Foram apresentados os nomeados para a edição deste ano dos Webby Awards, galardões conhecidos como os «Óscares da Internet». O jornal New York Times domina as nomeações ao estar presente em 13 categorias.
Com cerca de 70 categorias, os prémios Webby visam distinguir o que de melhor se faz na Internet ao longo do ano, em áreas como Arte, Beleza, Media, Eventos, entre muitos outros.
Esta lista é o resultado de mais de 10 mil entradas propostas a partir de 60 países e está aberta à votação do público até dia 30 de abril para a escolha do prémio “People’s Voice”.
Na edição deste ano, o jornal New York Times foi o mais nomeado, ao obter um total de 13 nomeações, incluindo melhor site de jornal e melhor blogue político.
Entre os mais nomeados encontra-se outro gigante dos Media dos EUA, a estação televisiva NBC, que conquistou 12 nomeações.
Os vencedores dos Webby Awards 2009 serão conhecidos no próximo dia 5 de Maio e os prémios serão entregues a 8 de Junho, numa cerimónia pública que terá lugar em Nova Iorque.
Letras com conteúdo vulgar podem influenciar a frequência com que os jovens fazem sexo.
Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que adolescentes que escutam música com conteúdo sexual depreciativo têm uma vida sexual mais activa.
A equipe da Universidade de Pittsburgh entrevistou 711 jovens dos 13 aos 18 anos de idade sobre as suas vidas sexuais e hábitos musicais.
Eles perceberam que os que ouviam músicas com versos sobre sexo explícito e agressivo regularmente, cerca de 17h por semana, tinham o dobro das hipóteses de fazer mais sexo do que os que ouviam músicas apenas 2,7h no mesmo período.
Os especialistas classificaram como letras vulgares as que descrevem o sexo como um acto puramente físico e relacionado a relações de poder, diz o estudo divulgado na publicação especializada “American Journal of Preventive Medicine“. (…)
Os pesquisadores recusaram-se, no entanto, a nomear as canções que consideraram depreciativas, dizendo apenas que 64% das canções de Hip-Hop analizadas eram sexualmente desprezíveis, comparado com os apenas 7% de musicas Country e 3% de canções Pop.
O coordenador da pesquisa, Brian Primack, disse que apesar de a pesquisa ter encontrado um elo entre música e sexo, “é difícil afirmar que canções de sexo contribuam directamente para que os jovens façam sexo mais cedo”.
“Eu acredito, no entanto, que os pais devam considerar os resultados. É tentador dizer que música é só ‘coisa de jovem’”.
“Eu não digo que os pais devam tentar banir este tipo de música. Isso não vai ajudar. Mas devem falar com os seus filhos sobre sexo e colocar este tipo de música no contexto correcto”, completou.
Há 80 anos (17 de Janeiro de 1929), Elzie Crisler Segar desenhava pela primeira vez, numa vinheta, um marinheiro que, apesar de baixo, careca e pouco inteligente, viria a tornar-se famoso sob o nome de Popeye (”zarolho”, daí a pala preta que ostenta).
Na vinheta, o devorador de espinafres mais conhecido do Mundo, em resposta à pergunta “é um marinheiro?”, disparava esta curiosa resposta: “penso que sou um cowboy”, mais tarde substituída pela carismática “eu sou o que sou”. Mas as curiosidades não se ficavam por aqui, já que, ao contrário de quase todos os outros heróis dos quadradinhos, a sua estreia deu-se numa série avulsa, “The thimble theatre” (teatro em miniatura), uma tira diária de Imprensa, inicialmente publicada na vertical, que Segar assinava desde 19 de Dezembro de 1919. Nela, de forma teatral, quase sempre em tiras autoconclusivas, foi apontando alguns dos podres da sua América, baseando-se no quotidiano da família Oyl, em que predominavam o colérico Castor, a sua irmã Olive (Olívia Palito) e o seu noivo, Ham Gravy.
A partir de 1925, a série ganhou uma prancha dominical colorida, na qual Segar pode explanar o seu sentido de espectáculo e desenvolver narrativas longas, que combinavam cenários rurais e marítimos, a sede de aventura, a superstição, a magia e o medo do desconhecido.
É na sequência de uma delas que Popeye surge, conquistando, de imediato, os leitores – chegou a ser mais popular do que Mickey Mouse -, apesar da sua falta de atributos físicos, graças às tiradas inesperadas, à força sobre-humana (de início, sem qualquer relação com os espinafres, a sua imagem de marca nos desenhos animados), à resistência a murros, facadas e tiros e, ao mesmo tempo, ao seu carácter contraditório tão humano, igualmente capaz de se dedicar inteiramente a um bebé (Swee’pea, introduzido em 1933) como a acreditar que pode resolver tudo com os punhos (o que levou alguns a considerá-lo uma má influência para as crianças).
