Podia ter sido eu…

8 05 2008

A mais recente campanha da Nike traz-nos um bom spot do realizador Guy Ritchie (…): “Take it to the next level”.

É este o conceito da Nike, que nos leva a crer que qualquer um de nós pode chegar ao topo do futebol. Ora, eu sou um dos milhões de portugueses que passaram ao lado de uma grande carreira. E se durante muitos anos pensei que a culpa era do meu (pouco) talento, depois de ver este spot, finalmente percebi que a responsabilidade foi da Sanjo e da Desportex. Foram estas marcas que nunca me catapultaram para o nível seguinte.

Agora sei que os meus pés nunca me obedeceram porque não tive o equipamento adequado. Não sei se todos nós podemos processar estas marcas por nos terem privado do sucesso e dos milhões, mas penso que a Deco tem aqui consumidores desiludidos em número suficiente para intervir.

Voltando ao spot, a câmara subjectiva leva-nos a interagir com muitas caras conhecidas do futebol, como Wayne Rooney, Cristiano Ronaldo, Materazzi, Fábregas, Ronaldinho, Van Nistelrooy ou o treinador Arsène Wenger. Estão lá também as festas, as amigas do Ronaldo, as entradas violentas, os dentes partidos e outras coisas boas do futebol.

Parece que já me estou a ver. Final do Euro 2008 e eu a ponta de lança da nossa selecção.

Mesmo com umas chuteiras Desportex era provável que marcasse mais golos.

Nuno Presa Cardoso in Expresso

;-)


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O maior herói de sempre

7 05 2008

Uma sondagem realizada na internet e cujos resultados foram divulgados ontem no site ChinaDaily coloca Harrison Ford, de 65 anos (completará 66 no dia 13 de Julho), no topo das preferências do público. Dos três mil votantes, cerca de um quarto diz que o actor encarna o maior herói de sempre do cinema - Indiana Jones -, o que é profundamente irónico, já que Ford foi a segunda escolha para o papel!

Spielberg tinha escolhido Tom Selleck para encarnar o destemido arqueólogo de ‘Os Salteadores da Arca Perdida’, mas este recusou o papel devido a um compromisso anterior, e foi George Lucas quem sugeriu ao amigo o nome de Harrison Ford. Afinal, tinha rodado com ele ‘A Guerra das Estrelas’.

Selleck terá ficado a roer-se de inveja: o papel catapultou Harrison Ford para a fama até então impensável e chega agora à quarta aventura. ‘Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal’ estreia em Portugal no dia 22.

OS OUTROS ELEITOS

- Bruce Willis -(’Assalto ao Arranha-Céus’)

- Schwarzenegger (’Exterminador Implacável’)

- Matt Damon (’Identidade Desconhecida’)

- Daniel Craig (’007, Casino Royale’)

- Sylvester Stallone (’Rambo’)

- Steven Seagal (’Força em Alerta’)

- Mel Gibson (’Mad Max’)

in CM

Concordam?

Qual o vosso preferido?


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A quem pertence o termo «lésbicas»?

6 05 2008

Dois habitantes de Lesbos, a terceira maior ilha da Grécia, e um integrante de um grupo nacionalista moveram uma acção para reinvindicar o uso exclusivo do termo «lésbicas», que consideram ter sido «usurpado» pelas mulheres homossexuais.

A acção judicial foi colocada contra a União Grega dos Homossexuais e Lésbicas (OLKE, em grego), para que lhes seja negado o uso do termo.

Segundo os envolvidos no processo, as sessões em Tribunal devem começar em Maio, em Atenas.

Numa mensagem divulgada pela Internet sob o título de O mal-estar de ser lésbico(a), Dimitris Lambru (um dos três acusadores) avalia que os habitantes da ilha de Lesbo são vítimas de um «violação psíquica e moral» porque a sua designação - um adjectivo de origem geográfica -foi «confiscada» pelos homossexuais da Grécia.

«A questão é absolutamente ridícula», resumiu Evangelia Vlami, dirigente da Olke. «Se a justiça nos convocar, vamos esclarecer as coisas do nosso ponto de vista», disse.

No século VII a.C., a poetiza Saffo (nascida na ilha de Lesbo), tornou-se conhecida ao versar sobre a beleza feminina e sobre as relações entre as mulheres, de onde vem o termo «lésbico».

As relações homossexuais eram prática comum e incentivada em toda a Grécia Antiga.

in SOL

Parece-me que vai dar luta… :-o


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Terra: um planeta ameaçado

22 04 2008

O edifício Charlemagne, que hospedava o encontro da ONU sobre clima em Bruxelas, Bélgica, é um exemplo perfeito de efeito estufa. Feito com estrutura de metal e concreto e totalmente revestido de vidro, funciona como uma caixa de retenção de calor. Foi projectado para deixar a luz solar entrar através do vidro e guardar o calor dentro do prédio. É mais ou menos assim que funcionam os gases que causam o efeito estufa na atmosfera da Terra. Eles deixam passar a luz do Sol e seguram o calor que o planeta irradiaria de volta. O efeito estufa é, em princípio, benéfico, como as janelas do Edifício Charlemagne. Ele ajuda a manter o clima da Terra ameno. Mas o excesso de gases produzidos pelas actividades humanas desequilibrou a atmosfera. Os gases poluentes, como o metano e o gás carbónico, são produzidos pela queima de combustíveis fósseis e pelas queimadas florestais. Para reduzir o aquecimento, será necessário diminuir as emissões desses gases.

As consequências do efeito estufa começaram a ser debatidas (…) pelos principais cientistas que estudam mudanças climáticas no mundo. Eles reuniram-se no IPCC, painel convocado pela ONU para fazer as previsões dos impactos do aquecimento em cada região do globo. (…) Já se sabe que a temperatura média global vai subir alguns graus, até o fim do século. Agora, revelaram-se as consequências.

