Guantánamo: ‘um local lindo e relaxante’

2 04 2009

A venezuelana eleita Miss Universo visitou a prisão norte-americana em Cuba e contou a experiência no seu blogue. Uma visão diferente de Guantánamo.

Dayana Mendoza, a actual Miss Universo de 2008, venezuelana, foi a Guantánamo, Cuba, numa visita organizada a 27 de Março para levantar o moral das tropas americanas no estrangeiro. “Foi muuuito divertido”, disse a miss num post do seu blogue.

“Nem queria vir embora, é um local tão relaxante, tão calmo e tão lindo”. Acompanhada de Crystle Stewar (Miss EUA), Dayana visitou as instalações da prisão mais polémica do mundo, onde os Estados Unidos detêm mais de 240 prisioneiros. Guantánamo tem sido alvo de imensas críticas e depois do 11 de Setembro tornou-se um símbolo do abuso de poder na guerra contra o terrorismo. É considerada ilegal pelo Governo cubano.

“Visitámos os campos de detenção e as celas, onde tomam banho, como se divertem com vídeos, aulas de arte, livros. Foi muito interessante”, escreveu a Miss Mundo.

Antigos prisioneiros e vários grupos de defesa dos direitos humanos acusaram o Governo americano de tortura física e psicológica. O Governo espanhol está a considerar investigar seis advogados ligados à administração Bush acusados de terem construído as bases para tornar legal o uso de tortura ao interrogar dos prisioneiros suspeitos de terrorismo.

O Governo britânico anunciou na semana passada a abertura de uma investigação para apurar se membros dos serviços secretos britânicos estariam ou não envolvidos na tortura de Binyam Mohamed, residente no Reino Unido e libertado de Guantánamo em Fevereiro. O Pentágono, após novas acusações, investigou e concluiu que todos os presos são tratados de acordo com a Convenção de Genebra. :shock:

O Presidente Barack Obama estipulou, em Janeiro, o prazo de um ano para o fim de Guantánamo enquanto prisão e a revisão caso a caso de todos os presos com o objectivo de definir qual o seu novo destino.

in Público

Dayana Mendoza divertiu-se em Guantánamo

E esteve lá tão pouco tempo! Podia ter ficado mais uns dias a desfrutar de toda aquela calma e beleza! E as tropas até agradeciam… 8)


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Japonês sobrevive a 2 bombas atómicas

27 03 2009

Tsutomu Yamaguchi testemunhou os ataques a Hiroshima e Nagasaki em 1945 e foi esta quarta-feira oficialmente reconhecido pelas autoridades do seu país como sobrevivente de duas bombas atómicas.

Duas bombas, duas ocasiões e um sobrevivente. É esta a história de Yamaguchi que 64 anos depois do fim da II Guerra Mundial é reconhecido como sobrevivente a duas bombas atómicas, Hiroshima e Nagasaki.

Esta comprovação garante ajuda financeira mensal do governo do Japão, check-ups gratuitos e auxílio-funeral.

No dia 6 de Agosto de 1945, o japonês estava em viagem de negócios quando o avião B-29 americano Enola Gay lançou a bomba atômica “Little Boy” sobre a cidade. Sofreu várias queimaduras no peito e nas costas.

No dia 7 de Agosto, Yamaguchi apanhou o comboio de regresso à cidade onde morava, em Nagasaki. Dois dias depois testemunhou a explosão da segunda bomba, a “Fat Man“, que matou 70 mil pessoas.

in Destak

9 de Agosto, 1945: O fumo eleva-se sobre o porto japonês de Nagasaki, depois da segunda bomba atómica por termo à II Guerra Mundial.

Photo: NARA

Nem sei se o homem é um sortudo, se é um azarado!! :?

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‘Sexting’: nudez e telemóveis

25 03 2009

Hormonas adolescentes e novas tecnologias. Estão reunidos os ingredientes básicos para uma receita de problemas. O sexting é a palavra inglesa que junta sex com texting e que, em termos gerais, quer dizer que os jovens do século XXI andam por aí a escrever mensagens picantes e a tirar fotografias a eles próprios, nus ou seminus, enviando-as de seguida para os telemóveis de namorados e amigos. Brincadeiras inocentes e sexy, dizem eles. Dissolução moral, dizem os educadores. Brincadeiras perigosas, dizem os pais. Pornografia infantil, clama a Justiça.

Apesar de as imagens em trajes íntimos (ou sem eles) serem normalmente destinadas aos namorados e namoradas, elas acabam muitas vezes em telemóveis alheios, graças à facilidade de partilha destes ficheiros. Daí até à Internet, onde as fotografias se espalham como fogo em capim seco pelas redes sociais, é um pequeno passo. A humilhação pública das vítimas já causou pelo menos um suicídio nos Estados Unidos, em 2008, e mais do que uma condenação por difusão de pornografia infantil.

Jessica (Jessie) Logan tinha 18 anos quando pegou numa corda e se enforcou, no seu próprio quarto. Várias semanas antes tinha enviado fotos suas, nua, ao rapaz com quem saía há cerca de dois meses. Esse mesmo rapaz reencaminhou as imagens para quatro amigas, e quando Jessie deu por ela o liceu andava a chamar-lhe nomes pelas costas. “Galdéria” era um deles. O mais eufemístico. De simpática e extrovertida cheerleader, a jovem transformou-se numa finalista deprimida e fugidia, que muitas vezes preferia ficar dentro do carro, no parque de estacionamento, porque não tinha coragem de entrar no edifício da escola e enfrentar os colegas.

A 3 de Julho do ano passado, a pressão atingiu o seu auge e Jessie cedeu. Pendurou-se numa corda e preferiu morrer. O caso chocou Cincinnati (Ohio) e a nação. Afinal que tipo de brincadeiras perigosas são estas em que os filhos da América andam metidos?

Um em cada cinco adolescentes admite sexting

Os pais de Jessie, Albert e Cynthia Logan – que consideram que as autoridades liceais não fizeram o suficiente para proteger a sua filha – tornaram a história pública e esperam agora que os EUA adoptem novas leis para combater este fenómeno que está a fazer vítimas mas que não apresenta nenhum culpado. “Queremos que seja aprovada uma lei”, indicou a mãe, Cynthia, ao Cincinnati.com. “É uma epidemia nacional. Ninguém está a fazer nada – nem as escolas, nem a polícia, nem os adultos, nem os advogados, ninguém”.

O caso de Jessie, até agora o único conhecido com este desenlace dramático, não é um caso isolado numa nação em que os adolescentes sentem cada vez mais pressão para embarcarem no fenómeno do sexting.

Em Outubro do ano passado, uma aluna do 8.º ano passou a noite num centro de detenção juvenil depois de uma fotografia sua, toda nua, ter acabado no ecrã do telemóvel do seu treinador, depois de o destinatário original da fotografia a ter reencaminhado para o professor. Em Janeiro último, três adolescentes (com idades entre os 14 e os 15 anos) que, alegadamente, enviaram fotografias delas próprias, nuas ou seminuas, através do telemóvel, e três colegas seus (entre os 16 e os 17 anos) de um liceu da Pensilvânia foram acusados de pornografia infantil, relata a CBS.