A sua popularidade levou Segar a alterar o título da sua criação para “The thimble theatre starring Popeye”, logo em 1931. O sonhador e devorador de hambúrgueres, Wimpy; o pai, Poopedeck Pappy; o estranho animal Eugene the Jeep, a malévola Sea Hag (Bruxa do Mar), o brutamontes Brutus e tantos outros foram-se juntando numa notável galeria, que Segar animou, em narrativas cada vez mais surreais, até à sua morte, vítima de leucemia, em 1938. A série prosseguiu com diversos autores, com destaque para Bud Sagendorf, que lhe conferiu um carácter mais humorístico e próximo da versão animada e a assinou entre 1958 e 1994.
Muito antes, logo em 1933, os estúdios Max Fleischer juntavam Popeye e Betty Boop no breve tempo de um desenho animado, para, em seguida, desenvolverem uma série com o marinheiro, que, até hoje, já protagonizou mais de 750 animações, na qual foi cimentada a sua actual imagem de marca: a força dependente dos espinafres (que levou Cristal City, no Texas, a maior produtora deste vegetal, a erigir-lhe uma estátua em 1937, agradecendo-lhe o aumento de 33 % no seu consumo nos EUA), a paixão pela anoréxica Olive (cuja silhueta inspirou um perfume de Moschino), a sua rivalidade com Brutus e a sua afirmação como marinheiro (”I’m Popeye, the sailor man“, cantava a música), tantas vezes negada na BD.
Nos anos 60, foi a estrela de uma série televisiva e, em 1980, chegou ao grande ecrã, numa película dirigida por Robert Altman, que teve como (único) mérito revelar Robin Williams, como Popeye, contracenando com Shelley “Olive” Duvall.
Desde o passado dia 1, Popeye passou ao domínio público na Europa, ou seja, qualquer um poderá utilizá-lo nos suportes que desejar, sem necessitar de qualquer autorização ou de pagar direitos. Isto acontece porque a lei europeia considera que os direitos de autor vencem 70 anos após a morte do criador. Nos EUA, é diferente, já que são considerados 95 anos após a data da criação, ou seja, a imagem de Popeye está protegida até 2024.
O filme, protagonizado por Christian Bale e Heath Ledger, venceu cinco estatuetas: Filme Favorito, Filme de Acção, Melhor Elenco, Melhor Parceria (entre aqueles dois actores) e Melhor Super Herói (para Christian Bale, na pele de Batman).
Outros grandes vencedores da cerimónia foram a série House e Hugh Laurie, o seu protagonista, galardoados respectivamente com o prémio de Melhor Série Dramática e Estrela Masculina de TV.
Um clássico da televisão americana – e mundial -, Os Simpsons sagraram-se vencedores na categoria Melhor Comédia Animada.
Na música, Chris Brown, Carrie Underwood e Rascal Flatts foram alguns dos principais vencedores; Katy Perry, a menina de “I Kissed A Girl”, recebeu o prémio de Melhor Canção, ao passo que Alicia Keys venceu na categoria de Melhor Canção R&B, com “No One”.
Os People’s Choice Awards atribuem ainda prémios na área do on-line, tendo a distinção de Vídeo Feito por um Cibernauta sido entregue ao autor do famoso “Barack Roll” , em que Barack Obama aparece a dançar e a “cantar” o hit de Rick Astley, “Never Gonna Give You Up”.
Três dos actores do filme italiano “Gomorra“, que personificavam chefes da Camorra, a máfia napolitana, acabaram na prisão, sob a acusação de serem mafiosos também na vida real.
A longa-metragem “Gomorra”, de Matteo Garrone, baseado na obra homónima de Roberto Saviano, desvenda os meandros da Camorra e a maioria dos seus intérpretes são actores não-profissionais escolhidos nas ruas de Nápoles. Três deles, segundo as acusações, pertencem realmente ao mundo descrito no livro de Saviano.
Os media italianos noticiaram que há alguns dias foi detido Giovanni Venosa, um dos actores do filme, sob as acusações de extorsão e tráfico de droga.
No filme de Garrone, candidato italiano ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro da academia cinematográfica norte-americana, Venosa interpreta o papel de um dos chefes locais da Camorra.
Para os investigadores, na vida real, o ‘actor’ é apenas um membro da organização que trafica droga e recolhe o dinheiro por meio de extorsão. Venosa foi sentenciado há alguns meses a dois anos de liberdade condicional e trabalhava em Modena, no norte de Itália, mas, durante uma saída por bom comportamento, a polícia apanhou-o a extorquir dinheiro aos comerciantes de Nápoles.