O relatório final do IPCC reúne os dados mais confiáveis de milhares de estudos revisados por 2.300 cientistas de 130 países. As suas páginas apresentam um quadro preocupante em todos os continentes. Os cumes gelados dos Andes podem desaparecer nas próximas duas décadas, prejudicando o abastecimento de cidades que dependem de água do degelo, como La Paz, na Bolívia, e reduzindo zonas de agricultura irrigada, como as vinícolas do Chile e da Argentina. Na África, a região do Sahel, já árida, pode perder de 5% a 8% de área cultivável. Os países mais populosos do mundo, China e Índia, podem ver a produção agrícola cair até 30%, mesmo investindo em mais irrigação. Uma elevação de 1 metro no nível do mar desabrigaria milhões de pessoas em regiões como os deltas dos rios Ganges, em Bangladesh, e Mekong, no Vietname.

“Nossa expectativa é que o relatório ressalte a importância de medidas para reduzir o ritmo do aquecimento e também lembre que já precisamos pensar em como vamos administrar as consequências inevitáveis de um planeta mais quente”, disse o indiano Rajendra Pachauri, director do IPCC.

O relatório também aponta algumas aparentes vantagens para os países mais frios. O calor pode acelerar o crescimento das árvores nas florestas dos Estados Unidos, do Canadá, da Nova Zelândia, Finlândia e Rússia e pode reduzir a mortalidade por doenças ligadas ao frio, como gripe e tuberculose. A Rússia e o Canadá s podem até ter maior área de florestas, com o recuo das zonas permanentemente congeladas, o permafrost. A Nova Zelândia pode ganhar novas terras disponíveis para agricultura e pecuária. Essas vantagens compensariam os traços negativos do efeito estufa? “Isso é um mito”, diz Pachauri. “Essa vantagem não existe, ela esconde outros problemas.” O calor aumenta a quantidade de doenças e pragas. A ruptura nos padrões de chuvas enfraquece a vegetação, adaptada a condições que predominaram por milhares de anos. Além disso, o derretimento do permafrost libera volumes imensos de metano, aprisionado no gelo nos últimos 40 mil anos. O gás é 20 vezes mais potente que o carbónico para aquecer a Terra. “Até agora, temos visto um aquecimento gradual. Se essa quantidade for para a atmosfera, o clima do planeta poderá mudar bruscamente”, afirma.

O relatório do IPCC parece ter sido feito para assustar. É o oposto. Seus prognósticos são conservadores. É assim porque, ao ponderar os estudos existentes, os pesquisadores descartam as linhas de pesquisa com volume insuficiente de evidências. Desde sua criação, há 15 anos, suas previsões erram quase sempre para menos. Por isso, o relatório é recebido com expectativa por governos e empresas. Nos últimos meses, ficou claro que ninguém pode ignorar as mudanças climáticas. A questão é o que faremos com esse relatório. O único acordo internacional para reduzir as emissões poluentes é o Protocolo de Kyoto, ratificado por alguns países poluidores, como os da União Europeia, o Canadá e o Japão, mas não pelo maior de todos, os Estados Unidos. Ele prevê a redução das emissões em 5%. O acordo será revisto em 2012. Esperam-se reduções mais drásticas. O Reino Unido está propondo até 60%. Isso é fundamental para orientar o sector privado. Mesmo que algumas empresas, como a GE e a Du Pont, anunciem metas voluntárias de redução nas emissões, poucos acreditam que o mercado mude sem limites estabelecidos pelos governos. Há um tom de urgência porque, como afirma Pachauri, não há muito tempo para esperar. Se os países com clima mais frio, como os do norte da Europa, se empolgarem com a ideia de uma duradoura primavera, o mundo todo poderá sair perdendo.

in Época

É hoje celebrado por todo o mundo o Dia Mundial da Terra.

A ideia de criar esta data surgiu da importância de relembrar a população mundial da sua responsabilidade na protecção do planeta.

E tu? O que fazes para proteger o teu planeta?


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As estrelas também caem

17 04 2008

Estudo mórbido prevê vida curta para as estrelas rock.

Um professor inglês investigou e o semanário britânico New Musical Express deu os primeiros sinais de alarme: de acordo com Mark Bellis, aparente especialista em futurologia do «quinanço», os músicos têm a tendência para morrer cedo. A novidade não é propriamente bombástica e torna-se rapidamente um assunto corriqueiro quando as razões de tão precoce mortandade são reveladas - só o consumo desregrado de drogas e o abuso no álcool vale um terço das certidões de óbito. De acordo com este estudo, a esperança média de vida de um músico dado aos prazeres proibidos é - espante-se - 35 anos menor do que a de um comum mortal do mundo ocidental.

Mas há mais: suicídios, doenças do coração e todas as variantes cancerígenas são potenciais ceifeiras a pairar sobre a cabeça do músico que se quer estouvado. O estudo retira quaisquer perspectivas de longevidade ao incauto manipulador de guitarras, baixos, baterias ou microfones quando avisa que o simples facto de se fazer parte de uma banda de sucesso já significa fazer descontos (e não exactamente para a reforma).

O stress é, evidentemente, um alvo a abater. E viajar pelo mundo pode ser enriquecedor culturalmente mas faz mal à cabeça - o «jet lag» altera, drasticamente, os padrões de sono dos nossos génios favoritos. Carros e aviões comportam, igualmente, uma quota-parte de riscos. Com base nestes condicionalismos, o NME prevê que Pete Doherty não passe dos 34 anos; Beth Ditto (das Gossip) e Amy Winehouse podem vir a despedir-se deste mundo aos 39. Por sua vez, a neófita (e mais ajuizada) Kate Nash terá o prazer de conhecer os netos.

