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Prometemos ser breves!
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Foram apresentados os nomeados para a edição deste ano dos Webby Awards, galardões conhecidos como os «Óscares da Internet». O jornal New York Times domina as nomeações ao estar presente em 13 categorias.



Com cerca de 70 categorias, os prémios Webby visam distinguir o que de melhor se faz na Internet ao longo do ano, em áreas como Arte, Beleza, Media, Eventos, entre muitos outros.
Esta lista é o resultado de mais de 10 mil entradas propostas a partir de 60 países e está aberta à votação do público até dia 30 de abril para a escolha do prémio “People’s Voice”.
Na edição deste ano, o jornal New York Times foi o mais nomeado, ao obter um total de 13 nomeações, incluindo melhor site de jornal e melhor blogue político.
Entre os mais nomeados encontra-se outro gigante dos Media dos EUA, a estação televisiva NBC, que conquistou 12 nomeações.
Os vencedores dos Webby Awards 2009 serão conhecidos no próximo dia 5 de Maio e os prémios serão entregues a 8 de Junho, numa cerimónia pública que terá lugar em Nova Iorque.
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Dezasseis finalistas, entre cerca de 35 mil candidatos, foram seleccionados para ocupar o cargo do «melhor emprego do mundo» na Austrália, que consiste em guardar uma ilha paradisíaca durante seis meses, anunciaram hoje os organizadores.

Os eleitos têm origem em 15 países diferentes e têm profissões tão diferentes como jornalistas, actores, estudantes e professores.
O grande vencedor, que se tornará zelador da ilha paradisíaca de Hamilton e cujas funções serão passear à volta da Grande Barreira de Corais da Austrália durante seis meses, será conhecido no dia 6 de Maio.
Entre os pretendentes encontram-se 5 europeus: um estudante francês, um trabalhador britânico de uma organização de ajuda, um fotógrafo holandês, uma actriz alemã e um irlandês. Nenhum português foi seleccionado.
O Estado de Queensland, que organizou esta operação no âmbito de uma campanha de promoção turística, tinha inicialmente seleccionado 50 pessoas de um total de 34.684 candidatos, mas conseguiu já reduzir o número.
Com um salário de 76.500 euros, o vencedor viverá durante 6 meses na ilha tropical onde poderá participar ao máximo em todas as actividades como vela, natação, mergulho e descanso.
Em troca, terá de alimentar semanalmente vários blogues da Internet com vídeos, fotografias e comentários sobre as belezas turísticas de Hamilton.
in SOL

Sortudos!!
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Uma rede de espionagem electrónica conseguiu infiltrar-se em 1295 computadores de governos, incluindo o de Portugal, embaixadas, organizações de defesa dos direitos humanos e meios de comunicação, entre outras instituições, em 103 países, segundo um relatório da Universidade de Toronto ontem publicado.
Segundo o relatório hoje divulgado na Internet pelo Munk Center for International Studies da Univesidade de Toronto não é possível atribuir com certeza a autoria da espionagem da rede que os investigadores denominam GhostNet (RedeFantasma), mas sublinham que três dos quatro servidores de controlo estão em províncias chinesas e o quarto na Califórnia, Estados Unidos.
Os autores do relatório, um grupo de acompanhamento da ciber-delinquência denominado The Information Warfare Monitor que se foca na utilização da rede como domínio bélico estratégico, trabalham sob o patrocínio do SecDev Group, uma consultora de Otava especializada em regiões em risco de violência, e do Laboratório Cidadão da Universidade de Toronto.
Na opinião dos investigadores, não se pode concluir definitivamente que a espionagem envolva o governo chinês, apesar do controlo do sistema ter origem, quase exclusivamente, em computadores na China.
No entanto, a origem desta investigação está relacionada com uma petição do gabinete do Dalai Lama em Dharamsala, norte da Índia, para que os peritos analisassem a rede de computadores, dos quais tinham sido retirados virtualmente documentos e cujos microfones e câmaras web eram controladas por controlo remoto.
O diário The new York Times, que teve acesso às “impressões digitais dos espiões”, sublinha que um dos possíveis rastos do envolvimento oficial da China é a chamada telefónica recebida por um diplomata não identificado.
A maioria dos computadores infectados pertence a países ou missões diplomáticas do Sudeste Asiático, escritórios de Taiwan, indianos e tibetanos, apesar do relatório acessível na rede não permitir ver nem a lista dos computadores infectados nem os nomes dos titulares destes.
No entanto, na lista por organismos aparecem os escritórios da agência norte-americana AP em Londres e Hong Kong e o canal de televisão New Tang Dinasty Television criado por grupos de apoio a Falun Gong.
Na lista também aparece a operadora telefónica CANTV da Venezuela, o ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, a embaixada da China nos Estados Unidos, a consultora Deloitte Touch, a rede informática do governo de Portugal, a embaixada de Malta na Líbia e entidades das ilhas Salomão.
in Expresso

Um crime que será cada vez mais frequente…
E a invasão da rede informática do governo português deve ter sido puro engano… Ou então andavam à procura da alta tecnologia “exclusiva” do nosso Magalhães!
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O currículo das escolas primárias no Reino Unido deve incluir aulas sobre o Twitter e Wikipédia, de acordo o jornal «The Guardian».

A ser aprovada, a proposta será a maior mudança no ensino primário na última década. Além de permitir uma maior flexibilidade para as escolas, esta proposta traz especificações sobre o que os alunos devem acumular até aos 11 anos a nível de aprendizagem.
A proposta foi elaborada por Jim Rose, ex-chefe de Ofsted (órgão que inspecciona o padrão das escolas e professores na Inglaterra), que foi nomeado pelo governo para rever o plano curricular do ensino primário.
O documento também enfatiza áreas tradicionais de aprendizagem, como história, matemática e inglês, mas inclui o estudo dos meios de comunicação modernos, buscando dar uma maior ênfase à educação ambiental.
Segundo o documento que o «The Guardian» teve acesso, os alunos devem acabar o ensino primário familiarizados com os blogs, podcasts, Wikipédia e Twitter. Além disso, devem saber utilizar correctamente o teclado do computador e o corrector ortográfico.
in IOL Diário


Apesar de não ver nada de mal nesta proposta, não sei até que ponto será necessário introduzir estes “assuntos” no ensino primário… As crianças de hoje parecem já nascer a saber mandar SMS’s, criar um blog ou uma conta no Messenger. Quem precisará de formação será a grande maioria dos professores!!
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O Ministério da Defesa britânico divulgou ontem sete novos dossiês contendo 1200 casos de avistamentos de ovnis ocorridos entre 1987 e 1993 e que foram investigados pelos serviços secretos britânicos da Defesa. A preocupação dos investigadores não eram os extraterrestres, mas a possibilidade de os russos estarem a testar equipamentos secretos.

