas escolhas dos especialistas, nota-se que apesar de pretender reflectir mais de meio século de inventos, a lista acaba por ser muito influenciada pelas tendências das últimas décadas, para não dizer dos últimos anos. Exemplos disso mesmo são as escolhas das “redes sociais” na Internet ou das mensagens de texto (SMS), o meio de comunicação preferencial – há quem diga que, em igualdade de circunstâncias com a fala – dos adolescentes, ou ainda do famoso GPS.

in DN Online

Podem não ter sido as mais importantes invenções do século, mas que alteraram a maneira de como lidamos com a maioria das “coisas”, sem dúvida! :?

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Ovos podres curam a impotência?

5 03 2009

Não há muito tempo foi noticiado que era um mito a ideia de que comer mais que dois a três ovos por semana aumentava drasticamente os níveis de colesterol no sangue. Agora, surge uma investigação que demonstra que o gás libertado pelos ovos podres pode ser uma cura para a impotência. Os ovos podem estar definitivamente a chegar ao topo dos alimentos mais populares.

Apesar de ser tóxico e do seu odor reconhecidamente nauseabundo, o gás presente nos ovos podres, o ácido sulfídrico, em pequenas quantidades, desempenha um papel importante no corpo humano, como demonstra uma investigação de cientistas italianos, referida pela revista “Science“.

Os investigadores da Universidade de Nápoles Federico II, sabiam que o ácido sulfídrico está associado a erecções em ratos. Dessa forma, decidiram juntar o ácido sulfídrico a pequenas tiras de pele de pénis, obtida através de oito operações de mudança de sexo. Foi verificado que as veias existentes no pedaço de pele relaxaram, o que significa que na vida real isto permitiria um aumento do fluxo sanguíneo e uma consequente erecção.

O gás parece actuar como um neurotransmissor que aumenta o relaxamento vascular e a segregação de hormonas. O Viagra actua da mesma forma através de outro gás, o óxido nítrico. Os investigadores começam agora a testar se o ácido sulfídrico nos pode proteger contra os riscos de ataques cardíacos e se pode ser uma alternativa aos comprimidos azuis.

Segundo a “Science”, o fisiologista Rui Wang, da Universidade de Ontário no Canadá, saúda a descoberta, mas alerta para o facto de que é cedo para falar de comprimidos compostos por ácido sulfídrico. Como salienta Wang, os níveis de concentração de ácido sulfídrico usados na investigação para causar erecções são tóxicos, o que por enquanto impede a sua aplicação clínica.

in Público

O ácido sulfídrico presente nos ovos podres pode vir a curar a impotência

Com estas notícias, parece-me que se poderá ter descoberto o “Viagra” dos pobres. Ainda vamos ouvir falar de ‘overdoses‘ de ovos podres! :|

Descobre-se cada coisa nos dias de hoje… :shock:


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Os ‘remédios’ dos nossos avós

18 02 2009

Os medicamentos de há 100 a 120 anos atrás eram um bocadinho diferentes dos actuais. O efeito podia ser semelhante (!), mas a composição era… perturbadora!

Heroína da Bayer:

Um frasco de heroína da Bayer. Entre 1890 a 1910 a heroína era divulgada como um substituto não viciante da morfina e um remédio contra tosse para crianças.

Vinho de coca:

O vinho de coca da Metcalf era um de uma grande quantidade de vinhos que continham coca disponíveis no mercado. Todos afirmavam que tinham efeitos medicinais, mas indubitavelmente eram consumidos pelo seu valor “recreador” também.

Vinho Mariani:

O Vinho Mariani (1865) era o principal vinho de coca do seu tempo. O Papa Leão XIII carregava um frasco de Vinho Mariani consigo e premiou o seu criador, Ângelo Mariani, com uma medalha de ouro.

Maltine:

Este vinho de coca foi fabricado pela Maltine Manufacturing Company de Nova Iorque. A dosagem indicada dizia: “Uma taça cheia junto com, ou imediatamente após, as refeições. Crianças em proporção.”

Peso de papel:

Um peso de papel promocional da C.F. Boehringer & Soehne (Mannheim, Alemanha), “os maiores fabricantes do mundo de quinino e cocaína”. Este fabricante tinha orgulho em sua posição de líder no mercado de cocaína.

Glyco-Heroína:

Propaganda de heroína da Martin H. Smith Company, de Nova York. A heroína era amplamente usada não apenas como analgésico, mas também como remédio contra a asma, tosse e pneumonia. Misturar heroína com glicerina (e frequentemente açúcar e temperos) tornava o opiáceo amargo mais agradável para a ingestão oral.

Ópio para a asma:

Estes National Vaporizer Vapor-OL eram indicados “para asma e outras afecções espasmódicas”. O líquido volátil era colocado numa panela e aquecido por um lampião de querosene.

Tablete de cocaína (1900):

Estas tabletes de cocaína eram “indispensáveis para os cantores, professores e oradores”. Eles também aquietavam a dor de garganta e davam um efeito “animador” para que estes profissionais atingissem o máximo de sua performance.

“Drops de Cocaína para Dor de Dente – Cura instantânea”:

Os dropes de cocaína para dor de dente (1885) eram populares para crianças. Não apenas acabava com a dor, mas também melhorava o “humor” dos usuários.

Ópio para bebés recém-nascidos:

Acha que a nossa vida moderna é confortável? Antigamente para aquietar bebés recém-nascidos não era necessário um grande esforço dos pais, mas sim, ópio. Este frasco de paregórico (sedativo) da Stickney and Poor era uma mistura de ópio e de álcool que era distribuída do mesmo modo que os temperos pelos quais a empresa era conhecida. “Dose – [Para crianças com] cinco dias, 3 gotas. Duas semanas, 8 gotas. Cinco anos, 25 gotas. Adultos, uma colher cheia.”

O produto era muito potente, e continha 46% de álcool.

recebido por email

Aqui está a explicação para a durabilidade e resistência dos nosso avós!! :shock:

E, se por um acaso, forem apanhados com algum produto… duvidoso, digam que foi a avó que deu! Quem sabe… :mrgreen:


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A longa viagem de Darwin

12 02 2009

Nasceu faz hoje dois séculos.E 2009 marca os 150 anos da sua obra maior. Nela Darwin lança luz sobre o processo que faz com que os seres vivos se tornem no que são ou deixem de existir. A ciência futura iria confirmar a sua teoria.