Antes dele, tinham sido detidos Salvatore Fabbricino e Bernardino Terracciano, também protagonistas de “Gomorra”.
Fabbricino é, no filme, um dos muitos jovens que trabalham para a Camorra no bairro de Scampia, nos subúrbios de Nápoles, onde decorre a acção. Tal como em “Gomorra”, Fabbricino foi detido por vender droga e trabalhar para um chefe local.
Bernardino Terracciano, que no filme interpreta o papel de ‘Tio Bernardino’, um dos chefes da Camorra, foi detido em Outubro passado durante uma operação contra o clã dos Casalesi, após o assassínio de sete imigrantes africanos em Castel Volturno.
O site da publicação cultural AV Club divulgou a edição 2008 da lista dos piores nomes de bandas do ano. Os vencedores foram os músicos da Natalie Portman’s Shaved Head (cabeça rapada de Natalie Portman), nome provavelmente inspirado na cena em que a actriz corta o cabelo no filme V de Vingança.
O site norte-americano esclarece que a lista é feita com base no material que foi recebido, como base para resenhas, durante o ano. “Esta lista não é uma compilação dos piores nomes de todos os tempos – ou uma declaração sobre a qualidade da música destas bandas (…).”
A lista é dividida em categorias como “metal”, “nomes nerds”, “emo” e “nomes longos”. Os títulos Engaged in Mutilating (em português, comprometidos na mutilação (?!)), Sublime Cadaveric Decomposition (decomposição cadavérica sublime), The Pains of Being Pure At Heart (as dores de ser puro de coração), Ruins of Honor (ruínas da honra) e What Laura Says And Thinks And Feels (o que Laura diz e pensa e sente) estão entre os piores.
Este Natal ficou marcado pela morte anunciada das videocassetes, enquanto a Internet demonstra o seu potencial nos downloads e criação de filmes.
A época natalícia foi a última das encomendas de cassetes VHS para o maior fornecedor deste suporte nos Estados Unidos. 30 anos após a sua generalização, as videocassetes que restam no armazém de Ryan Kugler e não foram vendidas vão parar ao lixo. “Fui o último a comprar e a vender” videocassetes “e já chega”, afirmou ao diário Los Angeles Times o empresário da Florida, presidente da Distribution Video Audio.
A Sony lançou o formato Betamax em 1975 e, no ano seguinte, a JVC apresentou o VHS (de video home system), gerando uma guerra de formatos resolvida em 1984 a favor deste último, apesar de no ano seguinte a Disney ter ainda lançado o primeiro título directamente para videocassete (Love Leads the Way) nos dois suportes.
As videocassetes permitiram o aluguer ou compra de filmes que antes apenas podiam ser vistos em cinematecas ou retransmissões televisivas e inaugurou a inestimável capacidade de rever cenas dos filmes.
O então novo suporte foi receado pelas produtoras cinematográficas, antecipando a retirada de espectadores das salas de cinema. Pelo contrário, deu-lhes receitas impensáveis no aluguer ou venda directa e abriu caminho aos novos formatos DVD ou o actual Blu-Ray.
O enterro das videocassetes foi marcado em 2006 com o lançamento de A History of Violence, do realizador David Cronenberg. Com a excepção dos filmes infantis, foi o último dos filmes de Hollywood a usar este formato, quando o DVD já ocupava (menor) espaço nas lojas de aluguer de vídeos.
Agora, já se anuncia o fim do DVD e não é pelo novo formato Blu-ray mas por causa da Internet. O modelo do YouTube (ou de canais mais específicos como o Hulu) demonstra que o download de programas televisivos ou filmes pela Internet tem potencial, assim que se descubra um modelo de negócio sustentável e se impeça a pirataria dos conteúdos.
O potencial é enorme apesar dos 80% que o consumidor gasta em cinema ser no suporte DVD, segundo um estudo de Setembro do NPD Group. O suporte físico é desnecessário se se conseguir ter no televisor filmes com qualidade, de forma legal e com um preço acessível que evite a deslocação ao clube de vídeo. Por exemplo, a Apple revelou em Junho que os clientes do serviço iTunes já alugavam ou compravam mais de 50 mil filmes por dia.
A Internet está a ter um outro impacto na concretização de filmes, de que é exemplo o primeiro criado inteiramente por uma comunidade na Internet. Perkins’14 é um filme de terror dinamizado desde Fevereiro na Massify, uma comunidade de cinéfilos que debate e decide em conjunto fases de produção, realização e divulgação do filme, apesar de aliada com a After Dark Films. Esta produtora é responsável pelo evento anual HorrorFest, cuja edição de 2009 decorre entre 9 e 15 de Janeiro, onde Perkins’14 será inicialmente exibido.
