O rapaz que escreve os discursos de Obama

22 01 2009

É o próprio Barack Obama quem o diz: Jon Favreau é o seu “mind reader“. Aos 27 anos (e não parece um ano mais velho que isso), com muito café e muitas latas de Red Bull, Favreau não sabe apenas ler os pensamentos de Obama. Sabe também passá-los para o papel, estruturá-los, para que Obama os devolva às multidões, em frases electrizantes. O discurso inaugural pertence-lhe também. Passou semanas e semanas a trabalhar nele. Hoje, tornou-se no mais jovem “speechwriter” presidencial de sempre.

A “Newsweek” escrevia há meses que Jon Favreau tem o pior e o melhor trabalho na história dos redactores de discursos. O pior, porque o seu patrão é alguém que, na verdade, não precisaria da sua ajuda, já que escreveu sozinho não apenas dois “best-sellers” “Dreams from My Father” (“A Minha Herança”, Casa das Letras) e “The Audacity of Hope” (“Audácia da Esperança”, Casa das Letras), como o discurso que o catapultou para a fama nacional, em 2004, na Convenção Nacional Democrata. “Ao mesmo tempo, o mesmo patrão é capaz de discursar de uma forma que faz o seu auditório ficar arrepiado.” E não deve haver muito melhor do que isto para quem ganha a vida a escrever para os outros.

Favreau tinha apenas 23 anos, acabado de se formar no College of the Holy Cross em Worcester (Massachusetts). Conta o “New York Times” que Obama estava a ensaiar o discurso da Convenção, nos bastidores, quando Favreau, que fazia parte da equipa do candidato democrata às presidenciais, John Kerry, o interrompeu: havia um problema de ritmo no discurso. “Ele olhou para mim, um bocado confuso, tipo: ‘Quem é este puto?’”, conta Favreau.

O “puto” era já speechwriter de Kerry, por puro acaso. Estava à hora certa no local certo, no momento em que a campanha do democrata estava prestes a implodir. Já havia pouca gente no escritório para além do rapaz que reunia os registos audio das notícias sobre a corrida presidencial quando Kerry precisou de ajuda para os seus discursos. “Eles não podiam dar-se ao luxo de contratar um”, recorda agora o redactor de Obama. “Por isso tornei-me vice-speechwriter, apesar de não ter experiência nenhuma.”

A derrota de Kerry em 2004 acabou com os projectos políticos de Favreau. “O meu idealismo e entusiasmo pela política estavam arrumados. Estava grato pela experiência que recebi, mas foi uma experiência tão difícil que, juntamente com a derrota, me fez sentir que estava acabado”, contou à “Newsweek”. Mas não por muito tempo. “Foi preciso o Barack para recuperar isso”.

O encontro com Barack Obama veio pouco depois, quando o seu director de comunicação, Robert Gibbs, o abordou: “Estamos à procura de um speechwriter”, disse-lhe. “Porquê?”, perguntou Favreau. “Se o dia tivesse 48 horas não necessitaríamos de um. Mas ele precisa de trabalhar com alguém.”

E foi no primeiro dia de trabalho de Obama como senador (representando o estado de Illionois) que os dois se encontraram para a entrevista, numa cafetaria no Capitol Hill. Favreau estava então desempregado e “falido, a tirar partido de todas as promoções das happy-hours que encontrava em Washington”. Nesse encontro, o senador pôs de lado o seu currículo para lhe perguntar: “O que te fez entrar para a política? O que te interessou?”. Projectos sociais, defesa dos direitos legais dos pensionistas… “E qual a tua teoria para a redacção de discursos?”, perguntou Obama. “Não tenho nenhuma. Mas quando o vi na Convenção, o senhor contou basicamente a história da sua vida do princípio ao fim, e era uma história que se enquadrava na grande narrativa americana. As pessoas aplaudiram não por ter escrito para um aplauso, mas porque tocou em alguma coisa no partido e no país que nunca tinha sido tocada antes. Os democratas não tinham isso há muito tempo”. Obama estava conquistado.

Houve muito trabalho depois disso. Favs, como é conhecido entre os amigos, decorou o discurso de 2004 palavra por palavra, andou sempre com os livros de Obama debaixo do braço, em particular a autobiografia “Dreams from My Father”. E o dono da voz confundiu-se com a voz do dono.