Charles Darwin (1809-1882) teve o privilégio de viver no seio de uma família abastada e culta, que o quis encaminhar para a medicina ou ainda para a vida clerical. Mas se o jovem Charles aproveitou o que aprendeu sobre a vida natural no primeiro dos cursos também procurou tutores sapientes em geologia, botânica e zoologia. Muita da sua aprendizagem fez-se de curiosidade pessoal, passando o tempo no campo a observar a vida das espécies, ao ponto de o seu pai se preocupar seriamente quanto ao futuro. (…)

in JN

Foi já no fim da sua viagem marítima de cinco anos à volta do mundo, no navio da Real Marinha Britânica HMS Beagle, que Charles Darwin ouviu um grito que não deixou de ouvir toda a vida. Foi na zona de Pernambuco, no Brasil. “Ouvi os gemidos mais inspiradores de pena, e só posso suspeitar que algum pobre escravo estivesse a ser torturado”, relata no seu Journal, o diário de viagem a bordo do Beagle.

Se Darwin não viu o que se passou dessa vez, tinha já visto muitos exemplos da forma como os escravos eram tratados no Brasil. “Perto do Rio de Janeiro vivi frente a uma velha senhora que tinha um instrumento para esmagar os dedos das suas escravas. E fiquei numa casa onde um jovem mulato era insultado, espancado e perseguido todos os dias e todas as horas. Era o suficiente para quebrar o espírito até do animal mais baixo”, escreveu no mesmo livro. “Agradeço a Deus por nunca mais ter de visitar um país esclavagista”, concluía.

Darwin, antiesclavagista? Não é essa a história que costumamos ouvir contar sobre o homem que desenvolveu a teoria da evolução das espécies através da selecção natural. Mas esse é o foco de um novo livro lançado no Reino Unido, poucos dias antes de se comemorar, hoje, o nascimento de Charles Darwin – 12 de Fevereiro de 1809, o mesmo dia em que nasceu Abraham Lincoln, o Presidente dos Estados Unidos ligado à luta pela abolição da escravatura.

Darwin’s Sacred Cause – Race, Slavery and the Quest of Human Origins (em tradução literal, A Causa Sagrada de Darwin – Raça, Escravatura e a Busca das Origens Humanas) foi escrito por Adrian Desmond e James Moore, também autores de uma biografia de Charles Darwin. Desta vez analisam o meio cultural e familiar do homem que se tornou um herói da ciência.

A escola americana

Quando Darwin publicou o livro que o transformou num ícone da ciência moderna – Sobre a Origem das Espécies através da Selecção Natural (tradução literal da obra publicada em Portugal pela D. Quixote com o título A Origem das Espécies) -, propondo um mecanismo natural como o motor da evolução, em 1858, discutia-se se os seres humanos seriam apenas uma espécie única, em todo o mundo, ou se negros, asiáticos e demais tipos humanos eram espécies separadas. A visão de um mundo em que cada espécie foi criada autonomamente, no local onde se encontra hoje, estava a vingar nos Estados Unidos – e favorecia a política esclavagista, que em breve viria a desencadear a Guerra Civil Americana (1861-1865).

Se negros e brancos fossem de facto espécies separadas, e não apenas diferentes raças, poder-se-ia justificar a visão do mundo dos supremacistas brancos, como os proprietários de plantações no Sul dos Estados Unidos. O homem branco era visto como o pináculo da criação. E os negros como criaturas inferiores, naturalmente destinados a servirem o homem branco. A ciência em que se baseavam estas ideias partia de coisas como o estudo de crânios – para analisar as suas mossas, que revelariam a dimensão dos vários órgãos do cérebro, como o da justiça ou da consciência – e o tamanho dos cérebros.

Havia algumas gradações nesta escola antropológica americana. Samuel Morton, que era apenas uma década mais velho que Darwin e tinha passado pela Universidade de Edimburgo, tal como o autor da teoria da evolução, era o expoente da abordagem positivista: não deixava que Deus entrasse nos seus estudos de crânios, cuja capacidade mediu, enchendo-os primeiro com sementes de mostarda e depois com bolinhas de chumbo. Mas introduziu uma série de desvios estatísticos que distorcia as suas obras monumentais, como Crania Americana, relatava o historiador da ciência e biólogo Stephen Jay Gould no livro A Falsa Medida do Homem (Quasi Edições).

Outros, como o suíço Louis Agassiz, radicado nos Estados Unidos e professor na Universidade de Harvard, introduziam uma dimensão mística no estudo das raças e espécies. Agassiz, que aliás muito irritava Darwin, garantem Desmond e Moore – um dos capítulos do livro chama-se Oh for shame Agassiz, pegando num comentário escrevinhado por Darwin -, acreditava que a vida na Terra tinha sido recriada muitas vezes, depois de cataclismos cíclicos. Mas não tolerava a ideia de que as espécies se fossem transformando, evoluindo e espalhando pelo mundo. “Embora tivesse havido uma sucessão de tipos ‘mais elevados’, dos peixes aos humanos, explicava-os como a revelação dos pensamentos de Deus – não havia ligações materiais ou evolutivas entre um fóssil e outro, relacionavam-se apenas através da Mente Divina, que criava miraculosamente cada nova espécie”, escrevem Desmond e Moore.

Homens e irmãos

Darwin, entre o seu regresso da viagem do Beagle, em 1836 (tinha apenas 22 anos quando ela começou), e o casamento com a prima Emma Wedgwood, em 1839, encheu muitos caderninhos de notas sobre a sua convicção cada vez maior de que as espécies “se transmutavam” – mudavam, ao longo dos tempos, transformando-se noutras, espalhando-se pelo mundo. Em apontamentos telegráficos reflectia sobre os possíveis mecanismos para explicar que as espécies não eram fixas, imutáveis.

Esta ideia da “transmutação” das espécies já andava a germinar na cultura europeia há décadas, embora sem que ninguém tivesse proposto um mecanismo convincente. Mas não era propriamente senso comum, e Darwin manteve-se calado, reflectindo, fazendo experiências – construindo a sua reputação, e sofrendo com o fervilhar de ideias que tinha dentro de si. Porque ele, que acreditava na unidade da espécie humana, apesar de todas as suas variações, tinha uma ideia herética: acreditava na unidade de todas as espécies, que foram evoluindo e transformando-se a partir de um antepassado comum.

Esta crença na unidade da espécie humana era sustentada pela sua vivência familiar, entre as famílias Darwin e Wedgwood, que se casaram várias vezes entre si. Ambas eram activistas na luta pela abolição do comércio de escravos, primeiro, e depois pela abolição da escravatura. Os Wedgwood, fabricantes de louça, criaram um medalhão que se tornou o símbolo dessa luta – um negro de joelhos e com correntes, com a inscrição “Não serei eu um homem e vosso irmão”.