Igualmente este ano, no Wisconsin, um rapaz de 17 anos foi acusado de ter em sua posse pornografia infantil, depois de ter colocado online fotografias da sua namorada de 16 anos tal como veio ao mundo, indica a ABC. No estado de Alabama, as autoridades também detiveram quatro adolescentes que tinham trocado entre si fotografias em que apareciam todos nus. Em Rochester, estado de Nova Iorque, um rapaz de 16 anos poderá vir a cumprir uma pena de sete anos de prisão por ter reenviado uma fotografia da sua namorada de 15 anos aos seus amigos.

Em resumo, adolescentes de pelo menos uma dúzia de estados norte-americanos foram acusados nos últimos meses por posse e disseminação de pornografia infantil. Caso sejam condenados, muitos destes adolescentes podem ficar com o cadastro manchado com a expressão que ninguém nos Estados Unidos quer ouvir: “sex offender”. Pior: este rótulo pode ficar colado aos jovens por muitos e maus anos. Nos EUA estas coisas são levadas muito a sério.

De acordo com um estudo recente levado a cabo pelo National Campaign to Support Teen and Unplanned Pregnancy (a comissão nacional de prevenção da gravidez indesejada entre as adolescentes), uma em cada cinco adolescentes admitiu já ter participado em práticas de “sexting”. E? “O que é que vamos fazer? Prender 20 por cento dos adolescentes americanos?”, pergunta Lisa Bloom, a consultora legal da CBS News.

Proteger os adolescentes de si próprios

Depois da trágica morte de Jessica Logan, a sua mãe começou a trabalhar em parceria com o advogado Parry Aftab, especialista em fenómenos de segurança online e cyberbullying e ambos planeiam ligar o nome de Jessie a uma campanha nacional para esclarecer os adolescentes sobre os perigos do sexting. Aftab, com escritório em Nova Iorque, tem sido até agora o catalisador de uma rede de voluntários que trabalha para pôr fim ao cyberbullying e que opera a partir de dois sites, avança o Cincinnati.com: o wiredsafety.org (a maior e mais antiga organização de ciber-segurança dos EUA) e o stopcyberbullying.org.

“As escolas precisam de entender que as nossas crianças estão a alvejar-se a elas próprias e que a tecnologia é a arma usada”, indicou Aftab, citado pelo Cincinnati.com. “Nenhuma escola sabe o que fazer. Muitas pensam que o problema não é delas. Querem fechar os olhos e pôr os dedos nos ouvidos, dizendo que isso é um problema a resolver em casa”.

O problema é que o truque do sexting é precisamente a sua dissimulação. Um jovem pode estar a jantar à mesa de família e a mandar mensagens eróticas e pornográficas a quem queira, sem que os pais sequer suspeitem que, entre uma garfada de batata e outra de arroz, os filhos estão a escrever mensagens libidinosas nas suas próprias barbas. E mesmo que apanhem os telemóveis e lhes leiam as mensagens, nem sempre é fácil decifrar acrónimos como “IMEZRU” (“I’m easy, are you?”/”Eu sou fácil, e tu?”)

Em todo este fenómeno, os pais têm um papel fundamental. Falar abertamente sobre o problema é meio caminho andando para a prevenção, deixando bem claro que a partir do momento em que o adolescente carrega em “enviar”, o mal fica feito, passando a estar à mercê daquilo que a outra pessoa pretende fazer com a sua mensagem.

“É muito importante que os pais se sentem e conversem com os seus adolescentes e os ajudem a desenvolver as suas aptidões emocionais e de intimidade”, indicou à CBS a terapeuta sexual Joyce Joseph.

in Público

“Hormonas adolescentes e novas tecnologias. Estão reunidos os ingredientes básicos para uma receita de problemas.”

Acho que está tudo dito! :?

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Militar suspenso por piscar o olho a Barack Obama

4 02 2009

Veterano foi suspenso durante seis meses por não ter ficado indiferente ao novo presidente dos Estados Unidos.

O major John Coleman, militar veterano (17 anos de serviço) e percussionista da parada militar de Cleveland, foi suspenso durante seis meses por ter piscado o olho ao novo presidente Barack Obama durante a parada da tomada de posse.

Segundo notícia do jornal Guardian, Coleman já se defendeu: “Estava a olhar para ele e estabeleci contacto visual por acaso. Ele é o presidente – não podia simplesmente ignorá-lo”. O veterano disse a uma publicação local de Cleveland que só acenou e abanou a cabeça e que aquilo que câmaras de televisão apanharam e foi interpretado como um piscar o olho era na realidade um pestanejar (com os dois olhos).

Um superior de Coleman, por seu lado, disse: “Fartámo-nos de insistir com todos os elementos da banda que isto era uma parada militar e que o protocolo e devido decoro tinham de ser seguidos a cada minuto. Infelizmente, o John decidiu ignorar isso”.

Apesar de ter sido “apenas” suspenso, Coleman, anunciou que vai abandonar a banda “Há alguns elementos da banda que não me quereriam de volta. Penso que é no melhor interesse da banda eu sair”.

in Blitz

Para um país que tanto apregoa a liberdade… :shock:

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Namoradas de Wall Street lamentam-se em blogue

2 02 2009

Duas namoradas de banqueiros de Wall Street, que sofreram com a crise e consequente recessão económica, resolveram criar um blogue onde se lamentam da vida que perderam quando as suas contas bancárias começaram a ficar mais pequenas.

O blogue «Dating A Banker Anonymous» está já a provocar alguma discussão nos EUA, sobretudo junto da comunidade femininista e de alguns analistas que consideram que a iniciativa é falsa e apenas servirá para promover um possível programa de televisão ou um livro.

Neste blogue as autoras pedem a todas as amantes e esposas de banqueiros para se revelarem, pois defendem que esta página «existe para a apoiar nestes tempos difíceis».

Para as promotoras do blogue este «é um lugar seguro onde as mulheres se podem reunir – livres do olhar das femininistas – e partilhar as suas histórias tristes de como a crise afectou as suas relações».

No blogue as amantes dos banqueiros contam como passaram a gastar menos em roupa ou tiveram de despedir os seus personal trainers por causa da crise.

Num dos casos uma das mulheres prejudicadas pela crise refere que «toda esta desordem provocou um adiamento do início das minhas sessões de Botox em pelo menos duas semanas».

Os comentários no blogue espelham alguma surpresa e apoio, mas há já quem tenha reagido afirmando que esta será uma manobra publicitária para tentar levar à criação de um programa de televisão ou ao lançamento de um livro.

A autora de outro blogue norte-americano citada pela Reuters considera que o objectivo é apenas criar algo como «um reality show tipo confissões de uma viciada em compras».

in SOL

Até pode não passar de um simples golpe publicitário, mas que há muita “namorada” (e alguns “namorados”!) que viram a sua vida tornar-se um pouco mais… triste, disso não há dúvida!

