Webby Awards 2009: Os nomeados

16 04 2009

Foram apresentados os nomeados para a edição deste ano dos Webby Awards, galardões conhecidos como os «Óscares da Internet». O jornal New York Times domina as nomeações ao estar presente em 13 categorias.

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Com cerca de 70 categorias, os prémios Webby visam distinguir o que de melhor se faz na Internet ao longo do ano, em áreas como Arte, Beleza, Media, Eventos, entre muitos outros.

Esta lista é o resultado de mais de 10 mil entradas propostas a partir de 60 países e está aberta à votação do público até dia 30 de abril para a escolha do prémio “People’s Voice”.

Na edição deste ano, o jornal New York Times foi o mais nomeado, ao obter um total de 13 nomeações, incluindo melhor site de jornal e melhor blogue político.

Entre os mais nomeados encontra-se outro gigante dos Media dos EUA, a estação televisiva NBC, que conquistou 12 nomeações.

Os vencedores dos Webby Awards 2009 serão conhecidos no próximo dia 5 de Maio e os prémios serão entregues a 8 de Junho, numa cerimónia pública que terá lugar em Nova Iorque.

in SOL & Tek

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Guantánamo: ‘um local lindo e relaxante’

2 04 2009

A venezuelana eleita Miss Universo visitou a prisão norte-americana em Cuba e contou a experiência no seu blogue. Uma visão diferente de Guantánamo.

Dayana Mendoza, a actual Miss Universo de 2008, venezuelana, foi a Guantánamo, Cuba, numa visita organizada a 27 de Março para levantar o moral das tropas americanas no estrangeiro. “Foi muuuito divertido”, disse a miss num post do seu blogue.

“Nem queria vir embora, é um local tão relaxante, tão calmo e tão lindo”. Acompanhada de Crystle Stewar (Miss EUA), Dayana visitou as instalações da prisão mais polémica do mundo, onde os Estados Unidos detêm mais de 240 prisioneiros. Guantánamo tem sido alvo de imensas críticas e depois do 11 de Setembro tornou-se um símbolo do abuso de poder na guerra contra o terrorismo. É considerada ilegal pelo Governo cubano.

“Visitámos os campos de detenção e as celas, onde tomam banho, como se divertem com vídeos, aulas de arte, livros. Foi muito interessante”, escreveu a Miss Mundo.

Antigos prisioneiros e vários grupos de defesa dos direitos humanos acusaram o Governo americano de tortura física e psicológica. O Governo espanhol está a considerar investigar seis advogados ligados à administração Bush acusados de terem construído as bases para tornar legal o uso de tortura ao interrogar dos prisioneiros suspeitos de terrorismo.

O Governo britânico anunciou na semana passada a abertura de uma investigação para apurar se membros dos serviços secretos britânicos estariam ou não envolvidos na tortura de Binyam Mohamed, residente no Reino Unido e libertado de Guantánamo em Fevereiro. O Pentágono, após novas acusações, investigou e concluiu que todos os presos são tratados de acordo com a Convenção de Genebra. :shock:

O Presidente Barack Obama estipulou, em Janeiro, o prazo de um ano para o fim de Guantánamo enquanto prisão e a revisão caso a caso de todos os presos com o objectivo de definir qual o seu novo destino.

in Público

Dayana Mendoza divertiu-se em Guantánamo

E esteve lá tão pouco tempo! Podia ter ficado mais uns dias a desfrutar de toda aquela calma e beleza! E as tropas até agradeciam… 8)


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A crise actual

1 04 2009
O termo crise financeira é aplicado a uma variedade de situações nas quais instituições ou activos financeiros se desvalorizam repentinamente.
No século XIX e no início do século XX, muitas crises financeiras estiveram associadas a corridas aos bancos, durante períodos de recessão. Outras se caracterizaram pelo estouro de uma bolha financeira e pela quebra do mercado de ações ou por ataques especulativos à moeda de um país ou quando um país suspende o pagamento de sua dívida.
Há várias teorias acerca do desenvolvimento das crises financeiras e como evitá-las. Entretanto, não há consenso entre os economistas. As crises continuam a ocorrer por todo o mundo e parecem se produzir com certa regularidade, podendo ser inerentes ao funcionamento da economia capitalista.

calvin

Clique para ampliar

E um vídeo interessante (e com humor) que nos mostra como realmente funciona o mercado.





Procurar marido como projecto académico

24 03 2009

Uma estudante britânica de 23 anos está a desenvolver um projecto de fim de curso que passa por encontrar a sua alma gémea. A missão do «The Husband Project» é encontrar um marido através da Internet e casar no espaço de 3 meses, noticia a ABC.

Alex Humphreys, mentora do projecto afirma: «não quero acabar sozinha e os encontros pela Internet são muito caros, portanto desenvolvi o «The Husband Project» é a melhor forma de conhecer alguém».

Apesar de a estudante de design ter ainda 23 anos, afirma estar «farta de estar solteira» e por isso quer «encontrar um marido».

No entanto a conselheira de encontros Zofia Guzy declarou que destino da jovem depende do tipo de marido que procura. «Se procura um marido para a vida toda aconselho-a» de que «uma mulher deve fazer saber que está interessada, mas não deve persegui-lo. Devem deixar o homem perseguir a mulher».

Humphreys não se considera «jovem de mais para casar». Tem vários «amigos que são casados» e diz mesmo: «Se não caso agora, o melhor é começar a procurar brevemente».

Não tendo o costume de sair, a estudante confiava nos amigos para lhe marcar encontros. Quando começou a não resultar resolveu tentar a Internet. Contudo considera «não estar a «gozar» com a instituição que é o casamento».

De qualquer forma e no que toca a notas finais Humphreys tem a certeza de uma coisa: «Mesmo que não case, não reprovo no projecto final. Estou a ter uma visão mais ampla daquilo que é a marcação de encontros e estou a documentar tudo. Estou também a tentar diferentes sites de encontros e também vou fazer «speed dating»».

in IOL Diário

No blog criado para o efeito, o seu perfil diz: “I like sitting, moustaches, beer and Supermarket Sweep.”