Na sua viagem de cinco anos no Beagle, Darwin contactou muitas vezes com escravos, negros e mulatos. Destes últimos duvidava-se que pudessem até ter filhos, como as mulas, que resultam do cruzamento de espécies diferentes, de cavalos e burros. Mas a ele não lhe faziam confusão nenhuma. “Nunca vi ninguém tão inteligente como os negros, especialmente as crianças negras ou mulatas”, escreveu depois de chegar à Praia, em Cabo Verde, a primeira paragem da viagem do Beagle, iniciada a 27 Dezembro de 1831.

E também viu muitos índios sul-americanos, representantes das tribos de aparência primitiva com que os europeus da época se confrontaram, muitas vezes em encontros inéditos – foi o momento em que os exploradores europeus começaram a chegar mesmo a todos os cantos da Terra.

Pombos e sementes

O caminho pelo qual chegou à prova de que as espécies podem de facto espalhar-se pelo mundo e mudar, ao longo dessa viagem, acabou por incluir pombos e sementes postas a marinar em água salgada.

Para estas experiências, durante a década de 1850, conseguiu mobilizar a sua enorme rede de correspondentes em todo o mundo, e também o apoio da estrutura consular e comercial do Império Britânico – aquele onde o Sol nunca se chegava a pôr, de tal forma era grande. Mandavam-lhe sementes e peles de ossos de pombo, de variedades locais, para ele estudar. E foi a irritação que as ideias de Agassiz lhe despertavam que o levou a lançar-se nesta aventura, defendem Desmond e Moore.

O que lhe interessava era mostrar que as espécies se modificam – e podem ser modificadas pela acção do homem, que pode simplesmente gostar de pombos com a cauda mais larga ou o bico mais curto, sem que crie espécies novas. E provar que as espécies animais e vegetais podiam viajar pelo mundo, adaptando-se localmente. Para tal, demonstrou que a água salgada não matava as sementes, como toda a gente admitia (sem provas experimentais), e que portanto podiam fazer longas viagens por mar e germinar numa nova terra.

Com estas experiências, Darwin demonstrou os mecanismos da transmutação das espécies – a evolução através da selecção natural. E também de um outro factor, o da selecção sexual: as fêmeas preferem certas características nos machos, que podem não ter valor evolutivo, mas são passadas à geração seguinte. O mesmo mecanismo pode explicar que existam homens negros e brancos, se cada cor preferir ter como parceiro sexual alguém com a mesma tonalidade de pele.

Da origem e dispersão das espécies Darwin colheu uma farpa que apontou ao coração do racismo, que ganhava expressão durante a década de 1850, nos Estados Unidos mas não só. Só que, em 1858, Darwin tinha pressa de publicar – por causa da carta que recebeu de Alfred Russel Wallace, um jovem naturalista que estava na Indonésia e que lhe enviou as suas reflexões sobre a origem e transformação das espécies que tanto se assemelhavam à sua própria teoria, desenvolvida ao longo de duas décadas. Por isso, acabou por deixar a evolução humana de fora de A Origem das Espécies.

Entendia-se que nessa obra ele colocava a humanidade em pé de igualdade com os outros animais. Mas Darwin sentia que precisava de mais provas, de ser verdadeiramente esmagador, para falar sobre a evolução humana, num momento em que a campanha dos que viam os negros como uma espécie separada era tão forte, e em que a ameaça de guerra nos EUA estava a agigantar-se.

Cartas e outros escritos mostram que Darwin tinha esperança que Charles Lyell, o seu mentor científico, o ajudasse, falando da evolução humana no livro que estava a preparar sobre o tema. Mas Lyell tinha dificuldade em aceitar que o homem branco fosse retirado do pináculo da evolução e até algumas simpatias pelos plantadores do Sul dos EUA (embora não propriamente pela escravatura), e não conseguia dar esse passo.

Só anos mais tarde, em 1871, já depois de ter terminado a guerra nos EUA, Darwin ganhou coragem para publicar o livro em que fala mesmo sobre a evolução humanaA Ascendência do Homem, e Selecção relativamente ao Sexo (não disponível em edição portuguesa). Nele expõe então a sua teoria da selecção sexual, para explicar as diferenças que criam as raças.

in Público

Uma teoria que, ainda hoje, demora muito a “evoluir” para certas pessoas e grupos. :?


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Aquecimento global é “irreversível”

28 01 2009

Se a humanidade acabasse hoje com as emissões de dióxido de carbono, só dentro de mil anos é que o clima do nosso planeta voltaria ao normal. Cientistas pedem que se actue o mais rapidamente possível para impedir o piorar da situação.

O aquecimento global é “irreversível” e nem mil anos serão suficientes para apagar aquilo que a humanidade tem feito ao planeta. “As pessoas pensavam que se deixássemos de emitir dióxido de carbono o clima voltaria ao normal dentro de cem ou 200 anos. Isso não é verdade”, disse a norte-americana Susan Solomon, principal autora do estudo ontem publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

As mudanças na temperatura da superfície dos oceanos, no nível de precipitação e no aumento do nível das águas “são em grande parte irreversíveis, por mais de mil anos depois das emissões de CO terem parado completamente”, acrescentou a cientista da National Oceanic and Atmospheric Administration, dos EUA, e líder do Grupo Intergovernamental sobre a Evolução do Clima das Nações Unidas.

“Penso que a verdadeira escala de tempo da persistência destes efeitos não foi percebida”, referiu Solomon. “As mudanças climáticas são lentas, mas também são imparáveis e por isso temos de actuar agora para que a situação não piore”, acrescentou.

O estudo surge numa altura em que o Presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou a revisão das medidas tomadas pelo seu antecessor, George W. Bush, defendendo uma maior eficiência energética e dizendo que o futuro da Terra depende da redução da poluição atmosférica.

Segundo o estudo, o aquecimento global tem sido travado pelos oceanos, porque a água absorve muita energia para aquecer. Mas o efeito positivo vai dissolver-se com o tempo e os oceanos vão acabar por manter o planeta mais quente durante mais tempo ao libertarem para a atmosfera o calor que têm vindo a acumular. Daí ser falso pensar que as mudanças climáticas podem reverter-se em poucas décadas.