Pode ser que ajude a pensar nas suas ricas vidinhas8)


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O rapaz que escreve os discursos de Obama

22 01 2009

É o próprio Barack Obama quem o diz: Jon Favreau é o seu “mind reader“. Aos 27 anos (e não parece um ano mais velho que isso), com muito café e muitas latas de Red Bull, Favreau não sabe apenas ler os pensamentos de Obama. Sabe também passá-los para o papel, estruturá-los, para que Obama os devolva às multidões, em frases electrizantes. O discurso inaugural pertence-lhe também. Passou semanas e semanas a trabalhar nele. Hoje, tornou-se no mais jovem “speechwriter” presidencial de sempre.

A “Newsweek” escrevia há meses que Jon Favreau tem o pior e o melhor trabalho na história dos redactores de discursos. O pior, porque o seu patrão é alguém que, na verdade, não precisaria da sua ajuda, já que escreveu sozinho não apenas dois “best-sellers” “Dreams from My Father” (“A Minha Herança”, Casa das Letras) e “The Audacity of Hope” (“Audácia da Esperança”, Casa das Letras), como o discurso que o catapultou para a fama nacional, em 2004, na Convenção Nacional Democrata. “Ao mesmo tempo, o mesmo patrão é capaz de discursar de uma forma que faz o seu auditório ficar arrepiado.” E não deve haver muito melhor do que isto para quem ganha a vida a escrever para os outros.

Favreau tinha apenas 23 anos, acabado de se formar no College of the Holy Cross em Worcester (Massachusetts). Conta o “New York Times” que Obama estava a ensaiar o discurso da Convenção, nos bastidores, quando Favreau, que fazia parte da equipa do candidato democrata às presidenciais, John Kerry, o interrompeu: havia um problema de ritmo no discurso. “Ele olhou para mim, um bocado confuso, tipo: ‘Quem é este puto?’”, conta Favreau.

O “puto” era já speechwriter de Kerry, por puro acaso. Estava à hora certa no local certo, no momento em que a campanha do democrata estava prestes a implodir. Já havia pouca gente no escritório para além do rapaz que reunia os registos audio das notícias sobre a corrida presidencial quando Kerry precisou de ajuda para os seus discursos. “Eles não podiam dar-se ao luxo de contratar um”, recorda agora o redactor de Obama. “Por isso tornei-me vice-speechwriter, apesar de não ter experiência nenhuma.”

A derrota de Kerry em 2004 acabou com os projectos políticos de Favreau. “O meu idealismo e entusiasmo pela política estavam arrumados. Estava grato pela experiência que recebi, mas foi uma experiência tão difícil que, juntamente com a derrota, me fez sentir que estava acabado”, contou à “Newsweek”. Mas não por muito tempo. “Foi preciso o Barack para recuperar isso”.

O encontro com Barack Obama veio pouco depois, quando o seu director de comunicação, Robert Gibbs, o abordou: “Estamos à procura de um speechwriter”, disse-lhe. “Porquê?”, perguntou Favreau. “Se o dia tivesse 48 horas não necessitaríamos de um. Mas ele precisa de trabalhar com alguém.”

E foi no primeiro dia de trabalho de Obama como senador (representando o estado de Illionois) que os dois se encontraram para a entrevista, numa cafetaria no Capitol Hill. Favreau estava então desempregado e “falido, a tirar partido de todas as promoções das happy-hours que encontrava em Washington”. Nesse encontro, o senador pôs de lado o seu currículo para lhe perguntar: “O que te fez entrar para a política? O que te interessou?”. Projectos sociais, defesa dos direitos legais dos pensionistas… “E qual a tua teoria para a redacção de discursos?”, perguntou Obama. “Não tenho nenhuma. Mas quando o vi na Convenção, o senhor contou basicamente a história da sua vida do princípio ao fim, e era uma história que se enquadrava na grande narrativa americana. As pessoas aplaudiram não por ter escrito para um aplauso, mas porque tocou em alguma coisa no partido e no país que nunca tinha sido tocada antes. Os democratas não tinham isso há muito tempo”. Obama estava conquistado.

Houve muito trabalho depois disso. Favs, como é conhecido entre os amigos, decorou o discurso de 2004 palavra por palavra, andou sempre com os livros de Obama debaixo do braço, em particular a autobiografia “Dreams from My Father”. E o dono da voz confundiu-se com a voz do dono.

Quando Obama venceu a nomeação democrata contra Hillary Clinton (que atacara os dons de oratória do rival: “As campanhas fazem-se com poesia, mas a governação é com prosa”), os dois levaram meia hora para chegar à frase que abriria o discurso de vitória: “Diziam que este dia nunca chegaria”.

Favreau estava sempre com Obama, tornou-se mesmo num dos poucos da equipa a consegui-lo. Deitava-se às três da manhã, levantava-se às cinco. Ia para os Starbucks encher-se de cafeína para aguentar o sono enquanto dacitlografava no seu computador. Desde que Obama ganhou as presidenciais, a 4 de Novembro, que o ritmo ficou ainda mais frenético, para preparar o discurso inaugural.

“O que faço é sentar-me com ele durante meia hora. Escrevo tudo o que ele diz. Refaço, escrevo. Ele escreve, refaz. É assim que o produto fica acabado.”

Não se pense que tudo o que ouvimos de Obama veio de Favreau. “Quando trabalhamos com o senador Obama, o principal actor do discurso é ele”, diz David Axelrod, o estratega da campanha de Obama, ao ‘New York Times’. “Ele é o melhor speechwriter do grupo e sabe o que quer dizer e geralmente di-lo melhor do que qualquer pessoa diria”.

in Público

Discurso de vitória de Obama na nomeação democrata:

-“Diziam que este dia nunca chegaria”


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‘What I Want for You — and Every Child’

20 01 2009

By President-elect Barack Obama

Queridas Malia e Sasha,

Sei que se divertiram muito nestes dois anos de campanha, com os piqueniques, os desfiles e as feiras, comendo todo o tipo de comida menos saudável que nem eu nem a vossa mãe vos teríamos deixado comer. Mas também sai que não foi fácil, nem para vocês nem par a mamã, e que apesar de vocês estarem muito entusiasmadas com o vosso novo cachorrinho, ele não compensará todo o tempo que estivemos separados. Sei que perdi muito nos dois últimos anos e hoje quero explicar-vos porque decidi embarcar a nossa família nesta aventura.

Obama FamilyQuando eu era mais novo, pensava que a minha vida dependeria essencialmente de mim e da forma como eu enfrentaria o mundo, teria sucesso e conseguiria tudo o que queria. Mas vocês chegaram à minha vida, com toda a vossa curiosidade, magia e sorrisos que me preenchem o coração e alegram a minha vida, e de repente todos os planos que tinha para mim tornaram-se insignificantes. Descobri que os melhores momentos da minha vida são aqueles em que vocês estão felizes. Também percebi que a minha vida só faria sentido se vocês fossem duas pessoas felizes e realizadas. Em suma, meninas, foi esse o motivo que me levou a querer ser presidente, porque é isso que eu quero para vocês e para todas as crianças deste país.