Quando Obama venceu a nomeação democrata contra Hillary Clinton (que atacara os dons de oratória do rival: “As campanhas fazem-se com poesia, mas a governação é com prosa”), os dois levaram meia hora para chegar à frase que abriria o discurso de vitória: “Diziam que este dia nunca chegaria”.

Favreau estava sempre com Obama, tornou-se mesmo num dos poucos da equipa a consegui-lo. Deitava-se às três da manhã, levantava-se às cinco. Ia para os Starbucks encher-se de cafeína para aguentar o sono enquanto dacitlografava no seu computador. Desde que Obama ganhou as presidenciais, a 4 de Novembro, que o ritmo ficou ainda mais frenético, para preparar o discurso inaugural.

“O que faço é sentar-me com ele durante meia hora. Escrevo tudo o que ele diz. Refaço, escrevo. Ele escreve, refaz. É assim que o produto fica acabado.”

Não se pense que tudo o que ouvimos de Obama veio de Favreau. “Quando trabalhamos com o senador Obama, o principal actor do discurso é ele”, diz David Axelrod, o estratega da campanha de Obama, ao ‘New York Times’. “Ele é o melhor speechwriter do grupo e sabe o que quer dizer e geralmente di-lo melhor do que qualquer pessoa diria”.

in Público

Discurso de vitória de Obama na nomeação democrata:

-“Diziam que este dia nunca chegaria”


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‘What I Want for You — and Every Child’

20 01 2009

By President-elect Barack Obama

Queridas Malia e Sasha,

Sei que se divertiram muito nestes dois anos de campanha, com os piqueniques, os desfiles e as feiras, comendo todo o tipo de comida menos saudável que nem eu nem a vossa mãe vos teríamos deixado comer. Mas também sai que não foi fácil, nem para vocês nem par a mamã, e que apesar de vocês estarem muito entusiasmadas com o vosso novo cachorrinho, ele não compensará todo o tempo que estivemos separados. Sei que perdi muito nos dois últimos anos e hoje quero explicar-vos porque decidi embarcar a nossa família nesta aventura.

Obama FamilyQuando eu era mais novo, pensava que a minha vida dependeria essencialmente de mim e da forma como eu enfrentaria o mundo, teria sucesso e conseguiria tudo o que queria. Mas vocês chegaram à minha vida, com toda a vossa curiosidade, magia e sorrisos que me preenchem o coração e alegram a minha vida, e de repente todos os planos que tinha para mim tornaram-se insignificantes. Descobri que os melhores momentos da minha vida são aqueles em que vocês estão felizes. Também percebi que a minha vida só faria sentido se vocês fossem duas pessoas felizes e realizadas. Em suma, meninas, foi esse o motivo que me levou a querer ser presidente, porque é isso que eu quero para vocês e para todas as crianças deste país.

Quero que todas as crianças frequentem escolas que descubram o seu potencial, que estudar seja para eles um objectivo e que lhes dê a capacidade de perceber melhor o mundo que as rodeia. Quero que essas crianças tenham a oportunidade de frequentar a universidade, mesmo que os seus pais não tenham recursos económicos. E quero que tenham bons trabalhos, que lhes permitam ganhar dinheiro e usufruir de alguns benefícios, como cuidados médicos e tempo suficiente para as suas famílias, bem como a possibilidade de reformar-se com dignidade.

Quero que se descubram cada vez mais coisas, para que vocês tenham acesso a tecnologias cada vez mais avançadas e que façam deste mundo um lugar mais limpo e seguro. E quero que no futuro nos esqueçamos das fronteiras que nos impedem de ver o melhor de cada um, para que vejamos mais longe do que a divisão das pessoas por raça, nacionalidade, género ou religião.

Por vezes, temos de enviar os nosso jovens, homens e mulheres, para ambientes de guerra e outras situações perigosas para proteger o nosso país, mas quando o fazemos, quero que seja pelas melhores razões e que tentemos resolver os nossos diferendos sempre de forma pacífica. Também que todas as crianças percebam que os soldados americanos não lutam em vão e que do grande privilégio de ser cidadão deste país também advêm grandes responsabilidades.