Antes da revolução industrial, o nível de dióxido de carbono presente na atmosfera era de 280 partes por milhão. Hoje, é de 385 e tanto cientistas como políticos procuram uma forma de estabilizar esse valor. Segundo Solomon, se o nível de CO atingir as 450 ou 600 partes por milhão, as consequências vão ser catastróficas, com a diminuição das chuvas na estação seca comparável à “Dust Bowl” da década de 1930 nos EUA. Mas em vez do fenómeno ficar circunscrito à América do Norte, irá alastrar-se a áreas como o Sul da Europa, o Norte de África e o Oeste da Austrália.

in DN Online

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If we don’t stop global warming, nature will.

Dá que pensar… :?

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As 10 descobertas do ano – Science

19 12 2008

A revista Science elegeu as dez grandes descobertas do ano. Em primeiro lugar colocou a reprogramação celular, novidade que abre caminho a novas investigações em biomedicina. Ainda nesta área, a descoberta de novos genes ligados ao cancro ou a possibilidade de visualizar o desenvolvimento embrionário in vivo também estão no lote. Mas há menção a descobertas também noutros campos científicos.

A capacidade de reprogramar células, como se fossem computadores, para que elas se comportem de forma mais útil para os cientistas foi eleita pela revista científica americana “Science” como o principal avanço do 2008.

A revolução começou, na verdade, ao final do ano passado, quando cientistas japoneses conseguiram reprogramar células humanas de pele para que elas se comportassem como células-tronco embrionárias – um feito que, em tese, poderia eliminar as barreiras éticas que até então atrapalhavam, em muitos países, pesquisas desse tipo.

“Em tese” porque ainda era preciso provar que essas células reprogramadas podiam mesmo fazer as vezes das que são extraídas de embriões. E foi isso que os cientistas conseguiram começar a demonstrar em 2008.

Do avanço com as pesquisas emergiram os primeiros modelos de doença em laboratório – células especialmente reprogramadas para simular como certas enfermidades se comportam.

Durante 2008, um grupo de cientistas conseguiu transformar células de pele em neurónios e células gliais que sofriam com esclerose lateral amiotrófica. Uma semana depois, outro grupo produziu células com dez doenças diferentes (entre elas, distrofia muscular, diabetes tipo 1 e síndrome de Down).

A expectativa é a de que no ano que vem essas células possam formar modelos mais complexos, que ajudarão a produzir novos tratamentos contra essas doenças devastadoras e hoje incuráveis.

Mas a “Science” destaca que ainda há barreiras a serem transpostas para que essas células reprogramadas atinjam um status em que será seguro usá-las em tratamentos. Hoje, o método mais eficaz para produzi-las envolve o uso de um vírus, o que poderia ameaçar o paciente que as recebesse de contaminação.

Além disso, há o facto de que os cientistas não sabem basicamente como a inserção desses poucos genes por meio de um vírus operam a “alquimia” de transformar um tipo de células em outro. Por isso, diante do conhecimento, não há garantias de que essas células possam reverter a seu estado original e causar danos – ou mesmo um tumor – em vez de curar definitivamente o problema.

Muito trabalho pela frente, portanto, para que as células reprogramadas deixem de ser o “avanço do ano” da “Science” e passem a ser esperança real para pacientes.

Os concorrentes

A revista científica tem por hábito eleger outros nove avanços que concorreram com o vencedor durante o ano. Conheça os eleitos:

- Imagens de planetas extra-solares: pela primeira vez, astrónomos conseguiram obter imagens indiscutíveis do que seriam planetas girando ao redor de outras estrelas, que não o Sol.

- Genes do cancro: grandes avanços foram feitos na decifração de genes activos em células cancerosas de vários tipos, entre eles o pancreático e o glioblastoma – dois dos mais mortais.

- Super-supercondutores: Em 2008, cientistas conseguiram descobrir uma segunda família de supercondutores de alta temperatura – estruturas que permitem a passagem de electricidade sem resistência.

- Espionagem celular: Bioquímicos tropeçaram em grandes surpresas ao conseguir observar, em detalhes, como as proteínas se encaixam nos seus alvos – no famoso esquema chave-fechadura que costumamos aprender na escola.

- Energia renovável: Cientistas inventaram em 2008 um catalisador de cobalto-fósforo que ajuda a produção de hidrogénio combustível a partir de água. Seria uma forma inteligente de armazenar energia que não é produzida por fontes limpas e não é imediatamente usada.

- Embrião em evolução: Pesquisadores conseguiram monitorar a progressão de cerca de 16 mil células num embrião do peixe-zebra, após um dia de desenvolvimento.

- Gordura vira músculo: Um estudo demonstrou que a chamada gordura castanha, definida como “boa” por ajudar a produzir calor para o corpo, pode ser transformada em músculo, e vice-versa.

- Modelo Padrão: físicos conseguiram pela primeira vez realizar os difíceis cálculos e demonstrar que a teoria que descreve a maioria das partículas e interacções que ocorre no universo é capaz de predizer quanta massa os protões e neutrões devem ter.

- Genética: Várias pesquisas demonstraram os avanços da genética em 2008. Desde o genoma completo de um cancro até uma porção significativa do genoma do mamute (…).

in DN Online & G10,,15196936,00.jpg

Neurónios motores com esclerose lateral amiotrófica produzidos por reprogramação celular

(Foto: Kit Rodolfa e John Dimos/Universidade Harvard)

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2009 chega um segundo mais tarde

11 12 2008

O último minuto do ano terá 61 segundos. Um segundo extra que fará de 2008 o ano mais longo desde 1992.

O movimento giratório da Terra sobre o seu próprio eixo tem vindo a abrandar gradualmente. Este factor origina um pequeno lapso de tempo registado nos relógios atómicos – os cronómetros ou medidores de tempo mais precisos do mundo.

Para contornar o problema, um consórcio internacional de cientistas decidiu acrescentar um segundo ao último minuto de 2008 que assim se torna no ano mais longo desde 1992. Ao soar da última badalada de 2008, foliões em todo o mundo terão de aguardar um segundo para dar as boas-vindas ao novo ano.

É a 24ª vez que ocorre semelhante ajustamento, pelo menos desde 1972. O último aconteceu em 2005.

A economia mundial e a tecnologia digital dependem da exactidão temporal estabelecida pelos relógios atómicos. O primeiro foi construído em 1949, nos Estados Unidos. Em Agosto de 2004, cientistas do instituto norte-americano NIST (National Institute of Standards and Technology) apresentaram um relógio atómico do tamanho de um chip.

in Expresso

Com a tradição que o “bom português” tem com a pontualidade, é bem provável que em certos locais 2009 chegue bem mais atrasado!! :mrgreen:


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A felicidade é contagiante!

