O primeiro-ministro, José Sócrates, e a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, foram ontem surpreendidos pelos «alunos» da escola do futuro. Durante a apresentação pública do Plano Tecnológico da Educação, um investimento do executivo PS no valor de 400 milhões de euros, as cerca de dez crianças presentes no evento descaíram-se e confessaram «ter sido contratadas».
A confissão foi feita para as câmaras de televisão da SIC e RTP. José Sócrates e Maria de Lurdes não sabiam e foram apanhados de surpresa pelos jornalistas. Vários menores disseram ter recebido «um telefonema para estarem presentes» no CCB para uma cerimónia e que «iam receber 30 euros» cada.
[ Há um funcionário do Ministério da Educação que interpreta o papel de professor e aos miúdos cabe representar os alunos interessados que sabem usar as novas tecnologias. "A Ana foi à pastelaria e comprou 12 bolos. Em casa, a família comeu metade. Quantos comeram?" Seis, claro. Foi, diz Ana Rita, de sete anos, um dos papéis mais fáceis da sua curta carreira: "Já entrei na Ilha dos Amores. E gosto muito de computadores." ] excerto do DN Online
Segundo avança o jornal diário 24 Horas, esta terça-feira, o ministério da Educação contratou uma empresa, a «Action4 Ativism», para organizar a cerimónia. Esta, por sua vez, terá contactado a NBP para contratar crianças para a sala de aulas «encenada» e composta por computadores de última geração.
A «Action4 Ativism» não quis responder directamente às perguntas colocadas pelo 24 Horas, mas fê-lo por e-mail. «A “action4 ativism” foi contratada pelo ministério da Educação para a organização de uma sessão pública de apresentação do Plano Tecnológico da Educação. No âmbito dos serviços prestados, designadamente a logística e a produção de material de suporte, incluiu-se a demonstração de equipamentos interactivos em ambiente de aula, para o que se recorreu à contratação de uma empresa de casting», explica a empresa na sua resposta.
Acrescentando ainda: «Mais se informa que esta empresa contratada», a NBP, «responde a todos os requisitos e obrigações legais relativas a contratação de crianças».
Também a NBP escusou comentar o caso ao 24 Horas mas, fonte não oficial da empresa considerou ao jornal ser «normal» a contratação dos menores «porque as escolas estão fechadas e eles tinham de arranjar crianças».
in Portugal Diário

De que tem medo o governo?
No outro dia, foram os idosos do Minho na festa da vitória PS para a câmara de Lisboa. Agora nem alguns alunos se arranjam, para apresentar uns computadores, recorrendo-se a figurantes pagos e ensaiados?!
Isto só demonstra uma coisa: que este país tem demasiados “figurantes”…
(Nota:E precisa contratar empresas, que contratam outras empresas, para organizar uma apresentação como aquela. Não há ninguém no governo com capacidade para isso?! É, parece que não… (pergunta estúpida!))
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