Estes sempre foram os princípios que a vossa avó me ensinou quando eu tinha a vossa idade, lendo-me textos da Declaração de Independência e falando de homens e mulheres que lutavam pela igualdade, porque acreditavam nesses valores. Ela ajudou-me a perceber que a América é um país grande, não por ser perfeita, mas poder sempre melhorar, e que todos temos essa responsabilidade. É uma tarefa que passamos aos nossos filhos.

Espero que vocês entendam essa responsabilidade, corrigindo os erros que vêem e trabalhando para dar a outros as oportunidades que vocês já tiveram. Não só por terem a obrigação de retribuir ao país tudo o que deram à vossa família, mas também porque é um dever que têm para convosco próprias. Além disso, só descobrirão o vosso verdadeiro potencial quando tentarem fazer algo mais exigente.

São todas estas coisas que quero para vocês: que cresçam num mundo melhor, que não imponha limites aos vossos sonhos e objectivos e que se tornem em mulheres comprometidas em construir um mundo melhor. E quero ainda que todas as crianças tenham a sorte de aprender, sonhar e crescer, tal como vocês tiveram. Foi por tudo isto que decidi entrar nesta aventura.

Orgulho-me muito de vocês e gosto mais de vocês do que podem imaginar. Agradeço todos os dias a vossa paciência, gentileza e sentido de humor, nesta fase em que nos estamos a preparar para começar uma nova vida juntos na Casa Branca.

Amor, Papá

Obama escreveu esta carta às filhas Malia e Sasha, publicada pela revista Parade, sobre “a grande aventura” que viverão juntos e as razões que o levaram a concorrer à Casa Branca. Leia a carta na versão original.

Aqui está um “discurso” que poderia fazer parte do que será proferido hoje na tomada de posse como 44.º Presidente dos EUA.

O mundo espera muito deste novo presidente. Não fará milagres, mas depois de George W. Bush, só pode melhorar. Disso não há dúvida! 8)


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80 anos a prever o dia seguinte

5 01 2009

‘Borda d’Água’. O almanaque fundado em 1929 está congelado no tempo – é impresso numa tipografia tradicional e mantém a mesma linha editorial de há oito décadas. Tem tudo para estar condenado, mas demonstrou que a lei da probabilidade é um falhanço. Há cada vez mais leitores.

Nasceu no início da Grande Depressão, em 1929, atravessou de uma ponta à outra o regime salazarista, chegou à democracia e promete, este ano, ultrapassar a pior crise económica das últimas décadas. Há 80 anos que o Borda d’Água ensina ciência, mezinhas e outras sabedorias populares. Pode vir a Internet, a televisão por cabo, as enciclopédias digitais ou qualquer outra tecnologia de ponta que o “Velho da Cartola” continua igual a si próprio. “É uma tradição que se cumpre de geração para geração e que abarca leitores de todos os estratos sociais”, conta Narcisa Fernandes, sócia-gerente da Minerva, a editora que fundou e publica o almanaque.

O Borda d’Água não vai atrás ou à frente do progresso. Não precisa. Há cada vez mais adeptos, que querem saber quando plantar batatas, podar a vinha ou colher rabanetes. O caderno de papel reciclado é um best-seller – a edição de 2009 já vendeu 340 mil exemplares e na oficina da editorial Minerva, em Lisboa, as rotativas continuam a imprimir outras largas centenas de cópias que vão chegar nos próximos dias aos quiosques e aos vendedores de rua.

Os leitores separam as páginas com um canivete ou um corta-papéis à espera de encontrar sempre o mesmo – conhecer antecipadamente os dias de sol e de chuva ou ter em primeira mão as previsões para a agricultura. Por mais que possa ser complicado ver o futuro em tempos de mudança, o Borda d’Água oferece previsibilidade a troco de 1,50 euros. Não há aquecimento global ou qualquer outra mudança climática com força suficiente para derrotar o almanaque. Por mais surpreendente que seja o dia seguinte, o “reportório útil a toda a gente” está em cima do acontecimento.

No Inverno de 2007, conseguimos prever o tempo seco e quente e, no ano passado, antecipámos as chuvas torrenciais do Outono“, explica Célia Cadete, directora do Borda d’Água. O Observatório Astronómico da Ajuda tem uma quota parte do mérito, mas não explica tudo: “São uns pozinhos mágicos que temos.” Célia prefere não revelar o segredo, embora ofereça algumas pistas: “Basta saber ler os sinais da natureza.