O nome do projecto devia ser: “Jovem estranha procura marido com gostos esquisitos”. :mrgreen:

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Os ‘remédios’ dos nossos avós

18 02 2009

Os medicamentos de há 100 a 120 anos atrás eram um bocadinho diferentes dos actuais. O efeito podia ser semelhante (!), mas a composição era… perturbadora!

Heroína da Bayer:

Um frasco de heroína da Bayer. Entre 1890 a 1910 a heroína era divulgada como um substituto não viciante da morfina e um remédio contra tosse para crianças.

Vinho de coca:

O vinho de coca da Metcalf era um de uma grande quantidade de vinhos que continham coca disponíveis no mercado. Todos afirmavam que tinham efeitos medicinais, mas indubitavelmente eram consumidos pelo seu valor “recreador” também.

Vinho Mariani:

O Vinho Mariani (1865) era o principal vinho de coca do seu tempo. O Papa Leão XIII carregava um frasco de Vinho Mariani consigo e premiou o seu criador, Ângelo Mariani, com uma medalha de ouro.

Maltine:

Este vinho de coca foi fabricado pela Maltine Manufacturing Company de Nova Iorque. A dosagem indicada dizia: “Uma taça cheia junto com, ou imediatamente após, as refeições. Crianças em proporção.”

Peso de papel:

Um peso de papel promocional da C.F. Boehringer & Soehne (Mannheim, Alemanha), “os maiores fabricantes do mundo de quinino e cocaína”. Este fabricante tinha orgulho em sua posição de líder no mercado de cocaína.

Glyco-Heroína:

Propaganda de heroína da Martin H. Smith Company, de Nova York. A heroína era amplamente usada não apenas como analgésico, mas também como remédio contra a asma, tosse e pneumonia. Misturar heroína com glicerina (e frequentemente açúcar e temperos) tornava o opiáceo amargo mais agradável para a ingestão oral.

Ópio para a asma:

Estes National Vaporizer Vapor-OL eram indicados “para asma e outras afecções espasmódicas”. O líquido volátil era colocado numa panela e aquecido por um lampião de querosene.

Tablete de cocaína (1900):

Estas tabletes de cocaína eram “indispensáveis para os cantores, professores e oradores”. Eles também aquietavam a dor de garganta e davam um efeito “animador” para que estes profissionais atingissem o máximo de sua performance.

“Drops de Cocaína para Dor de Dente – Cura instantânea”:

Os dropes de cocaína para dor de dente (1885) eram populares para crianças. Não apenas acabava com a dor, mas também melhorava o “humor” dos usuários.

Ópio para bebés recém-nascidos:

Acha que a nossa vida moderna é confortável? Antigamente para aquietar bebés recém-nascidos não era necessário um grande esforço dos pais, mas sim, ópio. Este frasco de paregórico (sedativo) da Stickney and Poor era uma mistura de ópio e de álcool que era distribuída do mesmo modo que os temperos pelos quais a empresa era conhecida. “Dose – [Para crianças com] cinco dias, 3 gotas. Duas semanas, 8 gotas. Cinco anos, 25 gotas. Adultos, uma colher cheia.”

O produto era muito potente, e continha 46% de álcool.

recebido por email

Aqui está a explicação para a durabilidade e resistência dos nosso avós!! :shock:

E, se por um acaso, forem apanhados com algum produto… duvidoso, digam que foi a avó que deu! Quem sabe… :mrgreen:


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‘Morreu’ para escapar a multa

10 02 2009

Um pescador inglês mandou publicar o seu próprio obituário numa revista para tentar iludir as autoridades, uma vez que corria o risco de ter de pagar uma multa de um milhão de libras (cerca de um milhão e cento e cinquenta mil euros), noticia o Daily Telegraph.

traineira.jpg

A sua «morte» foi publicada há dois anos, quando Roger Atkins, de 55 anos, estava a ser investigado por falsificar a quantidade de peixe pescado, tendo infringido as regras do sector.

Mas os crimes deste pescador não ficaram por aqui. Roger Atkins escreveu uma carta ao ministério das Pescas, «roubando» a identidade da esposa para assegurar que tinha morrido de um ataque cardíaco.

No obituário publicado numa revista, o pescador auto-elogiou-se em vida e criticou as autoridades por subvalorizarem os profissionais do sector.

As autoridades descobriram agora toda a trama e o homem enfrenta 21 acusações por infracções da regulação marítima, para além do crime de fingir a sua própria morte.

in IOL Diário

A ideia até não era má, mas tanto auto-elogio num obituário, levanta dúvidas! 8)


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Passageiros impedem piloto bêbado de levantar voo

5 02 2009

Trezentos passageiros impediram que um avião da companhia aérea russa Aeroflot levantasse voo porque se convenceram que o piloto estava bêbado.

Quando o piloto Alexander Cheplevsky deu as boas-vindas aos seus passageiros, que entraram em Moscovo no Boeing 767 da Aeroflot com destino a Nova York, o pânico espalhou-se pela aeronave. As hesitações e o gaguejar do piloto enquanto falava, especialmente quando trocou o russo pelo inglês, convenceram os passageiros de que estaria bêbado e, por isso, não teria condições para pilotar o avião.

O medo apoderou-se dos 300 passageiros, que conseguiram fazer com que o avião não levantasse. Os esforços das assistentes de bordo para acalmar a situação foram infrutíferos e foram chamados representantes da companhia aérea, que entraram no avião para assegurar que o piloto não estaria bêbado. Segundo o Times Online, um deles, no meio da confusão, chegou a declarar que “não era assim um problema tão grande” que o piloto estivesse embriagado, até porque o avião voava praticamente sozinho. (!!)

Após as recusas iniciais, o piloto acabou por aceder às exigências dos passageiros, e saiu da cabine para provar que não estava bêbado. Mesmo assim, segundo as testemunhas que falaram ao jornal Moscow Times, o piloto não convenceu ninguém: “Não há ninguém na Rússia que não saiba ver quando é que uma pessoa está bêbada”, disse uma dos viajantes, Katya Kushner . E o piloto teria os olhos raiados e não estaria muito “estável”.

