O X&X faz 3 anos!! E está de volta…

21 11 2009

anniversaire22

O X&X está de parabéns!!

E que melhor altura para voltar ao activo do que numa data especial?!

Pois é! Este blog já começou há três anos… Quem diria que ainda andaria a passear pela blogosfera? Sei que os últimos meses não têm sido propriamente muito activos (!) mas o ‘tempo’ não permitiu…

Mas estamos de volta! E com o mesmo interesse, humor e actualidade a que habituamos os nossos leitores!

E feliz aniversário! Porque afinal, estamos todos de parabéns!

Obrigado por despenderem um bocadinho do vosso tempo connosco e nos habituarem com a vossa visita… E voltem sempre!! ;-)

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Porque é que acreditámos em Deus?

14 04 2009

O que aconteceu ao homem ancestral que começou a acreditar em deuses? Porque é que a nossa espécie tem tendência para a fé religiosa? A Ciência, especialmente a neurologia, deu início a uma busca dentro do cérebro para encontrar respostas que, por agora, são muito complexas.

Muito se avançou desde que o anatomista Franz Gall, no princípio do século XIX, disse que havia encontrado o corpo de Deus no corpo de cada humano, como explica o El Mundo num trabalho publicado sobre a visão da Ciência sobre Deus.

Agora, muitos investigadores de prestígio estão convencidos de que as redes neuronais estão por detrás dessa tendência para a espiritualidade, que é inata e que se tem repetido em todas as culturas e civilizações.

Se há uns anos o biólogo Dean Hamer dizia ter encontrado o gene de Deus, agora investigadores do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos (EUA) revelaram que as zonas do cérebro que se activam com a fé religiosa são as mesmas que usamos para compreender emoções, sentimentos e pensamentos das pessoas que nos rodeiam.

Este último trabalho, publicado recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Science, situa a ‘zona religiosa’ no lobo temporal e no frontal, o que indicaria, segundo o neurologista Jordan Grafman, que os humanos crêem em Deus utilizando os mesmos mecanismos para outras pessoas e que, como crenças que se transmitem de gerações em gerações, entraram na memória, imaginação e empatia.

O cérebro de um crente

Porque é que se crê em algo sobre o qual não existe constatação? Alguns científicos apostam na ideia de que o cérebro está organizado para que possamos crer.

Outras hipóteses defendem que a religião apareceu como uma adaptação evolutiva que fizeram que os genes que a facilitavam se transmitissem e prosperassem: a religião havia ajudado a formar grupos sociais coesos e a proporcionar consolo nas desgraças. Assim o entende o psiquiatra Francsico J. Rubia, autor do livro A Conexión Divina (A Divina Ligação, em tradução livre).

«A origem da espiritualidade, que não de Deus, deveu-se a vários factores. Influenciaram os sonhos, em que os indivíduos viajavam sem mover o corpo, dando lugar à ideia de alma, e também a predisposição de dualidade, porque o cérebro está organizado para ver o contraste, como a luz e a obscuridade, o finito e o eterno, o real e o imaginário. Tudo isto unia o grupo», defende o especialista.

No entanto, alguns antropólogos, como Scott Atran, do Michigan, EUA, acreditam que «religiões que falam do paraíso após a morte não fazem muito pela sobrevivência no aqui e agora».

Paul Bloom, psicólogo de Yale, procura a explicação fisiológica. O especialista argumenta que o cérebro tem dois sistemas cognitivos: um encarrega-se dos seres vivos e outro dos mortos, um trata da mente e outro do físico (dualismo de que falava Rubia). Esta seria a explicação do porquê de deixarmos o corpo nos sonhos ou em protecções astrais. É a mesma dualidade que preparar o cérebro para conceitos como a eternidade, a vida depois da morte.

O psicólogo acrescenta que pensar em experiências fora do corpo, espirituais, «está a um passo da criação dos deuses».

A procura de causas

Mas bastam estes deuses para dar lugar à religião? Deborah Kelemen, da Universidade de Arizona, acrescenta a este cocktail o sentido de causa-efeito, ou seja, a busca de uma finalidade ou uma concepção para tudo, algo que surgiu muito pelo instinto de sobrevivência (um ruído pode ser um predador) e que o cérebro extrapola ao resto: tudo tem um porquê.

«A religião é um artefacto inelutável do nosso cérebro», assegura Bloom na revista New Scientist. Até os ateus e agnósticos têm tendência para pensar no sobrenatural. Segundo Rubia, nestes casos a espiritualidade deriva para outras questões como a Natureza. «Sempre se procurará repostas porque isso produz endorfinas e, portanto, prazer, mas as experiências míticas podem não ser religiosas», assegura.

Atran chama-lhe «a tragédia da cognição»: «Os seres humanos podem antecipar o futuro e conceber a sua própria morte. Quando os processos naturais do cérebro nos dão uma saída, nós seguimo-la, claro», defende.

Então, a religião é um subproduto da evolução do cérebro humano ou foi escolhida para a sobrevivência do grupo? O evolucionista Richard Dawkins considera correctas as duas premissas. Por um lado estaria a doutrinação que se recebe do grupo, e que se aceita para não se ser rejeitado, mas por outro lado há a predisposição cerebral em crer em seres invisíveis, que se concretizam através dos padres.

A relação religião-cérebro vai ainda mais longe. O psiquiatra espanhol Rubia recorda que há uma epilepsia que afecta o lobo temporal e activa a religiosidade por uma descarga de neurónios: «Os xamãs eram pessoas que entravam em êxtase e algumas sofriam desta patologia. Desde a antiguidade que eram quem falava com os mortos e curavam, seguramente por poderes mais psicossomáticos que outra coisa».

in SOL

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Ainda será preciso muito tempo/investigação para que se entenda/explique muitas coisas… :?

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Falar de sexo no trabalho deprime

9 04 2009

Aqueles que mais se riem com as conversas «picantes» são os mais afectados.

Um estudo realizado por investigadores da Rotman School of Management da Universidade de Toronto e da Sauder School of Management da British Columbia, no Canadá, revela que as conversas sobre sexo no local de trabalho minam a moral dos empregados ao ponto de ficarem deprimidos, de faltarem mais e de se sentirem menos valorizados.

Curiosamente, aqueles que mais se riem com as conversas «picantes» são os mais afectados, noticia o «20minutos».

Os autores do estudo procuravam o efeito das conversas de conteúdo sexual no local de trabalho. Nesse sentido tiveram em conta tanto as piadas, como também as insinuações entre colegas e as discussões sobre problemas sexuais.

O objectivo era observar e perceber se os homens e as mulheres obtinham algo de positivo com esta conduta. Mas o que se registou foi precisamente o contrário.

Os investigadores descobriram que apenas 25 por cento dos trabalhadores expostos a este tema o achavam divertido, enquanto que os outros mostraram-se menos à vontade.

Mesmo aqueles que de vez em quando embarcam nas brincadeiras demonstraram sintomas negativos. Assim, segundo o estudo, estas pessoas são mais faltosas, sentem-se menos valorizadas e têm mais tendência para sintomas de depressão do que aqueles a quem as piadas são indiferentes.

Os resultados, que servem tanto para homens como para mulheres, foram publicados no «Journal of Applied Psychology». Jennifer Berdahl, professora e co-autora da investigação aconselhou chefes e empregados a não levarem assuntos relacionados com sexo para o trabalho.

in IOL Diário

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Guantánamo: ‘um local lindo e relaxante’

2 04 2009

A venezuelana eleita Miss Universo visitou a prisão norte-americana em Cuba e contou a experiência no seu blogue. Uma visão diferente de Guantánamo.