Quero que todas as crianças frequentem escolas que descubram o seu potencial, que estudar seja para eles um objectivo e que lhes dê a capacidade de perceber melhor o mundo que as rodeia. Quero que essas crianças tenham a oportunidade de frequentar a universidade, mesmo que os seus pais não tenham recursos económicos. E quero que tenham bons trabalhos, que lhes permitam ganhar dinheiro e usufruir de alguns benefícios, como cuidados médicos e tempo suficiente para as suas famílias, bem como a possibilidade de reformar-se com dignidade.

Quero que se descubram cada vez mais coisas, para que vocês tenham acesso a tecnologias cada vez mais avançadas e que façam deste mundo um lugar mais limpo e seguro. E quero que no futuro nos esqueçamos das fronteiras que nos impedem de ver o melhor de cada um, para que vejamos mais longe do que a divisão das pessoas por raça, nacionalidade, género ou religião.

Por vezes, temos de enviar os nosso jovens, homens e mulheres, para ambientes de guerra e outras situações perigosas para proteger o nosso país, mas quando o fazemos, quero que seja pelas melhores razões e que tentemos resolver os nossos diferendos sempre de forma pacífica. Também que todas as crianças percebam que os soldados americanos não lutam em vão e que do grande privilégio de ser cidadão deste país também advêm grandes responsabilidades.

Estes sempre foram os princípios que a vossa avó me ensinou quando eu tinha a vossa idade, lendo-me textos da Declaração de Independência e falando de homens e mulheres que lutavam pela igualdade, porque acreditavam nesses valores. Ela ajudou-me a perceber que a América é um país grande, não por ser perfeita, mas poder sempre melhorar, e que todos temos essa responsabilidade. É uma tarefa que passamos aos nossos filhos.

Espero que vocês entendam essa responsabilidade, corrigindo os erros que vêem e trabalhando para dar a outros as oportunidades que vocês já tiveram. Não só por terem a obrigação de retribuir ao país tudo o que deram à vossa família, mas também porque é um dever que têm para convosco próprias. Além disso, só descobrirão o vosso verdadeiro potencial quando tentarem fazer algo mais exigente.

São todas estas coisas que quero para vocês: que cresçam num mundo melhor, que não imponha limites aos vossos sonhos e objectivos e que se tornem em mulheres comprometidas em construir um mundo melhor. E quero ainda que todas as crianças tenham a sorte de aprender, sonhar e crescer, tal como vocês tiveram. Foi por tudo isto que decidi entrar nesta aventura.

Orgulho-me muito de vocês e gosto mais de vocês do que podem imaginar. Agradeço todos os dias a vossa paciência, gentileza e sentido de humor, nesta fase em que nos estamos a preparar para começar uma nova vida juntos na Casa Branca.

Amor, Papá

Obama escreveu esta carta às filhas Malia e Sasha, publicada pela revista Parade, sobre “a grande aventura” que viverão juntos e as razões que o levaram a concorrer à Casa Branca. Leia a carta na versão original.

Aqui está um “discurso” que poderia fazer parte do que será proferido hoje na tomada de posse como 44.º Presidente dos EUA.

O mundo espera muito deste novo presidente. Não fará milagres, mas depois de George W. Bush, só pode melhorar. Disso não há dúvida! 8)


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Queres ser ‘Special Agent’?

6 01 2009

Enquanto as empresas se debatem com despedimentos e aumenta o desemprego um pouco por todo o mundo, nos Estados Unidos o FBI tem em curso uma das maiores campanhas de contratações de sempre.

Estão abertas 850 vagas para agentes especiais e mais de 2100 para outras tarefas dentro da maior agência de segurança norte-americana.

É «uma das maiores operações de contratação em 100 anos de história», diz o FBI.

Segundo a CNN, a oferta de postos de trabalho deve-se a uma onda de reformas dos funcionários mais antigos do Bureau.

É frequente o FBI anunciar vagas para cargos que requerem capacidades muito específicas na área da informática ou da comunicação. Mas o subdirector dos Recursos Humanos, John Raucci, explicou à CNN que as necessidades actuais são muito mais abrangentes.

«Estamos à procura de profissionais numa grande variedade de áreas que tenham o desejo de ajudar a proteger a nossa nação de terroristas, espiões e outros que nos queiram fazer mal».

O FBI, que tem como principal missão defender os Estados Unidos de qualquer agressão interna ou externa, tem, nesta altura, ao seu serviço, mais de 12.800 agentes e 18.400 outros empregados.

Desde os ataques de 11 de Setembro de 2001, o Federal Bureau tem sido criticado por falta de eficácia nos seus serviços. Essa é a principal razão para agora querer alargar o seu staff.

A lista de empregos inclui posições nos departamentos de finanças, segurança, inteligência, análises, treino e educação, enfermaria, psicologia, engenharia eléctrica, ciência social e mecânica.

As inscrições podem ser feitas no site www.fbijobs.gov.

Fonte: Lusa

Não me admirava muito que começassem a receber “toneladas” de candidaturas! Com o patriotismo que a maior parte dos americanos demonstra… Aqui está uma oportunidade de carreira! E até parece que pagam bem!

Será fácil preencher os “quadros”, se não começarem por um teste de cultura geral! Senão a selecção será bem mais célere, já que a grande maioria dos conterrâneos do Tio Sam, são conhecidos pelos seus parcos conhecimentos sobre o mundo que os rodeia! :mrgreen:

Ler também Anúncio para recrutar agentes secretos


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Lista dos mais procurados por…

12 12 2008

…crimes contra o ambiente!

A Agência norte-americana para a Protecção do Ambiente anda à procura de 23 homens que alegadamente cometeram crimes graves contra o ambiente e decidiu criar a sua lista dos mais procurados.

Mudam-se os tempos, mudam-se… as listas dos mais procurados. Pelo menos nos Estados Unidos. Nos idos da corrida ao Oeste, em meados do século passado, os perigosos pistoleiros de barba rija e cigarro ao canto da boca tinham honras de cartaz com foto a condizer. Mas por estes dias o Governo norte-americano sentiu a necessidade de criar um novo tipo de lista dos mais procurados: a dos alegados autores de crimes contra o ambiente.

Fazem parte deste rol todos aqueles que atentaram de alguma forma contra a camada do ozono, despejaram grandes quantidades de lixo nos oceanos e rios ou comercializaram veículos super poluentes.

Bem ao estilo da lista dos mais procurados pelo FBI mas com a atenção agora voltada para todos aqueles que atentam contra a natureza, a lista da Agência para a Protecção do Ambiente (EPA) já inclui 23 fugitivos, indicando para cada um os crimes de que são acusados. Sinal dos tempos, toda esta informação está ‘online’ como convém (ver link no final deste artigo).

Pete Rosenberg, um dos responsáveis pela Divisão Criminal desta agência, não tem dúvidas de que “estas pessoas deveriam ser levadas a tribunal”, podendo ser condenadas a longas penas de prisão ou mesmo a multas de centenas de milhares de dólares.