Por fim, a Aeroflot teve que trocar a equipa de pilotos, mesmo após as garantias que Alexander Cheplevsky deu a todos de que não tocaria nos controlos do avião, deixando a pilotagem para os restantes membros da sua equipa.

O avião levantou voo três horas depois. O piloto acabou por fazer testes de alcoolemia que, garante a companhia aérea, deram negativos.

in JN

Meeeeeeeeeeedo! :shock:

Mas também, com a qualidade da vodka russa, até é compreensível… :mrgreen:


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Militar suspenso por piscar o olho a Barack Obama

4 02 2009

Veterano foi suspenso durante seis meses por não ter ficado indiferente ao novo presidente dos Estados Unidos.

O major John Coleman, militar veterano (17 anos de serviço) e percussionista da parada militar de Cleveland, foi suspenso durante seis meses por ter piscado o olho ao novo presidente Barack Obama durante a parada da tomada de posse.

Segundo notícia do jornal Guardian, Coleman já se defendeu: “Estava a olhar para ele e estabeleci contacto visual por acaso. Ele é o presidente – não podia simplesmente ignorá-lo”. O veterano disse a uma publicação local de Cleveland que só acenou e abanou a cabeça e que aquilo que câmaras de televisão apanharam e foi interpretado como um piscar o olho era na realidade um pestanejar (com os dois olhos).

Um superior de Coleman, por seu lado, disse: “Fartámo-nos de insistir com todos os elementos da banda que isto era uma parada militar e que o protocolo e devido decoro tinham de ser seguidos a cada minuto. Infelizmente, o John decidiu ignorar isso”.

Apesar de ter sido “apenas” suspenso, Coleman, anunciou que vai abandonar a banda “Há alguns elementos da banda que não me quereriam de volta. Penso que é no melhor interesse da banda eu sair”.

in Blitz

Para um país que tanto apregoa a liberdade… :shock:

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O livro mais caro do mundo

3 02 2009

Tem apenas 13 páginas e custa 153 milhões de euros. Segundo o seu autor, Tomas Alexander Hartmann, o preço é tão elevado porque a obra responde às questões mais importantes da humanidade.

O escritor alemão Tomas Alexander Hartmann apresentará ao público a sua obra “Die Aufgabe” (“A Tarefa”) pela última vez na Art Dubai de Março de 2009. O preço é elevado porque, segundo Hartmann, responde às três questões fundamentais da humanidade em menos de 300 frases.

“De onde vimos?”, “Para onde vamos?” e “Qual a missão real que ainda está por realizar?”, são algumas das dúvidas que em apenas 13 páginas Hartmann responde. Por isso, segundo ele, justifica-se o preço tão elevado que colocou a sua obra como a mais cara da história.

No entanto, o autor está cansado dos comentários críticos que o livro despertou e, por isso, decidiu não voltar a expô-lo depois da feira de Art Dubai.

Apesar do preço excessivo, o livro tem uma aparência muito simples. Hartmann argumenta que o preço de 153 milhões de euros se baseia no valor do seu conteúdo. Esta é provavelmente a razão pela qual renunciou os diamantes que, de outro modo, poderiam esperar os seus leitores com esta quantidade de dinheiro a desembolsar.

“O alto preço de um livro deve-se à sua perspectiva mais profunda, que faz com que o livro seja de valor incalculável”, afirma o autor. Não obstante, o livro é supostamente uma obra de arte do artista alemão, realizado por um antigo provedor da corte de um duque de Weimar. Ademais, a cópia está escrita na língua do comprador.

O texto será traduzido em 150 idiomas e, utilizando uma técnica especial, a sua capa será executada com ouro fino. E todos os direitos de licença passam a pertencer ao comprador da ‘jóia’.

Curiosamente, na feira do livro de Frankfurt, celebrada em Outubro de 2008, a um preço de 153 milhões de euros, o autor propôs-se oferecer “só” o seu poema, que está nomeado para o prémio Lyrics Award.

traduzido de Cadenaser.com

Parece-me que este artista precisa desesperadamente de 153 milhões de euros!! :mrgreen:

E ainda ‘está cansado dos comentários críticos que o livro despertou’? :shock:

Bom senso precisa-se!


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Quem quer comprar um cornflake?

27 01 2009

Bens insólitos, totalmente inúteis ou alegadamente milagrosos, há de tudo à venda na Internet e nos jornais da especialidade. E para tudo há compradores. Mesmo para, pasme-se, um solitário cornflake igual a tantos milhões de outros, uma vida, a virgindade ou a lua. Só varia o preço.

Em Agosto do ano passado, um indivíduo chamado Ian Usher que vivia em Perth pôs à venda na Internet um bem insólito: a sua “vida inteira”. Na verdade, o que se oferecia era menos do que isso, embora fosse bastante. O indivíduo propunha-se vender, por junto – ele só vendia se alguém comprasse tudo – a sua casa e os objectos que nela se encontrassem, outros pertences (carro, etc.), o seu conjunto de amigos (ele apresentá-los-ia ao comprador) e o seu emprego (o interessado teria direito a um período à experiência), bem como um vasto capital de informações sobre o local, os hábitos, as pessoas, etc. O objectivo era mudar de vida. Aos 40 anos, após muitas coisas boas e más e algumas desilusões recentes, Ian queria deixar a Austrália e voltar ao Reino Unido. Para isso precisava de se libertar de tudo o que possuía naquele continente, excepto, imagina-se, as memórias. A oferta não demorou a encontrar comprador, e o preço final, fazendo o câmbio, foi cerca de 243 mil euros.

Meses depois, em Novembro, um estudante de Conventry propôs-se vender um único floco de cereal no eBay. Fazia-o, segundo dizia, a título de experiência. Como o anúncio chamou a atenção, o floco começou a ser objecto de inquérito e a receber ofertas; primeiro de um cêntimo, depois mais altas, até ser finalmente vendido por uma libra e vinte. Ficámos foi sem saber o que o estudante queria provar. Talvez o mesmo que provou a experiência daquela mulher que guardou durante dez anos um bocado de uma tosta de queijo onde supostamente se vislumbrava, algures no meio do queimado, o rosto de Nossa Senhora. Ao fim desse tempo, a sandes foi posta à venda, e a senhora recebeu uma fortuna, o que nem toda a gente terá considerado um milagre. Como não é milagre que alguém consiga vender as cinzas da própria mãe, o fantasma de uma casa (devidamente engarrafado) ou um “Vampire Killing Kit” equipado com bíblia, escopro e martelo.