São dotes usados no Borda d’Água desde os anos 60, altura em que Artur Campos, funcionário da Minerva, passou pela direcção da revista: “Apesar de ter apenas a instrução primária, conseguia determinar com bastante rigor qual o estado do tempo para o ano inteiro“, diz Narcisa. Perdia noites de olhos postos no céu a contar as estrelas e a fazer cálculos matemáticos: “Ao longo de 50 anos fez as previsões atmosféricas que deram credibilidade à nossa revista.

A reputação do Borda d’Água é ainda hoje reconhecida por milhares de leitores, o que poderá ser um suspiro de alívio para quem está à espera de um ano ainda mais difícil do que o último. O almanaque de 2009 desdiz as previsões de crise e até contraria o pessimismo do Presidente Cavaco Silva, que na mensagem de Ano Novo alertou para os maus tempos que se avizinham para os agricultores.

Os prognósticos do Borda d’Água são outros. “Haverá abundância de trigo e de outros alimentos; a carne e o peixe não vão faltar. O vinho, esse, será em abundância e de mui boa qualidade.” Quem tem, afinal, razão? A única certeza é que os presidentes mudam e o Borda d’Água está para ficar.

in DN Online


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Cem advogados querem defender «herói» que atirou os sapatos a Bush

15 12 2008

Cem advogados árabes estão dispostos a defender o jornalista que foi detido por atirar os sapatos contra Bush e por lhe chamar «cão». «Este herói deve ter um julgamento justo», justificou o advogado Jalil al Duleimi, antigo chefe da equipa de defesa de Saddam Hussein.

Entretanto, fontes oficiais afrmaram à Associated Press que o jornalista em causa está a ser interrogado sobre se alguém lhe pagou para fazer aquilo.

Recorde-se que Muntadar al-Zeidi, correspondente do canal de televisão Al-Baghdadia, de propriedade iraquiana e com sede no Cairo (Egipto), tentou acertar em Bush, mas os reflexos do presidente evitaram o pior.

«Este é beijo de despedida, pedaço de cão», gritou o jornalista antes de arremessar os sapatos, num acto que significa desprezo na cultura iraquiana.

Mais tarde, Bush brincou com o incidente: «Tudo que posso dizer é que são do tamanho 10». «Este tipo de actos não me preocupam, quem os faz quer chamar a atenção», acrescentou.

Imediatamente após a agressão, Al Ziadi foi neutralizado e detido pelos membros da segurança que se encontravam na sala da conferência de imprensa.

in IOL Diário

A partir de agora, antes de cada conferência de imprensa, todas as preocupações em segurança que já existem, vão-se alargar à “vistoria” do calçado… Imaginem que alguém leva umas botas com ‘biqueira de aço’ ou umas daquelas ‘texanas’ pontiagudas (tão ao gosto do Bush!)! :mrgreen:


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China censura Guns N’ Roses

28 11 2008

Foi esperado durante 15 anos. Havia até quem pensasse que nunca chegaria a ver a luz do dia. Mas esta semana o novo álbum dos Guns N’ Roses chegou de facto às lojas. Apresenta-se como Chinese Democracy e já é fonte de polémica.

O título do disco refere objectivamente um movimento político chinês que, com o mesmo nome, luta desde 1978 contra o sistema de partido único do país. O próprio tema que dá título ao disco foi dedicado aos elementos do grupo espiritual Falun Gong, que foi banido em 1999. O lançamento não foi visto com bons olhos pelas autoridades chinesas. E o jornal do Partido Comunista Chinês definiu mesmo o álbum como um “ataque venenoso” ao seu país. Um artigo publicado pelo jornal citava, inclusivamente, alguns versos do novo álbum dos Guns N’ Roses, referindo que o disco se trata de uma tentativa do Ocidente em querer “controlar o mundo utilizando a democracia como joguete, noticiou a BBC.