Entre os mais procurados pela EPA está John Karayannides, que alegadamente ajudou a orquestrar a operação de despejo de 487 toneladas de trigo estragado com gasóleo nos mares do Sul da China, em 1998. Foi avistado pela última vez na capital grega, Atenas.

Constam ainda da lista Carlos e Allesandro Giordano, alegados proprietários da Autodelta USA, uma empresa que importou e vendeu veículos da marca Alfa Romeo, que não cumpriam os níveis de emissão de gases de escape estabelecidos pelas autoridades norte-americanas. Chegaram a ser presos em 2003, mas actualmente pensa-se que estão algures em Itália.

Mudam-se os tempos, surgem novas listas, mas pelo menos uma coisa permanece inalterável. As fotos dos mais procurados continuam a ser medonhas.

Consulte aqui a lista dos mais procurados pela Agência para a Protecção do Ambiente

in Expresso

Na minha opinião, acho que faltam nesta lista grande parte dos governantes que nas últimas décadas foram passando pelo poder, principalmente dos países mais industrializados! :?


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Bin Laden reformou-se?

14 11 2008

O líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, está profundamente isolado e tem destinado “grande parte das suas energias para cuidar da própria sobrevivência”, afirmou esta quinta-feira o director da Agência Central de Inteligência (CIA), Michael Hayden.

“Está dedicando grande parte das suas energias para cuidar da própria sobrevivência; muita energia com a própria segurança. De facto, parece que está profundamente isolado das operações diárias da organização que dirige nominalmente”, a Al-Qaeda, destacou Hayden.

Bin Laden, que tem sido procurado incansavelmente e cuja cabeça vale 50 milhões de dólares, oferecidos pelos Estados Unidos, reivindicou a responsabilidade pelos atentados de 11 de Setembro de 2001, que deixaram cerca de 3 mil mortos em Nova Iorque e Washington.

“Posso garantir, apesar das especulações da imprensa que indicam o contrário, que a busca de Bin Laden está no topo da lista das prioridades da CIA”, afirmou Hayden num discurso em Washington sobre a ameaça que a Al-Qaeda representa.

Destacou ainda “o grande desafio que é vigiar cada quilómetro quadrado desta região perigosa e inóspita”, em referência à fronteira entre Afeganistão e Paquistão, onde a Al-Qaeda se reagrupou.

Hayden destacou que a Al-Qaeda “sofreu sérios reveses, mas segue activa e é um inimigo que se adapta como nenhum outro que a nossa Nação já enfrentou”.

in AFP

O senhor Hayden deve saber bem do que fala… :?

Afinal foi a sua CIA que “criou” Bin Laden, e treinou e financiou a mujaheddin afegã! :shock:


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Falsa edição do “New York Times” anuncia fim da guerra no Iraque

13 11 2008

Manifestantes do grupo “Yes Man” distribuíram cerca de 1,5 milhão de exemplares do jornal nas estações de metro de Nova York e Los Angeles.

Quem passou pelas entradas do metro de Manhattan, em Nova Iorque, nesta quarta-feira (12), deve ter notado a distribuição de exemplares do “The New York Times”. No entanto, deve ter estranhado, ainda mais que a gratuidade do jornal, a sua manchete: “Acabou a Guerra do Iraque”. Ao folhear, ficava notório que matérias como “Tesouro anuncia um plano de impostos sensato”, “Acto Patriótico é revogado” e “George W. Bush é julgado por crimes de guerra” só podiam ser fruto de uma brincadeira.

Os autores do jornal falso são membros do grupo activista de “piadas progressistas” Yes Man. A travessura colocou nas ruas de Nova Iorque e Los Angeles cerca de 1,5 milhão de cópias falsas do diário em circulação – quase o mesmo número de exemplares do verdadeiro “The New York Times”.

Os activistas do grupo alimentam dois sites: theyesmen.org (portal oficial) e becausewewantit.org (porque nós queremos, em português). O último mostra apenas um texto curto, reproduzido por um blog que ajudou a divulgar o movimento, em que diz: “Um site seria infinitamente mais fácil. Mas criar um jornal impresso e distribui-lo nas estações de metro? Isso exige bastante esforço”.

A publicação data de 4 de Julho (data em que se comemora a Independência dos EUA) de 2009 e trocou o slogan “All The News That’s Fit To Print” (todas as notícias que cabem numa publicação, em tradução livre) para “All The News We Hope to Print” (todas as notícias que esperamos publicar). De acordo com a agência de notícias EFE, um porta-voz do “NY Times” disse que a origem está sendo investigada.

A edição internacional da publicação também anuncia o fecho da prisão de Guantánamo, em Cuba, e de outras instalações secretas da CIA, assim como um pedido de desculpas da “ex-secretária de Estado” Condoleezza Rice, por defender que Saddam Hussein tinha armas de destruição maciça sabendo que era mentira.

A secção sobre notícias dos Estados Unidos escreve os “avanços” conseguidos nos oito meses de Barack Obama como novo presidente. Já a de economia mostra a criação de uma lei segundo a qual o preço dos produtos deverá reflectir seu verdadeiro custo, além do fecho da faculdade de administração da Universidade de Harvard.

in Abril.com

Pra quando um jornal com notícias destas, mas verdadeiras?! :?

É melhor esperar sentado… :|


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Estados Unidos perdem bomba nuclear

12 11 2008

Os Estados Unidos perderam uma bomba nuclear debaixo do gelo no norte da Gronelândia, na sequência da queda de um dos seus bombardeiros há 40 anos, revelou esta terça-feira a BBC.

De acordo com documentos desclassificados, os norte-americanos nunca conseguiram localizar a bomba, apesar das buscas efectuadas perto da base aérea de Thulé, onde se despenhou em 1968 um bombardeiro estratégico B-52 com quatro bombas nucleares a bordo.

Thulé, construída em plena guerra-fria nos inícios da década de 1950, é a base mais setentrional da Força Aérea norte-americana, considerada de grande importância estratégica e elemento-chave da cadeia de radares do NORAD (sistema de vigilância do espaço aéreo dos Estados Unidos).

A 21 de Janeiro de 1968, um B-52 despenhou-se no gelo a alguns quilómetros de Thulé e as equipas de investigação conseguiram apenas recuperar três das quatro bombas nucleares que seguiam a bordo da aeronave.

Em Abril do mesmo ano, buscas submarinas realizadas para localizar a quarta bomba não tiveram qualquer sucesso.

Segundo a BBC, responsáveis norte-americanos estimam que a radioactividade deve ter-se dissolvido na imensa massa de água da região, impedindo qualquer perigo de contaminação.

A presença de armas nucleares na Gronelândia, território autónomo sob administração da Dinamarca, foi guardada secretamente, assim como a natureza das buscas efectuadas para localizar a bomba.

in TSF

As declarações dos responsáveis norte-americanos deixam-me muito mais descansado! :shock:

Qual será o efeito de uma explosão nuclear num dos pólos? Parece-me que a Terra não continuará propriamente a mesma… :oops:


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And the winner is…

5 11 2008

“Yes, he can”. Os Estados Unidos vivem hoje um dia histórico ao elegerem o primeiro presidente afro-americano. Barack Obama confirmou o favoritismo e venceu as eleições presidenciais, tornando-se no 44º presidente dos Estados Unidos.