10 12 2008

Um sorriso pode ser contagiante. Você não precisa de um sofisticado estudo científico para lhe dizer isto. Mas será que a felicidade se espalha tão rapidamente quanto um sorriso?

A resposta é um sorridente sim, de acordo com uma pesquisa feita por James Fowler (UC San Diego) e Nicholas Christakis (Harvard Medical School). A sua pesquisa acaba de ser publicada no British Medical Journal.

A felicidade espalha-se de forma muito ampla ao longo de uma rede social, atingindo não apenas as pessoas directamente envolvidas, mas pessoas com até três graus de afastamento da pessoa que é a “fonte da felicidade”.

Os cientistas também descobriram que a felicidade espalha-se muito mais rapidamente do que a tristeza e a depressão e parece ter um efeito muito mais poderoso até mesmo do que o dinheiro.

“Os cientistas interessam-se pela felicidade há muito tempo,” explica Fowler.

“Eles já estudaram o efeito de tudo, incluindo ganhar na lotaria, perder o emprego e ficar doente, mas até agora nunca ninguém considerou o efeito total da felicidade sobre as outras pessoas. Nós mostramos que a felicidade pode se espalhar de uma pessoa para outra pessoa, para outra pessoa, e assim por diante, numa reacção em cadeia através de toda a rede social.”

“Um dos principais determinantes da felicidade humana é a felicidade dos outros,” afirma Christakis, o outro autor do estudo. “Uma característica inovadora do nosso trabalho foi explorar a ideia de que as emoções são um fenómeno colectivo e não apenas um fenómeno individual.”

Na pesquisa, eles usaram técnicas para avaliar a felicidade de 4.739 pessoas de 1983 a 2003, recriando a rede social na qual estavam inseridas. Para medir o bem-estar emocional das pessoas, basearam-se nas avaliações dos participantes quanto a quatro afirmativas: Eu sou optimista quanto ao futuro. Eu sou feliz. Eu curto a vida. Eu sinto que sou tão bom quanto todas as outras pessoas.

O benefício de amigos felizes

A pesquisa mostrou que a felicidade adora companhia. Pessoas felizes tendem a se reunir e, de forma geral, pessoas com mais contactos sociais parecem ser mais felizes. Contudo, apenas o número de contactos não explica a felicidade de alguém.

Em média, cada amigo feliz aumenta sua própria hipótese de ser feliz em 9%. Cada amigo infeliz diminui essa hipótese em 7% – ou seja, a felicidade é mais contagiante do que a infelicidade.

Segundo os pesquisadores, a felicidade espalha-se numa rede social atingindo pessoas com até três graus de separação. Uma pessoa tem 15% mais probabilidade de ser feliz se for directamente conectado a alguém feliz; 10% se o seu amigo tiver um amigo feliz; e 6% se seu amigo tiver um amigo que tenha um amigo feliz.

Felicidade é melhor do que dinheiro

“Os efeitos que observamos podem não parecer muito grandes a princípio, mas considere que uma renda extra de U$5.000,00 foi associada a um aumento de apenas 2% na felicidade e você verá que o poder das outras pessoas é incrível. Alguém que você não conhece e com quem nunca se encontrou – o amigo de um amigo de um amigo – pode ter uma influência na sua felicidade maior do que milhares de dólares a mais no seu bolso,” diz Fowler. (…)

De acordo com o estudo, a felicidade das pessoas depende não apenas de quantos amigos eles têm, mas também de quantos amigos seus amigos têm. Em termos de redes sociais, isto é conhecido como “centralidade.” E, quanto mais central uma pessoa for – quanto mais conectados forem seus amigos ou quanto mais amplo for o seu círculo social – mais provável é que ela venha a ser uma pessoa feliz.

O efeito não funciona no sentido inverso: tornar-se uma pessoa feliz não alarga seu círculo de amizades.

A felicidade mora ao lado

Os cientistas também estudaram o que acontece com a felicidade em relação à distância. Quando um amigo que mora a uma milha de distância (1,6 km) se torna feliz, isso aumenta a probabilidade da pessoa se tornar feliz em 25%. Amigos que moram mais longe não têm efeito tão significativo.

“Nós acreditamos que a difusão das emoções tem um aspecto psicobiológico fundamental,” diz Christakis. “A interacção pessoal física é necessária, de forma que o efeito decai com a distância.”

O efeito também decai com o tempo.

Responsabilidade sobre a própria felicidade

Essa pesquisa tem várias implicações práticas, uma das quais sendo o facto de que cada um deve assumir uma maior responsabilidade sobre a sua própria felicidade porque isso afecta dezenas de outras pessoas.

“A busca da felicidade não é um objectivo solitário. Nós estamos conectados, e esta é a nossa alegria,” diz Fowler.

in Diário da Saúde

Mas nos tempos que correm dificilmente se transformará em ‘pandemia’…

E felizmente, o oposto não é tão propenso a alastrar! :?


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TV provoca gravidez na adolescência

5 11 2008

Ver televisão, nomeadamente programas como reality shows e séries com conteúdos sexuais, aumenta a média de gravidezes dos adolescentes dos Estados Unidos, de acordo com um estudo publicado na revista Pediatrics, divulgado pelo jornal espanhol El Mundo.

E não se pense que as cenas têm de ser necessariamente eróticas ou que “toquem” a pornografia. Um beijo mais intenso, um mero contacto íntimo ou mesmo relações sexuais implícitas provocam um maior risco de gravidez para quem tenha menos de 20 anos. Segundo um estudo do Instituto de Investigação Rand Corporation, “estes programas de televisão reflectem atitudes que não se coadunam com o uso de contraceptivos”.

Para se realizar este estudo foram entrevistados mais de dois mil adolescentes entre os 12 e os 17 anos por telefone por três vezes desde 2001 até 2004. De acordo com o jornal El Mundo, os entrevistados indicaram com que frequência viram um dos 23 programas seleccionados pela equipa de investigação. Segundo o diário Washington Post, séries como O Sexo e a Cidade e Friends foram duas que constavam da selecção feita pelos investigadores.

Como resultado, 90% dos adolescentes que viram programas com um conteúdo mais “picante”, como beijos, encontros íntimos, sexo, têm o dobro do risco de vir a engravidar ou provocar uma gravidez (no caso dos rapazes, que também estão incluídos no estudo) nos três anos seguintes à visualização desses programas que os restantes 10%, que viram menos conteúdo sexual. E se a tendência é esta, a realidade também o provou. É que 25% dos que viram programas em que a sexualidade estava mais exposta, vivenciaram mesmo uma gravidez, contra 12% dos que viram em menor número esses conteúdos. Durante o estudo, 59 jovens ficaram grávidas e 33 rapazes disseram que foram responsáveis por uma gravidez.