O respeitável Death Clock , a chacinar desde os 90’s, apurou resultados surpreendentes: Jeff Buckley, falecido em 1994, poderia afinal ter vivido até 2014; se não tivesse sido alvejado mortalmente em 1980, John Lennon levaria uma vida santa até 2029. Por sua vez, Keith Richards, dos Rolling Stones, já deve três décadas ao criador - as previsões mais optimistas não lhe vaticinavam sinais vitais depois de 1977.

in Blitz

É por isso que eu deixei o mundo da música…

Onde, por acaso, nunca cheguei a entrar! 8-)


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“Física do impossível” está próxima

16 04 2008

O professor japonês de Física da City University de Nova Iorque tornou-se popular nos Estados Unidos por procurar tornar mais acessível uma das mais complexas ciências que existem. Agora, Michio Kaku vai mais longe e, no seu novo livro, debruça-se sobre alguns dos assuntos da física que todas as pessoas compreendem, sobretudo pela dimensão que ganharam nos filmes de ficção científica: teletransporte, invisibilidade, viagens no tempo ou contacto com extraterrestres.

“Há muitos exemplos em que se garantiu que algo era impossível, mas uma ou algumas décadas depois, provou-se a sua viabilidade”, explicou Kaku ao El Mundo, em referência à Física do Impossível, o seu novo livro, editado em Março nos EUA e que chegou este mês à Europa, em particular ao Reino Unido.

Kaku, que já dedicou parte dos seus estudos e muitos dos seus programas e artigos - na BBC, no Canal História ou na revista Cosmos - a Einstein, parece querer seguir a linha de pensamento do conhecido inventor para explicar as teorias por trás da convicção de que o teletransporte ou o homem invisível serão uma realidade num futuro mais próximo do que é esperado.

Teletransporte

No seu livro, Michio Kaku dá um exemplo bem real de como as bases teóricas do teletransporte nasceram na série de TV que mais celebrizou esta prática futurista. Durante a planificação de Star Trek, os produtores concluíram que os efeitos especiais para ficcionar o teletransporte eram demasiado caros. Foi então que o criador da série sugeriu uma nova forma: emissão de partículas. Uma ideia barata e, aparentemente, visionária. Segundo o físico japonês, os seus colegas de profissão já estão a desenvolver experiências nesta área, com o teletransporte de fotões numa distância de 140 quilómetros.

No entanto, Kaku acredita que ainda demorará alguns séculos até que este sonho da ficção científica se torne realidade. “Os fotões não estão a teletransportar-se uma vez que os fotões originais se destroem. O que se materializa no outro extremo são fotões gémeos que contêm toda a informação dos originais”, explicou.

Invisibilidade

“A invisibilidade do tipo Harry Potter, através de uma espécie de capa, não é algo que se considere, neste momento, impossível”, defende Kiku. No livro, o professor catedátrico aposta mesmo que esta capacidade física será a primeira a tornar-se realidade, através da criação de uma substância denominada metamaterial. Com a eliminação de reflexos e sombras, esta substância permitirá que qualquer objecto se torne invisível.

Viagens no tempo

Michio Kaku recorre a outro popular físico, o britânico Stephen Hawking, e à sua mudança de posição em relação a viajar no tempo - “já é possível, mas não é prático” - para dar força a um dos temas mais populares dos filmes de ficção científica. No novo livro, é explicado o fenómeno, que se baseia no aproveitamento da intensa gravidade dos “buracos negros”, mais que suficientes, segundo Kaku, para romper a estrutura espaço-tempo e permitindo, assim, andar para trás no tempo. Para fazê-lo, os físicos pretendem criar minúsculos “buracos negros” que permitam a passagem através do seu interior.

Contacto com ET

A convicção do físico japonês de que será possível estabelecer alguma forma de contacto com extraterrestres (ET) nas próximas décadas tem por base a ideia de que nunca houve, na História um período em que se conseguisse reunir tanta informação sobre a vida fora da Terra.

“Até ao momento, escrutinámos cerca de 1000 estrelas, aproximadamente, e isso não é nada. Agora, esperamos poder analisar 1000 vezes mais dados que os estudados no passado. E é por esta razão que estamos muito mais optimistas relativamente à possibilidade de estabelecer contactos com a vida extraterrestre”, prognostica Kaku.

in DN Online

Aguardo ansiosamente novos desenvolvimentos… :-|


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Chineses boicotam produtos franceses

15 04 2008

Depois dos distúrbios à passagem da chama olímpica em Paris na passada semana, os consumidores chineses deram hoje largas ao nacionalismo e iniciaram uma campanha de boicote às marcas francesas, a quem acusam de apoiar o Dalai Lama.

Desde blogues na Internet a mensagens curtas por telefone, de correios electrónicos a mensagens instantâneas nos serviços de conversas na rede, os consumidores chineses estão a receber apelos para se recusarem a comprar marcas e produtos franceses, numa campanha que visa sobretudo os hipermercados Carrefour, líder no mercado de retalho na China.

“Se ama o seu país, não vá ao Carrefour entre 08 e 24 de Maio, três meses antes dos Jogos Olímpicos, porque os seus accionistas apoiam o Dalai Lama. O presidente francês diz que vai boicotar os Jogos, mas nós vamos boicotar os produtos franceses”, refere uma mensagem curta em chinês que circulava hoje em Pequim.

Depois de várias tentativas, ninguém atendeu o telefone no número de origem.