Barack Obama foi hoje eleito o 44.º Presidente dos Estados Unidos da América, quando os relógios marcavam 04h00 em Portugal, de acordo com as projecções avançadas pelas televisões americanas.

O senador do Illinois torna-se assim o primeiro Presidente afro-americano dos Estados Unidos depois de uma vitória histórica contra o seu rival republicano John McCain, de 72 anos.

Obama conseguiu resistir a umas renhidas primárias frente à candidata Hillary Clinton e acabou por se transformar num fenómeno de popularidade nos EUA e em todo o mundo.

Barack Hussein Obama, de 47 anos, prestará juramento no dia 20 de Janeiro de 2009.

O próximo Presidente terá que lidar no imediato com uma série de questões urgentes com que se debate a Administração americana, incluindo a crise económica, o fim da guerra no Iraque e a reestruturação do sistema de saúde nos EUA.

No campo da Política Externa, Barack Obama terá igualmente que enfrentar uma série de “dossiers quentes” como o da desnuclearização do Irão, o conflito israelo-árabe e a constante atitude de desafio da Coreia do Norte.

Quando foi anunciada a vitória do senador democrata, cerca de um milhão de pessoas reunidas no Parque Grant, em Chicago, gritou em uníssono o nome de Barack Obama e o “slogan” eleitoral “Yes, we can”.

in Público


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Quem vai ‘mudar’ o Mundo?

4 11 2008

Cai hoje o pano sobre uma campanha eleitoral sem precedentes na política americana e que será recordada como uma das mais emocionantes de sempre: esta noite, será feita história se Barack Obama for o primeiro afro-americano eleito Presidente ou se Sarah Palin entrar na Casa Branca.

“Disseram que este dia nunca chegaria. Disseram que ambicionávamos de mais, que queríamos chegar demasiado longe”, dissera Obama, a uma multidão entusiasta, depois da vitória nos caucus do Iowa, em Janeiro. A campanha tinha começado e o senador do Illinois era tudo menos o favorito nas primárias democratas – hoje, poderá ser consagrado Presidente.

Esse é o sentido da totalidade das sondagens, que na véspera da eleição atribuíam o favoritismo ao democrata. Os dez inquéritos que diariamente medem a intenção de voto da população apontavam diferentes intervalos a separar Barack Obama de John McCain, mas uma média de todos os resultados colocava a diferença nuns confortáveis sete pontos.

Obama também é favorito à vitória em meia dúzia de estados que votaram republicano nas últimas eleições e cujos resultados somados podem atirar a sua votação no colégio eleitoral para cima dos 300 – de acordo com a projecção de ontem do site agregador de sondagens Pollster.com, o democrata contava já com 311 votos, muito acima dos 270 necessários para selar a eleição.

O percurso do senador do Illinois nestes meses foi épico e impressionante. Virtualmente desconhecido na cena nacional há um ano, afligido pelos fantasmas da raça, do nome com sonoridade islâmica ou da falta de experiência, Obama conduziu uma campanha quase sem erros. A sua candidatura resistiu a todas as pressões, mantendo uma organização perfeita e uma consistência de mensagem que contrastou com os percursos erráticos de Hillary Clinton e de John McCain.

Para além da vitória

Uma vitória de Obama poderá ter repercussões substanciais. Os analistas falam numa nova dinâmica e num novo alinhamento, antecipando um ajustamento ideológico do país. “Estamos a falar do redesenho do mapa político, com as regiões azuis e vermelhas a mesclarem-se em grandes manchas púrpuras”, notava o The New York Times.

Esse resultado deixará o Partido Republicano à beira da implosão. Teria sido difícil ao campo conservador arranjar um nomeado melhor do que o John McCain – e na verdade o velho “rebelde” fez uma campanha formidável, tendo em conta que correu num ambiente muito adverso.

“Nós gostamos de contar a história de uma eleição através dos candidatos e das suas sucessivas peripécias, mas desta vez há forças muito mais vastas em acção”, observa Thomas Patterson, professor da John F. Kennedy School of Government da Universidade de Harvard.

Para o especialista, uma série de outras questões levantadas no curso da campanha continuarão sem resposta após as televisões anunciarem o nome do próximo Presidente.

“Será que esta eleição foi o fim da chamada ‘Revolução Reagan’? Está a América preparada para ultrapassar as suas divisões raciais? Poderá uma nova geração de eleitores assumir-se como a nova força da política americana? Até que ponto os eleitores estão preocupados em projectar uma nova imagem do país no mundo? O que é que significa, hoje, ser conservador?”, para enumerar algumas.

A América de hoje não é a mesma que elegeu George W. Bush. Nem sequer é a mesma do início da campanha. Nessa altura, era a Guerra do Iraque, a imigração ilegal que preocupava os eleitores; agora, a economia domina tudo.

Grandes temas

Foi uma muito longa campanha, que funcionou como um veículo para a América abordar grandes temas – o racismo, o sexismo, o patriotismo, a religião e mesmo o socialismo -, discutidos de uma forma como os americanos não estavam habituados (e os americanos não estavam habituados a tanta discussão: os concorrentes democratas fizeram 26 debates televisivos e os republicanos 21).

“Não sei se esta corrida vai ser julgada pelas barreiras que foram tombadas, pelos paradigmas que foram desfeitos, pelas paixões que despertou ou simplesmente pela expressão avassaladora dos números: os 85 por cento de americanos que acreditam que o país não está na direcção certa ou os 700 milhões de dólares que Barack Obama conseguiu recolher para a sua campanha”, escrevia Frank Bruni no The New York Times.

Esta também foi uma eleição que pôs em causa a cultura e as gerações. Os que vivem dependentes do blackberry e dos shots de café expresso, e os que estão “agarrados às armas e à religião”, como descreveu Barack Obama numa tirada controversa. As “Wal-Mart moms” e as “hockey moms” personificadas pela governadora do Alasca Sarah Palin. Mas talvez o facto mais significativo desta campanha tenha sido a ressurreição da política enquanto actividade nobre, provando que o divórcio dos eleitores não é inevitável.

Com um presidente cessante francamente impopular, com a opinião pública esmagadoramente a considerar que o país avança na direcção errada, há um sentido de urgência nesta eleição que não encontra paralelo na história recente.

Os Estados Unidos estão envolvidos em duas guerras e num combate global ao terrorismo; vivem sob a ameaça de uma recessão económica; nunca tiveram uma imagem tão desgastada no resto do mundo e nunca viram o seu poderio militar, tecnológico e intelectual tão ameaçado.

E, ainda assim, a campanha eleitoral foi sobre a esperança, o optimismo e a promessa de um país melhor. Parafraseando o romancista britânico Charles Dickens, “são os melhores dos tempos, os piores dos tempos” – e hoje, na América, vivem-se os dois.

in Público

E o mundo aguarda… :-|


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Sarah Palin enganada por «Sarkozy»

3 11 2008

A candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, caiu numa brincadeira de um comediante do Canadá – Sebastien Trudel – que se fez passar pelo presidente francês, Nicholas Sarkozy.