Dayana Mendoza, a actual Miss Universo de 2008, venezuelana, foi a Guantánamo, Cuba, numa visita organizada a 27 de Março para levantar o moral das tropas americanas no estrangeiro. “Foi muuuito divertido”, disse a miss num post do seu blogue.

“Nem queria vir embora, é um local tão relaxante, tão calmo e tão lindo”. Acompanhada de Crystle Stewar (Miss EUA), Dayana visitou as instalações da prisão mais polémica do mundo, onde os Estados Unidos detêm mais de 240 prisioneiros. Guantánamo tem sido alvo de imensas críticas e depois do 11 de Setembro tornou-se um símbolo do abuso de poder na guerra contra o terrorismo. É considerada ilegal pelo Governo cubano.

“Visitámos os campos de detenção e as celas, onde tomam banho, como se divertem com vídeos, aulas de arte, livros. Foi muito interessante”, escreveu a Miss Mundo.

Antigos prisioneiros e vários grupos de defesa dos direitos humanos acusaram o Governo americano de tortura física e psicológica. O Governo espanhol está a considerar investigar seis advogados ligados à administração Bush acusados de terem construído as bases para tornar legal o uso de tortura ao interrogar dos prisioneiros suspeitos de terrorismo.

O Governo britânico anunciou na semana passada a abertura de uma investigação para apurar se membros dos serviços secretos britânicos estariam ou não envolvidos na tortura de Binyam Mohamed, residente no Reino Unido e libertado de Guantánamo em Fevereiro. O Pentágono, após novas acusações, investigou e concluiu que todos os presos são tratados de acordo com a Convenção de Genebra. :shock:

O Presidente Barack Obama estipulou, em Janeiro, o prazo de um ano para o fim de Guantánamo enquanto prisão e a revisão caso a caso de todos os presos com o objectivo de definir qual o seu novo destino.

in Público

Dayana Mendoza divertiu-se em Guantánamo

E esteve lá tão pouco tempo! Podia ter ficado mais uns dias a desfrutar de toda aquela calma e beleza! E as tropas até agradeciam… 8)


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A crise actual

1 04 2009
O termo crise financeira é aplicado a uma variedade de situações nas quais instituições ou activos financeiros se desvalorizam repentinamente.
No século XIX e no início do século XX, muitas crises financeiras estiveram associadas a corridas aos bancos, durante períodos de recessão. Outras se caracterizaram pelo estouro de uma bolha financeira e pela quebra do mercado de ações ou por ataques especulativos à moeda de um país ou quando um país suspende o pagamento de sua dívida.
Há várias teorias acerca do desenvolvimento das crises financeiras e como evitá-las. Entretanto, não há consenso entre os economistas. As crises continuam a ocorrer por todo o mundo e parecem se produzir com certa regularidade, podendo ser inerentes ao funcionamento da economia capitalista.

calvin

Clique para ampliar

E um vídeo interessante (e com humor) que nos mostra como realmente funciona o mercado.





Declínio mental começa aos 27 anos

17 03 2009

O cérebro começa a envelhecer bem mais cedo do que se pensava. Segundo um estudo norte-americano, é aos 22 anos que se atinge o pico da performance cerebral, e aos 27 que a rapidez de raciocínio e a capacidade visualização espacial se começam a degradar.

As conclusões do estudo da Universidade da Virgínia foram publicadas no jornal científico Neurobiology of Aging, citado pela BBC, e permitem planear novas estratégias para evitar a perda das capacidades intelectuais.

A solução é agir cada vez mais cedo, uma vez que se sabe agora que o pico da performance cerebral acontece logo aos 22 anos, e que aos 27 já se nota o início do declínio intelectual.

Especificamente, é aos 27 anos que os indivíduos começam a ter menos capacidade de visualizar espaços e menor velocidade de raciocínio.

Não é nenhuma tendência dramática, note-se, mas significa que a ‘ginástica mental’ deve ser praticada cada vez mais cedo para manter o cérebro ao melhor nível por muitos anos.

O estudo, dirigido pelo neurologista Timothy Salthouse, contou com 2 mil voluntários entre os 18 e os 60 anos, que foram testados com puzzles, exercícios de memória e outros desafios.

Em nove dos 12 testes realizados, os melhores resultados foram alcançados pelas pessoas de 22 anos. A partir dos 27, os resultados começaram a piorar, sobretudo nos puzzles.

Nos exercícios de memorização, foi só aos 37 que se notou um declínio das performances.

Já nos testes de vocabulário e de cultura geral, o saber continua a aumentar até aos 60 anos.

Segundo vários cientistas citados pela BBC, o estudo ajuda os especialistas do combate a doenças como o Alzheimer a detectar sintomas muito mais cedo e a delinear estratégias para evitar ou retardar os efeitos de várias patologias.

in SOL

Tenho que começar a exercitar estes neurónios com maior intensidade! :|

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Os inventos que mudaram o mundo

16 03 2009

Um grupo de 20 cientistas ingleses elegeu as invenções tecnológicas que mais mudaram a forma como a humanidade vive e interage na actualidade. Os peritos pertencem à Associação Britânica de Ciência e as escolhas vão desde o código de barras aos ténis desportivos.

Do cartão de crédito à comida de ‘plástico’ – a ordem é aleatória -, eis os dez inventos tecnológicos que mais marcaram o mundo no último século. A eleição foi feita por um painel de 20 cientistas ingleses, da British Science Association – e serviu para assinalar uma semana dedicada à ciência e à engenharia.

A lista será discutível, como todas as outras. E os critérios não se baseiam necessariamente nos benefícios que estes inventos trouxeram à humanidade.

O cartão de crédito está lá porque facilitou a circulação de capitais, sobretudo por cidadãos no estrangeiro, mas também não se esquece que contribuiu para o sobreendividamento em que hoje vive muita gente. Da comida de plástico nem vale a pena falar…

Mas não há dúvidas de que estas tecnologias e produtos mudaram o mundo. Não apenas pelo que trouxeram de inovador mas, sobretudo, pelo impacto que tiveram nos comportamentos e prioridades dos tempos modernos.

O código de barras, uma ideia relativamente simples à primeira vista, mudou a forma de se fazer compras. Os ténis de corrida não só melhoraram o desempenho como marcaram a moda ao longo de gerações.

Nas escolhas dos especialistas, nota-se que apesar de pretender reflectir mais de meio século de inventos, a lista acaba por ser muito influenciada pelas tendências das últimas décadas, para não dizer dos últimos anos. Exemplos disso mesmo são as escolhas das “redes sociais” na Internet ou das mensagens de texto (SMS), o meio de comunicação preferencial – há quem diga que, em igualdade de circunstâncias com a fala – dos adolescentes, ou ainda do famoso GPS.

in DN Online

Podem não ter sido as mais importantes invenções do século, mas que alteraram a maneira de como lidamos com a maioria das “coisas”, sem dúvida! :?

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O livro mais caro do mundo

3 02 2009

Tem apenas 13 páginas e custa 153 milhões de euros. Segundo o seu autor, Tomas Alexander Hartmann, o preço é tão elevado porque a obra responde às questões mais importantes da humanidade.

O escritor alemão Tomas Alexander Hartmann apresentará ao público a sua obra “Die Aufgabe” (“A Tarefa”) pela última vez na Art Dubai de Março de 2009. O preço é elevado porque, segundo Hartmann, responde às três questões fundamentais da humanidade em menos de 300 frases.

“De onde vimos?”, “Para onde vamos?” e “Qual a missão real que ainda está por realizar?”, são algumas das dúvidas que em apenas 13 páginas Hartmann responde. Por isso, segundo ele, justifica-se o preço tão elevado que colocou a sua obra como a mais cara da história.

No entanto, o autor está cansado dos comentários críticos que o livro despertou e, por isso, decidiu não voltar a expô-lo depois da feira de Art Dubai.