O objectivo desta investigação foi tentar identificar um factor que influencie a considerável média de gravidezes registadas nos EUA.

in DN

Sempre tive a ideia de que para se ver televisão não era preciso contraceptivo… :mrgreen:


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Café em excesso pode reduzir seios

24 10 2008

Um estudo sueco sugere que o consumo de café em excesso pode provocar uma diminuição no tamanho dos seios de algumas mulheres.

A pesquisa publicada na revista científica British Journal of Cancer indica que a diminuição ocorre por conta de uma variação genética que atinge cerca 50% das mulheres e apenas entre aquelas que tomam três ou mais chávenas de café por dia e não usam pílulas anticoncepcionais.

Segundo o estudo, a mutação genética seria a responsável pela relação entre o consumo de café e o tamanho dos seios por afectar as hormonas femininas.

Uma das explicações oferecidas pelos cientistas é de que o café contém estrogénios que poderiam afectar directamente as hormonas das mulheres e causar um impacto no tamanho dos seios.

“Beber café pode ter um impacto grande no tamanho dos seios”, disse a coordenadora do estudo, Helena Jernstrom, da Universidade de Lund, na Suécia.

Pesquisa

Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram 300 mulheres que não tomavam pílulas anticoncepcionais e não tinham histórico de cancro. Entre elas, 50% possuíam a variante genética.

Durante dez anos, as voluntárias responderam a questionários periódicos sobre consumo de café, uso de contraceptivos e hábitos como o fumo, por exemplo.

Além disso, os pesquisadores mediram os níveis hormonais e o tamanho dos seios das mulheres. Os seios foram medidos como se fossem pirâmides – multiplicando o tamanho da base e das laterais para indicar o volume.

Ao final da pesquisa, os cientistas observaram que as mulheres com a variação genética e que tomam uma quantidade moderada ou alta de café (pelo menos três xícaras por dia) apresentaram uma diminuição no tamanho dos seios.

No entanto, os pesquisadores alertam que as mulheres que bebem café não precisam se preocupar porque a diminuição não é repentina e não fará com que os seios percam todo o volume.

in Globo.com

- Meninas: cuidado!! :shock:

- Homens: olho nelas!! :mrgreen:


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O efeito analgésico da fé

6 10 2008

Um grupo internacional de investigadores comprovou que os crentes suportam mais a dor do que os não crentes, o que explicaria a capacidade de resistência dos mártires ao sofrimento.

Num estudo pioneiro a publicar na próxima edição da revista “Pain“, estes investigadores de universidades britânicas simularam uma experiência religiosa para provar que esta desencadeou no cérebro de católicos praticantes um alívio significativo de sensações de dor física.

«Trata-se do primeiro estudo em que se demonstra o que se passa no cérebro de pessoas bastante crentes quando estão a viver experiências religiosas e ao mesmo tempo a ser sujeitas a estímulos dolorosos», disse, por telefone, à agência Lusa Miguel Farias, investigador em teologia e psicologia nas universidades de Oxford e Cambridge.

Neste estudo, os investigadores submeteram a pequenas descargas eléctricas dois grupos de voluntários (12 católicos praticantes e 12 ateus e agnósticos) ao mesmo tempo que lhes mostravam duas imagens alternadas, uma religiosa e outra não religiosa, e lhes registavam a actividade cerebral por ressonância magnética.

A imagem religiosa escolhida foi a do quadro Virgem Anunciada de Sassoferrato (sec. XVII), e a outra a Dama com um Arminho, de Leonardo da Vinci (sec. XV), sendo as descargas exercidas através de um dispositivo colocado numa mão de cada participante.

«Em termos de estimulação eléctrica foi como se fossem picadas de agulha na palma da mão, ou bicadas de pica-pau, durante 12 segundos de cada vez» – explicou Miguel Farias. «Depois havia um descanso e a experiência prosseguia durante cerca de 45 minutos».

Antes de cada estimulação eléctrica foi pedido às pessoas que se concentrassem o mais que pudessem durante 30 segundos nas imagens, que continuavam a ver durante os 12 segundos seguintes, e que avaliassem a intensidade da dor durante os impulsos eléctricos e o que sentiam ao verem as imagens, de valor estético semelhante.

O resultado foi que os crentes sentiram menos dor ao verem a imagem religiosa do que ao verem a outra e menos dor do que o outro grupo, tendo a ressonância magnética revelado uma alteração da actividade cerebral apenas enquanto viam essa imagem.

Em contraste, os ateus ou agnósticos não sentiram nenhum alívio das sensações dolorosas ao verem a mesma imagem religiosa, nem ao verem a outra, de que disseram gostar mais.

«O que se passa é que as pessoas religiosas ao olharem para a imagem estavam de certo modo a reinterpretar a dor de uma forma positiva: a lembrar-se de quem é a Virgem Maria, a pensar em episódios dos evangelhos que lhes dizem alguma coisa ou a rezar para elas», referiu o investigador português, radicado há oito anos no Reino Unido.

Na experiência, os católicos disseram sentir-se mais seguros e mais apaziguados ao contemplarem a Virgem Maria, e os investigadores verificaram que nesses momentos era activada uma parte do córtex préfrontal do cérebro, o que não aconteceu com o outro grupo, em que os níveis de dor e ansiedade permaneceram praticamente idênticos.

«Em termos de como é que as crenças, e em particular as religiosas, podem afectar a percepção de dor há ainda muita coisa para fazer e este é apenas um primeiro estudo, pioneiro», salientou.

Doutorado em Psicologia Experimental pela Universidade de Oxford (2005), Miguel Farias, 34 anos, coordena uma rede de investigadores que estudam diversas peregrinações, católicas e pagãs.

«Neste momento estamos a comparar Fátima e Lourdes, que são os grandes santuários católicos, mas também Stonehenge e outro local no Reino Unido associado às lendas do rei Artur e que nos últimos 20 anos se tornou também um local de peregrinação pagã», afirmou.

O objectivo, acrescentou, «é tentar ver de que modo é que as expectativas que as pessoas levam para as várias peregrinações afectam as experiências que têm, como é que isso influencia os seus estados afectivos e emocionais, e o que é se passa em termos de diferenças psicológicas, idades e tipos de personalidades».