Há histórias para todos os gostos, umas mais intrigantes, outras nem por isso. Uma pequeníssima percentagem permanece sem explicação plausível. Ao todo são 1200 casos de avistamentos estranhos contidos em sete dossiês desclassificados ontem pelo ministério da Defesa britânico e dedicados ao fenómeno ovni: os objectos voadores não identificados.
Os documentos estão desde ontem online no site dos arquivos nacionais britânicos, em nationalarchives.uk/ufos. Ali estão compilados os casos ocorridos entre 1987 e 1993 e investigados pelo DI55, uma secção dos serviços britânicos de inteligência para a defesa, “cuja existência”, como notava ontem o Guardian, “era negada pelo governo britânico até muito recentemente”.
Os dossiês e os seus relatos mostram que as autoridades lhes atribuíram importância suficiente para os investigar. Não tanto pelo fenómeno ovni em si, “mas por questões de defesa”, numa época em que se vivia ainda a Guerra Fria, tal como comentou David Clarke, especialista neste fenómeno e professor da universidade de Sheffield, citado pela BBC News online. “A questão era o que estavam os russos a testar e se algum daqueles avistamentos poderia estar relacionado com isso. Assim que eliminavam essa hipótese, já não estavam interessados [os serviços secretos de defesa] nisso”, disse David Clarke à BBC.
Uma dos casos que consta nos dossiês do DI55, e que foi contado pela imprensa britânica, é o de uma mulher que disse ter encontrado um extraterrestre louro e com sotaque escandinavo quando andava a passear o cão.
Esta história, considerada “pouco vulgar” pelos próprios investigadores, ocorreu em Norwich, em Novembro de 1989. A mulher que a protagonizou explicou ter conversado durante dez minutos com um homem louro que lhe explicou que as formas circulares traçadas em alguns campos de cereais eram obra de seres extraterrestres como ele e que o propósito da sua visita era amigável.
O extraterrestre louro foi ao ponto de dizer à mulher, que não está identificada no relato do caso pelos serviços secretos, que apesar de ter ordens para não falar com os seres humanos tinha decidido falar com ela porque achava isso importante.
Assustada, ela apressou-se a ir para casa. Antes de lá chegar ainda ouviu um zumbido e quando se voltou para trás viu um objecto esférico, brilhante e cor de laranja a elevar-se no ar. Logo a seguir telefonou aterrorizada para a força aérea.
Há outros casos. Luzes no céu, e o avistamento colectivo de um objectivo em forma de diamante no céu, em 1990, em Perthshire, para o qual não foi encontrada explicação. São histórias divertidas, ou que dão que pensar, e que agora estão à distância de um click.
in DN Online

Um OVNI avistado da nave americana Atlantis em 2006
Fotografia: Nasa/Getty Images
É o que digo: eles andem aí!
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Um bispo propõe aos jovens fazer jejum de SMS. Rosário, Joaquim e os filhos vêem menos televisão para conversarem mais. Jaime pôs um aviso no Outlook para rezar diariamente ao meio-dia. José abre o Skype para rezar com mais dois amigos – e em latim… A Quaresma é pretexto para jejuns vários e para novos usos da tecnologia.