As pessoas compram tudo. Mais precisamente: para o que quer que seja, por mais estranho ou doentio que pareça, existe sempre um comprador. Longe vai o tempo em que até para adquirir bens essenciais como roupa e instrumentos de cozinha às vezes havia que esperar pela visita sazonal dos ciganos. Hoje em dia, qualquer aldeia (…) pode encomendar os mais insólitos objectos pela Internet. Basta ter cartão de crédito, algo que por sua vez também nunca foi tão fácil. Se alguém sentir ganas urgentes de possuir, digamos, uma ’stun gun’ (uma daquelas armas eléctricas que a polícia usa para atordoar os bandidos) ou uns brincos feitos com caca de alce, é só pedir. Quem diz brincos, diz bolas de golfe que tenham sido engolidas por uma cobra pitão, passando uns tempos lá dentro. Pela sua raridade, essas bolas são muito procuradas e atingem preços elevados, embora quem a veja dificilmente as distinga das suas congéneres que nunca passaram por idêntico trauma.

O princípio é antigo. Sempre houve objectos vulgares que atingiam valor extraordinário por motivos subjectivos. Basta pensar nos “verdadeiros pedacinhos do cueiro do Menino” ou os “autênticos pregos que pregaram Cristo na cruz” impingidos pelos vigaristas às populações crédulas no tempo de Eça de Queirós. Aí pelo menos o negócio ainda se baseava na fé, algo profundo mesmo quando iludido. Hoje em dia inúmeras vezes as compras fazem-se apenas porque sim. Se na natureza selvagem nada se compra ou se vende, entre a espécie humana comprar é um vício. Só o nosso cérebro consegue atribuir às coisas um valor abstracto, expresso em termos numéricos. Quando esse valor tem por base uma utilidade concreta, definível, ainda pode haver um certo consenso. Quando obedece unicamente a elementos psicológicos, depressa entramos no absurdo. E não é apenas a nível do indivíduo insignificante ou do coleccionador de bizarrias que isso acontece. Se há uns séculos alguém nos dissesse que um dia haveria gente disposta a pagar fortunas por dois pedacinhos de corda suspensos de uma parede branca, ninguém acreditaria. Mas é o que hoje em dia se passa em certas galerias de Nova Iorque especializadas em “instalações”. O critério aí é o da validação sociológica, por via de todo um sistema oficial (críticos, galerias, museus) que nos assegura que aquilo é, afinal, “arte”.

Caso houvesse forma de relacionar os pedacinhos de corda com um evento histórico – o suicídio de Judas, digamos – eles podiam tornar-se ainda mais valiosos. Veja-se os preços que atingem objectos muito menos importantes, como a caneta de Agatha Christie ou as chuteiras de Pelé. Nessas situações, factor de investimento à parte, o que realmente se compra é o poder que esses objectos têm de evocar memórias e sensações. Evidentemente, também aí o processo depende de um sistema de validação social, com frequência falível. Quem garante que aquela caneta foi de facto usada por Agatha Christie? Se o feliz comprador da mesma um dia tomasse conhecimento de que afinal tinha havido um erro e sérias dúvidas se colocavam em relação ao vendedor e à sua história, é provável que recusasse admiti-lo, mantendo a fé no objecto que tanto prazer lhe dava.

As coisas são o que nós decidimos que são. Só isso explica que haja tantos objectos absurdos à venda pelo mundo fora. Surpreendente, mais do que haver gente a vendê-las, é alguém as comprar. Há não muito tempo, surgiu a notícia de que uma jovem estaria a vender a sua virgindade na Internet. O motivo seria necessidade de dinheiro para frequentar a universidade. A jovem punha um conjunto rigoroso de condições e estabelecia um preço alto. Mesmo assim, é duvidoso que o anúncio fosse a sério. Afinal, ideia semelhante fora usada num “documentário” satírico em 2005, e já na altura houve gente que se deixou convencer. Uma parte do documentário mostrava os interessados de boa-fé a negociar com a alegada jovem disponível. O gosto duvidoso do tema – ainda hoje, em certas partes do mundo, a virgindade continua a ter um preço que se exprime em dinheiro, e que não é estabelecido pelo intelecto ou a vontade da jovem negociada – não o impediu de ser referido com jovialidade e de ser tomado sobretudo como um comentário aos negócios que se fazem na Internet, como se não estivessem em causa questões mais importantes.

Os anúncios bizarros são uma pequena minoria, tanto no eBay como no resto da Internet. Boa parte deles, aliás, revelam pouca criatividade; dois séculos após o “Fausto” de Goethe (e muitos mais após o conceito original) o que é que tem de especial vender a alma, como fazem certas pessoas? E nem a gracinha adjacente (“motivo: falta de uso“) justifica a perda de tempo. Ao pé desses anúncios, qualquer tubérculo que tenha tido a sorte ou o azar de nascer com uma forma sugestiva é um festival para a imaginação. Felizmente que o eBay não proíbe a brejeirice, ao contrário do que faz com o álcool, o tabaco, as drogas, os bilhetes de lotaria, o material de guerra, a parafernália nazi, os órgãos humanos (uma importante área de negócio hoje em dia, consta) e certas ferramentas habitualmente usadas por assaltantes. Pode ser inviável encomendar um pé-de-cabra, mas facilmente se obtém uma cereja em forma de pénis. Só é pena que a brejeirice se estenda à taxidermia, onde infâmias do tipo três-sapos-em-posição-erótica (o termo técnico é “frog threesome”) constituem um caso claro de abuso animal…

