A quem pertence o termo «lésbicas»?

6 05 2008

Dois habitantes de Lesbos, a terceira maior ilha da Grécia, e um integrante de um grupo nacionalista moveram uma acção para reinvindicar o uso exclusivo do termo «lésbicas», que consideram ter sido «usurpado» pelas mulheres homossexuais.

A acção judicial foi colocada contra a União Grega dos Homossexuais e Lésbicas (OLKE, em grego), para que lhes seja negado o uso do termo.

Segundo os envolvidos no processo, as sessões em Tribunal devem começar em Maio, em Atenas.

Numa mensagem divulgada pela Internet sob o título de O mal-estar de ser lésbico(a), Dimitris Lambru (um dos três acusadores) avalia que os habitantes da ilha de Lesbo são vítimas de um «violação psíquica e moral» porque a sua designação - um adjectivo de origem geográfica -foi «confiscada» pelos homossexuais da Grécia.

«A questão é absolutamente ridícula», resumiu Evangelia Vlami, dirigente da Olke. «Se a justiça nos convocar, vamos esclarecer as coisas do nosso ponto de vista», disse.

No século VII a.C., a poetiza Saffo (nascida na ilha de Lesbo), tornou-se conhecida ao versar sobre a beleza feminina e sobre as relações entre as mulheres, de onde vem o termo «lésbico».

As relações homossexuais eram prática comum e incentivada em toda a Grécia Antiga.

in SOL

Parece-me que vai dar luta… :-o


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«Práticas homossexuais» provocam sismos

27 02 2008

Um deputado do partido israelita Shas, que pertence à coligação do Governo, afirmou que as «práticas homossexuais» provocaram os abalos sísmicos que afectaram recentemente o país.

O deputado Shlomo Benizri se baseou no Talmud (livro sagrado da religião judaica) para justificar sua teoria.

«O Talmud indica uma série de causas para os terremotos e uma delas é a homossexualidade, que foi legitimada pelo nosso parlamento», declarou hoje Benizri durante seu discurso no congresso israelense.

Desde 1988, o parlamento reconhece os direitos dos homossexuais, ainda não aceites pelos partidos ultra-ortodoxos, como o Shas.

Segundo Benizri, em vez de implementar medidas tardias para combater os movimentos das placas tectónicas, seria necessário «preveni-los, eliminando as causas».

No mês passado, outro deputado do Shas, Nissim Ze’ev, descreveu os gays como «aqueles que destroem o mundo hebreu»

A reação da comunidade homossexual israelita foi imediata. O presidente da Associação Israelita de Lésbicas e Gays, Mike Hammel, apelou para a ironia.

«Se alguém pergunta porque os membros do partido Shas estão tão obcecados com a nossa comunidade, podemos responder recordando o caso daquele senador norte-americano que, depois de uma longa e feroz batalha contra os gays, revelou que era homossexual», declarou.

in SOL

Imaginem se este senhor, com o seu partido, chega um dia ao governo do país. Com teorias como esta…

Há gente que arranja motivos… “convenientes” para tudo!

Hilariante!


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