João Silva nem sequer sabia o que era isso do jejum da Quaresma. No grupo de escuteiros a que pertence, decidiram questionar-se sobre o que fazer que traduzisse a penitência quaresmal. Com 18 anos, a frequentar o 12.º na área de Humanidades, João pediu ao pároco que lhe explicasse o sentido dessas coisas.
“Nunca tinha feito nada disto. Como estamos no ano de São Paulo, ficou decidido cada um escolher algo que significasse o jejum, para tentar melhorar um pouco de si mesmo. Eu até gosto de comer. Decidi reduzir a quantidade de comida e não beber refrigerantes”, diz ao P2.
O jejum tradicional significava, no catolicismo, não comer nas sextas-feiras da Quaresma. A par da abstinência de carne, essa forma de renúncia traduzia o desejo de purificação do corpo e dos sentidos durante o tempo litúrgico que antecede a Páscoa, a festa maior do cristianismo, que assinala a ressurreição de Cristo.
“É uma forma de me tentar pôr à prova, um desafio, para ver o que consigo fazer nestes 40 dias. É uma experiência de domínio sobre o corpo”, acrescenta João, que reside em Caneças (Odivelas), explicando o sentido da sua decisão.
A proposta do bispo de Modena, em Itália, aos jovens da sua diocese, foi noutra linha: “Renunciar ao envio de mensagens SMS em cada sexta-feira da Quaresma.” A ideia é permitir que eles “se desintoxiquem do mundo virtual e se reencontrem consigo mesmos”, dizia o bispo Benito Cocchi, citado pela AFP.
A proposta do bispo teve sucesso, pelo menos entre outros colegas: os de Bari (Sul) e Pesaro (Centro). E tem uma razão social de fundo, dizia o diário italiano La Repubblica: com 50 SMS/mês por pessoa, a Itália é o segundo país da Europa, atrás do Reino Unido, no número de mensagens escritas enviadas por telefonino, nome que os italianos dão ao telemóvel.
Também em Portugal, o bispo de Lamego, Jacinto Botelho, sugeriu, entre outras coisas, um “jejum de atitudes e de palavras, desde o uso moderado dos meios de comunicação, por exemplo, televisão, rádio, CD, Internet, telemóvel, o próprio automóvel”.
Tais sugestões não são consensuais, mesmo dentro da Igreja. Gian Maria Vian, editor do L’Osservatore Romano, jornal do Vaticano, afirmou que as mensagens curtas são, por natureza, “uma ferramenta neutra, nem boa nem má”. E acrescentava: “Se as mensagens de texto são um meio apropriado de comunicar, não vejo por que nos devamos privar delas na Sexta-Feira Santa ou noutro dia.”
Ideia ridícula?
Giani Gennari, teólogo que escreve para o Avvenire, o jornal ligado à Conferência Episcopal, disse que a ideia do bispo de Modena é “ridícula”. E criticou: “Pode lançar-se uma campanha para desligar a luz e ficar às escuras. Estas propostas bizarras arriscam-se a tornar banal todo o sentido da Quaresma. Os padres fariam melhor pedindo aos fiéis que renunciassem a uma chávena de café e dessem o dinheiro aos pobres.”
Certo é que, nesta altura do ano, as propostas são muitas. Os bispos católicos escrevem normalmente uma mensagem a propor uma purificação pessoal. Se ela se concretizar de forma material, os crentes são depois convidados a dar o dinheiro que resulta dessa atitude para um fim determinado.
Em Portugal, a maior parte das dioceses optou por canalizar o produto da renúncia quaresmal, assim chamada, para apoio aos mais pobres e às vítimas da crise económica (ver PÚBLICO de 1 de Março). Em Itália, há ainda quem tenha proposto que os católicos abdiquem de utilizar o carro aos domingos (bispo de Trento) ou que bebam água da torneira e não de garrafas (patriarca de Veneza).
Mas houve quem aderisse ao jejum tecnológico. Com os seus 12 filhos (11 em casa, pois o mais velho, de 29 anos, já casou), Rosário e Joaquim Pernas decidiram fazer um jejum de televisão.
Membros do Caminho Neocatecumenal, um movimento católico que aposta na formação dos seus membros, Rosário, de 52 anos, é tradutora, e Joaquim, de 56, trabalha numa agência de viagens. A decisão, dizem, “é para dar mais importância às pessoas e uma oportunidade para falar mais uns com os outros”.
E não foi difícil aos mais pequenos (12, nove e sete anos) aceitar tal opção? “Habitualmente já não vemos muita televisão”, explica Joaquim. “Vêem-se os telejornais, futebol e râguebi, ou o canal Disney para os mais pequenos. Olham para esta decisão com naturalidade. E entendem que é uma ajuda para despertarmos mais para a necessidade dos outros.” Essa foi mesmo a promessa de Constança, nove anos – “ver menos desenhos animados”.
Convento virtual
Se há quem proponha o jejum tecnológico, há quem aproveite a tecnologia para viver melhor a Quaresma e a sua vida cristã. José Rosa, de 43 anos, casado e pai de dois filhos, resolveu criar com mais dois amigos um convento virtual. Professor, residente na Covilhã, junta-se diariamente a outro colega da mesma cidade e a um terceiro que mora na zona de Lisboa.
Por volta das 23h00, os três abrem o Skype para falar em conferência. Em cada computador, está já aberto o site www.almudi.org. Aqui, encontra-se o breviário, o livro que reúne as orações que, nos conventos, marcavam o ritmo aos tempos: matinas, laudes, vésperas, completas e as horas intermédias (tércia, sexta, noa).
Montis Stellae Caenobium. Convento Serra da Estrela é o nome que os três monges virtuais escolheram para esta oração diária através da Net. Por vezes, há outros amigos ou conhecidos que se lhes juntam.
“A nossa ideia foi responder à questão de como rezar hoje na cidade. O que materializa este convento é a existência de uma ferramenta na Internet que possibilita a conferência em simultâneo”, diz José Rosa. Por estes dias, aliás, o convento ultrapassa mesmo o Atlântico, já que um dos seus membros está no Brasil.
Mal se abre o site, é como se tivéssemos o breviário da Liturgia das Horas à frente, para desfolhar à medida que a oração prossegue. À noite, rezam completas. Por vezes, por volta das 19h00, também rezam vésperas. “Trata-se de adaptar o espírito monacal ao regime tecnológico”, diz o professor, para quem a ideia não é “nada do outro mundo”.
Há outra dimensão importante neste convento virtual: “Valorizamos também a beleza da liturgia: por isso rezamos em latim”, diz. Professores na área da Filosofia, todos estão à vontade com a língua. E ainda podem cantar os salmos e as antífonas, pois a ferramenta permite isso mesmo.
Jaime Faria, de 39 anos, gestor do ramo automóvel, teve que encontrar tempo para rezar sozinho. Casado com Teresa, de 35 anos, pediatra, têm três filhos. Com o nascimento das crianças, o tempo passou a escassear.
“Em solteiros, éramos capazes de rezar juntos. Agora, era mais difícil manter uma rotina. Associei um aviso ao Outlook para me lembrar do meio-dia e passei a rezar o Angelus” – uma oração tradicional e curta, que se reza a essa hora.
Jaime e Teresa conheceram-se numa missão de voluntariado, em São Tomé, dos Leigos para o Desenvolvimento. Hoje, fazem parte de um grupo das Equipas de Nossa Senhora, movimento católico de casais.
O assistente da equipa a que pertencem, padre Edgar Clara, envia-lhes também textos e pistas para a oração. “Quando ele manda, reencaminho para a Teresa. A tecnologia não muda a minha relação com Deus, mas ajuda a lembrar-me que tenho uma relação com Deus.”
Há muitos outros instrumentos disponíveis na Net. Em liturgia.pt, o Secretariado Nacional da Liturgia também disponibiliza a Liturgia das Horas. É possível, aliás, descarregar uma versão abreviada para o telemóvel.
O site sacredspace.ie, criado pelos jesuítas irlandeses, tornou-se um dos mais conhecidos, com várias línguas, incluindo o português. Em cada hora, durante o último mês de Fevereiro, o Lugar Sagrado teve 661 pessoas a rezar alguma das várias propostas de oração ali feitas.
Em www.taize.fr, é possível acompanhar as orações da comunidade monástica ecuménica de Taizé (França), que junta monges católicos e protestantes. Há ainda o evangelhoquotidiano.org, onde predominam os textos bíblicos.
Há pouco mais de dois meses, foi noticiado que a Liturgia das Horas passaria a estar disponível para o iPhone em inglês, francês, italiano e espanhol – o português virá mais tarde.
Terão sido estes fenómenos que, na semana passada, levaram o Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais a convocar bispos de 80 países para debater as Novas Perspectivas para a Comunicação Eclesial – Mudanças na cultura e na tecnologia da comunicação.
Blogues, redes sociais e ferramentas como o Facebook, Youtube, Flickr ou Twitter foram alguns dos fenómenos debatidos e que serão tratados num documento orientador, a publicar até final do ano.
Na oração de vésperas desta tarde, será lido um excerto da Carta de São Paulo aos Romanos: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito.”
in Caderno P2 do Público

Tudo isto pemite a cada um viver a sua religiosidade como bem entender.
Parece-me bem!
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Um grupo de 20 cientistas ingleses elegeu as invenções tecnológicas que mais mudaram a forma como a humanidade vive e interage na actualidade. Os peritos pertencem à Associação Britânica de Ciência e as escolhas vão desde o código de barras aos ténis desportivos.