O “incidente” chinês não afastou contudo as atenções de um álbum pelo qual esperaram os admiradores do grupo. Resta saber que resultados alcançará nas tabelas de vendas…

A espera foi longa. Foram 15 anos em que o grupo mudou constantemente de formação, inclusivamente perdendo uma das suas figuras centrais, o guitarrista Slash, mantendo-se sempre e unicamente o líder polémico Axl Rose. Muitas vezes adiado, Chinese Democracy chegou a ser apelidado como um dos discos mais caros de sempre nunca editados, segundo um artigo do jornal New York Times em 2005, que apontava os custos de produção do álbum para dez milhões de euros.

Quando este ano foi anunciada a nova data de lançamento, a expectativa era inevitável. Temendo a pirataria online, que pudesse colocar as canções na Internet meses antes da sua edição, era natural que Chinese Democracy estivesse guardado a sete chaves. Todavia, em Junho, Kevin Skwerll, ex-funcionário da editora Universal, teve acesso a alguns dos novos temas e disponibilizou-os no seu blogue. Investigado pelo FBI, lançou depois uma campanha online para ajudar a pagar a sua defesa. Skwerll sempre se deu como inocente, mas esta semana assumiu-se como culpado, aguardando julgamento até ao dia 8 de Dezembro.

in DN Online

A censura da China penso que não surpreende ninguém e para a banda é só publicidade!

Quanto à qualidade do álbum… Na minha opinião os Guns N’ Roses acabaram à 15 anos (ou mais!). :|

Escutem o novo (!) disco e digam alguma coisa… :roll:

Ler também Blogues censurados e Censurado?!!


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A justiça é cega (antes fosse muda)

17 11 2008

O julgamento de Fátima Felgueiras veio provar que, em Portugal, os cidadãos devem ter confiança na Justiça. Sobretudo os cidadãos como Fátima Felgueiras. Em princípio, não há nada que os apanhe. Ainda assim, a sentença é um monumental enxovalho para a ré, e ridiculariza, de modo bastante cruel, a sua conduta. Como? No acórdão, o juiz demonstra a Fátima Felgueiras que estava errada: não valia a pena ter fugido para o Brasil. Foi dinheiro que a presidente da Câmara desbaratou. Ainda por cima, Fátima Felgueiras terá usado, na fuga, dinheiro que, de facto, lhe pertencia, para variar – o que é refrescante. Hoje, não restam dúvidas de que se tratou de uma medida insensata. Em vez de procurar um exílio de cerca de dois anos no Brasil, Fátima Felgueiras poderia ter continuado tranquilamente na sua terra, a presidir à autarquia que dirige. O máximo que lhe acontecia era uma pena suspensa. Não faz sentido andar a fugir por causa de crimes que não são punidos com pena efectiva. E é uma vergonha que políticos que ocupam cargos de alguma relevância desconheçam a lei a este ponto. O estudo das leis permite ao autarca consciente e responsável praticar apenas os crimes que não dão cadeia, e evita fugas tão trabalhosas como desnecessárias.

Na verdade, a pena suspensa é a versão judicial daqueles pais que dizem: «Carlos Miguel, da próxima vez que fizeres isso levas uma palmada», e depois continuam a repetir a mesma ameaça sempre que o Carlos Miguel pratica tropelia igual à primeira, ou pior. O Carlos Miguel, que não é parvo, sabe perfeitamente que aquela palmada está suspensa para sempre. E o mais provável é que, quando crescer, o Carlos Miguel faça carreira como autarca. Dos bons.

Para sermos rigorosos, a sentença que puniu Fátima Felgueiras está, toda ela, suspensa. É certo que são três anos e três meses de pena suspensa e perda do mandato de presidente. No entanto, esta última pena, sendo efectiva, acaba por estar também suspensa. Enquanto Fátima Felgueiras recorre e o tribunal aprecia o recurso, o presente mandato chega ao fim. Quando o tribunal decidir, o próximo mandato (que Fátima Felgueiras obterá, de certeza, e com maioria absoluta, nas próximas eleições) também terá terminado.

Parece claro que a razão pela qual não existe pena de morte em Portugal não tem a ver com pruridos morais, mas com problemas jurídicos. No nosso país, crimes graves podem ser punidos com pena suspensa. Seria uma questão de tempo até um tribunal português decretar uma sentença de condenação à morte por injecção letal suspensa. Nós não abolimos a pena de morte por amor à dignidade do ser humano. Foi por medo do ridículo.

Ricardo Araújo Pereira in Visão


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Bin Laden reformou-se?