Apesar do preço excessivo, o livro tem uma aparência muito simples. Hartmann argumenta que o preço de 153 milhões de euros se baseia no valor do seu conteúdo. Esta é provavelmente a razão pela qual renunciou os diamantes que, de outro modo, poderiam esperar os seus leitores com esta quantidade de dinheiro a desembolsar.

“O alto preço de um livro deve-se à sua perspectiva mais profunda, que faz com que o livro seja de valor incalculável”, afirma o autor. Não obstante, o livro é supostamente uma obra de arte do artista alemão, realizado por um antigo provedor da corte de um duque de Weimar. Ademais, a cópia está escrita na língua do comprador.

O texto será traduzido em 150 idiomas e, utilizando uma técnica especial, a sua capa será executada com ouro fino. E todos os direitos de licença passam a pertencer ao comprador da ‘jóia’.

Curiosamente, na feira do livro de Frankfurt, celebrada em Outubro de 2008, a um preço de 153 milhões de euros, o autor propôs-se oferecer “só” o seu poema, que está nomeado para o prémio Lyrics Award.

traduzido de Cadenaser.com

Parece-me que este artista precisa desesperadamente de 153 milhões de euros!! :mrgreen:

E ainda ‘está cansado dos comentários críticos que o livro despertou’? :shock:

Bom senso precisa-se!


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Windows Vista e Second Life disputam “fiasco do ano”

29 01 2009

Já foram apresentados os candidatos à edição deste ano dos Fiasco Awards, uma iniciativa que tem como objectivo distinguir os projectos tecnológicos que se revelaram um fiasco em 2008. O mundo virtual Second Life e o sistema operativo Windows Vista são dois dos finalistas.

Sob o lema «Deus distingue os tolos», os prémios Fiasco são o equivalente aos prémios Razzies para os Óscares de Hollywood, que premeiam os piores filmes do ano, e têm como objectivo «promover uma atitude positiva perante os fiascos».

Neste caso os promotores pretendem premiar os projectos desenvolvidos a nível mundial na área das tecnologias, que custaram milhões e não tiveram os resultados esperados ou foram bastante criticados.

Além do Second Life e do Windows Vista, a lista de finalistas inclui ainda o Lively, o mundo virtual do Google que não durou meio ano, ou o projecto One Laptop per Child, entre outros.

A entrega dos prémios vai ter lugar a 26 de Fevereiro em Barcelona. Até lá os cibernautas podem visitar o site da iniciativa para votarem naquele que consideram ser o fiasco tecnológico do ano.

in Sol

No próximo ano, parece-me que o Magalhães será um forte candidato a este prémio… :mrgreen:


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Quem quer comprar um cornflake?

27 01 2009

Bens insólitos, totalmente inúteis ou alegadamente milagrosos, há de tudo à venda na Internet e nos jornais da especialidade. E para tudo há compradores. Mesmo para, pasme-se, um solitário cornflake igual a tantos milhões de outros, uma vida, a virgindade ou a lua. Só varia o preço.

Em Agosto do ano passado, um indivíduo chamado Ian Usher que vivia em Perth pôs à venda na Internet um bem insólito: a sua “vida inteira”. Na verdade, o que se oferecia era menos do que isso, embora fosse bastante. O indivíduo propunha-se vender, por junto – ele só vendia se alguém comprasse tudo – a sua casa e os objectos que nela se encontrassem, outros pertences (carro, etc.), o seu conjunto de amigos (ele apresentá-los-ia ao comprador) e o seu emprego (o interessado teria direito a um período à experiência), bem como um vasto capital de informações sobre o local, os hábitos, as pessoas, etc. O objectivo era mudar de vida. Aos 40 anos, após muitas coisas boas e más e algumas desilusões recentes, Ian queria deixar a Austrália e voltar ao Reino Unido. Para isso precisava de se libertar de tudo o que possuía naquele continente, excepto, imagina-se, as memórias. A oferta não demorou a encontrar comprador, e o preço final, fazendo o câmbio, foi cerca de 243 mil euros.

Meses depois, em Novembro, um estudante de Conventry propôs-se vender um único floco de cereal no eBay. Fazia-o, segundo dizia, a título de experiência. Como o anúncio chamou a atenção, o floco começou a ser objecto de inquérito e a receber ofertas; primeiro de um cêntimo, depois mais altas, até ser finalmente vendido por uma libra e vinte. Ficámos foi sem saber o que o estudante queria provar. Talvez o mesmo que provou a experiência daquela mulher que guardou durante dez anos um bocado de uma tosta de queijo onde supostamente se vislumbrava, algures no meio do queimado, o rosto de Nossa Senhora. Ao fim desse tempo, a sandes foi posta à venda, e a senhora recebeu uma fortuna, o que nem toda a gente terá considerado um milagre. Como não é milagre que alguém consiga vender as cinzas da própria mãe, o fantasma de uma casa (devidamente engarrafado) ou um “Vampire Killing Kit” equipado com bíblia, escopro e martelo.

As pessoas compram tudo. Mais precisamente: para o que quer que seja, por mais estranho ou doentio que pareça, existe sempre um comprador. Longe vai o tempo em que até para adquirir bens essenciais como roupa e instrumentos de cozinha às vezes havia que esperar pela visita sazonal dos ciganos. Hoje em dia, qualquer aldeia (…) pode encomendar os mais insólitos objectos pela Internet. Basta ter cartão de crédito, algo que por sua vez também nunca foi tão fácil. Se alguém sentir ganas urgentes de possuir, digamos, uma ’stun gun’ (uma daquelas armas eléctricas que a polícia usa para atordoar os bandidos) ou uns brincos feitos com caca de alce, é só pedir. Quem diz brincos, diz bolas de golfe que tenham sido engolidas por uma cobra pitão, passando uns tempos lá dentro. Pela sua raridade, essas bolas são muito procuradas e atingem preços elevados, embora quem a veja dificilmente as distinga das suas congéneres que nunca passaram por idêntico trauma.

O princípio é antigo. Sempre houve objectos vulgares que atingiam valor extraordinário por motivos subjectivos. Basta pensar nos “verdadeiros pedacinhos do cueiro do Menino” ou os “autênticos pregos que pregaram Cristo na cruz” impingidos pelos vigaristas às populações crédulas no tempo de Eça de Queirós. Aí pelo menos o negócio ainda se baseava na fé, algo profundo mesmo quando iludido. Hoje em dia inúmeras vezes as compras fazem-se apenas porque sim. Se na natureza selvagem nada se compra ou se vende, entre a espécie humana comprar é um vício. Só o nosso cérebro consegue atribuir às coisas um valor abstracto, expresso em termos numéricos. Quando esse valor tem por base uma utilidade concreta, definível, ainda pode haver um certo consenso. Quando obedece unicamente a elementos psicológicos, depressa entramos no absurdo. E não é apenas a nível do indivíduo insignificante ou do coleccionador de bizarrias que isso acontece. Se há uns séculos alguém nos dissesse que um dia haveria gente disposta a pagar fortunas por dois pedacinhos de corda suspensos de uma parede branca, ninguém acreditaria. Mas é o que hoje em dia se passa em certas galerias de Nova Iorque especializadas em “instalações”. O critério aí é o da validação sociológica, por via de todo um sistema oficial (críticos, galerias, museus) que nos assegura que aquilo é, afinal, “arte”.