Do cartão de crédito à comida de ‘plástico’ – a ordem é aleatória -, eis os dez inventos tecnológicos que mais marcaram o mundo no último século. A eleição foi feita por um painel de 20 cientistas ingleses, da British Science Association – e serviu para assinalar uma semana dedicada à ciência e à engenharia.
A lista será discutível, como todas as outras. E os critérios não se baseiam necessariamente nos benefícios que estes inventos trouxeram à humanidade.
O cartão de crédito está lá porque facilitou a circulação de capitais, sobretudo por cidadãos no estrangeiro, mas também não se esquece que contribuiu para o sobreendividamento em que hoje vive muita gente. Da comida de plástico nem vale a pena falar…
Mas não há dúvidas de que estas tecnologias e produtos mudaram o mundo. Não apenas pelo que trouxeram de inovador mas, sobretudo, pelo impacto que tiveram nos comportamentos e prioridades dos tempos modernos.
O código de barras, uma ideia relativamente simples à primeira vista, mudou a forma de se fazer compras. Os ténis de corrida não só melhoraram o desempenho como marcaram a moda ao longo de gerações.
Nas escolhas dos especialistas, nota-se que apesar de pretender reflectir mais de meio século de inventos, a lista acaba por ser muito influenciada pelas tendências das últimas décadas, para não dizer dos últimos anos. Exemplos disso mesmo são as escolhas das “redes sociais” na Internet ou das mensagens de texto (SMS), o meio de comunicação preferencial – há quem diga que, em igualdade de circunstâncias com a fala – dos adolescentes, ou ainda do famoso GPS.
in DN Online

Podem não ter sido as mais importantes invenções do século, mas que alteraram a maneira de como lidamos com a maioria das “coisas”, sem dúvida!
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Após fracassos em 2008, Chen Xiao resolveu não tomar mais decisões. A jovem cobra cerca de três dólares por hora para fazer tarefas aleatórias.

Cansada de tomar decisões, a jovem chinesa Chen Xiao resolveu oferecer sua vida para quem estiver disposto a pagar. Pela internet, ela deixa que as pessoas escolham o que ela fará a cada dia, numa loja virtual, “Chen Xiao’s remaining life shop” (Chen Xiao của cửa hàng còn lại cuộc sống), aberta para os milhões de internautas chineses.
“É seu direito escolher o que Chen Xiao fará, e é minha obrigação atendê-lo”, afirma a jovem na sua página na rede.
A loja virtual foi aberta em Dezembro, depois que Chen chegou à conclusão que a sua vida em 2008 havia sido “um desastre“.
A sua cidade natal foi devastada por uma tempestade, os seus amigos se divorciaram e a loja de roupa que ela possuía foi à falência.
“Sempre que eu tinha um plano, ele não se concretizava. Então decidi que se deixasse as pessoas tomarem as decisões por mim, talvez eu encontrasse algo interessante”, afirmou a moradora de Pequim à rede americana CNN. Ela cobra o equivalente a cerca de três dólares por hora para quem quiser alugar sua vida, e já foi obrigada a realizar tarefas como entregar ração para cães e gatos e almoçar com um mendigo. “Algumas tarefas simples me deixaram muito feliz.”
A jovem não sabe até quando vai atender os pedidos dos cibernautas, mas afirma que, no momento, a solução cai como uma luva nos tempos de crise financeira.
Como limites para o que aceita fazer, Chen Xiao coloca apenas a ilegalilade, imoralidade ou violência.
in JM.Online

Chen Xiao, numa acção publicitária à sua iniciativa na Grande Muralha da China
Quando não há mais nada para “vender”…
Será isto empreendedorismo?!
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O Facebook e o Twitter estão a mudar a forma como pensamos. Ao que parece, literalmente. Uma prestigiada neurologista britânica diz que os efeitos culturais e psicológicos das relações online vão mudar o cérebro das próximas gerações: menos capacidade de concentração, mais egoísmo e dificuldade de simpatizar com os outros e uma identidade mais frágil são algumas das consequências que Susan Greenfield antecipa.


O alerta da especialista surge na mesma semana em que foi divulgado que Portugal é o terceiro país europeu que mais utiliza as redes sociais na Internet – de acordo com a Marktest, só em Março passado, os portugueses dedicaram quatro milhões de horas a estes sites. “Uma geração que cresce com novas tecnologias e num ambiente cultural diverso vai ser naturalmente diferente: da forma como processa os pensamentos, à moral e comportamentos”, concorda o neurologista Lopes Lima. No entanto, será uma geração mais adaptada às circunstâncias actuais – “faz parte da evolução humana”, diz.
Também o psiquiatra Álvaro de Carvalho considera que é inevitável que esta adesão às redes sociais e ás novas formas de comunicar “induza uma forma de funcionamento mental diferente: que tem aspectos negativos, mas também positivos.”. Na Câmara dos Lordes inglesa, Susan Greenfield salientou os negativos: a directora do reputado Royal Institution of Great Britain acredita que a exposição das crianças à rapidez da comunicação pode acostumar o cérebro a trabalhar em escalas de tempo muito curtas e aumentar as distúrbios de défices de atenção. Além disso, salienta a preferência pelas recompensas imediatas, ligada às áreas do cérebro que também estão envolvidas na dependência de drogas.
“Há o risco de não valorizar aspectos da vida que não são atractivos no imediato, enquanto se vai mais atrás do prazer rápido”, concorda Álvaro de Carvalho. “Nas crianças, aquilo que é óbvio é que as novas formas de comunicação, menos presenciais, criam um modelo de interacção menos humanizado, muito menos rico a nível emocional, já que a capacidade de sentir o outro é limitada”, diz o psiquiatra.
Ou seja, a capacidade de desenvolver empatia pelos outros também pode ser afectada. Esta mudança preocupa o neuropsicólogo Manuel Domingos. “Há pessoas que privilegiam a conversa atrás do teclado, onde podem ficar escondidas”, diz. Por isso, apesar de aparentemente facilitar a comunicação, acaba por a simplificar de mais, argumenta.
Para Álvaro de Carvalho, neste momento, ainda estamos a assistir à implementação de um novo modelo e por isso há muita especulação. “Há mais perguntas que respostas”, reconhece o psiquiatra.
in DN Online

Nada disto é propriamente novidade, mas que se pode tornar (ou já se tornou?!
) uma ‘epidemia’ das sociedade modernas, isso é preocupante!
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Duas namoradas de banqueiros de Wall Street, que sofreram com a crise e consequente recessão económica, resolveram criar um blogue onde se lamentam da vida que perderam quando as suas contas bancárias começaram a ficar mais pequenas.