“A primeira edição dos TvCinews Awards conta ao todo com 6 categorias, apresentando 5 na área do cinema e Televisão: Melhor Blog de Noticias em Cinema e Televisão, Melhor Blog em Crítica de Televisão, Melhor Blog em Crítica de Cinema, Melhor Design e Grafismo em Blog de Cinema e Televisão e Melhor Blog de Tv e Cinema.
A 6ª categoria abrange todos os blogs, escritos em Português de Portugal, que não abordam directamente as áreas de Televisão e Cinema. A Fotografia, a Sociedade, a Moda, as Vivências Pessoais, a Originalidade estão patentes em cada um dos 8 nomeados na categoria Blog TOP de 2008.
Não querendo ser de modo algum arrogante, ou injusto, estes prémios têm a credibilidade que cada um lhe quiser dar, sendo, no fundo, uma maneira de promover o que de bom se faz a nível Nacional. Digo-vos também que a pesquisa foi árdua, longa, mas bastante proveitosa. A actividade entre Janeiro de 2007 e Dezembro de 2008 foi o único requisito necessário para os diferentes blogs poderem ser nomeados. A arte pode ser vivida em conjunto. Quer se trate de Cinema, de Pintura, de escrita alternativa ou simplesmente Fotografia … todos devem ser incluídos. Bem … aos nomeados os meus Parabéns! Estão abertos os prémios mais Glamourosos (nada convencido!) da Blogosfera Nacional. Quanto aos vencedores … que comecem as apostas!”
Ao Pedro Barreira do TvCinews muito obrigado pela nomeação do Xicórias & Xicorações para ‘Blog TOP de 2008′. É com enorme orgulho que vejo o X&X fazer parte de uma lista tão distinta e com tanta qualidade.
A Intel, empresa produtora de material para computadores, quis aferir da importância da rede na vida actual das pessoas. O estudo, realizado nos EUA, concluiu que as mulheres preferem navegar na internet a fazer sexo.
A sondagem, conduzida pela empresa Harris Interactive, concluiu que quase metade (49%) das mulheres entre os 18 e 0s 34 anos disse preferir a rede à cama, quando colocadas perante uma simples hipótese: prefere ficar sem fazer amor ou sem net durante duas semanas?
A diferença, a favor da internet, em detrimento, pois, das relações interpessoais, aumenta com a idade: dos 35 aos 44 anos, 52% das representantes do chamado belo sexo preferem mesmo é a boa da net.
Entre os homens, são mais os que preferem o sexo à internet. Mas, segundo o levantamento feito pela Harris Interactive, entre 2119 adultos, 30% dos americanos contactados disse que preferia ficar sem sexo duas semanas a perder a ligação à internet durante o mesmo período.
O estudo, intitulado “A Importância da internet na economia actual”, concluiu que, entre as mulher, a internet é quase tão importante como um par de sapatos novos e, cada vez mais, algo sem a qual não conseguiriam viver. A maioria disse que, à falta de dinheiro, preferiria pagar a internet, prescindindo de jantar fora, comprar roupa ou pagar a mensalidade no ginásio. Dizem os números, que 61% das senhoras preferia ficar sem televisão duas semanas a prescindir da net.
“A sondagem apurou que 65% dos adultos sente que não poderia viver sem internet”, lê-se no estudo, citado pelo blogue “Bits” do jornal “New York Times“, dos EUA. Mais ainda, 71% dos inquiridos considerou importante ou muito importante ter aparelhos, como computadores ou telemóveis que possam proporcionar actualizações em tempo real de assuntos importantes , incluindo a economia”.
Foi esperado durante 15 anos. Havia até quem pensasse que nunca chegaria a ver a luz do dia. Mas esta semana o novo álbum dosGuns N’ Roseschegou de facto às lojas. Apresenta-se como Chinese Democracy e já é fonte de polémica.
O título do disco refere objectivamente um movimento político chinês que, com o mesmo nome, luta desde 1978 contra o sistema de partido único do país. O próprio tema que dá título ao disco foi dedicado aos elementos do grupo espiritual Falun Gong, que foi banido em 1999. O lançamento não foi visto com bons olhos pelas autoridades chinesas. E o jornal do Partido Comunista Chinês definiu mesmo o álbum como um “ataque venenoso” ao seu país. Um artigo publicado pelo jornal citava, inclusivamente, alguns versos do novo álbum dos Guns N’ Roses, referindo que o disco se trata de uma tentativa do Ocidente em querer “controlar o mundo utilizando a democracia como joguete“, noticiou a BBC.