14 11 2008

O líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, está profundamente isolado e tem destinado “grande parte das suas energias para cuidar da própria sobrevivência”, afirmou esta quinta-feira o director da Agência Central de Inteligência (CIA), Michael Hayden.

“Está dedicando grande parte das suas energias para cuidar da própria sobrevivência; muita energia com a própria segurança. De facto, parece que está profundamente isolado das operações diárias da organização que dirige nominalmente”, a Al-Qaeda, destacou Hayden.

Bin Laden, que tem sido procurado incansavelmente e cuja cabeça vale 50 milhões de dólares, oferecidos pelos Estados Unidos, reivindicou a responsabilidade pelos atentados de 11 de Setembro de 2001, que deixaram cerca de 3 mil mortos em Nova Iorque e Washington.

“Posso garantir, apesar das especulações da imprensa que indicam o contrário, que a busca de Bin Laden está no topo da lista das prioridades da CIA”, afirmou Hayden num discurso em Washington sobre a ameaça que a Al-Qaeda representa.

Destacou ainda “o grande desafio que é vigiar cada quilómetro quadrado desta região perigosa e inóspita”, em referência à fronteira entre Afeganistão e Paquistão, onde a Al-Qaeda se reagrupou.

Hayden destacou que a Al-Qaeda “sofreu sérios reveses, mas segue activa e é um inimigo que se adapta como nenhum outro que a nossa Nação já enfrentou”.

in AFP

O senhor Hayden deve saber bem do que fala… :?

Afinal foi a sua CIA que “criou” Bin Laden, e treinou e financiou a mujaheddin afegã! :shock:


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Falsa edição do “New York Times” anuncia fim da guerra no Iraque

13 11 2008

Manifestantes do grupo “Yes Man” distribuíram cerca de 1,5 milhão de exemplares do jornal nas estações de metro de Nova York e Los Angeles.

Quem passou pelas entradas do metro de Manhattan, em Nova Iorque, nesta quarta-feira (12), deve ter notado a distribuição de exemplares do “The New York Times”. No entanto, deve ter estranhado, ainda mais que a gratuidade do jornal, a sua manchete: “Acabou a Guerra do Iraque”. Ao folhear, ficava notório que matérias como “Tesouro anuncia um plano de impostos sensato”, “Acto Patriótico é revogado” e “George W. Bush é julgado por crimes de guerra” só podiam ser fruto de uma brincadeira.

Os autores do jornal falso são membros do grupo activista de “piadas progressistas” Yes Man. A travessura colocou nas ruas de Nova Iorque e Los Angeles cerca de 1,5 milhão de cópias falsas do diário em circulação – quase o mesmo número de exemplares do verdadeiro “The New York Times”.

Os activistas do grupo alimentam dois sites: theyesmen.org (portal oficial) e becausewewantit.org (porque nós queremos, em português). O último mostra apenas um texto curto, reproduzido por um blog que ajudou a divulgar o movimento, em que diz: “Um site seria infinitamente mais fácil. Mas criar um jornal impresso e distribui-lo nas estações de metro? Isso exige bastante esforço”.

A publicação data de 4 de Julho (data em que se comemora a Independência dos EUA) de 2009 e trocou o slogan “All The News That’s Fit To Print” (todas as notícias que cabem numa publicação, em tradução livre) para “All The News We Hope to Print” (todas as notícias que esperamos publicar). De acordo com a agência de notícias EFE, um porta-voz do “NY Times” disse que a origem está sendo investigada.

A edição internacional da publicação também anuncia o fecho da prisão de Guantánamo, em Cuba, e de outras instalações secretas da CIA, assim como um pedido de desculpas da “ex-secretária de Estado” Condoleezza Rice, por defender que Saddam Hussein tinha armas de destruição maciça sabendo que era mentira.

A secção sobre notícias dos Estados Unidos escreve os “avanços” conseguidos nos oito meses de Barack Obama como novo presidente. Já a de economia mostra a criação de uma lei segundo a qual o preço dos produtos deverá reflectir seu verdadeiro custo, além do fecho da faculdade de administração da Universidade de Harvard.

in Abril.com

Pra quando um jornal com notícias destas, mas verdadeiras?! :?