Caso houvesse forma de relacionar os pedacinhos de corda com um evento histórico – o suicídio de Judas, digamos – eles podiam tornar-se ainda mais valiosos. Veja-se os preços que atingem objectos muito menos importantes, como a caneta de Agatha Christie ou as chuteiras de Pelé. Nessas situações, factor de investimento à parte, o que realmente se compra é o poder que esses objectos têm de evocar memórias e sensações. Evidentemente, também aí o processo depende de um sistema de validação social, com frequência falível. Quem garante que aquela caneta foi de facto usada por Agatha Christie? Se o feliz comprador da mesma um dia tomasse conhecimento de que afinal tinha havido um erro e sérias dúvidas se colocavam em relação ao vendedor e à sua história, é provável que recusasse admiti-lo, mantendo a fé no objecto que tanto prazer lhe dava.

As coisas são o que nós decidimos que são. Só isso explica que haja tantos objectos absurdos à venda pelo mundo fora. Surpreendente, mais do que haver gente a vendê-las, é alguém as comprar. Há não muito tempo, surgiu a notícia de que uma jovem estaria a vender a sua virgindade na Internet. O motivo seria necessidade de dinheiro para frequentar a universidade. A jovem punha um conjunto rigoroso de condições e estabelecia um preço alto. Mesmo assim, é duvidoso que o anúncio fosse a sério. Afinal, ideia semelhante fora usada num “documentário” satírico em 2005, e já na altura houve gente que se deixou convencer. Uma parte do documentário mostrava os interessados de boa-fé a negociar com a alegada jovem disponível. O gosto duvidoso do tema – ainda hoje, em certas partes do mundo, a virgindade continua a ter um preço que se exprime em dinheiro, e que não é estabelecido pelo intelecto ou a vontade da jovem negociada – não o impediu de ser referido com jovialidade e de ser tomado sobretudo como um comentário aos negócios que se fazem na Internet, como se não estivessem em causa questões mais importantes.

Os anúncios bizarros são uma pequena minoria, tanto no eBay como no resto da Internet. Boa parte deles, aliás, revelam pouca criatividade; dois séculos após o “Fausto” de Goethe (e muitos mais após o conceito original) o que é que tem de especial vender a alma, como fazem certas pessoas? E nem a gracinha adjacente (“motivo: falta de uso“) justifica a perda de tempo. Ao pé desses anúncios, qualquer tubérculo que tenha tido a sorte ou o azar de nascer com uma forma sugestiva é um festival para a imaginação. Felizmente que o eBay não proíbe a brejeirice, ao contrário do que faz com o álcool, o tabaco, as drogas, os bilhetes de lotaria, o material de guerra, a parafernália nazi, os órgãos humanos (uma importante área de negócio hoje em dia, consta) e certas ferramentas habitualmente usadas por assaltantes. Pode ser inviável encomendar um pé-de-cabra, mas facilmente se obtém uma cereja em forma de pénis. Só é pena que a brejeirice se estenda à taxidermia, onde infâmias do tipo três-sapos-em-posição-erótica (o termo técnico é “frog threesome”) constituem um caso claro de abuso animal…

Já que falamos de animais, refira-se o filão inesgotável que são, no eBay como noutros lugares. Por exemplo, o jornal português “Ocasião”, onde a secção respectiva merece invariavelmente consulta atenta. A par com as inevitáveis ofertas de chihuahuas, hamsters e angorás, surgem algumas propostas curiosas. Uma iguana verde que alguém queria vender ou trocar por um papagaio (?). Uma doninha, “com um ano de idade, muito mansa, boa para estar em casa”. Das duas uma: ou a fama que as doninhas têm não corresponde à realidade, ou há gente que vive permanentemente com o nariz tapado e nunca recebe visitas. Outro anúncio que nos suscitou perplexidade foi o que referia um burro, jovem, muito bonito, russo”, que “procura novo dono”, por “motivo à vista”. Mesmo admitindo que o dito burro fosse de uma beleza eslava e o tal motivo fosse perfeitamente auto-evidente para quem o contemplasse (ou ao dono, talvez), quem diabo se podia ter lembrado de importar um burro da Rússia? Só ao fim de alguns segundos nos ocorreu que ‘russo’ podia ser um caso de má ortografia – atribuível ao dono, não no (outro) burro – e que poderia andar por ali escondida a palavra ‘ruço’, que significa cinzento.

Com a sua sobriedade exemplar e a abundância e variedade das suas propostas, distribuídas por um caderno geral e dois especializados, o “Ocasião” faria plenamente jus a um artigo próprio. Mesmo sem aparecerem lá anúncios a vender a Islândia, (ou a Bélgica) a namorada, a língua alemã, ou lotes na Lua e em Marte, ele tem muito com que nos entreter. A secção Outros Items (Colecções) propõe desde agulhetas de mangueira de bombeiro até aparos de tinta permanente (1500 unidades), bilhetes de futebol, bóias de navegação e algo de misterioso chamado Tazos, Slammers e Caps. Pela minha parte, todas as semanas leio a secção de informática a ver se descubro um anúncio a vender um determinado modelo de portátil, relativamente raro, igual ao que me foi roubado há umas semanas. Bem sei que o aparelho já lá vai, mas tenho curiosidade em saber quanto vale agora. Já perguntei em diversas lojas de artigos usados, mas as opiniões variam imenso, e querem-me sempre vender alguma coisa. Ora, nesta altura, não me apetece muito andar às compras.

in Expresso

Portanto, já sabes! Se tens alguma coisa (e quando digo alguma coisa, é alguma coisa mesmo!) aí por casa para deitar ao lixo, provavelmente ainda pode dar uns trocos nesta época de crise… :?

E nesse caso, é tudo lucro! Como diz no artigo: (…) para o que quer que seja, por mais estranho ou doentio que pareça, existe sempre um comprador”. :mrgreen:


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Quem salta do inferno cai no tecto do céu

23 01 2009

O meu avô dizia-me muitas vezes que um homem sem amigos não é nada. Pode ter tudo na vida, garantia ele, dinheiro, casas, mulher, filhos, saúde

(e continuava a lista)

mas se não tiver amigos é um infeliz, um pobre de pedir. Eu olhava o meu avô sem acreditar porque as pessoas crescidas são tão ignorantes e com tanta falta de sentido das coisas essenciais: nunca conheci nenhuma, por exemplo, que juntasse, como eu fazia, pirilampos numa caixa de fósforos para o caso de não haver electricidade. E punha bocadinhos de erva dentro para os bichos comerem, porque não há quem não saiba que os pirilampos adoram pastar. Portanto as sentenças do meu avô passaram-me ao lado e essa acerca dos amigos entre elas. Mesmo que não tivesse mais ninguém tinha Flash Gordon, Mandrake, Tintim, Batman, que me pareciam muito melhores que os sujeitos que com ele com ele privavam, alguns de risca do cabelo na orelha, alguns de bigode, alguns de boquilha e quase todos com a mesma pergunta

- Que idade tens tu já?

impressionados, com um suspiro de inveja, pelos meus oito anos, de que se esqueciam logo a seguir para falarem de coisas incompreensíveis e chatíssimas enquanto, sentado no tapete, eu espreitava para dentro da caixa de fósforos na esperança de uma claridade azul e nem uma pontinha de claridade azul para amostra. Mas, ao contrário dos sujeitos do meu avô, se me apetecesse subia uma parede inteira mais depressa que o Homem-Aranha, só que não estava para aí virado e havia o risco da minha avó aparecer a ordenar-me

- Sai imediatamente desse décimo oitavo andar, estás maluco?

e lá vinha eu por aí abaixo, contrariado e infeliz, com medo que ao jantar me cortassem no doce. A prova que os amigos eram desnecessários estava em que Tarzan, Clark Kent, Cisco Kid e outras criaturas do mesmo gabarito eram todas de poucas relações, demasiado ocupadas em actos heróicos e para mais cheios de cabelo. Além disso os amigos do meu avô casaram com senhoras que cheiravam imenso a perfume, me enchiam as bochechas de baton peganhento e se queixavam das costas. E, cúmulo dos cúmulos, achavam-me amoroso, adjectivo que não me passaria pela cabeça aplicar a Batman. Queria ser heróico, não queria ser amoroso, queria respeito, não queria que se enlevassem com os meus olhos azuis e o meu cabelo loiro, queria que me admirassem, não queria ser beijobicado, queria que os maus