Uma busca no portal mais popular da Internet em chinês, o Baidu.com, dava hoje como resultado 107 mil páginas de apelo aos boicotes aos produtos franceses, depois das manifestações pró-Tibete que causaram o caos durante a passagem da tocha olímpica por Paris a 07 de Abril, levando mesmo ao apagar da chama.

Os consumidores chineses estão também revoltados com o facto do presidente francês Nicolas Sarkozy não ter posto de parte um boicote à presença na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, que decorrem entre 08 e 24 de Agosto.

Uma página no portal Tianya.cn, um dos mais famosos na China, apela aos chineses para que, ao fechar a carteira aos produtos franceses, se lembrem dos protestos de Paris, e renova a acusação de que as marcas francesas apoiam o Dalai Lama, que o governo chinês acusa de ser um separatista e de ter orquestrado as manifestações de Março contra a administração chinesa no Tibete, os mais fortes e mais violentos desde 1989.

“Depois de ter visto o que aconteceu em Paris, deixei de acreditar que os franceses são um povo amigo. A China é um país grande e poderoso e as pessoas não nos podem tratar mal impunemente. Por isso a palavra de ordem é para boicotar as marcas francesas, que estão em todos os cantos das nossas vidas - por isso no nosso poder é muito”, diz a autora da página, Hua Kai.

Hua Kai faz mesmo um mapa com os logótipos de marcas francesas existentes no mercado chinês, desde a Chanel, Dior, L’Oreal, Cartier e Lacoste à Airbus e à Renault, passando por marcas de bebidas alcoólicas e de produtos alimentares.

A campanha, no entanto, tem vindo a focar-se cada vez mais no Carrefour, que tem na China um mercado único, registando em 2007 um ritmo de expansão sem comparação no resto do mundo, ao abrir 23 hipermercados no país.

Em 2007, o volume de negócios da Carrefour China chegou aos 30 mil milhões de renminbi (cerca de 2,9 mil milhões de euros).

Um jornalista e investigador de ciências sociais que pediu o anonimato por trabalhar para uma televisão que é propriedade estatal, tal como todos os meios de comunicação social na China, considerou, em declarações à Agência Lusa, que o governo chinês é responsável pelo choque com que os chineses viram as manifestações de Paris.

“A ideia que os chineses têm de França vem sobretudo dos meios de comunicação social e como Franca sempre foi um aliado forte da China, o governo chinês sempre censurou as notícias negativas sobre os franceses”, afirmou o jornalista.

“O público chinês só conhece assim a face romântica e amigável dos franceses. É por isso que as pessoas normais estão em choque com os distúrbios de Paris, que nos vão obrigar a olhar de outra forma para a nossa relação com França”, acrescentou.

Apesar da campanha de massas contra os produtos franceses, é ainda fácil encontrar quem considere que o boicote não é boa ideia.

Li Yue, uma estudante de 26 anos, disse à Agência Lusa que “está é uma de protesto que não faz qualquer sentido numa altura de globalização”.

“O Carrefour dá emprego a milhares de chineses e a maioria dos produtos que vende são feitos na China, por isso não vejo como é que o boicote pode ter sucesso”, afirmou a estudante.

Wang Xiaofeng, jornalista e autor de um dos mais populares blogues na Internet chinesa, escolheu responder ao boicote com sentido de humor - “eu sempre boicotei a cultura francesa: nem sequer sei falar francês”.

“Tenho no bolso uns quantos vales de desconto do Carrefour. Pelo menos se for nos próximos dias vou conseguir fugir às longas filas. E, já agora, se é para eu boicotar alguma coisa, vou começar por boicotar os cretinos que organizam os boicotes“, diz Wang.

in Visão

Não sei se eles pensaram no facto de que, se a moda dos boicotes a produtos estrangeiros alastra, a China será a principal prejudicada, já que grande parte do que se “consome” no mundo moderno, é fabricado e exportado pela pátria da grande muralha…

E motivos para boicotes contra o mais populoso país do planeta não faltam! Infelizmente…


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Escrever em blogues faz mal à saúde?!

8 04 2008

A morte de alguns autores de blogues profissionais muito populares nos EUA por ataque cardíaco está a preocupar a comunidade bloguer norte-americana, que acredita que a necessidade de actualizar constantemente estas páginas poderá estar a afectar a sua saúde.

O tema começou a ser discutido quando dois autores de blogues relacionados com as tecnologias, actividade que exerciam a nível profissional, faleceram vítimas de ataque de coração.

Apesar de os seus blogues não estarem relacionados directamente com a morte dos dois autores, há quem acredite que a pressão de escrever as mais recentes novidades a toda a hora poderá ter ajudado a aumentar alguns factores de risco, como o stress.

Citado pelo portal VNUNet, um dos autores de blogues tecnológicos mais conhecidos nos EUA, Michael Arrington, responsável pelo TechCrunch, revela que «a uma certa altura vou ter um esgotamento nervoso e serei internado num hospital, ou algo do género».

«Isto não é sustentável», refere Michael Arrington sobre a sua actividade de autor de blogue a tempo inteiro, realçando que nos últimos três anos ganhou mais de 13 quilos e começou a sofrer de problemas de sono.

«Não seria formidável dizermos que nenhum autor de blogue ou jornalista pudesse escrever uma história entre as 8 da noite e o amanhecer? Assim poderíamos todos fazer uma pausa. Mas isso nunca vai acontecer», acredita.

in SOL

Agora fiquei preocupado! :-|


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Trolhas proibidos de assobiar às mulheres

7 04 2008

A empresa britânica de construção civil George Wimpey proibiu os seus trolhas de assobiar para as mulheres que passam pelos canteiros de obras.

De acordo com a empresa, a tradicional “cantada” dos trolhas que assobiam para mulheres que passam pelas obras pode afastar um tipo sofisticado de compradoras de imóveis que se sentem incomodadas com a atitude.