O blogue «Dating A Banker Anonymous» está já a provocar alguma discussão nos EUA, sobretudo junto da comunidade femininista e de alguns analistas que consideram que a iniciativa é falsa e apenas servirá para promover um possível programa de televisão ou um livro.
Neste blogue as autoras pedem a todas as amantes e esposas de banqueiros para se revelarem, pois defendem que esta página «existe para a apoiar nestes tempos difíceis».
Para as promotoras do blogue este «é um lugar seguro onde as mulheres se podem reunir – livres do olhar das femininistas – e partilhar as suas histórias tristes de como a crise afectou as suas relações».
No blogue as amantes dos banqueiros contam como passaram a gastar menos em roupa ou tiveram de despedir os seus personal trainers por causa da crise.
Num dos casos uma das mulheres prejudicadas pela crise refere que «toda esta desordem provocou um adiamento do início das minhas sessões de Botox em pelo menos duas semanas».
Os comentários no blogue espelham alguma surpresa e apoio, mas há já quem tenha reagido afirmando que esta será uma manobra publicitária para tentar levar à criação de um programa de televisão ou ao lançamento de um livro.
A autora de outro blogue norte-americano citada pela Reuters considera que o objectivo é apenas criar algo como «um reality show tipo confissões de uma viciada em compras».
in SOL

Até pode não passar de um simples golpe publicitário, mas que há muita “namorada” (e alguns “namorados”!) que viram a sua vida tornar-se um pouco mais… triste, disso não há dúvida!
Pode ser que ajude a pensar nas suas ricas vidinhas…
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Já foram apresentados os candidatos à edição deste ano dos Fiasco Awards, uma iniciativa que tem como objectivo distinguir os projectos tecnológicos que se revelaram um fiasco em 2008. O mundo virtual Second Life e o sistema operativo Windows Vista são dois dos finalistas.

Sob o lema «Deus distingue os tolos», os prémios Fiasco são o equivalente aos prémios Razzies para os Óscares de Hollywood, que premeiam os piores filmes do ano, e têm como objectivo «promover uma atitude positiva perante os fiascos».
Neste caso os promotores pretendem premiar os projectos desenvolvidos a nível mundial na área das tecnologias, que custaram milhões e não tiveram os resultados esperados ou foram bastante criticados.
Além do Second Life e do Windows Vista, a lista de finalistas inclui ainda o Lively, o mundo virtual do Google que não durou meio ano, ou o projecto One Laptop per Child, entre outros.
A entrega dos prémios vai ter lugar a 26 de Fevereiro em Barcelona. Até lá os cibernautas podem visitar o site da iniciativa para votarem naquele que consideram ser o fiasco tecnológico do ano.
in Sol


No próximo ano, parece-me que o Magalhães será um forte candidato a este prémio…
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Bens insólitos, totalmente inúteis ou alegadamente milagrosos, há de tudo à venda na Internet e nos jornais da especialidade. E para tudo há compradores. Mesmo para, pasme-se, um solitário cornflake igual a tantos milhões de outros, uma vida, a virgindade ou a lua. Só varia o preço.

Em Agosto do ano passado, um indivíduo chamado Ian Usher que vivia em Perth pôs à venda na Internet um bem insólito: a sua “vida inteira”. Na verdade, o que se oferecia era menos do que isso, embora fosse bastante. O indivíduo propunha-se vender, por junto – ele só vendia se alguém comprasse tudo – a sua casa e os objectos que nela se encontrassem, outros pertences (carro, etc.), o seu conjunto de amigos (ele apresentá-los-ia ao comprador) e o seu emprego (o interessado teria direito a um período à experiência), bem como um vasto capital de informações sobre o local, os hábitos, as pessoas, etc. O objectivo era mudar de vida. Aos 40 anos, após muitas coisas boas e más e algumas desilusões recentes, Ian queria deixar a Austrália e voltar ao Reino Unido. Para isso precisava de se libertar de tudo o que possuía naquele continente, excepto, imagina-se, as memórias. A oferta não demorou a encontrar comprador, e o preço final, fazendo o câmbio, foi cerca de 243 mil euros.
Meses depois, em Novembro, um estudante de Conventry propôs-se vender um único floco de cereal no eBay. Fazia-o, segundo dizia, a título de experiência. Como o anúncio chamou a atenção, o floco começou a ser objecto de inquérito e a receber ofertas; primeiro de um cêntimo, depois mais altas, até ser finalmente vendido por uma libra e vinte. Ficámos foi sem saber o que o estudante queria provar. Talvez o mesmo que provou a experiência daquela mulher que guardou durante dez anos um bocado de uma tosta de queijo onde supostamente se vislumbrava, algures no meio do queimado, o rosto de Nossa Senhora. Ao fim desse tempo, a sandes foi posta à venda, e a senhora recebeu uma fortuna, o que nem toda a gente terá considerado um milagre. Como não é milagre que alguém consiga vender as cinzas da própria mãe, o fantasma de uma casa (devidamente engarrafado) ou um “Vampire Killing Kit” equipado com bíblia, escopro e martelo.
As pessoas compram tudo. Mais precisamente: para o que quer que seja, por mais estranho ou doentio que pareça, existe sempre um comprador. Longe vai o tempo em que até para adquirir bens essenciais como roupa e instrumentos de cozinha às vezes havia que esperar pela visita sazonal dos ciganos. Hoje em dia, qualquer aldeia (…) pode encomendar os mais insólitos objectos pela Internet. Basta ter cartão de crédito, algo que por sua vez também nunca foi tão fácil. Se alguém sentir ganas urgentes de possuir, digamos, uma ’stun gun’ (uma daquelas armas eléctricas que a polícia usa para atordoar os bandidos) ou uns brincos feitos com caca de alce, é só pedir. Quem diz brincos, diz bolas de golfe que tenham sido engolidas por uma cobra pitão, passando uns tempos lá dentro. Pela sua raridade, essas bolas são muito procuradas e atingem preços elevados, embora quem a veja dificilmente as distinga das suas congéneres que nunca passaram por idêntico trauma.