É melhor esperar sentado… :|


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Estados Unidos perdem bomba nuclear

12 11 2008

Os Estados Unidos perderam uma bomba nuclear debaixo do gelo no norte da Gronelândia, na sequência da queda de um dos seus bombardeiros há 40 anos, revelou esta terça-feira a BBC.

De acordo com documentos desclassificados, os norte-americanos nunca conseguiram localizar a bomba, apesar das buscas efectuadas perto da base aérea de Thulé, onde se despenhou em 1968 um bombardeiro estratégico B-52 com quatro bombas nucleares a bordo.

Thulé, construída em plena guerra-fria nos inícios da década de 1950, é a base mais setentrional da Força Aérea norte-americana, considerada de grande importância estratégica e elemento-chave da cadeia de radares do NORAD (sistema de vigilância do espaço aéreo dos Estados Unidos).

A 21 de Janeiro de 1968, um B-52 despenhou-se no gelo a alguns quilómetros de Thulé e as equipas de investigação conseguiram apenas recuperar três das quatro bombas nucleares que seguiam a bordo da aeronave.

Em Abril do mesmo ano, buscas submarinas realizadas para localizar a quarta bomba não tiveram qualquer sucesso.

Segundo a BBC, responsáveis norte-americanos estimam que a radioactividade deve ter-se dissolvido na imensa massa de água da região, impedindo qualquer perigo de contaminação.

A presença de armas nucleares na Gronelândia, território autónomo sob administração da Dinamarca, foi guardada secretamente, assim como a natureza das buscas efectuadas para localizar a bomba.

in TSF

As declarações dos responsáveis norte-americanos deixam-me muito mais descansado! :shock:

Qual será o efeito de uma explosão nuclear num dos pólos? Parece-me que a Terra não continuará propriamente a mesma… :oops:


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Maldivas procuram um novo território para viver em caso de naufrágio

11 11 2008

O primeiro Presidente eleito democraticamente nas Maldivas, Mohamed Nasheed, inaugurou o seu mandato com uma medida inovadora. O país vai criar um fundo de poupança para comprar novas terras onde a população possa viver, caso o nível das águas acabe por engolir o paradisíaco arquipélago, anunciou ontem Nasheed ao diário “The Guardian“.

O “seguro de vida” dos maldivanos, como lhe chamou Nasheed, irá ser pago com uma parte das receitas do turismo, a principal fonte de rendimentos do país.

Se as previsões mais pessimistas se cumprirem, os 300 mil habitantes poderão ter de abandonar definitivamente o seu território. É que as 1192 ilhas que compõem o arquipélago das Maldivas não estão a mais do que 2,4 metros acima do nível do mar e a maioria do território habitado está apenas a um metro de altitude. A capital, Malé, está a 90 centímetros do nível do mar e, só aqui, vivem 100 mil pessoas.

O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU estima que o nível das águas suba até 59 centímetros até 2100. Mas outros estudos, como o relatório de 2006 do Instituto de Potsdam para a Investigação do Impacto Climático, apontam para uma subida até 1,40 metros, o que ditaria o fim das Maldivas.

A proposta de Nasheed já foi discutida com alguns países, que se mostraram “receptivos”, segundo conta o novo Presidente ao Guardian. O Sri Lanka e a Índia são os destinos mais prováveis, devido às semelhanças culturais, mas o Norte da Austrália também é uma possibilidade. Nasheed explica que ninguém quer deixar as Maldivas, mas que pretende assegurar os direitos das próximas gerações, que poderão não resistir às consequências do aquecimento global.

Refugiados ambientais

O problema estende-se a outras 47 ilhas, apelidadas pelas Nações Unidas de SIDS (Small Islands Developping States). Na Papua-Nova Guiné, existe desde 2005 um plano de evacuação para uma ilha vizinha. As ilhas Marshall não têm capacidade financeira para proteger o depósito de lixo nuclear que os Estados Unidos criaram no país e que agora poderá ficar submerso. Na ilha de Bhola, no Bangladesh, 500 mil habitantes deslocaram-se para o interior quando a ilha foi inundada, em 1995, tornando-se talvez os primeiros refugiados ambientais do mundo. Um estatuto que irá proliferar, segundo as previsões.

Ilhas Salomão, Vanuatu, Nova Caledónia ou Fiji são alguns dos territórios ameaçados com a subida das águas.