Inicialmente, a proibição será direccionada apenas aos trolhas que trabalham em obras na região próxima de Bristol, no oeste da Inglaterra, mas a medida poderá ser ampliada para todas as obras da empresa no país.

Para garantir que os trolhas cumpram com a proibição, um director da empresa foi enviado a todas as obras da região para verificar o comportamento dos empregados.

“Fora de moda”

De acordo com o director de vendas da George Wimpey, Richard Goad, o assobio está fora de moda.

“No século 21, o assobio não cabe mais”, disse Goad. “As mulheres não iriam aturar receber um assobio e não esperam ouvir nada parecido quando estão num local comercial.”

O director da construtora afirma ainda que os trolhas concordaram com a proibição.

“Na opinião deles, o fim dos assobios encoraja mais mulheres a visitar as obras e, para eles, isso só pode ser uma coisa boa”, afirmou.

Em 2007, a empresa já havia determinado uma proibição similar aos trolhas que trabalhavam em obras na região sul do País de Gales.

in O Globo Online

Não sei se concordo… Isto já é quase uma “instituição”!

E serve para elevar a auto-estima delas… Ou não?! :-)


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China manipula violência no Tibete

2 04 2008

Um dos serviços de inteligência de Inglaterra (GCHQ) confirmou que agentes do Exército Popular de Libertação Chinês vestiram-se de monges budistas para aumentar a violência nos protestos que feriram ou mataram centenas de tibetanos.

Acredita-se que a decisão foi tomada por Pequim como uma forma de acabar de vez com os problemas na região, que já estava atraindo atenção negativa com a chegada dos jogos olímpicos.

Depois dos protestos que ocorreram há algumas semanas observaram-se cada vez mais monges realizando actos de desobediência pública. Posteriormente imagens mostraram que o exército utilizou agentes como provocadores para obterem a desculpa necessária que precisavam.

O que o governo chinês não esperava era que a situação ficasse descontrolada e protestos semelhantes ocorressem em vários povoados vizinhos.

Mesmo que o Dalai Lama tenha dito que desistiria do posto de líder dos budistas caso a violência não tivesse fim vários protestos continuaram a ocorrer porque a maior parte dos monges actuais são jovens, desempregados e acreditam que somente uma acção directa venha a mudar alguma coisa.

A tocha olímpica vai passar pelo Tibete daqui a algumas semanas e o governo chinês começa a ficar desesperado sem saber o que fazer. A maior prova disto foi a declaração por parte do primeiro-ministro chinês em falar com o Dalai Lama.

Outro passo do governo chinês em busca da aceitação mundial no conflito com o Tibete é a visita realizada neste fim-de-semana por representantes de 15 países, onde nenhum deles pode sair do programa feito pelo governo.

Um dos representantes chegou a afirmar que aquilo não poderia ser utilizado como substituto para a liberdade de poder visitar a parte que lhe convier.

Numa visita semelhante feita por jornalistas chineses e de outros países, um grupo de 30 monges fez um protesto onde gritaram “O Tibete não é livre.” Um repórter da Associated Press afirmou que aquele foi o único momento espontâneo da visita.

Os repórteres em visita a Lhasa descreveram a cidade como dividia, a parte chinesa e seus negócios estavam normais. Já a cidade antiga, onde vive a maioria tibetana ainda se encontra sob forte presença policial.

Quando questionado sobre o que aconteceria com as pessoas que participaram dos protestos, os oficiais chineses disseram que nada seria feito com estas pessoas. “Nós nunca lhes faríamos mal. Nós nunca iremos deter qualquer pessoa que você encontre nas ruas de Lhasa. Eu não acredito que nenhum governo faça algo assim.” Afirmou o vice-governador do Tibete, Baima Chilin.

Fontes: Epoch Times, BBC, View on Buddhism in Pipoca de Bits

Agora entendo porque eram tão violentos alguns dos monges que apareciam à frente das manifestações…


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As 50 melhores mentiras de sempre

1 04 2008

01 - Satisfação garantida ou o seu dinheiro de volta.

02 - Não nos procure, nós o procuraremos!

03 - Podes deixar que eu ligo-te.

04 - Estás mais magra!

05 - Fique tranquilo, vai dar tudo certo.

06 - Quinta-feira, sem falta, o seu carro está pronto.

07 - Paga a minha parte que depois eu acerto contigo.

08 - Eu só bebo socialmente.

09 - Isso é para o teu próprio bem…

10 - Eu estava passando por aqui e resolvi subir.

11 - Estou a vender ao preço de custo.

12 - Não vou contar a ninguém.

13 - Não é pelo dinheiro, é uma questão de princípios.

14 - Somos apenas bons amigos…

15 - Que lindo é o seu bebé!

16 - Podes contar sempre comigo!

17 - Você está cada vez mais jovem!

18 - Eu nem reparei que você usava peruca…

19 - Nunca fiz sexo oral antes…

20 - Foste a melhor queca que eu já tive!

21 - Não contém aditivos químicos.

22 - Não tenho troco, leve uma chiclete.

23 - Obrigado pelo presente, era exactamente o que eu estava a precisar.

24 - Não se preocupe, essa roupa não vai encolher.

25 - Não se preocupe, essa roupa vai alargar.

26 - Essa roupa é a tua cara!

27 - Eu não pude evitar.

28 - Tudo o que é meu, é seu.

29 - A inflação vai descer.

30 - Eu não sou candidato.

31 - Começo a dieta na segunda…

32 - O trabalho engrandece o homem!

33 - Isso nunca aconteceu comigo…

34 - Isto vai doer mais em mim do que em você.