O princípio é antigo. Sempre houve objectos vulgares que atingiam valor extraordinário por motivos subjectivos. Basta pensar nos “verdadeiros pedacinhos do cueiro do Menino” ou os “autênticos pregos que pregaram Cristo na cruz” impingidos pelos vigaristas às populações crédulas no tempo de Eça de Queirós. Aí pelo menos o negócio ainda se baseava na fé, algo profundo mesmo quando iludido. Hoje em dia inúmeras vezes as compras fazem-se apenas porque sim. Se na natureza selvagem nada se compra ou se vende, entre a espécie humana comprar é um vício. Só o nosso cérebro consegue atribuir às coisas um valor abstracto, expresso em termos numéricos. Quando esse valor tem por base uma utilidade concreta, definível, ainda pode haver um certo consenso. Quando obedece unicamente a elementos psicológicos, depressa entramos no absurdo. E não é apenas a nível do indivíduo insignificante ou do coleccionador de bizarrias que isso acontece. Se há uns séculos alguém nos dissesse que um dia haveria gente disposta a pagar fortunas por dois pedacinhos de corda suspensos de uma parede branca, ninguém acreditaria. Mas é o que hoje em dia se passa em certas galerias de Nova Iorque especializadas em “instalações”. O critério aí é o da validação sociológica, por via de todo um sistema oficial (críticos, galerias, museus) que nos assegura que aquilo é, afinal, “arte”.
Caso houvesse forma de relacionar os pedacinhos de corda com um evento histórico – o suicídio de Judas, digamos – eles podiam tornar-se ainda mais valiosos. Veja-se os preços que atingem objectos muito menos importantes, como a caneta de Agatha Christie ou as chuteiras de Pelé. Nessas situações, factor de investimento à parte, o que realmente se compra é o poder que esses objectos têm de evocar memórias e sensações. Evidentemente, também aí o processo depende de um sistema de validação social, com frequência falível. Quem garante que aquela caneta foi de facto usada por Agatha Christie? Se o feliz comprador da mesma um dia tomasse conhecimento de que afinal tinha havido um erro e sérias dúvidas se colocavam em relação ao vendedor e à sua história, é provável que recusasse admiti-lo, mantendo a fé no objecto que tanto prazer lhe dava.

As coisas são o que nós decidimos que são. Só isso explica que haja tantos objectos absurdos à venda pelo mundo fora. Surpreendente, mais do que haver gente a vendê-las, é alguém as comprar. Há não muito tempo, surgiu a notícia de que uma jovem estaria a vender a sua virgindade na Internet. O motivo seria necessidade de dinheiro para frequentar a universidade. A jovem punha um conjunto rigoroso de condições e estabelecia um preço alto. Mesmo assim, é duvidoso que o anúncio fosse a sério. Afinal, ideia semelhante fora usada num “documentário” satírico em 2005, e já na altura houve gente que se deixou convencer. Uma parte do documentário mostrava os interessados de boa-fé a negociar com a alegada jovem disponível. O gosto duvidoso do tema – ainda hoje, em certas partes do mundo, a virgindade continua a ter um preço que se exprime em dinheiro, e que não é estabelecido pelo intelecto ou a vontade da jovem negociada – não o impediu de ser referido com jovialidade e de ser tomado sobretudo como um comentário aos negócios que se fazem na Internet, como se não estivessem em causa questões mais importantes.
Os anúncios bizarros são uma pequena minoria, tanto no eBay como no resto da Internet. Boa parte deles, aliás, revelam pouca criatividade; dois séculos após o “Fausto” de Goethe (e muitos mais após o conceito original) o que é que tem de especial vender a alma, como fazem certas pessoas? E nem a gracinha adjacente (“motivo: falta de uso“) justifica a perda de tempo. Ao pé desses anúncios, qualquer tubérculo que tenha tido a sorte ou o azar de nascer com uma forma sugestiva é um festival para a imaginação. Felizmente que o eBay não proíbe a brejeirice, ao contrário do que faz com o álcool, o tabaco, as drogas, os bilhetes de lotaria, o material de guerra, a parafernália nazi, os órgãos humanos (uma importante área de negócio hoje em dia, consta) e certas ferramentas habitualmente usadas por assaltantes. Pode ser inviável encomendar um pé-de-cabra, mas facilmente se obtém uma cereja em forma de pénis. Só é pena que a brejeirice se estenda à taxidermia, onde infâmias do tipo três-sapos-em-posição-erótica (o termo técnico é “frog threesome”) constituem um caso claro de abuso animal…
Já que falamos de animais, refira-se o filão inesgotável que são, no eBay como noutros lugares. Por exemplo, o jornal português “Ocasião”, onde a secção respectiva merece invariavelmente consulta atenta. A par com as inevitáveis ofertas de chihuahuas, hamsters e angorás, surgem algumas propostas curiosas. Uma iguana verde que alguém queria vender ou trocar por um papagaio (?). Uma doninha, “com um ano de idade, muito mansa, boa para estar em casa”. Das duas uma: ou a fama que as doninhas têm não corresponde à realidade, ou há gente que vive permanentemente com o nariz tapado e nunca recebe visitas. Outro anúncio que nos suscitou perplexidade foi o que referia um “burro, jovem, muito bonito, russo”, que “procura novo dono”, por “motivo à vista”. Mesmo admitindo que o dito burro fosse de uma beleza eslava e o tal motivo fosse perfeitamente auto-evidente para quem o contemplasse (ou ao dono, talvez), quem diabo se podia ter lembrado de importar um burro da Rússia? Só ao fim de alguns segundos nos ocorreu que ‘russo’ podia ser um caso de má ortografia – atribuível ao dono, não no (outro) burro – e que poderia andar por ali escondida a palavra ‘ruço’, que significa cinzento.
Com a sua sobriedade exemplar e a abundância e variedade das suas propostas, distribuídas por um caderno geral e dois especializados, o “Ocasião” faria plenamente jus a um artigo próprio. Mesmo sem aparecerem lá anúncios a vender a Islândia, (ou a Bélgica) a namorada, a língua alemã, ou lotes na Lua e em Marte, ele tem muito com que nos entreter. A secção Outros Items (Colecções) propõe desde agulhetas de mangueira de bombeiro até aparos de tinta permanente (1500 unidades), bilhetes de futebol, bóias de navegação e algo de misterioso chamado Tazos, Slammers e Caps. Pela minha parte, todas as semanas leio a secção de informática a ver se descubro um anúncio a vender um determinado modelo de portátil, relativamente raro, igual ao que me foi roubado há umas semanas. Bem sei que o aparelho já lá vai, mas tenho curiosidade em saber quanto vale agora. Já perguntei em diversas lojas de artigos usados, mas as opiniões variam imenso, e querem-me sempre vender alguma coisa. Ora, nesta altura, não me apetece muito andar às compras.
in Expresso