(por azar não conhecia nenhum)

se aterrorizassem só de pensar em mim queria, num gesto mágico, que as pistolas desaparecessem das mãos dos gatunos, fulanos pérfidos de riso satânico que, vá-se lá saber porquê, não se aproximavam de mim. Vá-se lá saber porquê uma ova: no fundo sabia: a minha imensa força interior e o meu infinito poder aterravam-nos, e fugiam de mim a sete pés

(adoro esta expressão)

no pânico que os entregasse à polícia algemados e sovados. Portanto, mais uma vez o meu avô não tinha razão: ele que se entretivesse à vontade com os seus sujeitos de risca na orelha e me deixasse resolver as grandes questões das viagens interplanetárias, da magia ordenadora do mundo e da administração da justiça.
E quando faltasse a luz

(a minha avó espreitando a rua

- É geral)

ou um fusível rebentasse aí vinha eu com a minha caixa de fósforos de pirilampos herbívoros solucionar o problema, introduzindo na escuridão uma fosforescência salvadora. Haviam de admirar-me

- O pequeno é extraordinário

e o meu parecer tornar-se decisivo acerca do problema fundamental da abolição da sopa e da troca da açorda por arroz doce, de menor relevo mas merecedor de um exame cuidado: pataniscas de bacalhau com arroz doce é de certeza melhor que pataniscas de bacalhau com açorda, para não mencionar jaquinzinhos com leite creme e a mousse de chocolate com mariscos: a revolução social vai de par com o progresso culinário. E porque carga de água devo lavar os dentes à noite ou sacudir a pilinha depois de fazer chichi em vez de molhar os calções ou salpicar os azulejos de pingos? Que culpa tinha eu que o pirilau não fungasse, puxando para dentro de si o amoníaco que sobrava? Meu Deus como a existência de um miúdo é um inferno de incompreensão por parte da família. Daí pensar que saltando desse inferno, num pulo de Homem-Aranha, caía no tecto do céu, repleto de chocolates de leite com amêndoas e hamsters a pedalarem nas suas rodas em milhares de gaiolas, sem cópias, sem ditados, sem afluentes da margem esquerda do Tejo e outros conhecimentos inúteis que a Flash Gordon não serviam um pito nem nunca li que Batman os soubesse de cor. E não consta que senhoras de perfume violento lambuzassem Tarzan a queixarem-se das costas.

(Lembro-me de uma com um sinal peludo no queixo.)

Nasci para vôos e perseguições, não para responder a perguntas distraídas

- Que idade tens tu já?

e sem sentido, porque quem nasceu em Kripton não conta o tempo por anos. Informava amuado

- Fiz oito em Setembro

e era uma sorte para eles não os evaporar da poltrona com um estalinho dos dedos. Em boa verdade devia preveni-los

- É uma sorte não os evaporar da poltrona com um estalinho dos dedos

passar de Mandrake a Tarzan e percorrer o corredor de liana a liana, com uma macaca no ombro, a fim de rapar o tacho de doce de coco com o indicador vagaroso, se não fosse, ai de mim, ter tanto medo do escuro.

António Lobo Antunes in Visão

Mais palavras para quê?! :?

Ler também Crónica ao espelho, Agora que já pouco te falta, Crónica do hospital


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‘What I Want for You — and Every Child’

20 01 2009

By President-elect Barack Obama

Queridas Malia e Sasha,

Sei que se divertiram muito nestes dois anos de campanha, com os piqueniques, os desfiles e as feiras, comendo todo o tipo de comida menos saudável que nem eu nem a vossa mãe vos teríamos deixado comer. Mas também sai que não foi fácil, nem para vocês nem par a mamã, e que apesar de vocês estarem muito entusiasmadas com o vosso novo cachorrinho, ele não compensará todo o tempo que estivemos separados. Sei que perdi muito nos dois últimos anos e hoje quero explicar-vos porque decidi embarcar a nossa família nesta aventura.

Obama FamilyQuando eu era mais novo, pensava que a minha vida dependeria essencialmente de mim e da forma como eu enfrentaria o mundo, teria sucesso e conseguiria tudo o que queria. Mas vocês chegaram à minha vida, com toda a vossa curiosidade, magia e sorrisos que me preenchem o coração e alegram a minha vida, e de repente todos os planos que tinha para mim tornaram-se insignificantes. Descobri que os melhores momentos da minha vida são aqueles em que vocês estão felizes. Também percebi que a minha vida só faria sentido se vocês fossem duas pessoas felizes e realizadas. Em suma, meninas, foi esse o motivo que me levou a querer ser presidente, porque é isso que eu quero para vocês e para todas as crianças deste país.

Quero que todas as crianças frequentem escolas que descubram o seu potencial, que estudar seja para eles um objectivo e que lhes dê a capacidade de perceber melhor o mundo que as rodeia. Quero que essas crianças tenham a oportunidade de frequentar a universidade, mesmo que os seus pais não tenham recursos económicos. E quero que tenham bons trabalhos, que lhes permitam ganhar dinheiro e usufruir de alguns benefícios, como cuidados médicos e tempo suficiente para as suas famílias, bem como a possibilidade de reformar-se com dignidade.

Quero que se descubram cada vez mais coisas, para que vocês tenham acesso a tecnologias cada vez mais avançadas e que façam deste mundo um lugar mais limpo e seguro. E quero que no futuro nos esqueçamos das fronteiras que nos impedem de ver o melhor de cada um, para que vejamos mais longe do que a divisão das pessoas por raça, nacionalidade, género ou religião.

Por vezes, temos de enviar os nosso jovens, homens e mulheres, para ambientes de guerra e outras situações perigosas para proteger o nosso país, mas quando o fazemos, quero que seja pelas melhores razões e que tentemos resolver os nossos diferendos sempre de forma pacífica. Também que todas as crianças percebam que os soldados americanos não lutam em vão e que do grande privilégio de ser cidadão deste país também advêm grandes responsabilidades.

Estes sempre foram os princípios que a vossa avó me ensinou quando eu tinha a vossa idade, lendo-me textos da Declaração de Independência e falando de homens e mulheres que lutavam pela igualdade, porque acreditavam nesses valores. Ela ajudou-me a perceber que a América é um país grande, não por ser perfeita, mas poder sempre melhorar, e que todos temos essa responsabilidade. É uma tarefa que passamos aos nossos filhos.

Espero que vocês entendam essa responsabilidade, corrigindo os erros que vêem e trabalhando para dar a outros as oportunidades que vocês já tiveram. Não só por terem a obrigação de retribuir ao país tudo o que deram à vossa família, mas também porque é um dever que têm para convosco próprias. Além disso, só descobrirão o vosso verdadeiro potencial quando tentarem fazer algo mais exigente.

São todas estas coisas que quero para vocês: que cresçam num mundo melhor, que não imponha limites aos vossos sonhos e objectivos e que se tornem em mulheres comprometidas em construir um mundo melhor. E quero ainda que todas as crianças tenham a sorte de aprender, sonhar e crescer, tal como vocês tiveram. Foi por tudo isto que decidi entrar nesta aventura.

Orgulho-me muito de vocês e gosto mais de vocês do que podem imaginar. Agradeço todos os dias a vossa paciência, gentileza e sentido de humor, nesta fase em que nos estamos a preparar para começar uma nova vida juntos na Casa Branca.