35 - Dinheiro não traz felicidade.

36 - Tu sempre foste a única!

37 - Podes ir que eu vou depois.

38 - Eu nem estava olhando…

39 - Ainda bem que já arranjaste outra, estou feliz.

40 - A amizade é o que importa.

41 - Juro que não sabia!

42 - Não fui eu que contei.

43 - Está perfeito!

44 - Esse carro nunca foi riscado sequer, só fica na garagem…

45 - Cuidado que eu sou cinturão negro em Jiu-Jitsu!

46 - Eu liguei, mas ninguém atendeu…

47 - Beleza e dinheiro não importam, e sim estar feliz.

48 - Ela era virgem quando a conheci.

49 - Nunca te traí!

50 - Essas mentiras acima, nunca disse nenhuma… Juro! :-D

via e-mail


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IKEA: enlouqueça você mesmo

28 03 2008

Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»? São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia».

As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias.

É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.

Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes. A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira. Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece–me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno.

Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro. E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.

Ricardo Araújo Pereira in Boca do Inferno/Visão

ikea_instructions

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Como surgiram os ovos de Páscoa?

22 03 2008

O hábito de dar ovos vem da tradição pagã. A ideia de trocar ovos de chocolate surgiu na França. Antes disso, eram usados ovos de galinha para celebrar a data.

A tradição de presentear com ovos - de verdade mesmo - é muito, muito antiga. Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes da era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza - pêssankas - em celebração da chegada da primavera.

Os chineses e os povos do Mediterrâneo também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-nos com beterrabas.

Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa.

Eles celebravam Ostera, a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.

Os cristãos apropriaram-se da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus - o Concílio de Nicéia, realizado em 325, estabeleceu o culto à data. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorniz) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria.

Na Inglaterra do século X, os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I (900-924) costumava presentear a realeza e seus súbditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas na Páscoa. Não é difícil imaginar por que esse hábito não teve muito futuro.

Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, confeiteiros franceses tivessem a ideia de fazer os ovos com chocolate - iguaria que aparecera apenas dois séculos antes na Europa, vinda da então recém-descoberta América. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maia e Asteca.

A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole.

in Wikipédia

A mim parece-me que foi para justificar algo…

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Obrigatório subir as calças!

17 03 2008

O Senado da Florida quer que os estudantes que frequentem as escolas públicas subam as calças. Os legisladores aprovaram uma lei na quinta-feira que pode castigar os desobedientes com suspensão.

Por enquanto a medida ainda não é lei pois falta passar pela House of Representatives. Mas já está a dar muito que falar.

À ideia da Florida, podem seguir-se outras cidades do sul dos Estados Unidos, que já se manifestaram contra a moda das calças descidas até meio da perna, ‘à raper’, revelando roupa interior ou parte da nádega.

Os apoiantes desta medida dizem que as escolas nem sempre têm regras sobre a roupa a usar e que os pais muitas vezes não estão a par do que os seus filhos levam para a escola.

Mas os críticos argumentam que a imposição é exagerada e que a aparência devia ser uma responsabilidade das escolas e dos pais.

Reuters / SOL

Totalmente de acordo!

Já que os pais não “olham” pelos filhos, alguém tem de o fazer! Eu costumo ser geralmente muito liberal, mas há situações que são, no mínimo, de mau gosto.


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Vaticano actualiza pecados mortais

11 03 2008

Igreja Católica explica que a modernidade veio dar uma dimensão social a novos pecados como a poluição ou o consumo de drogas.

Eram sete, mas a modernidade obrigou a Igreja a actualizar os pecados mortais e a renovar a lista de situações que, sem arrependimento ou confissão, condenam a alma humana ao fogo eterno do inferno. Por isso, a partir de agora, o consumo de drogas, a poluição ou a desigualdade social passam a constar da lista de novos pecados que podem custar o descanso eterno.

A informação surgiu sob a forma de entrevista. Ao jornal oficial do Vaticano, o Osservatore Romano, Gianfranco Girotti, responsável pelo tribunal da Cúria Romana, explicou que os novos pecados vão para além da individualidade, ganhando uma dimensão social.

De todas as novidades, a manipulação genética é a considerada mais grave pela Santa Sé, «dentro da qual não se podem deixar de denunciar algumas violações de direitos fundamentais da natureza humana, através de experiências e manipulações genéticas, cujos êxitos são difíceis de prever e manter controlados», revela o especialista.

Se dúvidas houvesse, fica agora claro que pedofilia e aborto condenam a alma humana, assim como a injustiça social ou a poluição ambiental, uma área que, segundo Girotti, «desperta hoje grande interesse».

Mas há mais. A lista não poderia ficar completa sem a condenação do consumo de substâncias proibidas. «A droga enfraquece a psique e obscurece a inteligência, dei-xando muitos jovens fora do circuito da Igreja», explicou o responsável.

Girotti denunciou ainda uma crise que afecta o confessionário, citando o exemplo que vem de Itália, onde, actualmente, 60% dos fiéis não se confessam.

in Destak.pt

A par da anterior actualização, em que o Vaticano condenava o excesso de televisão, Internet e jornais, agora já não escapa ninguém…


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ONU critica Kate Moss e Amy Winehouse

10 03 2008

O director do Serviço da ONU contra a droga e o crime (ONUDC) denunciou, em entrevista publicada este domingo no Observer, o comportamento da cantora Amy Winehouse e da manequim Kate Moss, que encoraja os problemas da droga em África, refere a Lusa.

Antonio Maria Costa considera que muitas «estrelas», incluindo as duas britânicas que já tiveram problemas de droga, dão um mau exemplo, o que contrasta com a atitude dos cantores Bono e Bob Geldof, militantes da causa humanitária na África.