Já que falamos de animais, refira-se o filão inesgotável que são, no eBay como noutros lugares. Por exemplo, o jornal português “Ocasião”, onde a secção respectiva merece invariavelmente consulta atenta. A par com as inevitáveis ofertas de chihuahuas, hamsters e angorás, surgem algumas propostas curiosas. Uma iguana verde que alguém queria vender ou trocar por um papagaio (?). Uma doninha, “com um ano de idade, muito mansa, boa para estar em casa”. Das duas uma: ou a fama que as doninhas têm não corresponde à realidade, ou há gente que vive permanentemente com o nariz tapado e nunca recebe visitas. Outro anúncio que nos suscitou perplexidade foi o que referia um burro, jovem, muito bonito, russo”, que “procura novo dono”, por “motivo à vista”. Mesmo admitindo que o dito burro fosse de uma beleza eslava e o tal motivo fosse perfeitamente auto-evidente para quem o contemplasse (ou ao dono, talvez), quem diabo se podia ter lembrado de importar um burro da Rússia? Só ao fim de alguns segundos nos ocorreu que ‘russo’ podia ser um caso de má ortografia – atribuível ao dono, não no (outro) burro – e que poderia andar por ali escondida a palavra ‘ruço’, que significa cinzento.

Com a sua sobriedade exemplar e a abundância e variedade das suas propostas, distribuídas por um caderno geral e dois especializados, o “Ocasião” faria plenamente jus a um artigo próprio. Mesmo sem aparecerem lá anúncios a vender a Islândia, (ou a Bélgica) a namorada, a língua alemã, ou lotes na Lua e em Marte, ele tem muito com que nos entreter. A secção Outros Items (Colecções) propõe desde agulhetas de mangueira de bombeiro até aparos de tinta permanente (1500 unidades), bilhetes de futebol, bóias de navegação e algo de misterioso chamado Tazos, Slammers e Caps. Pela minha parte, todas as semanas leio a secção de informática a ver se descubro um anúncio a vender um determinado modelo de portátil, relativamente raro, igual ao que me foi roubado há umas semanas. Bem sei que o aparelho já lá vai, mas tenho curiosidade em saber quanto vale agora. Já perguntei em diversas lojas de artigos usados, mas as opiniões variam imenso, e querem-me sempre vender alguma coisa. Ora, nesta altura, não me apetece muito andar às compras.

in Expresso

Portanto, já sabes! Se tens alguma coisa (e quando digo alguma coisa, é alguma coisa mesmo!) aí por casa para deitar ao lixo, provavelmente ainda pode dar uns trocos nesta época de crise… :?

E nesse caso, é tudo lucro! Como diz no artigo: (…) para o que quer que seja, por mais estranho ou doentio que pareça, existe sempre um comprador”. :mrgreen:


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Quem salta do inferno cai no tecto do céu

23 01 2009

O meu avô dizia-me muitas vezes que um homem sem amigos não é nada. Pode ter tudo na vida, garantia ele, dinheiro, casas, mulher, filhos, saúde

(e continuava a lista)

mas se não tiver amigos é um infeliz, um pobre de pedir. Eu olhava o meu avô sem acreditar porque as pessoas crescidas são tão ignorantes e com tanta falta de sentido das coisas essenciais: nunca conheci nenhuma, por exemplo, que juntasse, como eu fazia, pirilampos numa caixa de fósforos para o caso de não haver electricidade. E punha bocadinhos de erva dentro para os bichos comerem, porque não há quem não saiba que os pirilampos adoram pastar. Portanto as sentenças do meu avô passaram-me ao lado e essa acerca dos amigos entre elas. Mesmo que não tivesse mais ninguém tinha Flash Gordon, Mandrake, Tintim, Batman, que me pareciam muito melhores que os sujeitos que com ele com ele privavam, alguns de risca do cabelo na orelha, alguns de bigode, alguns de boquilha e quase todos com a mesma pergunta

- Que idade tens tu já?

impressionados, com um suspiro de inveja, pelos meus oito anos, de que se esqueciam logo a seguir para falarem de coisas incompreensíveis e chatíssimas enquanto, sentado no tapete, eu espreitava para dentro da caixa de fósforos na esperança de uma claridade azul e nem uma pontinha de claridade azul para amostra. Mas, ao contrário dos sujeitos do meu avô, se me apetecesse subia uma parede inteira mais depressa que o Homem-Aranha, só que não estava para aí virado e havia o risco da minha avó aparecer a ordenar-me

- Sai imediatamente desse décimo oitavo andar, estás maluco?

e lá vinha eu por aí abaixo, contrariado e infeliz, com medo que ao jantar me cortassem no doce. A prova que os amigos eram desnecessários estava em que Tarzan, Clark Kent, Cisco Kid e outras criaturas do mesmo gabarito eram todas de poucas relações, demasiado ocupadas em actos heróicos e para mais cheios de cabelo. Além disso os amigos do meu avô casaram com senhoras que cheiravam imenso a perfume, me enchiam as bochechas de baton peganhento e se queixavam das costas. E, cúmulo dos cúmulos, achavam-me amoroso, adjectivo que não me passaria pela cabeça aplicar a Batman. Queria ser heróico, não queria ser amoroso, queria respeito, não queria que se enlevassem com os meus olhos azuis e o meu cabelo loiro, queria que me admirassem, não queria ser beijobicado, queria que os maus

(por azar não conhecia nenhum)

se aterrorizassem só de pensar em mim queria, num gesto mágico, que as pistolas desaparecessem das mãos dos gatunos, fulanos pérfidos de riso satânico que, vá-se lá saber porquê, não se aproximavam de mim. Vá-se lá saber porquê uma ova: no fundo sabia: a minha imensa força interior e o meu infinito poder aterravam-nos, e fugiam de mim a sete pés

(adoro esta expressão)

no pânico que os entregasse à polícia algemados e sovados. Portanto, mais uma vez o meu avô não tinha razão: ele que se entretivesse à vontade com os seus sujeitos de risca na orelha e me deixasse resolver as grandes questões das viagens interplanetárias, da magia ordenadora do mundo e da administração da justiça.
E quando faltasse a luz