Amor, Papá

Obama escreveu esta carta às filhas Malia e Sasha, publicada pela revista Parade, sobre “a grande aventura” que viverão juntos e as razões que o levaram a concorrer à Casa Branca. Leia a carta na versão original.

Aqui está um “discurso” que poderia fazer parte do que será proferido hoje na tomada de posse como 44.º Presidente dos EUA.

O mundo espera muito deste novo presidente. Não fará milagres, mas depois de George W. Bush, só pode melhorar. Disso não há dúvida! 8)


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A verdade traz felicidade

16 01 2009

Um psicólogo americano defende que todos seríamos mais felizes se só disséssemos a verdade. Sobreviria o mundo sem a mentira?

Para ser absolutamente honesto, arrependi-me de ter proposto este artigo no momento em que me sentei ao computador para começar a escrevê-lo. Esta é a história de um movimento chamado Honestidade Radical. Segundo o seu fundador, o psicoterapeuta americano Brad Blanton, de 66 anos, “todos seríamos mais felizes se deixássemos de mentir”. Como a personagem de Jim Carrey no filme “O Mentiroso Compulsivo” deveríamos contar sempre a verdade, não apenas durante um dia mas por toda a vida. Isso implicaria abandonar mesmo aquelas mentiras mais pequenas e insignificantes, incluindo as “piedosas”, as meias verdades que adoptamos para não ferir os egos daqueles com quem nos relacionamos.

No mundo da Honestidade Radical, eu não poderia mais esboçar um sorriso amarelo e desviar o assunto sempre que uns pais babados me perguntassem se o filho acabado de nascer, ainda roxo e enrugado, não era a criança mais bonita que já vi. Segundo Blanton, mesmo essas verdades reprimidas devem ser expressadas. “Se o pensas, afirma-o.” Só assim se poderá abrir o caminho à verdadeira comunicação.

Sociedade admite ‘pequenas mentirinhas’

O psicólogo Rui Manuel Carreteiro admite que, do ponto de vista clínico, a teoria tem alguma razão de ser. “A saúde mental só pactua com a verdade. Muitas vezes, a mentira, o delírio ou a negação parecem o melhor caminho, mas os resultados nem sempre são positivos.” Carreteiro sublinha, contudo, que a sociedade está instaurada de forma a admitir, e até encorajar, as “pequenas mentirinhas” e que, por isso, há limites e formas de expressar a nossa honestidade. “Muitas vezes, a mentira seria desnecessária se tivéssemos a coragem e o bom senso de expressar a verdade com as devidas maneiras. Entre ‘Essa saia fica-te horrível’ e ‘Fica-te mesmo bem’, há espaço para uma sinceridade que nos tornaria mais fiéis, amigos e verdadeiros.”

Blanton, claro está, discorda. Se uma amiga mais rechonchuda pergunta como lhe assenta o novo vestido, devemos ser frios como o Dr. House: “Faz-te parecer mais gorda.” Se temos fantasias sexuais com a cunhada, devemos não só dizê-lo a ela como confessá-lo à nossa companheira. Teorias como estas talvez expliquem o porquê de este profeta da verdade ir já no quinto casamento (com uma hospedeira sueca 26 anos mais nova que ele) e partilhar detalhes da sua vida sexual como quem fala do que comeu ao almoço: “Dormi com mais de 500 mulheres e meia dúzia de homens. Tive vários trios. Num deles, havia uma prostituta hermafrodita”, admitiu à revista “Esquire”. Afirmações como esta ajudarão certamente a vender muitos livros, mas imagino como seria o mundo se triunfasse a Honestidade Radical. Resistiriam os casamentos e as amizades? Sobreviveriam os nossos egos? Aumentaria o desemprego? Mudariam os políticos de profissão? “Um mundo onde só existisse honestidade seria um lugar pior e não melhor”, conclui Núria Blanco, uma tradutora de 29 anos. “Podemos escolher não contar às pessoas coisas que só as vão magoar. Há coisas que elas não precisam que lhes digam.”

David Smith, psicólogo e autor de “Por que Mentimos” (versão brasileira), concorda. “Se todos fossem completamente honestos, seria o fim da sociedade humana”, afirmou ao “Expresso”. Já o dizia o poeta e humanista alemão Sebastian Brant há mais de meio milénio: “O mundo deseja ser enganado.” Se assim não fosse, viveríamos provavelmente em pequenas guerras civis circunscritas ao nosso círculo de relações. “A verdade”, defendia o psicólogo austríaco Alfred Adler, “é, muitas vezes, uma terrível arma de agressão. Usando-a, é possível mentir e até matar”.

Mentira é usada para sobreviver

A verdade nua e crua é que todos mentimos, “todos os dias, a todas as horas, na alegria e na tristeza”, como escreveu Mark Twain num ensaio sobre a arte de mentir. A maioria de nós não somos mentirosos compulsivos e patológicos como a personagem de Jim Carrey, mas todos soltamos aqui e ali pequenas mentiras para não ferir os sentimentos de alguém ou para fugir a uma situação que não desejamos. Afinal, a mentira e a dissimulação são tão naturais como a própria vida. Não se camuflam várias plantas e animais para conseguir alimento ou enganar os predadores? “Tal engano não se trata de um simples jogo: os animais cujos disfarces não funcionam, não sobrevivem”, garante o psiquiatra Rui Coelho. Pois também o Homem, qual camaleão, usa a mentira para sobreviver em sociedade.

Já com o artigo pronto, recebi a resposta de Brad Blanton a duas perguntas que lhe havia colocado. Quis saber se a Honestidade Radical não poderia conduzir facilmente à crueldade radical e a um mundo com pequenas guerras civis a cada esquina. A sua resposta: “Faça a merda do seu trabalho de casa. Fez-me as mesmas perguntas superficiais e ignorantes de sempre. A resposta à pergunta um é Não e a resposta à pergunta 2 é Não. Faça o seu trabalho de casa com seriedade ou beije-me o cu.” Que tal isto para Honestidade Radical?

Nelson Marques in Expresso

Gostaram deste artigo? Cuidado com as respostas! 8)

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Governo pede para engolirem as chicletes

12 01 2009

O México está decidido a resolver o problemas das chicletes nos passeios das cidades. Para além de ter comprado sofisticados sistemas de limpeza à base de vapor e detergentes químicos que dissolvem a pastilha elástica, o governo pede aos mexicanos para engolirem as chicletes.

Para se perceber a dimensão do «problema», basta referir que, segundo o jornal Globo, cada metro quadrado dos passeios da capital do país contém, em média, 70 chicletes usados.

O responsável pela conservação dos espaços públicos da Cidade do México, Ricardo Jaral, lamenta que os resíduos de pastilha elástica tirem o brilho das calçadas e da praça principal do centro histórico da capital.

Perante isto o governo local decidiu lançar uma campanha de sensibilização. «Quando terminar de mastigar a chiclete, o usuário deve envolvê-la num papel e colocá-la no lixo. É a única opção que existe, caso contrário deve engoli-lo», disse. «Eu sempre engoli as chicletes e nunca me fez nada».

in IOL Diário

Aqui está um “problema” do mundo moderno! Um bocadinho de educação resolvia o assunto. Não existe metro de passeio público em que não se encontre vários ‘exemplares’… :|

Quando é que será que as pessoas começam a demonstrar alguma civilidade?


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Quem quer matar Deus?

8 01 2009

“Deus provavelmente não existe, de modo que deixe de se preocupar e goze a vida”. O inusitado slogan vai decorar 30 autocarros de Londres, no Reino Unido, durante todo o mês de Janeiro.