«Quando algumas pessoas famosas tentam salvar a África, outras contribuem para o seu afundamento», considera Costa.

«As vedetas que snifam cocaína não prejudicam apenas o seu nariz e o seu cérebro, contribuem também para a delinquência dos Estados na outra extremidade do mundo», considera o director do ONUDC.

«Amy Winehouse pode armar-se em rebelde cantando com a voz esganiçada Rehab (desintoxicação, o título de uma das suas canções), mas terá consciência da mensagem que está a enviar aos outros dependentes de droga que não podem pagar um tratamento demasiado caro?», interroga-se o entrevistado pelo Observer.

«Essas estrelas que fazem gala do consumo de droga terão consciência dos prejuízos provocados pelo tráfico de droga da América do Sul para a Europa, passando pela África?», questiona o director do ONUDC.

«Enquanto alguns grandes ídolos e actores vedetas de boa vontade se indignam e lutam contra o sofrimento em África, o seu trabalho é minado pela ligação à droga dos seus colegas inconscientes, como Kate Moss», acrescentou.

Porta-voz de Winehouse reage

Um porta-voz de Amy Winehouse rejeitou estas acusações, justificando que ela «nunca se exprimiu sobre a droga, nem a promoveu por qualquer forma, apenas teve problemas com ela e está a tentar resolvê-los».

Esta semana, o relatório anual do Órgão Internacional de Controlo dos Narcótico (OICS) denunciou o laxismo das autoridades face às celebridades que ao drogarem-se enviam uma péssima mensagem aos jovens, frequentemente «influenciáveis».

in Portugal Diário

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Agora que já pouco te falta

3 03 2008

Acabei de lanchar no cafezinho em que como uma torrada e voltei para aqui, o lugar onde escrevo e onde desde meados de novembro não escrevo nada. Terminei um livro por essa altura, para ser publicado em Portugal no fim do ano que vem, e nestes mais de dois meses nem uma linha. Sento-me à mesa e nada. Há quatro ou cinco dias uma coisa começou a formar-se dentro de mim. Não posso dizer que seja uma ideia porque não é uma ideia, são filamentos, vozes, vagas caras que se desvanecem. Dá-me a sensação que é o próximo trabalho. Decidi começar no dia 25 de fevereiro, na ilusão que até lá o material se defina um pouco. Quero fazer o meu livro mais importante, o definitivo, o último, tão importante que, depois dele, já não precise de compor nada. Então saio e vou para um banco de jardim contar pombos e assistir à bisca dos reformados. Talvez ponha um anúncio de convívio no jornal. A semana passada li um desses em que o cavalheiro começava por anunciar que tinha carta de ligeiros e pesados. Fiquei a sonhar com a carta de ligeiros e pesados o dia inteiro. Noutro uma senhora pedia um homem educado e não fumador. Imaginei uma viúva a beber chá de tília a uma camilha com braseira dentro. Talvez os nossos dedos se encontrassem no bule. Retratos de defuntos, incluindo um marido sombrio numa moldura com rosinhas de cobre, e ela a inspeccionar-me a roupa, suspeitosa. Dedos ossudos, quase transparentes, que deixavam que os acariciasse um momento antes de se escaparem numa vergonha corada. Um gato a desaparecer quando fechava os olhos, tornando-se bibelot. Cortinas a esconderem a rua. Sofás protegidos por plásticos. Uma esfregona espreitando num desvão.

Portanto desde meados de novembro que não escrevo nada. Espero. Normalmente acho que acabei, que não volto a ser capaz. Agora apareceu-me este fiozinho de esperança. Mas o que me vem à cabeça é tão difícil de fazer, tão ambicioso, tão para além das palavras e das minhas forças. Só começo quando estou bem seguro de não ser capaz. Não seria mais fácil beber chá de tília a uma camilha com braseira dentro? 22 de janeiro hoje

um dia, sei lá porquê, longo, longo. Sol e pombos na rua, criaturas vestidas de verde a multarem ferozmente os automóveis estacionados, uma rapariga que caminha como os peixes de aquário, um espasmo de barbatanas e pronto. Saio da porta, volto à mesa. Onde é que eu ia? E quem se importa onde é que eu ia, onde é que eu vou? As cartas por responder acumulam-se na mesinha. Caixotes de livros. Sorrisos de pessoas de quem gostei e a morte levou. Levou mas continuam comigo, tão presentes. Respiram. De algumas oiço–lhes a voz. Olá a todos, deixem-se estar aí. Embora finja que não, necessito tanto de companhia. Um estar aí que é já muito. E daqui a nada noite e eu dissolvido nela. Dissolvido nela. Dissolvido nela. Até não me ficar nem uma ideia de quem sou. Cavalheiro sem carta de ligeiros e pesados procura senhora nas mesmas condições, quer dizer sem uma ideia de quem é. Se abrir a torneira ouvirei o ruído do mar? Em pequeno, na cama, as ondas chegavam até mim, uma após outra, misturadas com o vento nos pinheiros e o imenso mistério da vida. Escutava-as na certeza de ser feliz e eterno. Amanhecia e o mar calava-se. Via-o da janela no mesmo sítio, em silêncio, ele que no escuro encostava a cabeça aos caixilhos para me ver dormir e me seguia com aqueles olhos que o mar tem, ao mesmo tempo zangados e cheios de lágrimas e, no corredor da casa, os passos da insónia, tac, tac, tac. Não sei se a 25 de fevereiro começo a escrever. Mudo de posição na cadeira, volto a página, pergunto ´

- Como é que se faz um livro?