Miguel Farias, que há três anos estuda as bases neurológicas da crença religiosa e o modo como esta modula a experiência da dor, licenciou-se na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Mantém um trabalho de colaboração em Portugal com um centro de investigação em ciências sociais humanas chamado Númena, com sede no Taguspark (Oeiras).

in SOL

O poder da fé é conhecido desde longos tempos, mas faltava comprovar cientificamente essa “teoria”… :?


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Prémios IgNobel 2008

3 10 2008

Um estudo sobre os efeitos do ciclo ovulatório nas gorjetas das dançarinas de bar recebeu ontem à noite o Prémio IgNobel da Economia de 2008, numa cerimónia realizada no Sanders Theatre da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, perante 1200 pessoas.

Atribuídos anualmente pela revista humorística “Annals of Improbable Research”, os IgNobel “honram façanhas que primeiro nos fazem rir e depois pensar” e vão já na sua 18ª edição. Normalmente, os galardoados são investigadores, cujos trabalhos foram publicados em revistas de grande prestígio internacional.

O IgNobel da Química deste ano foi para dois artigos contraditórios sobre os efeitos espermicidas da Coca-Cola. O primeiro foi publicado por cientistas americanos no “New England Journal of Medicine”, em 1985, defendendo esses efeitos; e o segundo, publicado por investigadores de Taiwan na “Human Toxicology”, em 1987, dizendo exactamente o contrário.

Três investigadores franceses repartiram entre si o IgNobel da Biologia por descobrirem que as pulgas que vivem nos cães saltam mais alto do que as pulgas que vivem nos gatos. O artigo foi publicado na revista científica “Veterinary Parasitology” em 2000.

No palco do Sanders Theatre estiveram verdadeiros prémios Nobel, a que os organizadores chamam “os outros, os da Academia Sueca”, que entregaram ainda mais sete IgNobel. Todos os vencedores tiveram exactamente 60 segundos para fazer o seu discurso de aceitação, tempo rigorosamente controlado por uma criança de oito anos.

O IgNobel da Nutrição foi para Massimiliano Zampini, da Universidade de Trento, em Itália, e Charles Spence, da Universidade de Oxford, pelo seu estudo para modificar electronicamente o som de uma batata frita de forma a parecer mais estaladiça e fresca do que realmente é. O estudo foi publicado no “Journal of Sensory Studies”, em 2004.

Dois investigadores brasileiros venceram o IgNobel da Arqueologia pelo seu artigo “O papel dos armadillos no movimento dos materiais arqueológicos: uma abordagem experimental”, publicado na “Geoarchaeology”, em Abril de 2003, enquanto o Comité Federal Ético da Biotecnologia Não-Humana da Suíça arrebatou o IgNobel da Paz por adoptar o princípio legal de que as plantas têm dignidade.

Dan Ariely da Duke University (nos EUA) demonstrou que os remédios falsificados mais caros produzem mais efeito do que os remédios falsificados mais baratos e essa façanha valeu-lhe o IgNobel da Medicina. O trabalho foi publicado este ano no “Journal of the American Medical Association”. Dois investigadores japoneses e um húngaro descobriram que os micetozoários, uma espécie de amiba, conseguem resolver puzzles e receberam o IgNobel da Ciência Cognitiva. O artigo foi publicado na prestigiada “Nature” em Setembro de 2000.

O IgNobel da Física 2008 premiou um trabalho de dois invetigadores americanos que conseguiram provar matematicamente que fios de cordel ou cabelo acabam inevitavelmente por se embaraçar. O trabalho foi publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”, em Novembro de 2007. Finalmente, o IgNobel da Literatura foi para David Sims da Cass Business School, em Londres, pelo seu estudo sobre a experiência da indignação dentro das empresas, publicado na revista “Organization Studies”, em 2005.

in Público

2008IgNobelPrize1-500w

Sem comentários!! :shock:

Ler também Prémios IgNobel 2006

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«Ficheiros secretos» online

15 05 2008

A verdade afinal não anda por aí. Está na Internet.

O Ministério da Defesa britânico divulgou ontem os primeiros oito dos seus 160 “ficheiros secretos”, com relatos de avistamentos de ovnis (objectos voadores não identificados) e até encontros com extraterrestres. E se as autoridades encontraram uma explicação para a grande maioria, há cerca de 10% que desafiam qualquer lógica e continuam a ser um mistério, apesar de não representarem uma ameaça para o país.

“O Governo de Sua Majestade nunca foi contactado por ninguém do espaço exterior”, dizia um documento oficial de 1979. Mas as autoridades eram contactadas por centenas de cidadãos com os seus relatos. É o caso de uma carta datada de Janeiro de 1985, na qual um homem relatava que estava em contacto com extraterrestres desde que tinha 7 anos. Alegava ter visitado bases alienígenas em Wirral e Chesire e dizia ainda ter combinado um encontro entre um dos extraterrestres, chamado Algar, e o Governo, mas que este foi morto por rivais.

Há contudo casos que foram considerados credíveis, como o relato de três polícias de Woking, que viram uma luz branca perto de Horsell, no Natal de 1985. Os agentes estavam preocupados com o facto de não serem levados a sério, uma vez que no livro Guerra dos Mundos, de HG Wells, foi em Horsell que aterraram os primeiros marcianos. Contudo, o relato foi considerado “genuíno”, havendo uma nota na qual se lê: “Dois agentes competentes visivelmente embaraçados.” Curiosamente, em 1977, depois da estreia do filme Encontros Imediatos do Terceiro Grau, de Steven Spielberg, o número de relatos de ovnis duplicou.

Os documentos, que abarcam um período entre 1978 e 1987, podem ser encontrados no site dos National Archives. Antecipando uma correria aos documentos, alguns com mais de 400 páginas, o Ministério da Defesa colocou mais capacidade no site. No ano passado, uma medida semelhante do Governo francês desencadeou uma avalanche de 220 mil usuários só no primeiro dia e bloqueou o sistema.

Os “ficheiros secretos” (expressão famosa graças à série de televisão com os agentes Mulder e Scully, do FBI) foram agora divulgados ao abrigo da Lei de Liberdade de Informação. Todos os anos, o Ministério da Defesa britânico recebe quase 200 pedidos para aceder aos documentos, que têm de ser autorizados. Torna-se por isso mais fácil, digitalizá-los todos e disponibilizá-los para quem os quiser consultar. “Temos outras prioridades”, disse uma porta-voz à revista Time.