(a minha avó espreitando a rua

- É geral)

ou um fusível rebentasse aí vinha eu com a minha caixa de fósforos de pirilampos herbívoros solucionar o problema, introduzindo na escuridão uma fosforescência salvadora. Haviam de admirar-me

- O pequeno é extraordinário

e o meu parecer tornar-se decisivo acerca do problema fundamental da abolição da sopa e da troca da açorda por arroz doce, de menor relevo mas merecedor de um exame cuidado: pataniscas de bacalhau com arroz doce é de certeza melhor que pataniscas de bacalhau com açorda, para não mencionar jaquinzinhos com leite creme e a mousse de chocolate com mariscos: a revolução social vai de par com o progresso culinário. E porque carga de água devo lavar os dentes à noite ou sacudir a pilinha depois de fazer chichi em vez de molhar os calções ou salpicar os azulejos de pingos? Que culpa tinha eu que o pirilau não fungasse, puxando para dentro de si o amoníaco que sobrava? Meu Deus como a existência de um miúdo é um inferno de incompreensão por parte da família. Daí pensar que saltando desse inferno, num pulo de Homem-Aranha, caía no tecto do céu, repleto de chocolates de leite com amêndoas e hamsters a pedalarem nas suas rodas em milhares de gaiolas, sem cópias, sem ditados, sem afluentes da margem esquerda do Tejo e outros conhecimentos inúteis que a Flash Gordon não serviam um pito nem nunca li que Batman os soubesse de cor. E não consta que senhoras de perfume violento lambuzassem Tarzan a queixarem-se das costas.

(Lembro-me de uma com um sinal peludo no queixo.)

Nasci para vôos e perseguições, não para responder a perguntas distraídas

- Que idade tens tu já?

e sem sentido, porque quem nasceu em Kripton não conta o tempo por anos. Informava amuado

- Fiz oito em Setembro

e era uma sorte para eles não os evaporar da poltrona com um estalinho dos dedos. Em boa verdade devia preveni-los

- É uma sorte não os evaporar da poltrona com um estalinho dos dedos

passar de Mandrake a Tarzan e percorrer o corredor de liana a liana, com uma macaca no ombro, a fim de rapar o tacho de doce de coco com o indicador vagaroso, se não fosse, ai de mim, ter tanto medo do escuro.

António Lobo Antunes in Visão

Mais palavras para quê?! :?

Ler também Crónica ao espelho, Agora que já pouco te falta, Crónica do hospital


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Popeye celebrou 80 anos

19 01 2009

Há 80 anos (17 de Janeiro de 1929), Elzie Crisler Segar desenhava pela primeira vez, numa vinheta, um marinheiro que, apesar de baixo, careca e pouco inteligente, viria a tornar-se famoso sob o nome de Popeye (“zarolho”, daí a pala preta que ostenta).

Na vinheta, o devorador de espinafres mais conhecido do Mundo, em resposta à pergunta “é um marinheiro?”, disparava esta curiosa resposta: “penso que sou um cowboy”, mais tarde substituída pela carismática “eu sou o que sou”. Mas as curiosidades não se ficavam por aqui, já que, ao contrário de quase todos os outros heróis dos quadradinhos, a sua estreia deu-se numa série avulsa, “The thimble theatre” (teatro em miniatura), uma tira diária de Imprensa, inicialmente publicada na vertical, que Segar assinava desde 19 de Dezembro de 1919. Nela, de forma teatral, quase sempre em tiras autoconclusivas, foi apontando alguns dos podres da sua América, baseando-se no quotidiano da família Oyl, em que predominavam o colérico Castor, a sua irmã Olive (Olívia Palito) e o seu noivo, Ham Gravy.

A partir de 1925, a série ganhou uma prancha dominical colorida, na qual Segar pode explanar o seu sentido de espectáculo e desenvolver narrativas longas, que combinavam cenários rurais e marítimos, a sede de aventura, a superstição, a magia e o medo do desconhecido.

É na sequência de uma delas que Popeye surge, conquistando, de imediato, os leitores – chegou a ser mais popular do que Mickey Mouse -, apesar da sua falta de atributos físicos, graças às tiradas inesperadas, à força sobre-humana (de início, sem qualquer relação com os espinafres, a sua imagem de marca nos desenhos animados), à resistência a murros, facadas e tiros e, ao mesmo tempo, ao seu carácter contraditório tão humano, igualmente capaz de se dedicar inteiramente a um bebé (Swee’pea, introduzido em 1933) como a acreditar que pode resolver tudo com os punhos (o que levou alguns a considerá-lo uma má influência para as crianças).

A sua popularidade levou Segar a alterar o título da sua criação para “The thimble theatre starring Popeye”, logo em 1931. O sonhador e devorador de hambúrgueres, Wimpy; o pai, Poopedeck Pappy; o estranho animal Eugene the Jeep, a malévola Sea Hag (Bruxa do Mar), o brutamontes Brutus e tantos outros foram-se juntando numa notável galeria, que Segar animou, em narrativas cada vez mais surreais, até à sua morte, vítima de leucemia, em 1938. A série prosseguiu com diversos autores, com destaque para Bud Sagendorf, que lhe conferiu um carácter mais humorístico e próximo da versão animada e a assinou entre 1958 e 1994.

Muito antes, logo em 1933, os estúdios Max Fleischer juntavam Popeye e Betty Boop no breve tempo de um desenho animado, para, em seguida, desenvolverem uma série com o marinheiro, que, até hoje, já protagonizou mais de 750 animações, na qual foi cimentada a sua actual imagem de marca: a força dependente dos espinafres (que levou Cristal City, no Texas, a maior produtora deste vegetal, a erigir-lhe uma estátua em 1937, agradecendo-lhe o aumento de 33 % no seu consumo nos EUA), a paixão pela anoréxica Olive (cuja silhueta inspirou um perfume de Moschino), a sua rivalidade com Brutus e a sua afirmação como marinheiro (“I’m Popeye, the sailor man“, cantava a música), tantas vezes negada na BD.

Nos anos 60, foi a estrela de uma série televisiva e, em 1980, chegou ao grande ecrã, numa película dirigida por Robert Altman, que teve como (único) mérito revelar Robin Williams, como Popeye, contracenando com Shelley “Olive” Duvall.