porque continuo sem saber como se faz um livro. Não me acho capaz de explicar como fiz os que até agora se publicaram, o que lembro melhor é o esforço enorme e, por vezes, mais raramente, uma alegria indizível. Ainda existirá algum em mim? O mar e o cacto a seguir ao muro, a oscilar rigidamente. Agarra-te ao teu fiozinho de esperança, experimenta. Começa a preparar a mão, coisa que contigo leva tempo. Tenta que aquilo que existe em qualquer parte tua caminhe na direcção certa onde as palavras te esperam, adormecidas. Acorda-as devagarinho, não escutes os passos da insónia, tac, tac, tac, no corredor. Tens 10 anos, 20 anos, tens todas as idades ao mesmo tempo, estás cheio de medo mas começa. O mar, o cacto, o sol, os pombos. Deixa tudo o que não seja o livro e começa. Se tiveres sorte é o teu livro. Se tiveres ainda mais sorte o teu último livro, a razão de teres nascido. Depois, sem te voltares para trás, acenas adeus à medida que te afastas para um jardim de reformados até que a morte te diga

- Já vai sendo tempo, filho

e poderás sorrir-lhe como a uma namorada antiga que nunca envelheceu.

Sorrir-lhe

(entendes o que eu digo?)

numa mistura de timidez e confiança, porque

(entendes mesmo o que eu digo?)

te tornarás feliz e eterno.

António Lobo Antunes in Visão

Este Senhor escreve de uma maneira…


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Barack Obama: um homem bonito

28 02 2008

Tenho acompanhado com muito interesse as eleições norte-americanas, sobretudo por causa de um facto que me parece ter a maior importância política: sou extremamente parecido com Barack Obama. Também sou parecido com Hillary Clinton, mas só quando deixo crescer o bigode. Já com Barack Obama, as semelhanças são assombrosas: temos o mesmo sorriso franco, o mesmo olhar tranquilo, o mesmo aspecto encantador de argelino subnutrido.

Gostava muito que Obama fosse eleito Presidente, quanto mais não seja porque não é todos os dias que se tem a oportunidade de ser sósia do homem mais poderoso do mundo. Será divertido visitar os EUA já depois da eleição, e assistir à reacção das pessoas quando se aperceberem das parecenças. Pode ser que me confundam com o Presidente e me ofereçam coisas boas. Outra hipótese é oferecerem-me 75 gramas de chumbo maciço no meio dos olhos, sob a forma de um balázio. Mas mesmo isso seria uma ocorrência pitoresca, diferente da monotonia do quotidiano, que eu acolheria com satisfação.

No entanto, além de transformar a minha vida, a eleição de Barack Obama pode acarretar outras mudanças de menor importância. Por exemplo, pode transformar o nosso planeta. Se Obama for eleito, durante uns anos viveremos num mundo surpreendente em que o Presidente dos Estados Unidos da América se chama Barack Hussein Obama, enquanto, por exemplo, no Gana, o Presidente é um tipo chamado John (a sério, acabei de verificar). É tão estranho como ter um Antunes a comandar os destinos da Suécia - o que seria, aliás, benéfico: há muitos anos que eu mantenho que a única maneira de Portugal atingir o nível de vida dos suecos é pôr um português a mandar na Suécia. Era num instante que os apanhávamos. Infelizmente, ninguém me dá ouvidos no que à política internacional diz respeito.

Quanto à eleição americana, é certo que Barack Obama ainda não é Presidente dos Estados Unidos. Longe disso. Mas não é impossível que venha a ser eleito, o que não deixa de ser mais uma prova de arrojo do povo americano. Toda a gente conhece as regalias a que o Presidente dos EUA tem direito: morar na Casa Branca, fazer-se deslocar no Air Force One… Depois de tudo o que aconteceu, não deixa de ser extraordinário que um povo tenha a coragem de pôr um avião daquele tamanho à disposição de um homem chamado Hussein.

Por tudo isto, desejo que aconteça a Barack Obama o mesmo que aconteceu a Kennedy: que vença as eleições e se torne Presidente. Ou, na pior das hipóteses, que lhe aconteça o mesmo que aconteceu a Bush: que perca as eleições e se torne Presidente.

Ricardo Araújo Pereira in Visão


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Eles também votam!

26 02 2008

Um amigo meu comprou um frigorífico novo e para se livrar do velho, colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso:

“Grátis e a funcionar. Se quiser, pode levar.”

O frigorífico ficou três dias no passeio sem receber um olhar dos passantes.

Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso:

“Frigorífico à venda por 50,00 €. No dia seguinte, tinha sido roubado!”

Cuidado! Este tipo de gente vota!

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Ao visitar uma casa para alugar, o meu irmão perguntou à agente imobiliária para que lado era o Norte, porque não queria que o sol o acordasse todas as manhãs.

A agente perguntou: “- O sol nasce no Norte?”

Quando o meu irmão lhe explicou que o sol nasce a Nascente (aliás, daí o nome e que há muito tempo que isso acontece!)

Ela disse: “- Eu não estou actualizada a respeito destes assuntos”.

Ela também vota!

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Trabalhei uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada - Açores. Um dia, recebi um telefonema de um sujeito que perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto.

Eu respondi:

“O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.”

Ele então perguntou:

“Pelo horário de Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?”

Para acabar logo com o assunto, respondi:

“Horário do Brasil.”

Ele vota!

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Um colega e eu estávamos a almoçar no self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falar a respeito das queimaduras de sol que ela tinha, por ter ido de carro para o litoral.

Estava num descapotável, por isso, “não pensou que ficasse queimada, pois o carro estava em movimento.”

Ela também vota!

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A minha cunhada tem uma ferramenta salva-vidas no carro, para cortar o cinto de segurança, se ela ficar presa nele.

Ela guarda essa ferramenta na mala!

A minha cunhada também vota!

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