O “incidente” chinês não afastou contudo as atenções de um álbum pelo qual esperaram os admiradores do grupo. Resta saber que resultados alcançará nas tabelas de vendas…
A espera foi longa. Foram 15 anos em que o grupo mudou constantemente de formação, inclusivamente perdendo uma das suas figuras centrais, o guitarrista Slash, mantendo-se sempre e unicamente o líder polémico Axl Rose. Muitas vezes adiado, Chinese Democracy chegou a ser apelidado como um dos discos mais caros de sempre nunca editados, segundo um artigo do jornal New York Times em 2005, que apontava os custos de produção do álbum para dez milhões de euros.
Quando este ano foi anunciada a nova data de lançamento, a expectativa era inevitável. Temendo a pirataria online, que pudesse colocar as canções na Internet meses antes da sua edição, era natural que Chinese Democracy estivesse guardado a sete chaves. Todavia, em Junho, Kevin Skwerll, ex-funcionário da editora Universal, teve acesso a alguns dos novos temas e disponibilizou-os no seu blogue. Investigado pelo FBI, lançou depois uma campanha online para ajudar a pagar a sua defesa. Skwerll sempre se deu como inocente, mas esta semana assumiu-se como culpado, aguardando julgamento até ao dia 8 de Dezembro.
E, como acontece normalmente sempre que “alguém” faz uma lista, gerou polémica.
Nota-se uma grande tendência para as personagens de ficção científica, algumas de filmes recentes (alguns ainda em exibição!), e a quase total ausência dos grandes clássicos.
Todas as minhas personagens favoritas estão na lista. A ordem é que não seria bem esta!
Em 1966, no auge da beatlemania, John Lennon disse a um jornal britânico a famosa frase: “Os Beatles são mais populares do que Jesus Cristo”, acrescentando que não sabia qual iria morrer primeiro, se o cristianismo, se o rock. Estas afirmações – sobretudo a primeira – foram muito comentadas e criticadíssimas à época, nomeadamente pelo Vaticano, mas também nos EUA.
Mais de 40 anos depois, a Santa Sé decidiu “perdoar” Lennon através de um artigo no seu órgão oficial, o diário L’Osservatore Romano.
Na peça, publicada para assinalar os 40 anos do histórico Álbum Branco dos Beatles, e que elogia a banda e John Lennon, lê-se que o desabafo do músico foi uma forma de “exibicionismo, de gabarolice por parte de um jovem músico inglês pertencente às classes trabalhadoras, que havia crescido na era de Elvis Presley e do rock and roll, e alcançado um sucesso inesperado”.
O artigo de meia página, ilustrado, diz ainda que os Beatles conseguiram “uma única e estranha alquimia de sons e palavras” e que demonstraram uma extraordinária capacidade de sobrevivência. Quanto ao Álbum Branco, é elogiado por ser “uma antologia musical mágica”.
Segundo o correspondente da BBC em Roma, David Wiley, este artigo é fruto de o L’Osservatore Romano ter um novo director, que começou a dar mais atenção o mundo do entretenimento nas suas páginas, bem como a assuntos de política internacional, para além da cobertura das actividades diárias do Papa e da publicação de discursos seus.
Na mesma página do artigo em que John Lennon é “perdoado”, e os Beatles e o seu Álbum Branco são referidos em termos extremamente elogiosos, o L’Osservatore Romano publica ainda uma outra matéria, esta sobre cinema.
Na peça intitulada O Crepúsculo dos Deuses, o jornal lamenta que a “idade de ouro” de Hollywood seja só uma recordação, acrescentando que o misterioso fascínio do star system desses dias foi substituído pelo culto das pseudocelebridades. De acordo com o citado jornalista, o Papa Bento XVI permite que o órgão da Santa Sé “reflicta a realidade exterior de uma maneira que seria impensável nos dias do Papa Paulo VI, em pleno auge dos Beatles”.
“POR MOÇAMBIQUE” é o slogan do concerto de solidariedade que a SOPRO realiza hoje, dia 8 de Novembro, no Pavilhão Municipal de Barcelos, e no qual participam solidariamente os Corvos, Os Azeitonas e os Monstro Mau, com a apresentação dos manequins Rubim e Mónica.