A conversa, que durou seis minutos, foi transmitida durante um programa de rádio, em Montreal, da autoria de Marc Antoine Audette. Sarah Palin agradeceu ao presidente francês ter-lhe telefonado e, a dada altura, afirmou que ela «e John McCain amavam Sarkozy».

Ouça a chamada falsa

A candidata abordou vários temas com o falso Sarkozy. Falaram sobre as eleições americanas, Carla Bruni e, ainda, quando poderiam ir à caça juntos. Durante a pequena conversa o comediante disse a Palin que a via como presidente dos Estados Unidos, ao que esta respondeu: «Quem sabe daqui a oito anos».

Segundo um porta-voz de Sarah Palin, a candidata republicana achou a brincadeira «muito divertida». O programa de Marc Antoine Audette, que conta com a colaboração do comediante Sebastien Trudel, pertence à rádio CKOI Montreal e chama-se «Vingadores mascarados». A dupla de «artistas» já pregou partidas a outros nomes sonantes: o próprio Nicholas Sarkozy, o ex-presidente francês Jacques Chirac ou, ainda, estrela do pop Britney Spears.

in IOL Diário

Há gente… estúpida!!! :shock:

Só de pensar que a dupla McCain/Palin pode governar os EUA (e o mundo!)… :x

Preferia, sei lá… os Simpsons na Casa Branca!! :mrgreen:

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Barack Obama: o alvo nº 1?

28 10 2008

As autoridades norte-americanas detiveram dois jovens que planeavam um massacre racista. A ideia era matar mais de 100 negros e depois tentar assassinar o candidato democrata às eleições da próxima semana.

De acordo com os autos, os jovens, que tencionavam matar 102 negros, tinham por objectivo último tentar «assassinar o candidato presidencial Barack Obama», que poderá ser o primeiro negro a dirigir os Estados Unidos, caso seja eleito a 4 de Novembro.

Já ameaçado, o candidato beneficia desde que começou a campanha, início de 2007, da protecção dos serviços secretos da USSS, a agência federal encarregue da segurança do presidente dos Estados Unidos e das altas personalidades.

Daniel Cowart, de 20 anos, e Paul Schlesselman, de 18, originários do Tennessee e do Arkansas, foram detidos em Alamo (Tennessee) na quarta-feira por «ameaças contra um candidato à presidência», «posse ilegal de arma de fogo» e «conspiração para roubo de arma», segundo o Departamento da Justiça norte-americano.

Os dois suspeitos contavam assaltar um armeiro, e depois matar a tiro 88 negros e decapitar outros 14, «visando, nomeadamente, uma escola maioritariamente afro-americana», segundo o agente Brian Weaks, do Gabinete federal norte-americano do Álcool, tabaco e armas de fogo (ATF), que conduziu o inquérito e cujas declarações constam dos autos.

O número 14 alude às 14 palavras do slogan racista: «Temos de proteger a sobrevivência da nossa raça e o futuro das crianças brancas». O número 88 significa «HH», oitava letra do alfabeto e quer dizer «Heil Hitler», a saudação hitleriana.

«Eles disseram também que a sua última acção de violência seria tentar matar o candidato presidencial Barack Obama», testemunha o agente.

Segundo os autos, «ao acusados asseguraram que estavam prontos a morrer durante esta tentativa de asssassínio». Os dois jovens previam lançar a sua viatura contra Barack Obama e disparar contra ele da janela do carro. Contavam os dois usar para a ocasião um smoking branco e uma cartola.

Momentos antes de serem detidos, tinham comprado uma corda de nylon e passa-montanhas e estavam na posse de várias armas de fogo, entre as quais um espingarda de canos serrados.

Vão ser presentes quinta-feira a um tribunal federal de Mênfis (Tennessee).

A equipa de campanha de Obama recusou comentar estas informações.

Os Estados Unidos continuam traumatizados com os atentados de Setembro de 2001 e o país não esqueceu os assassínios dos irmãos John e Robert Kennedy e de Martin Luther King.

O medo de um atentado contra Obama continua bem viva entre os partidários do candidato.

No final de Agosto, três homens, um dos quais armado e outro conhecido por ser um simpatizante pró-nazi, foram detidos em Denver (Colorado, ocidente) durante a Convenção democrata onde o senador foi oficialmente designado candidato.

No início do mesmo mês, agentes dos serviços secretos detiveram em Miami (Florida, Sudeste) um homem que ameaçara matar o candidato negro.

Armas de fogo, munições e armas brancas foram apreendidas na casa e na viatura deste indivíduo.

«Se este negro for eleito, eu próprio o assassinarei», declarara publicamente segundo os documentos da polícia.

in Visão

Nunca um presidente americano (caso seja eleito) esteve tão ameaçado de não terminar o seu mandato como Barack Obama!

É triste que assim seja! Que ódios racistas possam travar uma mudança que se apresenta urgente num país (e num mundo!) que tem sido governado, nos últimos tempos, pela incompetência… :?


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Gozar com os pobres

9 10 2008

Executivos da seguradora AIG tiraram férias numa exclusiva praia da Califórnia alguns dias após a companhia receber o empréstimo de 85 mil milhões de dólares do governo americano, revelaram legisladores na terça-feira. (Ver vídeo da notícia)

“Menos de uma semana após os contribuintes socorrerem a AIG, foi possível ver executivos da companhia bebendo vinho e jantando numa das mais exclusivas estâncias do país”, disse o congressista democrata Henry Waxman ao comitê de supervisão e reforma governamental da Câmara de Representantes.

O governo assumiu o controle de 79,9% da AIG após o Federal Reserve (Banco Central americano) aprovar um empréstimo de 85 mil milhões para a seguradora americana.

“Menos de uma semana depois, a AIG organizou uma folga de uma semana para seus executivos no St. Regis, em Monarch Beach, Califórnia”, destacou Waxman.

Os recibos revelam que a AIG pagou 440 mil dólares pela semana de férias, sendo 200 mil em habitações, 150 mil em comida e 23 mil em serviços de spa.

“O americano comum está sofrendo economicamente. Perde o seu trabalho, a sua casa e o seu seguro de saúde. Agora me pergunto se isto tem sentido”.

in AFP

Os governos (à custa dos contribuintes!) tentam a todo o custo salvar bancos, seguradoras, empresas, para que a economia mundial não de desmorone, e os principais responsáveis por toda esta crise continuam a gozar a vida como antes, ou se possível roubar” ainda mais!

Pelo menos, espero que as investigações anunciadas tenham algum efeito…

Duvido!! :?


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Chefes: bons ou maus exemplos?

8 10 2008

Chefes não são exemplos para 70% dos empregados dos Estados Unidos, e quase metade dos trabalhadores não respeita o seu chefe. Mais: apenas metade dos funcionários acredita que o seu chefe é competente.