Mas para os amantes de uma boa teoria da conspiração, esta medida serve apenas para lançar areia para os olhos e os verdadeiros “ficheiros secretos” vão continuar secretos.

in DN Online

Uuhhh! Meeeeeeeedo!!! :-o


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O Vaticano e os extraterrestres

14 05 2008

A fé em Deus é compatível com a crença nos extraterrestres, segundo o director do Observatório do Vaticano, José Gabriel Funes, que admite poder haver um planeta habitado por seres que não cometeram o pecado original.

«Como astrónomo, continuo a acreditar que Deus foi o criador do Universo» , explicou hoje, numa entrevista ao jornal do Vaticano Observatore Romano, o padre Funes, um padre jesuíta que dirige o Observatório do Vaticano em Castel Gandolfo, perto de Roma.

No entanto, acrescenta, mesmo que «não tenhamos para já nenhuma prova», «não podemos excluir a hipótese» de haver outros planetas habitados.

«Tal como existe uma multiplicidade de criaturas na terra, poderia haver outros seres, igualmente inteligentes, criados por Deus» , afirma o astrónomo do Papa.

O padre Funes sugere que se fale então do «nosso irmão extraterrestre», tal como São Francisco de Assis falava de «irmão» ou de «irmã» para todas as criaturas terrestres.

in SOL

Gostei de ver uma certa… mente aberta relacionada com o Vaticano!!

Agora, aquela parte do “poder haver um planeta habitado por seres que não cometeram o pecado original“, fez-me sorrir.

Acontece! :-o


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“Física do impossível” está próxima

16 04 2008

O professor japonês de Física da City University de Nova Iorque tornou-se popular nos Estados Unidos por procurar tornar mais acessível uma das mais complexas ciências que existem. Agora, Michio Kaku vai mais longe e, no seu novo livro, debruça-se sobre alguns dos assuntos da física que todas as pessoas compreendem, sobretudo pela dimensão que ganharam nos filmes de ficção científica: teletransporte, invisibilidade, viagens no tempo ou contacto com extraterrestres.

“Há muitos exemplos em que se garantiu que algo era impossível, mas uma ou algumas décadas depois, provou-se a sua viabilidade”, explicou Kaku ao El Mundo, em referência à Física do Impossível, o seu novo livro, editado em Março nos EUA e que chegou este mês à Europa, em particular ao Reino Unido.

Kaku, que já dedicou parte dos seus estudos e muitos dos seus programas e artigos – na BBC, no Canal História ou na revista Cosmos – a Einstein, parece querer seguir a linha de pensamento do conhecido inventor para explicar as teorias por trás da convicção de que o teletransporte ou o homem invisível serão uma realidade num futuro mais próximo do que é esperado.

Teletransporte

No seu livro, Michio Kaku dá um exemplo bem real de como as bases teóricas do teletransporte nasceram na série de TV que mais celebrizou esta prática futurista. Durante a planificação de Star Trek, os produtores concluíram que os efeitos especiais para ficcionar o teletransporte eram demasiado caros. Foi então que o criador da série sugeriu uma nova forma: emissão de partículas. Uma ideia barata e, aparentemente, visionária. Segundo o físico japonês, os seus colegas de profissão já estão a desenvolver experiências nesta área, com o teletransporte de fotões numa distância de 140 quilómetros.

No entanto, Kaku acredita que ainda demorará alguns séculos até que este sonho da ficção científica se torne realidade. “Os fotões não estão a teletransportar-se uma vez que os fotões originais se destroem. O que se materializa no outro extremo são fotões gémeos que contêm toda a informação dos originais”, explicou.

Invisibilidade

“A invisibilidade do tipo Harry Potter, através de uma espécie de capa, não é algo que se considere, neste momento, impossível”, defende Kiku. No livro, o professor catedátrico aposta mesmo que esta capacidade física será a primeira a tornar-se realidade, através da criação de uma substância denominada metamaterial. Com a eliminação de reflexos e sombras, esta substância permitirá que qualquer objecto se torne invisível.

Viagens no tempo

Michio Kaku recorre a outro popular físico, o britânico Stephen Hawking, e à sua mudança de posição em relação a viajar no tempo – “já é possível, mas não é prático” – para dar força a um dos temas mais populares dos filmes de ficção científica. No novo livro, é explicado o fenómeno, que se baseia no aproveitamento da intensa gravidade dos “buracos negros”, mais que suficientes, segundo Kaku, para romper a estrutura espaço-tempo e permitindo, assim, andar para trás no tempo. Para fazê-lo, os físicos pretendem criar minúsculos “buracos negros” que permitam a passagem através do seu interior.

Contacto com ET

A convicção do físico japonês de que será possível estabelecer alguma forma de contacto com extraterrestres (ET) nas próximas décadas tem por base a ideia de que nunca houve, na História um período em que se conseguisse reunir tanta informação sobre a vida fora da Terra.

“Até ao momento, escrutinámos cerca de 1000 estrelas, aproximadamente, e isso não é nada. Agora, esperamos poder analisar 1000 vezes mais dados que os estudados no passado. E é por esta razão que estamos muito mais optimistas relativamente à possibilidade de estabelecer contactos com a vida extraterrestre”, prognostica Kaku.

in DN Online

Aguardo ansiosamente novos desenvolvimentos… :-|


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Sexo é o melhor remédio

11 02 2008
O Reino Unido está a promover o sexo como uma alternativa ao ginásio enquanto arma na luta contra a obesidade e como panaceia para problemas cardíacos, problemas ósseos e até para as rugas.
A campanha foi lançada no site do Serviço Nacional de Saúde (SNS) do Reino Unido e incentiva os cidadãos a terem mais sexo.

A ideia é levar os britânicos a ter mais actividade física, sobretudo aqueles que não têm tempo de ir ao ginásio ou de correr no parque. Para esses, a solução está em casa, debaixo dos lençóis, diz o SNS.
As relações sexuais são apontadas como uma actividade que leva o organismo a produzir endorfinas, substância natural que tem efeitos benéficos a nível da prevenção dos problemas do coração, mas também para os ossos, a pele, os músculos e até para o cabelo, segundo defende o SNS.
Especialistas contactados pelo jornal The Guardian dizem que tais afirmações não são erradas, mas que não têm fundamento científico. No entanto, a direcção do SNS reafirmou junto do mesmo jornal as vantagens do sexo, que diz ser também um remédio contra as dores de cabeça e as constipações.
in SOL
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Aí está uma iniciativa que o governo português podia copiar!
Com o nosso sistema de saúde gerido especificamente por um factor economicista, esta prática seria uma mais valia para o nosso país.
Sai barato e faz bem à saúde!

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