Portanto, já sabes! Se tens alguma coisa (e quando digo alguma coisa, é alguma coisa mesmo!) aí por casa para deitar ao lixo, provavelmente ainda pode dar uns trocos nesta época de crise…
E nesse caso, é tudo lucro! Como diz no artigo: (…) “para o que quer que seja, por mais estranho ou doentio que pareça, existe sempre um comprador”.
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O Ministério Público da Coreia do Sul indiciou um bloguer que havia profetizado uma crise económica no país e a queda do banco Lehman Brothers.
O bloguer, que assina sob o pseudónimo Minerva, tornou-se popular na Coreia do Sul por ter previsto quebras acentuadas nos ganhos e nas acções dos mercados locais, bem como o colapso do banco norte-americano Lehman Brothers.
Em resultado destas previsões, o Ministério Público considerou que o bloguer «manchou» a moeda local, colocando informações incorrectas online.
«O suspeito foi indiciado neste caso, sob a acusação de prestação de falsas informações em duas ocasiões», informou um funcionário do Ministério Público.
Entretanto, foi aberto um inquérito e, caso seja culpado por violar as leis da comunicação, o bloguer enfrenta uma pena que pode ir até cinco anos de prisão.
O caso está a gerar polémica no país, visto que, desde a sua detenção, no início deste mês, especialistas jurídicos têm questionado se as autoridades têm fundamentos legais para processar o bloguer. Além disso, o partido conservador da Coreia do Sul considera que esta é uma prova de que a tradição característica dos Estados de Direito ainda não foi enraizada na sociedade sul-coreana.
in SOL

O existir blogues já é quase assunto para alguém ser processado por aqueles lados…
Cuidado com o que escrevem nos vossos blogues! Com os governos a tentar controlar a vida dos seus cidadãos cada vez mais, a moda é bem capaz de espalhar-se!
Ler também: Blogues censurados; Regulação da Internet; Código de Conduta para autores de blogs
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Este Natal ficou marcado pela morte anunciada das videocassetes, enquanto a Internet demonstra o seu potencial nos downloads e criação de filmes.
A época natalícia foi a última das encomendas de cassetes VHS para o maior fornecedor deste suporte nos Estados Unidos. 30 anos após a sua generalização, as videocassetes que restam no armazém de Ryan Kugler e não foram vendidas vão parar ao lixo. “Fui o último a comprar e a vender” videocassetes “e já chega”, afirmou ao diário Los Angeles Times o empresário da Florida, presidente da Distribution Video Audio.
A Sony lançou o formato Betamax em 1975 e, no ano seguinte, a JVC apresentou o VHS (de video home system), gerando uma guerra de formatos resolvida em 1984 a favor deste último, apesar de no ano seguinte a Disney ter ainda lançado o primeiro título directamente para videocassete (Love Leads the Way) nos dois suportes.
As videocassetes permitiram o aluguer ou compra de filmes que antes apenas podiam ser vistos em cinematecas ou retransmissões televisivas e inaugurou a inestimável capacidade de rever cenas dos filmes.
O então novo suporte foi receado pelas produtoras cinematográficas, antecipando a retirada de espectadores das salas de cinema. Pelo contrário, deu-lhes receitas impensáveis no aluguer ou venda directa e abriu caminho aos novos formatos DVD ou o actual Blu-Ray.
O enterro das videocassetes foi marcado em 2006 com o lançamento de A History of Violence, do realizador David Cronenberg. Com a excepção dos filmes infantis, foi o último dos filmes de Hollywood a usar este formato, quando o DVD já ocupava (menor) espaço nas lojas de aluguer de vídeos.
Agora, já se anuncia o fim do DVD e não é pelo novo formato Blu-ray mas por causa da Internet. O modelo do YouTube (ou de canais mais específicos como o Hulu) demonstra que o download de programas televisivos ou filmes pela Internet tem potencial, assim que se descubra um modelo de negócio sustentável e se impeça a pirataria dos conteúdos.
O potencial é enorme apesar dos 80% que o consumidor gasta em cinema ser no suporte DVD, segundo um estudo de Setembro do NPD Group. O suporte físico é desnecessário se se conseguir ter no televisor filmes com qualidade, de forma legal e com um preço acessível que evite a deslocação ao clube de vídeo. Por exemplo, a Apple revelou em Junho que os clientes do serviço iTunes já alugavam ou compravam mais de 50 mil filmes por dia.
A Internet está a ter um outro impacto na concretização de filmes, de que é exemplo o primeiro criado inteiramente por uma comunidade na Internet. Perkins’14 é um filme de terror dinamizado desde Fevereiro na Massify, uma comunidade de cinéfilos que debate e decide em conjunto fases de produção, realização e divulgação do filme, apesar de aliada com a After Dark Films. Esta produtora é responsável pelo evento anual HorrorFest, cuja edição de 2009 decorre entre 9 e 15 de Janeiro, onde Perkins’14 será inicialmente exibido.
in DN Online

Um fim mais do que esperado, e que só tem sido “adiado” por questões comerciais/económicas.
Se existe algo que nos pode surpreender a cada dia, é sem dúvida a tecnologia! Se vai ser melhor ou pior? É esperar para ver!
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“A primeira edição dos TvCinews Awards conta ao todo com 6 categorias, apresentando 5 na área do cinema e Televisão: Melhor Blog de Noticias em Cinema e Televisão, Melhor Blog em Crítica de Televisão, Melhor Blog em Crítica de Cinema, Melhor Design e Grafismo em Blog de Cinema e Televisão e Melhor Blog de Tv e Cinema.
A 6ª categoria abrange todos os blogs, escritos em Português de Portugal, que não abordam directamente as áreas de Televisão e Cinema. A Fotografia, a Sociedade, a Moda, as Vivências Pessoais, a Originalidade estão patentes em cada um dos 8 nomeados na categoria Blog TOP de 2008.
Não querendo ser de modo algum arrogante, ou injusto, estes prémios têm a credibilidade que cada um lhe quiser dar, sendo, no fundo, uma maneira de promover o que de bom se faz a nível Nacional. Digo-vos também que a pesquisa foi árdua, longa, mas bastante proveitosa. A actividade entre Janeiro de 2007 e Dezembro de 2008 foi o único requisito necessário para os diferentes blogs poderem ser nomeados. A arte pode ser vivida em conjunto. Quer se trate de Cinema, de Pintura, de escrita alternativa ou simplesmente Fotografia … todos devem ser incluídos. Bem … aos nomeados os meus Parabéns! Estão abertos os prémios mais Glamourosos (nada convencido!) da Blogosfera Nacional. Quanto aos vencedores … que comecem as apostas!”
Pedro Barreira in TvCinews