Os dados são de uma pesquisa encomendada pela Randstad USA, braço da segunda maior empresa de recrutamento profissional do mundo, que aponta ainda que menos de 30% dos entrevistados vêem os seus chefes como motivadores, exemplos ou mentores.

O estudo concluiu ainda que a crescente crise financeira levou as empresas a investirem apenas em pontos prioritários das despesas com empregados. “O desenvolvimento ético e profissional dos funcionários deveria ser sempre uma prioridade para os patrões, especialmente numa crise financeira, quando os empregados sentem-se mais pressionados”, afirma Eric Buntin, director da Randstad.

A pesquisa, feita pela Internet com 2.337 pessoas, também mostrou que apenas 43% dos empregados consideram o chefe aberto a novas ideias, e 47% fazem horas extra para impressionar o seu superior e garantir o emprego, especialmente as mulheres.

A pesquisa foi realizada pela Harris Interactive.

in Administradores

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O vosso chefe encaixa nos números deste estudo?

Qual a vossa opinião sobre ele?

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11 Setembro: mentiras e conspirações?

11 09 2008

Críticas à administração Bush, numerologia e teorias mais ou menos estranhas.

Nem todos acreditam na versão oficial do 11 de Setembro. Sete anos depois, continuam a surgir dúvidas e muitas teorias da conspiração. Olhando para Oriente, fala-se em mentiras.

Num artigo publicado no jornal «Asian Times», o diplomata Muhammad Cohen fala nas «três grandes mentiras», numa análise profunda ao que sucedeu neste anos passados depois dos ataques. Lembra que«George W. Bush não tornou o mundo mais seguro».

Na sua opinião, o facto dos republicanos não terem admitido responsabilidades na prevenção dos ataques é um sinal de que «pouca coisa irá mudar». Apesar de relatórios secretos terem apontado para a possibilidade de o país ser atacado precisamente da forma como foi atacado, Condoleezza Rice menorizou as informações e ainda foi promovida a Secretária de Estado, tornando-se responsável pela segurança do país.

Para além disso, o 11 de Setembro acabaria por motivar uma invasão do Iraque, que até hoje é difícil de justificar e continua a custar muitas vidas. Já morreram mais americanos no Iraque desde a ocupação do que nas Torres Gémeas.

O erro fatal, porém, terá sido a desvalorização do papel da Al-Qaeda, dado que se tratava de uma organização terrorista com várias tentativas de aniquilar posições pertencentes aos Estados Unidos. Assim aconteceu em 1993, no primeiro ataque bombista às Torres Gémeas, mas também em 98, com os ataques às embaixadas no Quénia e Tanzânia, ou em 2000, quando o USS Cole foi atingido. Apesar de ter sido entregue um documento a Bush em Agosto de 2001 com o título «Bin Laden determinado a atacar nos Estados Unidos», nada foi feito para o evitar.

Conspirações em livro

«Os republicanos dizem que a América está mais segura depois da invasão do Iraque, o que é um erro tremendo», escreve Muhammad Cohen, lembrando que as razões apontadas por George W. Bush eram destruir as armas de destruição maciça e acabar com o apoio de Saddam Hussein ao terrorismo internacional. «Tudo isso é mentira», acrescenta, até porque a Al-Qaeda «continuou a atacar, como aconteceu em Londres e Madrid».

Muitas dúvidas subsistem sobre o que realmente aconteceu, mas há quem não se canse de dar respostas. É o que acontece com o responsável pelo site sobre o 11 de Setembro mais visitado na Internet (o September11News), que se prepara para lançar um livro com todas as informações sobre os atentados.

«Inside the Divine Pattern», escrito por Anthony Williams, explica, por exemplo, as ligações entre o 9/11 de Nova Iorque, o 3/11 de Madrid e o 7/7 de Londres, tentando fazer uma relação entre a numerologia e as acções da Al-Qaeda. O canadiano falou com cientistas e leu os filósofos da antiguidade, encontrando argumentos mais ou menos convincentes.

Anos de estudo levaram Williams a encontrar informações estranhas e desconcertantes, escondidas entre mistérios que atravessam séculos. Será o expoente máximo das inúmeras teorias da conspiração alimentadas ao longo dos anos, até porque o próprio Governo norte-americano decidiu arquivar os textos colocados no site da Biblioteca digital do Congresso.

Podiam ter morrido mais

Um último estudo aponta, entretanto, que poderiam ter morrido mais de 7500 pessoas só Torre Norte se o edifício estivesse cheio. Investigadores das universidades de Greenwich, Ulster e Liverpool falaram com 271 sobreviventes dos atentados para redigir um estudo de mais de 6.000 páginas, que serão armazenadas num banco de dados e consultáveis em todo o mundo para melhorar as medidas de segurança nos arranha-céus.

Os autores do trabalho basearam-se em simulações por computador para chegar à conclusão de que se as duas torres estivessem no máximo de sua capacidade (25.000 pessoas para cada uma) no dia dos ataques, 7.592 pessoas teriam morrido na Torre Norte.

Recorde-se que naquele dia 11 de Setembro de 2001, excluindo os 19 terroristas, morreram 2974 pessoas.

in IOL Diário

Se quiserem aprofundar o que se terá passado naquele dia, Loose Change – 2ª Edição (versão portuguesa) é um dos mais polémicos e impressionantes documentários sobre o 11 de Setembro. Apresenta muitas informações ocultadas pelos políticos da administração Bush e pela comunicação social, tais como vídeos transmitidos pelas cadeias de televisão nas primeiras horas após os atentados, fotos, evidências científicas e testemunhos dos sobreviventes e de peritos.

Ver também 911 in plane site – directors cut.

Depois, tirem as vossas conclusões e acreditem no que quiserem… :-|


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Mickey, Minnie e Branca de Neve presos!

19 08 2008

Mickey e Minnie Mouse, Branca de Neve, Sininho e Peter Pan, entre outras personagens da Disney foram detidos na passada quinta-feira (14), em Anaheim (Califórnia, EUA), durante protestos por melhores condições de trabalho.

O fato, segundo a agência de notícias Associated Press, deu um toque de realidade ao “lugar mais feliz do mundo”.

Ao todo, 32 pessoas foram detidas pela polícia e libertadas mais tarde, depois de prestarem depoimento.

Elas marcharam até aos portões do parque Disneylândia por causa de uma disputa iniciada em Fevereiro deste ano. Nesse mês expirou o contrato de 2,3 mil empregados de limpeza, cozinheiros e outros funcionários dos hotéis Paradise Pier, Grand Californian e Disneyland Hotel – todos do grupo Disney.

A empresa determinou novas regras para a renovação de contrato dessas pessoas. Com as mudanças, muitos funcionários ficariam, por exemplo, sem apoio médico e veriam os seus benefícios reduzidos. Lisa Haines, porta-voz da Disney, afirmou que o sindicato e a empresa estão a tentar negociar, mas ainda não chegaram a uma conclusão sobre o caso.

in G1

Nem as “figuras de ficção” tem uma vida fácil nos dias de hoje! :-|


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