Nos 11 anos de existência, a associação SOPRO – Solidariedade e Promoção (ONGD), tem dado um apoio efectivo e constante a Moçambique, nomeadamente na Escola João XXIII, localizada em Manga, na cidade da Beira:
mais 200 bolsas de estudo a crianças da escola Escola João XXIII;
apoio na construção e melhoria das instalações da escola;
apoio na formação a de professores;
enviados mais de 20 mil livros e material escolar;
No entanto, todo o apoio que tem sido prestado a Moçambique, não é suficiente, pois as carências são muitas e os recursos são sempre poucos.
No próximo ano pretende-se dar formação e preparar voluntários, tendo como principal objectivo ir de encontro às necessidades de Moçambique, nas áreas EDUCAÇÃO, SAÚDE, nunca esquecendo as suas características SOCIAIS E CULTURAIS. Neste sentido o nosso esforço vai no sentido de criar uma relação próxima destas população através de agentes que estão no terreno e que sentem todas as necessidades reais do dia-a-dia.
Todo o apoio é pouco, mas juntos podemos marcar a diferença.
– “We can´t solve all the problems, but the one’s we can, we must!”
A candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, caiu numa brincadeira de um comediante do Canadá – Sebastien Trudel – que se fez passar pelo presidente francês, Nicholas Sarkozy.
A conversa, que durou seis minutos, foi transmitida durante um programa de rádio, em Montreal, da autoria de Marc Antoine Audette. Sarah Palin agradeceu ao presidente francês ter-lhe telefonado e, a dada altura, afirmou que ela «e John McCain amavam Sarkozy».
Ouça a chamada falsa
A candidata abordou vários temas com o falso Sarkozy. Falaram sobre as eleições americanas, Carla Bruni e, ainda, quando poderiam ir à caça juntos. Durante a pequena conversa o comediante disse a Palin que a via como presidente dos Estados Unidos, ao que esta respondeu: «Quem sabe daqui a oito anos».
Segundo um porta-voz de Sarah Palin, a candidata republicana achou a brincadeira «muito divertida». O programa de Marc Antoine Audette, que conta com a colaboração do comediante Sebastien Trudel, pertence à rádio CKOI Montreal e chama-se «Vingadores mascarados». A dupla de «artistas» já pregou partidas a outros nomes sonantes: o próprio Nicholas Sarkozy, o ex-presidente francês Jacques Chirac ou, ainda, estrela do pop Britney Spears.
30 de Outubro de 1938. Aos microfones de uma estação de rádio com projecção nacional, Orson Welles e uma equipa de actores e técnicos de sonoplastia apresentavam uma adaptação radiofónica do romance de H.G. WellsA Guerra dos Mundos, que relata uma inesperada e violenta invasão da Terra pelos marcianos. Era apenas uma emissão de teatro radiofónico, integrada no programa Mercury Theatre On The Air. Mas acabou por lançar o terror entre muitos dos ouvintes. Houve quem fugisse da área onde se julgava estar a acontecer a “invasão” marciana. Chegaram relatos de pessoas que sentiam o cheiro de gases venenosos ou avistavam luzes nos céus. Histórias de pânico que, no dia seguinte, surgiram nas páginas dos jornais.
O programa, com perto de uma hora de duração, começava com uma apresentação do romance de H.G. Wells. Explicava-se que a acção seria projectada em 1939. E então a emissão continuava com um boletim meteorológico e música pela orquestra da CBS. A ficção entra em cena quando surge um primeiro noticiário, que encena uma interrupção da emissão, e dá conta de estranhas explosões observadas em Marte. Orson Welles, veste então a pele de um astrónomo. E chegam mais notícias. Alarmantes desta vez, anunciando a queda de um meteorito no estado de Nova Jérsia. Um repórter, em directo, descreve a cena. E é ele quem, pouco depois, dá conta do primeiro ataque marciano.
No livro de H.G. Wells, originalmente publicado em 1898, a “invasão” marciana tem lugar em bucólico cenário britânico, e decorre algures, nos finais do século XIX. A adaptação apresentada na rádio, na qual colaborou o próprio Orson Welles, propunha contudo uma mudança de tempo e de local da acção, encenando o primeiro ataque perto de uma pequena cidade no estado de Nova Jérsia, nos Estados Unidos… Ou seja, bem mais “perto” dos ouvintes.
A adaptação emitida pela rádio fugia aos cânones habituais do chamado teatro radiofónico. Foi pensada num modelo próximo do que hoje o cinema por vezes propõe como “mockumentary”, ou seja, usando linguagens do jornalismo para apresentar uma ficção. A Guerra dos Mundos, nesse dia de 1938, chegou aos aparelhos de rádio dos ouvintes que acompanhavam a emissão sob a forma de noticiários de ficção e simulações de reportagens em directo. Na verdade tudo acontecia num estúdio em Nova Iorque. Mas a capacidade em criar a ilusão pelo som fez o resto.
