€ 11.000 para passar três meses na cama

9 05 2008

O centro espacial Johnson, da NASA, está à procura de voluntários para passarem 90 dias na cama, escreve o jornal espanhol 20 Minutos. A agência espacial norte-americana está a realizar testes para avaliar o efeito da microgravidade no corpo humano.

O pagamento é de 17 mil dólares, cerca de 11.100 euros, para um trabalho que pode parecer fácil, mas ninguém garante que passar três meses na cama com a cabeça a um nível mais baixo que os pés seja algo confortável.

De acordo com a revista Wired, com este estudo a NASA está a tentar descobrir mais dados sobre os problemas que o corpo dos astronautas sofre quando passam grandes períodos de tempo no espaço.

O nosso organismo desenvolveu uma série de mecanismos concebidos para funcionar com uma certa força gravitacional, que desaparece no espaço. E quando isto acontece os músculos atrofiam e os ossos perdem densidade. Para voltar a ficar em forma, os astronautas podem demorar vários meses.

Para aqueles que estão interessados e enviar o currículo, fica a nota que é necessário ser-se cidadão dos Estados Unidos, ou residir no país, e passar um exame físico.

in IOL Diário

Que pena eu não morar nos States… Era homem para mandar o currículo! :-D


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Dave Grohl a presidente!

19 03 2008

Dave Grohl, o líder da banda rock norte-americana Foo Fighters e ex-baterista dos Nirvana, anunciou à revista HARP que vai concorrer à presidência dos Estados Unidos, sob o lema «família, música e churrascadas».

Ainda não se sabe se é mesmo um projecto político, ou um truque publicitário. Mas Dave Grohl, líder dos Foo Fighters e antigo baterista dos lendários Nirvana, anunciou à HARP que vai juntar-se a Obama, Hillary e McCain na corrida à Casa Branca.

Apesar de ter revelado que pensa ser Presidente desde os 20 anos, altura em que deixou de fumar erva, Dave Grohl afirma que foi a recente impopularide dos Estados Unidos da era Bush que o motivou a abraçar a política.

«Lembro-me de quando actuava por esse mundo fora e as pessoas perguntavam-me, ’como é que é Chicago? E Seattle? E Los Angeles?’. Aquelas pessoas sonhavam em ir para os Estados Unidos e viver nesse grande país. Agora é totalmente o oposto. A América tem uma imagem saloia que foi cultivada durante oito anos pelo nosso Presidente saloio», diz Grohl.

Para mudar a imagem do país, o rocker diz ter a receita: «família, música e churrascadas».

«O que a América precisa é de uma bela churrascada familiar, pelo menos uma vez por semana, incluindo no Inverno. Todos os domingos», diz Grohl, que começa por estes dias uma nova digressão com os Foo Fighters, que terá contornos de campanha eleitoral, segundo revela a HARP.

Se chegar à Casa Branca, Grohl afirma que contará com o antigo baixista dos Nirvana, Kris Novoselic, no seu Executivo. E entre as primeiras medidas do hipotético Presidente Grohl contam-se amnistias para Foxy Brown e Boy George, a legalização da cannabis para fins terapêuticos e a abertura das fronteiras aos imigrantes: «todos são bem-vindos».

De imediato, Grohl decretará igualmente a retirada das tropas americanas do Iraque. Só não sabe ainda como: «ainda tenho que pensar um bocado».

in Sol

200804_lg

Parece-me um projecto bem melhor do que o que por lá existe… Pior também era difícil! :-)

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Barack Obama: um homem bonito

28 02 2008

Tenho acompanhado com muito interesse as eleições norte-americanas, sobretudo por causa de um facto que me parece ter a maior importância política: sou extremamente parecido com Barack Obama. Também sou parecido com Hillary Clinton, mas só quando deixo crescer o bigode. Já com Barack Obama, as semelhanças são assombrosas: temos o mesmo sorriso franco, o mesmo olhar tranquilo, o mesmo aspecto encantador de argelino subnutrido.

Gostava muito que Obama fosse eleito Presidente, quanto mais não seja porque não é todos os dias que se tem a oportunidade de ser sósia do homem mais poderoso do mundo. Será divertido visitar os EUA já depois da eleição, e assistir à reacção das pessoas quando se aperceberem das parecenças. Pode ser que me confundam com o Presidente e me ofereçam coisas boas. Outra hipótese é oferecerem-me 75 gramas de chumbo maciço no meio dos olhos, sob a forma de um balázio. Mas mesmo isso seria uma ocorrência pitoresca, diferente da monotonia do quotidiano, que eu acolheria com satisfação.

No entanto, além de transformar a minha vida, a eleição de Barack Obama pode acarretar outras mudanças de menor importância. Por exemplo, pode transformar o nosso planeta. Se Obama for eleito, durante uns anos viveremos num mundo surpreendente em que o Presidente dos Estados Unidos da América se chama Barack Hussein Obama, enquanto, por exemplo, no Gana, o Presidente é um tipo chamado John (a sério, acabei de verificar). É tão estranho como ter um Antunes a comandar os destinos da Suécia - o que seria, aliás, benéfico: há muitos anos que eu mantenho que a única maneira de Portugal atingir o nível de vida dos suecos é pôr um português a mandar na Suécia. Era num instante que os apanhávamos. Infelizmente, ninguém me dá ouvidos no que à política internacional diz respeito.

Quanto à eleição americana, é certo que Barack Obama ainda não é Presidente dos Estados Unidos. Longe disso. Mas não é impossível que venha a ser eleito, o que não deixa de ser mais uma prova de arrojo do povo americano. Toda a gente conhece as regalias a que o Presidente dos EUA tem direito: morar na Casa Branca, fazer-se deslocar no Air Force One… Depois de tudo o que aconteceu, não deixa de ser extraordinário que um povo tenha a coragem de pôr um avião daquele tamanho à disposição de um homem chamado Hussein.

Por tudo isto, desejo que aconteça a Barack Obama o mesmo que aconteceu a Kennedy: que vença as eleições e se torne Presidente. Ou, na pior das hipóteses, que lhe aconteça o mesmo que aconteceu a Bush: que perca as eleições e se torne Presidente.

Ricardo Araújo Pereira in Visão


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