Conscientes de que na era da imagem até as guerras de religião podem ser travadas em cartazes publicitários, os ateus britânicos apelaram ao lema para tentar convencer as pessoas de que Deus é uma invenção. Por iniciativa da British Humanist Association (BHA) e do seu presidente, o professor Richard Dawkins – reconhecido teórico da evolução, catedrático na Universidade de Oxford e autor de vários livros de divulgação científica, como “A Desilusão de Deus” (Casa das Letras) -, numa iniciativa sem precedentes mas que reflecte o aparente regresso do ateísmo militante, tão vigoroso na época das Luzes (século XVIII), ao Ocidente.

Em Portugal, país de tradições católicas tão antigas que o mito fundador do país atribui à inspiração divina a vitória de D. Afonso Henriques sobre um exército muçulmano muito maior do que o seu nos campos de Ourique, em 1139, o ateísmo é ainda pouco visível. Não obstante, foi já constituída, em Maio, a primeira Associação Ateísta Portuguesa (AAP), que não enjeita adoptar “uma campanha semelhante à de Dawkins”, segundo Carlos Esperança, presidente daquela organização.

Todavia, mais do que a campanha londrina – que poderá estender-se a outros países europeus e até aos EUA -, interessa questionar a que se deve esse fulgor de recusa do divino. Porquê agora? E quais os seus objectivos? E estará de facto a religião em declínio no Mundo Ocidental, ou assume novas configurações? (…)

É possível não acreditar no divino?

O problema de fundo assinalado por Carlos Esperança é, pelo contrário, o maior êxito da BHA: propondo-se angariar os 8064 dólares necessários a um mês de anúncios em 30 autocarros, levou só duas horas para amealhá-los, numa campanha que, iniciada a 21 de Outubro, chegou a Dezembro com mais de 190 mil dólares.

“Os doadores sentem que não têm voz, que o Governo e a sociedade prestam demasiada atenção à religião e aos seus líderes, enquanto ignoram os que não são religiosos”, diz Hanne Stinson, directora da BHA, para justificar a surpreendente adesão.

A iniciativa soma-se a outras manifestações de um ateísmo mais activo na Europa, como a proliferação de ensaios contra a religião e o aumento dos pedidos de apostasía em Espanha e Itália, por exemplo (…). Inclusivamente nos EUA, cujas notas de dólar trazem o lema “in God we trust”, nos últimos anos as associações de não-crentes observaram um crescimento sustentado. E a Secular Coalition for America conseguiu, até, contratar um lóbista no Congresso, Lori Lipman Brown, visando contrariar a influência da religião na arena política. Radical, Dawkins chega a dizer, no seu “best-seller” (1,5 milhões de exemplares vendidos) que “a situação actual dos ateus nos EUA é comparável à que enfrentavam os homossexuais há 50 anos”. Só que, ao contrário dos grupos religiosos, sustenta, o problema dos ateus é que não estão organizados.

Mas começam a ficar. Para o teólogo Anselmo Borges, que acabou de publicar uma colectânea de artigos (“Janela do (In)finito”, Campo das Letras) onde debate também o ateísmo, a nova investida dos ateus e respectivo ensejo organizativo “deve-se ao materialismo e o hedonismo actuais”. Sugere, porém, que “as principais motivações estão, por um lado, no avanço da Ciência, designadamente da genética e das neurociências, que já fornecem muitas respostas sobre o Homem”, e, por outro lado, “no Mal do Mundo”, isto é, “face à violência e à guerra que são geradas em nome de Deus, as pessoas tendem a advogar que seria melhor que esse Deus não existisse. Essa é, aliás, a tese central de Dawkins”, assinala.

No entanto, a militância renovada dos ateus, reflectida na abundância de obras que defendem o ateísmo – por autores tão ilustres como Christopher Hitchens (“Deus não é Grande“, Dom Quixote), Sam Harris (“O Fim da fé“, Tinta-da-China), Michael Onfray (“Tratado de Ateologia“) e John Dupré (“Darwin’s Legacy“) -, não parece ser tanto uma reacção ao terrorismo integrista islâmico, mas antes um ataque às igrejas do Ocidente. A campanha de Dawkins nos autocarros será uma resposta, diz a BHA, “às operações agressivas de grupos cristãos fundamentalistas, que usam os espaços promocionais dos transportes públicos para proselitismo”.

Em Portugal, os objectivos globais da AAP são os mesmos: além de uma “aceitação social do ateísmo”, pretende “erradicar a influência da religião, designadamente da Igreja Católica, sobre o Estado, e o regresso à ética republicana, que é urgente”, diz Esperança, assinalando que no último estudo sobre a matéria em Portugal, de 2002, “cerca de 400 mil pessoas declararam-se ateias ou não-crentes, e não chocaria que hoje fossem cerca do dobro”. Aqui ao lado, Espanha será o caso de maior radicalismo. Após 40 anos de franquismo com apoio da Igreja Católica, a reacção anticlerical dos jovens é muito mais virulenta, e as solicitações de apostasía multiplicaram-se: no primeiro semestre deste ano foram 529, superando o total de 2007 (287) e de 2006 (47).

As estatísticas parecem contrariar, porém, a ideia de que o ateísmo militante estará a crescer na Europa: só um quarto da população é que se declara “não religiosa” e apenas 5% se afirma ateu convicto. De resto, ser ateu é muito mais do que a recusa do Estado confessional ou a indiferença, quiçá o abandono, da prática religiosa: para o teólogo alemão Hans Küng, “o autêntico ateísmo nega todo o tipo de Deus e todo o divino, tanto entendidos em sentido mitológico como concebidos de forma teológica ou filosófica”. Neste sentido, o próprio ateísmo, enquanto experiência espiritual, estará a perder terreno. “A maioria dos não-crentes diz-se, na realidade, agnóstica, pois o ateísmo implica uma profunda convicção sobre uma questão: a não existência de Deus. E a verdade é que todos duvidam”, realça o filósofo francês Michel Eltchannoff.

Essa natureza dubitativa em torno do divino poderá explicar, até, o ressurgimento contemporâneo das superstições, seitas e ocultismos. Em França, país de Descartes e dos Enciclopedistas, as artes divinatórias geram um volume de negócios de 4200 milhões de dólares anuais, isto é, cerca de 15 milhões de consultas por ano, repartidas entre uns 100 mil “profissionais” da bola de cristal, mais os livros de profecias, astrologia e ciências ocultas… Em Portugal, embora falte estatística, a proliferação de anúncios de videntes e quejandos é suficiente para perceber que o negócio prospera, autorizando a tese de que vivemos num Mundo onde o irracional é a norma e grande parte da Humanidade crê em Deus, ainda que cada qual o defina a seu modo.

Aliás, neste contexto torna-se pertinente a pergunta sugerida por Anselmo Borges: “Porque é que a campanha publicitária dos autocarros londrinos declara que Deus ‘provavelmente’ não existe? Porque não dizer logo que ‘Deus não existe’, se há essa certeza?”. Segundo a BHA, porque o “provavelmente” evita ferir susceptibilidades e violar as leis britânicas da publicidade. Mas a melhor explicação talvez radique, afinal, na advertência formulada na Grécia pelo matemático Euclides, 300 anos antes de Cristo: “O que é afirmado sem provas pode ser refutado sem provas”.

in JN

Felizmente, vivemos numa época em que a liberdade religiosa é um bem mais ou menos adquirido na maior parte dos países. No restantes é ter esperança que isso algum dia seja possível… :?


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Queres ser ‘Special Agent’?

6 01 2009

Enquanto as empresas se debatem com despedimentos e aumenta o desemprego um pouco por todo o mundo, nos Estados Unidos o FBI tem em curso uma das maiores campanhas de contratações de sempre.

Estão abertas 850 vagas para agentes especiais e mais de 2100 para outras tarefas dentro da maior agência de segurança norte-americana.

É «uma das maiores operações de contratação em 100 anos de história», diz o FBI.