Naturalmente o clima de ansiedade e medo surgiu apenas junto dos que não acompanharam o programa desde os primeiros minutos. Programa sem interrupção para publicidade, o Mercury Theatre On The Air criou junto de muitos a ilusão de se estar perante o acompanhamento de um acontecimento em curso.
Correm várias versões sobre os factos daquele dia. Há histórias de geólogos que terão partido em busca do “meteorito” caído em Nova Jérsia, assim como relatos da chegada de populares à pequena cidade onde a invasão teria começado. Conta-se mesmo que alguém terá disparado contra um reservatório de água de um agricultor, tomando-o por uma “nave” marciana.
No final da emissão, aos ouvintes foi lembrado que tinham assistido a uma obra de ficção. Mas o pânico entretanto gerado motivou telefonemas (para a CBS e polícia) e, depois, queixas que, acabaram sem castigo. A estação comprometeu-se contudo a não usar mais o anuncio de interrupção de emissão para fins de ficção.
Esta emissão histórica de rádio que assustou a América faz hoje 70 anos.
A utilização continuada e o volume elevado do som nos leitores de MP3 são dois dos principais factores que podem levar à perda de audição, como confirma um estudo de um comité independente ontem divulgado. 5 a 10 por cento dos utilizadores que escutam mais de uma hora de música nos MP3 por semana, com volume alto e durante pelo menos 5 anos, podem perder capacidade auditiva, chegando mesmo à surdez.
O parecer do Comité Científico dos Riscos para a Saúde Emergentes e Recentemente Identificados (CCRSERI) foi solicitado pela Comissão Europeia e foi ontem divulgado.
Actualmente as normas limitam o nível acústico dos leitores de música a 100 dB (decibéis) e o estudo do comité indica que ouvir música com um nível acima de 89 décibeis de forma continuada pode conduzir à perda permanente de audição.
O estudo aponta para 2,5 a 10 milhões de pessoas em risco, só na União Europeia. Nos últimos anos, as vendas de leitores de música pessoais têm subido em flecha, estimando-se que que aproximadamente 50 a 100 milhões de pessoas escutem diariamente leitores de música portáteis. Nos últimos quatro anos, as vendas unitárias de aparelhos de aúdio portáteis situam-se entre 184 e 246 milhões e entre 124 e 165 milhões para os leitores de MP3.
A Comissão Europeia comunicou já que vai analisar com os Estados-membros e as partes interessadas as medidas a adoptar para protefer as crianças e jovens da exposição ao ruído dos MP3 e de outros aparelhos semelhantes.
Cada vez mais, a “música portátil” tornou-se um acessório vulgar no dia a dia de muita gente.
Mas a grande maioria que anda normalmente com a música aos “berros” (acho!) são “miúdos” que por simples “imposição social” a isso se sujeitam! E como todas as modas, também acabará por passar.
Há uma cena expurgada do filme “O Crepúsculo dos Deuses” que pouquíssimas pessoas viram. Logo na abertura deste clássico de Billy Wilder, corpos duma morgue começam a conversar e a contar como tinham morrido. As plateias que viram o take tiveram uma reacção tão inesperada – morriam de rir – que o realizador e produtores resolveram substitui-la por outra. Agora o corpo é protagonista de diversas séries de TV. E são um sucesso de audiências: C.S.I. Las Vegas,C.S.I. Miami,C.S.I. Nova Iorque,House,Serviço de Urgência,Ossos,Sete Palmos de Terra,Anatomia de Grey,Nip / Tuck, etc.
A presença do corpo morto ou moribundo é destaque na trama dessas séries sem, no entanto, apresentar nenhum carácter horrendo. Na verdade, tudo é de uma clareza e objectividade aparentemente científica. O cadáver não mete medo e nem sequer traz associações com o sobrenatural. Ao contrário, é da banalidade de um exame à urina… (…)
A fascinação pelo clínico e pelo patológico transforma os corpos num ‘big brother’ das vísceras que parece acompanhar, de um lado, os exames de imagem disponíveis pela medicina e, de outro, as webcams da internet, as câmaras de segurança de prédios e ruas e as fotografias de satélites. Do telemóvel no bolso ao telescópio espacial Hubble, parece existir uma lente voltada para cada canto do universo.
O corpo humano não escapou dessa curiosidade e tornou-se um tema bastante explorado, não apenas pela televisão, mas igualmente pelo cinema, com todos os filmes trash, e pelos inúmeros exemplos das artes visuais, cujo caso mais extremo são os cadáveres – verdadeiros – plastificados pelo alemão Gunther von Hagens.