Desde o passado dia 1, Popeye passou ao domínio público na Europa, ou seja, qualquer um poderá utilizá-lo nos suportes que desejar, sem necessitar de qualquer autorização ou de pagar direitos. Isto acontece porque a lei europeia considera que os direitos de autor vencem 70 anos após a morte do criador. Nos EUA, é diferente, já que são considerados 95 anos após a data da criação, ou seja, a imagem de Popeye está protegida até 2024.

in JN

- “I’m Popeye, the sailor man“!!

THE END


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2008: Os piores nomes de bandas

30 12 2008

O site da publicação cultural AV Club divulgou a edição 2008 da lista dos piores nomes de bandas do ano. Os vencedores foram os músicos da Natalie Portman’s Shaved Head (cabeça rapada de Natalie Portman), nome provavelmente inspirado na cena em que a actriz corta o cabelo no filme V de Vingança.

O site norte-americano esclarece que a lista é feita com base no material que foi recebido, como base para resenhas, durante o ano. “Esta lista não é uma compilação dos piores nomes de todos os tempos – ou uma declaração sobre a qualidade da música destas bandas (…).”

A lista é dividida em categorias como “metal”, “nomes nerds”, “emo” e “nomes longos”. Os títulos Engaged in Mutilating (em português, comprometidos na mutilação (?!)), Sublime Cadaveric Decomposition (decomposição cadavérica sublime), The Pains of Being Pure At Heart (as dores de ser puro de coração), Ruins of Honor (ruínas da honra) e What Laura Says And Thinks And Feels (o que Laura diz e pensa e sente) estão entre os piores.

Clique aqui para ver a lista completa

in Rolling Stone

Há pessoal com uma mente mesmo criativa!! :shock:


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Casal de pinguins gays é ‘expulso’ de zoo

18 12 2008

Grupos dos direitos dos animais protestaram contra a “segregação” de um casal de pinguins gays, que tinha sido expulso da sua colónia num jardim zoológico em Harbin, no norte da China, por roubar ovos, segundo o jornal inglês “Daily Mail“.

No mês passado, as aves foram segregadas depois que serem capturadas a roubar ovos de outros pinguins e colocando pedras no lugar. A “segregação” dos dois pinguins machos acabou gerando protestos por parte dos visitantes do local.

Devido às reclamações, de acordo com “Daily Mail”, o zoo decidiu dar dois ovos ao casal. “Decidimos dar-lhes dois ovos de outro casal cuja capacidade para chocar tem sido fraca”, afirmou um dos guardas do zoológico.

Segundo o mesmo funcionário, “os pinguins gays mostraram-se os melhores pais de todo o jardim zoológico”. “É muito animador. Se isso terminar bem, vamos tentar torná-los verdadeiros pais com inseminação artificial”, acrescentou.

Segundo o jornal inglês, especialistas explicaram que, apesar de o casal ser gay, os dois pinguins machos, que têm três anos de idade, ainda são impulsionados por um desejo de serem pais.

“Uma das responsabilidades de ser um macho adulto é cuidar dos ovos. Apesar do fato de que eles não podem ter ovos naturalmente, isso não lhes tira o desejo biológico de ser pai”, afirmou um especialista ao “Daily Mail”.

in G1

O “mundo animal” no seu melhor… 8)


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Cem advogados querem defender «herói» que atirou os sapatos a Bush

15 12 2008

Cem advogados árabes estão dispostos a defender o jornalista que foi detido por atirar os sapatos contra Bush e por lhe chamar «cão». «Este herói deve ter um julgamento justo», justificou o advogado Jalil al Duleimi, antigo chefe da equipa de defesa de Saddam Hussein.

Entretanto, fontes oficiais afrmaram à Associated Press que o jornalista em causa está a ser interrogado sobre se alguém lhe pagou para fazer aquilo.

Recorde-se que Muntadar al-Zeidi, correspondente do canal de televisão Al-Baghdadia, de propriedade iraquiana e com sede no Cairo (Egipto), tentou acertar em Bush, mas os reflexos do presidente evitaram o pior.

«Este é beijo de despedida, pedaço de cão», gritou o jornalista antes de arremessar os sapatos, num acto que significa desprezo na cultura iraquiana.

Mais tarde, Bush brincou com o incidente: «Tudo que posso dizer é que são do tamanho 10». «Este tipo de actos não me preocupam, quem os faz quer chamar a atenção», acrescentou.

Imediatamente após a agressão, Al Ziadi foi neutralizado e detido pelos membros da segurança que se encontravam na sala da conferência de imprensa.

in IOL Diário

A partir de agora, antes de cada conferência de imprensa, todas as preocupações em segurança que já existem, vão-se alargar à “vistoria” do calçado… Imaginem que alguém leva umas botas com ‘biqueira de aço’ ou umas daquelas ‘texanas’ pontiagudas (tão ao gosto do Bush!)! :mrgreen:


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Os presentes mais estúpidos deste Natal

5 12 2008

O site stupid.com, que assegura que oferecer um presente realmente estúpido é uma expressão artística, publicou a sua segunda lista anual com as dez prendas de Natal mais estúpidas de 2008.

«2008 pode ter sido um mau ano para a economia, mas foi um grande ano para a estupidez», disse o fundador do stupid.com, Gary Apple.

A lista elaborada pelo site inclui «o brinquedo mais irritante do mundo», a «Sreaming Chiken», o «Redistribution Holiday», um ornamento para árvores de Natal, a «Mini Guitar Hero», uma versão miniatura do bem sucedido Guitar Hero e o «Potty Putter», um mini jogo de golfe adaptável às sanitas para os grandes fãs desta modalidade.

Os «Wasabi Flavoured Gumballs», uns pequenos doces verdes, o «Men’s Underwear Repair Kit», um conjunto de ferramentas para arranjar roupa interior masculina e um abra latas saído da campanha eleitoral de Obama, o «Obama ‘Yes We Can’ Opener», são outras das «maravilhas» que incluem a lista elaborada pelo site.