Segundo a CNN, a oferta de postos de trabalho deve-se a uma onda de reformas dos funcionários mais antigos do Bureau.

É frequente o FBI anunciar vagas para cargos que requerem capacidades muito específicas na área da informática ou da comunicação. Mas o subdirector dos Recursos Humanos, John Raucci, explicou à CNN que as necessidades actuais são muito mais abrangentes.

«Estamos à procura de profissionais numa grande variedade de áreas que tenham o desejo de ajudar a proteger a nossa nação de terroristas, espiões e outros que nos queiram fazer mal».

O FBI, que tem como principal missão defender os Estados Unidos de qualquer agressão interna ou externa, tem, nesta altura, ao seu serviço, mais de 12.800 agentes e 18.400 outros empregados.

Desde os ataques de 11 de Setembro de 2001, o Federal Bureau tem sido criticado por falta de eficácia nos seus serviços. Essa é a principal razão para agora querer alargar o seu staff.

A lista de empregos inclui posições nos departamentos de finanças, segurança, inteligência, análises, treino e educação, enfermaria, psicologia, engenharia eléctrica, ciência social e mecânica.

As inscrições podem ser feitas no site www.fbijobs.gov.

Fonte: Lusa

Não me admirava muito que começassem a receber “toneladas” de candidaturas! Com o patriotismo que a maior parte dos americanos demonstra… Aqui está uma oportunidade de carreira! E até parece que pagam bem!

Será fácil preencher os “quadros”, se não começarem por um teste de cultura geral! Senão a selecção será bem mais célere, já que a grande maioria dos conterrâneos do Tio Sam, são conhecidos pelos seus parcos conhecimentos sobre o mundo que os rodeia! :mrgreen:

Ler também Anúncio para recrutar agentes secretos


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2008: Um ano para recordar

31 12 2008

O ano que agora acaba foi repleto de acontecimentos marcantes. Dos Jogos Olímpicos à crise económica mundial, passando por Obama, Madonna ou pelo iPhone.

Aqui estão reunidos, alguns dos que mais marcaram o X&X em 2008.

beijing-olympic-open-ceremony14

Jogos Olímpicos de Pequim

100 anos Manoel de Oliveira

Os 100 anos de Manoel de Oliveira

Acidente em Barajas, Espanha

Assalto ao BES_Criminalidade em Portugal

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A província de Sichuan, na China, é atingida por um terramoto devastador.

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Nelson Évora conquista o ouro em Pequim

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Os irmãos Cohen recebem o Óscar de melhor filme por Este País Não É Para Velhos.

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A nova lei do tabaco entra em vigor.

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Barack Obama chega ao poder nos Estados Unidos da América.

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Cristiano Ronaldo ganha a Bola de Ouro

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E 2009 chega um segundo mais tarde!

Esperemos que o próximo ano traga bons acontecimentos em muito maior número.

Até lá…


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2008: Os piores nomes de bandas

30 12 2008

O site da publicação cultural AV Club divulgou a edição 2008 da lista dos piores nomes de bandas do ano. Os vencedores foram os músicos da Natalie Portman’s Shaved Head (cabeça rapada de Natalie Portman), nome provavelmente inspirado na cena em que a actriz corta o cabelo no filme V de Vingança.

O site norte-americano esclarece que a lista é feita com base no material que foi recebido, como base para resenhas, durante o ano. “Esta lista não é uma compilação dos piores nomes de todos os tempos – ou uma declaração sobre a qualidade da música destas bandas (…).”

A lista é dividida em categorias como “metal”, “nomes nerds”, “emo” e “nomes longos”. Os títulos Engaged in Mutilating (em português, comprometidos na mutilação (?!)), Sublime Cadaveric Decomposition (decomposição cadavérica sublime), The Pains of Being Pure At Heart (as dores de ser puro de coração), Ruins of Honor (ruínas da honra) e What Laura Says And Thinks And Feels (o que Laura diz e pensa e sente) estão entre os piores.

Clique aqui para ver a lista completa

in Rolling Stone

Há pessoal com uma mente mesmo criativa!! :shock:


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O fim dos suportes digitais

29 12 2008

Este Natal ficou marcado pela morte anunciada das videocassetes, enquanto a Internet demonstra o seu potencial nos downloads e criação de filmes.

A época natalícia foi a última das encomendas de cassetes VHS para o maior fornecedor deste suporte nos Estados Unidos. 30 anos após a sua generalização, as videocassetes que restam no armazém de Ryan Kugler e não foram vendidas vão parar ao lixo. “Fui o último a comprar e a vender” videocassetes “e já chega”, afirmou ao diário Los Angeles Times o empresário da Florida, presidente da Distribution Video Audio.

A Sony lançou o formato Betamax em 1975 e, no ano seguinte, a JVC apresentou o VHS (de video home system), gerando uma guerra de formatos resolvida em 1984 a favor deste último, apesar de no ano seguinte a Disney ter ainda lançado o primeiro título directamente para videocassete (Love Leads the Way) nos dois suportes.

As videocassetes permitiram o aluguer ou compra de filmes que antes apenas podiam ser vistos em cinematecas ou retransmissões televisivas e inaugurou a inestimável capacidade de rever cenas dos filmes.

O então novo suporte foi receado pelas produtoras cinematográficas, antecipando a retirada de espectadores das salas de cinema. Pelo contrário, deu-lhes receitas impensáveis no aluguer ou venda directa e abriu caminho aos novos formatos DVD ou o actual Blu-Ray.

O enterro das videocassetes foi marcado em 2006 com o lançamento de A History of Violence, do realizador David Cronenberg. Com a excepção dos filmes infantis, foi o último dos filmes de Hollywood a usar este formato, quando o DVD já ocupava (menor) espaço nas lojas de aluguer de vídeos.

Agora, já se anuncia o fim do DVD e não é pelo novo formato Blu-ray mas por causa da Internet. O modelo do YouTube (ou de canais mais específicos como o Hulu) demonstra que o download de programas televisivos ou filmes pela Internet tem potencial, assim que se descubra um modelo de negócio sustentável e se impeça a pirataria dos conteúdos.

O potencial é enorme apesar dos 80% que o consumidor gasta em cinema ser no suporte DVD, segundo um estudo de Setembro do NPD Group. O suporte físico é desnecessário se se conseguir ter no televisor filmes com qualidade, de forma legal e com um preço acessível que evite a deslocação ao clube de vídeo. Por exemplo, a Apple revelou em Junho que os clientes do serviço iTunes já alugavam ou compravam mais de 50 mil filmes por dia.

A Internet está a ter um outro impacto na concretização de filmes, de que é exemplo o primeiro criado inteiramente por uma comunidade na Internet. Perkins’14 é um filme de terror dinamizado desde Fevereiro na Massify, uma comunidade de cinéfilos que debate e decide em conjunto fases de produção, realização e divulgação do filme, apesar de aliada com a After Dark Films. Esta produtora é responsável pelo evento anual HorrorFest, cuja edição de 2009 decorre entre 9 e 15 de Janeiro, onde Perkins’14 será inicialmente exibido.

in DN Online

Um fim mais do que esperado, e que só tem sido “adiado” por questões comerciais/económicas. :roll:

Se existe algo que nos pode surpreender a cada dia, é sem dúvida a tecnologia! Se vai ser melhor ou pior? É esperar para ver!


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Feliz Natal!!!

22 12 2008

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.

Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

História Antiga de Miguel Torga
Antologia Poética
Coimbra, Ed. do Autor, 1981

O Xicórias & Xicorações deseja a todos os seus visitantes e amigos um FELIZ NATAL, cheio de alegria na companhia daqueles que nos são mais queridos.

Obrigado pela vossa amizade!

Um abraço!

R & G


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