Blog TOP de 2008
Para conhecer a lista completa, clique aqui
Ao Pedro Barreira do TvCinews muito obrigado pela nomeação do Xicórias & Xicorações para ‘Blog TOP de 2008′. É com enorme orgulho que vejo o X&X fazer parte de uma lista tão distinta e com tanta qualidade.
A Intel, empresa produtora de material para computadores, quis aferir da importância da rede na vida actual das pessoas. O estudo, realizado nos EUA, concluiu que as mulheres preferem navegar na internet a fazer sexo.
A sondagem, conduzida pela empresa Harris Interactive, concluiu que quase metade (49%) das mulheres entre os 18 e 0s 34 anos disse preferir a rede à cama, quando colocadas perante uma simples hipótese: prefere ficar sem fazer amor ou sem net durante duas semanas?
A diferença, a favor da internet, em detrimento, pois, das relações interpessoais, aumenta com a idade: dos 35 aos 44 anos, 52% das representantes do chamado belo sexo preferem mesmo é a boa da net.
Entre os homens, são mais os que preferem o sexo à internet. Mas, segundo o levantamento feito pela Harris Interactive, entre 2119 adultos, 30% dos americanos contactados disse que preferia ficar sem sexo duas semanas a perder a ligação à internet durante o mesmo período.
O estudo, intitulado “A Importância da internet na economia actual”, concluiu que, entre as mulher, a internet é quase tão importante como um par de sapatos novos e, cada vez mais, algo sem a qual não conseguiriam viver. A maioria disse que, à falta de dinheiro, preferiria pagar a internet, prescindindo de jantar fora, comprar roupa ou pagar a mensalidade no ginásio. Dizem os números, que 61% das senhoras preferia ficar sem televisão duas semanas a prescindir da net.
“A sondagem apurou que 65% dos adultos sente que não poderia viver sem internet”, lê-se no estudo, citado pelo blogue “Bits” do jornal “New York Times“, dos EUA. Mais ainda, 71% dos inquiridos considerou importante ou muito importante ter aparelhos, como computadores ou telemóveis que possam proporcionar actualizações em tempo real de assuntos importantes , incluindo a economia”.
in JN Online

Isto começa a dar que pensar…
Ler também Americanos preferem Internet a amigos ou sexo; Sexo ou futebol? e O que procuram homens e mulheres na internet?
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O futebol move paixões um pouco por todo o mundo, mas na Argentina há uma verdadeira religião que leva esta paixão ao extremo. Trata-se da Igreja Maradoniana, dedicada ao futebolista Diego Armando Maradona – o seu «Deus» -, que conta já com mais de 100 mil fiéis em todo o mundo. Na sua página Web, é possível aderir a esta insólita «religião» e conhecer um pouco da história do culto do «10».
Considerado por muitos o melhor jogador de futebol de todos os tempos, rivalizando com o brasileiro Pelé, Diego Armando Maradona foi também um dos futebolistas mais amados e polémicos de sempre. Esta paixão levou um grupo de amantes do desporto-rei a criarem em 1998 a Igreja Maradoniana, um verdadeiro culto ao mago da bola, que tem mandamentos, feriados, orações e até sacramentos, como as restantes religiões.
No site desta religião, é possível saber que há mais de 100 mil fiéis que prestam culto a Maradona e celebram o Natal no dia 29 de Outubro, o dia em que Maradona nasceu. O outro feriado desta «igreja» é a Páscoa Maradoniana, celebrada a 22 de Junho, o dia em que o antigo número 10 argentino «afundou» a selecção de Inglaterra, no Mundial de 1986, no México, com a célebre «Mão de Deus».
A «Mão de Deus» é outro dos ícones do culto, pois tem de ser imitada sempre que um novo membro é admitido, numa cerimónia que é considerada o baptismo dos maradonianos, também realizada a 22 de Junho.
Tal como na religião católica, os fiéis desta igreja têm 10 mandamentos, que incluem frases como «amarás o futebol acima de todas as coisas», «declararás o amor incondicional a Diego e ao bom futebol», «difundirás os milagres de Diego em todo o universo» ou«terás como segundo nome Diego e baptizarás o teu filho com o mesmo nome».
Além de dar a conhecer a história desta religião, o site tem áreas com vídeos dedicados ao culto, desde casamentos e baptizados dos fiéis, a jogadas de Maradona, uma loja de produtos relacionados com o mítico número 10 «alvi-celeste» e um link que permite aos cibernautas tornarem-se membros do culto.
in SOL
Também já existem tantos “cultos”, que mais um, menos um, não faz a menor diferença…
Cada um acredita no que quer!
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O Xicórias & Xicorações está de parabéns!
Hoje é uma data muito especial. Celebramos o nosso 2º aniversário. O que para um blog já é uma data respeitável…
Tudo começou no dia 21 de Novembro de 2006. Nunca pensei que durasse tanto…
Mais de 325.000 visitas, 511 posts, 1.864 comentários, PageRank 5, etc.
Tudo isto graças a vocês que diariamente vão passando por este canto da blogosfera. Muito obrigado!
Os parabéns são, portanto, para todos!!

Imagine-se a escrever Ronaldo no Google e não encontrar nenhum resultado. Difícil? É o que está a acontecer na Argentina aos fãs de Maradona, que se juntou às mais de 100 figuras a impedir legalmente os seus nomes de aparecerem nos motores de busca.
Enquanto uns se esforçam para alcançar visibilidade no Google, outros recorrem à lei para não aparecer de todo. Os argentinos que pesquisarem por Diego Maradona nas versões nacionais do Yahoo e do Google vão dar com uma mensagem em espanhol, avisando que, por ordem legal, estão suspensos os resultados para aquela pesquisa. A excepção são apenas os grandes sites de informação.
Mas não foi só a estrela do futebol argentino, e actual seleccionador nacional, a bloquear os motores de busca. Ao todo, 110 figuras públicas recorreram aos tribunais para impedir que informação relativa aos seus nomes surja nos resultados das pesquisas online.
O que preocupa os motores de busca, segundo a Time, é que o processo legal que considera os motores de busca responsáveis pelo conteúdo das páginas que surjam como resultado das pesquisas dos internautas. Um porta-voz do Google Argentina descreve o processo como «completamente ilógica». «Seria como processar o quiosque pelo que vem nos jornais que vende», compara.
A acção judicial é obra do advogado Martin Leguizamon, de 48 anos, em nome de dezenas de actores, modelos, desportistas e juízes.
Mas, claro, nestas coisas da Internet, parece sempre haver uma forma de dar à volta às questões e aos argentinos que quiserem recordar as muitas polémicas envolvendo Diego Maradona basta aceder à versão internacional dos motores de busca ou simplesmente escrever «Maradon» em vez de «Maradona»…
in Visão

O que é preocupante é mesmo o “controlo” que o Google e a internet em geral podem ser “obrigados” a ter…
Já faltou mais!
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