A complementar os presentes «mais estúpidos» de 2008 estão uma gravata que inclui um manual de instruções para ensinar a dar nós (o «How To Tie A Tie’ Tie»), um calendário para 2009 onde os principais modelos são os dejectos de cachorros (o «2009 Dog Poop Calendar») e um despertador com uma streeper que dança cada vez que o aparelho toca (Pole Dancer Alarm Clock).

in Sol

Espero que este post tenha ajudado a decidir alguns dos presentes a oferecer este ano… :mrgreen:

Ler também Os 10 presentes de Natal mais estúpidos (2007)


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Monges ‘rivais’ em batalha campal

10 11 2008

Monges arménios e ortodoxos gregos envolveram-se numa batalha campal num dos locais sagrados mais importantes para os cristãos, a Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. No meio da confusão, os judeus tiveram de ‘intervir’, ou seja, a polícia israelita.

Foi uma cena inesperada para os muitos peregrinos que visitavam a Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, um dos locais mais importantes para os cristãos.

De um momento para outro instalou-se a confusão entre dois grupos de monges, arménios e gregos ortodoxos, e a pancadaria que se seguiu era tudo menos um exemplo de valores cristãos, com as decorações e tapeçarias sagradas a serem espezinhadas e atiradas ao chão.

Tudo começou quando os arménios se preparavam para iniciar a anual ‘Festa da Cruz’ e os gregos se aproximaram do local. Murros, pontapés e objectos atirados transformaram a ‘festa’ numa ‘batalha’ com os judeus, a polícia israelita, a terem de intervir.

Foram presos dois monges, um de cada ‘facção’, e muitos sofreram ferimentos ligeiros.

Os gregos acusam os arménios de não os deixarem usar aquele local para assinalar a sua fé. Já os arménios afirmam que os rivais violaram uma das suas cerimónias tradicionais.

in SOL

Onde é que estão os predicados de um monge: recolhimento, meditação, a sabedoria, a paz, …?

Pelo menos não eram monges shaolin:mrgreen:


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Soneca de juiz anula julgamento

7 11 2008

A Alta Corte Australiana decidiu anular a condenação de dois homens acusados de tráfico de drogas porque o juiz adormeceu repetidamente durante partes do julgamento.

Os jurados mostravam-se visivelmente distraídos e, muitas vezes, entretidos com o incidente, enquanto muitos funcionários do tribunal derrubavam documentos no chão numa tentativa de acordar o juiz.

Evidências apresentadas ao tribunal indicam que o juiz dormiu por períodos de até 20 minutos e, algumas vezes, ressonou, chamando a atenção dos jurados.

No final do julgamento realizado em 2004, Rafael Cesan e Ruben Mas Rivadavia foram considerados culpados de importar ecstasy.

Com a decisão desta quinta-feira, a condenação e a sentença de 11 a 13 anos dada aos dois foram canceladas, e serão julgados novamente.

“Quando o juiz está repetidamente e manifestamente a dormir ou prestando pouca atenção durante o julgamento, pode haver uma falha que faz com que o processo seja injusto”, disse o juiz Robert French.

“Isso resultou num fracasso substancial da Justiça”, disse o tribunal, exigindo que seja feito um novo julgamento.

Exames médicos mostraram que o juiz sofre de um problema obstrutivo severo, o que pode indicar o motivo da sonolência.

in Globo.com & G1

Sem comentários… :mrgreen:


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Sarah Palin enganada por «Sarkozy»

3 11 2008

A candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, caiu numa brincadeira de um comediante do Canadá – Sebastien Trudel – que se fez passar pelo presidente francês, Nicholas Sarkozy.

A conversa, que durou seis minutos, foi transmitida durante um programa de rádio, em Montreal, da autoria de Marc Antoine Audette. Sarah Palin agradeceu ao presidente francês ter-lhe telefonado e, a dada altura, afirmou que ela «e John McCain amavam Sarkozy».

Ouça a chamada falsa

A candidata abordou vários temas com o falso Sarkozy. Falaram sobre as eleições americanas, Carla Bruni e, ainda, quando poderiam ir à caça juntos. Durante a pequena conversa o comediante disse a Palin que a via como presidente dos Estados Unidos, ao que esta respondeu: «Quem sabe daqui a oito anos».

Segundo um porta-voz de Sarah Palin, a candidata republicana achou a brincadeira «muito divertida». O programa de Marc Antoine Audette, que conta com a colaboração do comediante Sebastien Trudel, pertence à rádio CKOI Montreal e chama-se «Vingadores mascarados». A dupla de «artistas» já pregou partidas a outros nomes sonantes: o próprio Nicholas Sarkozy, o ex-presidente francês Jacques Chirac ou, ainda, estrela do pop Britney Spears.

in IOL Diário

Há gente… estúpida!!! :shock:

Só de pensar que a dupla McCain/Palin pode governar os EUA (e o mundo!)… :x

Preferia, sei lá… os Simpsons na Casa Branca!! :mrgreen:

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Sócrates “vende” o Magalhães

31 10 2008

(…) O primeiro-ministro, José Sócrates, fez da sua primeira intervenção na Cimeira Ibero-Americana “um momento de promoção” do computador Magalhães, presente na mesa de trabalho dos 22 Chefes de Estado e de Governo.

Durante mais de cinco minutos Sócrates apresentou o Magalhães como sendo “o primeiro grande computador ibero-americano” dizendo mesmo que é uma “espécie de Tintim: para ser usado desde os sete aos 77 anos”. (…)

(notícia completa aqui)

socrates e chavez.gif

SócratesHugo, eu não te disse que se conseguia ver qualquer site da internet?! Aquilo dos filtros para crianças, foi para calar a imprensa…

Mário LinoAhhhhh??! :shock:

Hugo ChavezMuy bueno, José… :P

SócratesO Magalhães é porreiro, pá! ;)

Mário LinoAaahhhhhhh… :mrgreen:

A Intel, a Microsoft e a JP Sá Couto devem andar todas contentes… Arranjaram um primeiro-ministro que trabalha para eles!

Mas também estará a ser bem pago por isso… É justo! :roll:

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