Fouad al-Farhan, um dos bloggers mais populares da Arábia Saudita, foi detido pelas autoridades por se ter manifestado solidário – no seu blogue - com vários presos políticos. Privado de qualquer contacto com o exterior, inclusivé com a família, a prisão de al-Farhan já motivou uma campanha na internet no Egipto, Tunísia, Marrocos e Bahrein, e, claro, na própria Arábia Saudita, onde os media têm omitido o assunto.
Segundo um diário Saudita, o porta-voz do Ministro do Interior confirmou a prisão de Fouad al-Farhan "por violação de leis não relacionadas com a segurança de Estado", sem precisar quais os motivos para a sua detenção. Este é o primeiro caso conhecido de prisão de um blogger na Arábia Saudita.
No início de Dezembro, Farhan informou o Washington Post que um oficial do Ministério do Interior avisou-o que ele seria detido devido ao seu apoio online a um grupo de presos políticos que defendiam uma série de reformas políticas no país, detidos em Fevereiro do ano passado sem sequer serem julgados.
Na altura Farhan escreveu no seu blogue: "Disseram-me que devia pedir desculpas … mas para quê pedir desculpas…Porque disse que o Governo mentia quando acusava os reformistas de apoiar o terrorismo?"
Esta não foi a primeira vez que Farhan teve problemas com as autoridades. Ainda em 2006, o Ministério do Interior obrigou-o a abandonar o seu blogue e a dissolver uma associação, ainda em formação, de defesa dos direitos dos bloggers. A ordem foi cumprida durante nove meses, altura em que Fahran voltou a activar o seu blogue.
A Arábia Saudita é uma monarquia absolutista que restringe o direito de imprensa e a liberdade de expressão, não permite a existência de partidos políticos, associações de direitos civis ou manifestações, apesar da maior tolerância à crítica e ao debate desde que o Rei Abdullah assumiu a liderança do país em 2005.
Farhan é o primeiro blogger preso na Arábia Saudita. O Grupo de Investigação Internacional sobre internet, a Global Voices, revelou que existem também dois bloggers presos no Egipto e outro na Tunísia.
in Esquerda.net

Artigo 2° da Declaração Universal dos Direitos Humanos
"Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania."

Technorati : Imagens, Internet, Notícias, Política, Sociedade
Del.icio.us : Imagens, Internet, Notícias, Política, Sociedade
Ice Rocket : Imagens, Internet, Notícias, Política, Sociedade
Comentários + recentes por aqui