Não é por acaso que o último clipe de Madonna com Justin Timberlake – 4 Minutes – começa com um strip-tease que termina com os seus corpos como que dissecados, com ossos e entranhas licenciosamente despidas.
Em C.S.I., que talvez seja uma das séries que mais exploram o corpo, o inumano volta a ter valor e a fazer sentido após sua científica dissecação, que retira do cadáver qualquer valor emocional e lhe dá a dimensão de evidência. Ou informação, capaz de resolver na morte o que na vida não foi capaz de fazer.
Os números das audiências sugerem que tudo isso seja mais do que simples curiosidade. As séries têm tido bons resultados e alcançam óptimos shares para o horário em que passam, sendo muitas delas mesmo líderes de audiência.
Novo milionários
Esta semana a imprensa norte-americana noticiou que o actor Hugh Laurie, protagonista da série House ganhou um belo aumento de salário e passou a integrar o clube dos actores milionários das séries de TV. Ele receberá 400 mil dólares por episódio. O seu cachet anual chegará aos 9 milhões de dólares. A boa notícia para os fãs do médico sarcástico e mal-humorado é que o seu contrato foi prolongado até a oitava temporada, ou seja 2012, na qual passará a ser igualmente produtor.
Nos Estados Unidos, a série tem em média 16,5 milhões de espectadores e só tem perdido em audiência para Donas de Casa Desesperadas.
Fazem parte do grupo dos abonados Keifer Sutherland, da série 24 Horas (500 mil dólares), William Petersen, de CSI Las Vegas (600 mil) ou Charlie Sheen, de Dois Homens e 1/2 (825 mil). Isto por episódio!!
Foi na passada sexta-feira que os britânicos The Zimmers, a banda mais idosa do mundo, lançaram o seu álbum de estreia em Berlim, na Alemanha, noticia a agência Reuters.
O grupo, formado em 2007 a partir de um programa televisivo da BBC, é constituído por 50 pessoas com uma média de idades de 80 anos.
O vocalista principal tem 91 anos e os dois membros mais velhos têm 102. Os Zimmers cantam versões dos Beatles, Frank Sinatra e Eric Clapton e o primeiro single foi My Generation, dos The Who.
Na apresentação do disco Lust For Life, em Berlim, a banda deu um concerto num centro comercial da cidade, fazendo a manchete de vários jornais alemães durante o fim-de-semana.
«Somos velhos, mas não estamos mortos», disse à Reuters Dave Palmer, o manager dos The Zimmers.
A banda espera chamar a atenção para os problemas que afligem os idosos e para a discriminação de que são vítimas no seu dia-a-dia.
A ideia é mostrar ao mundo que os idosos também sabem divertir-se e que preferem cantar em vez de ficarem sozinhos em casa ou fechados em lares de terceira idade.
«Espero que não sejamos perseguidos por groupies. Já não conseguimos correr muito», brincou o vocalista Alf Carretta, de 91 anos.
O disco dos The Zimmers, Lust For Life, pode ser comprado online no site oficial da banda em TheZimmersOnline.com.
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Numa lista galhofeira, o site Metromix Nova Iorque decidiu enumerar os 23 vocalistas mais irritantes do rock. “Porquê 23? Só para vos irritar”, confessam os autores do top.
A liderar a contagem está Scott Stapp, dos Creed. Thom Yorke dos Radiohead, Eddie Vedder dos Pearl Jam, Anthony Kiedis dos Red Hot Chili Peppers e até Bono, dos U2, são alguns dos “distinguidos” pela má-língua da publicação.
Veja aqui a lista completa:
1. Scott Stapp (Creed)
2. Fred Durst (Limp Bizkit)
3. Bono (U2)
4. Billy Corgan (Smashing Pumpkins)
5. Dave Matthews (Dave Matthews Band)
6. Axl Rose (Guns n’ Roses)
7. Scott Weiland (Stone Temple Pilots)
8. Tom DeLonge (Blink-182Angels & Airwaves)
9. Adam Duritz (Counting Crows)
10. Chris Martin (Coldplay)
11. Chad Kroeger (Nickelback)
12. Vince Neil (Motley Crue)
13. Pete Doherty (Libertines, Babyshambles)
14. Eddie Vedder (Pearl Jam) – na foto
15. Chester Bennington (Linkin Park)
16. Thom Yorke (Radiohead)
17. Sting (Police)
18. Ed Kowalczyk (Live)
19. Adam Levine (Maroon 5)
20. Anthony Kiedis (Red Hot Chili Peppers)
21. Paul Banks (Interpol)
22. Conor Oberst (Bright Eyes)
23. Gerard Way (My Chemical Romance)
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