Outro é o Tuvalu, símbolo das vítimas do clima. O pequeno arquipélago de 11 mil habitantes poderá ser o primeiro país a desaparecer do planeta. Periodicamente, marés vivas de cerca de três metros de amplitude submergem parte do território, incluindo a pista do aeroporto. As constantes inundações comprometem também a incipiente agricultura do país, devido à salinização das terras.

A falta de água doce, a pesca excessiva e a poluição dos navios são outros problemas que também afectam estas ilhas, para além dos furacões e maremotos. “Nós não precisamos de novas investigações científicas sobre o fenómeno da subida das águas, nós já o vivemos”, dizia já em 2005 o primeiro-ministro do Tuvalu, Saufatu Sopo’aga. A Nova Zelândia recebe 17 imigrantes deste país por ano e já se estudam propostas para uma deslocação em massa da população.

Os SIDS tentam apelar às nações desenvolvidas para uma redução das emissões de gases de estufa, a única forma de abrandar a subida das águas que é inevitável no futuro próximo. Na quinta-feira, reuniram-se em Singapura, para unificar as posições que tomarão em Dezembro, na cimeira sobre alterações climáticas da Polónia. Pedem que a crise financeira não relegue para segundo plano o futuro destes países, em risco de desaparecer do mapa.

in Público

Se precisávamos de algum incentivo para mudar certos hábitos “ambientais” diários, aqui está uma boa razão…

Ler também: Ainda vamos a tempo? e Terra: um planeta ameaçado

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And the winner is…

5 11 2008

“Yes, he can”. Os Estados Unidos vivem hoje um dia histórico ao elegerem o primeiro presidente afro-americano. Barack Obama confirmou o favoritismo e venceu as eleições presidenciais, tornando-se no 44º presidente dos Estados Unidos.

Barack Obama foi hoje eleito o 44.º Presidente dos Estados Unidos da América, quando os relógios marcavam 04h00 em Portugal, de acordo com as projecções avançadas pelas televisões americanas.

O senador do Illinois torna-se assim o primeiro Presidente afro-americano dos Estados Unidos depois de uma vitória histórica contra o seu rival republicano John McCain, de 72 anos.

Obama conseguiu resistir a umas renhidas primárias frente à candidata Hillary Clinton e acabou por se transformar num fenómeno de popularidade nos EUA e em todo o mundo.

Barack Hussein Obama, de 47 anos, prestará juramento no dia 20 de Janeiro de 2009.

O próximo Presidente terá que lidar no imediato com uma série de questões urgentes com que se debate a Administração americana, incluindo a crise económica, o fim da guerra no Iraque e a reestruturação do sistema de saúde nos EUA.

No campo da Política Externa, Barack Obama terá igualmente que enfrentar uma série de “dossiers quentes” como o da desnuclearização do Irão, o conflito israelo-árabe e a constante atitude de desafio da Coreia do Norte.

Quando foi anunciada a vitória do senador democrata, cerca de um milhão de pessoas reunidas no Parque Grant, em Chicago, gritou em uníssono o nome de Barack Obama e o “slogan” eleitoral “Yes, we can”.

in Público


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Quem vai ‘mudar’ o Mundo?

4 11 2008

Cai hoje o pano sobre uma campanha eleitoral sem precedentes na política americana e que será recordada como uma das mais emocionantes de sempre: esta noite, será feita história se Barack Obama for o primeiro afro-americano eleito Presidente ou se Sarah Palin entrar na Casa Branca.

“Disseram que este dia nunca chegaria. Disseram que ambicionávamos de mais, que queríamos chegar demasiado longe”, dissera Obama, a uma multidão entusiasta, depois da vitória nos caucus do Iowa, em Janeiro. A campanha tinha começado e o senador do Illinois era tudo menos o favorito nas primárias democratas – hoje, poderá ser consagrado Presidente.

Esse é o sentido da totalidade das sondagens, que na véspera da eleição atribuíam o favoritismo ao democrata. Os dez inquéritos que diariamente medem a intenção de voto da população apontavam diferentes intervalos a separar Barack Obama de John McCain, mas uma média de todos os resultados colocava a diferença nuns confortáveis sete pontos.

Obama também é favorito à vitória em meia dúzia de estados que votaram republicano nas últimas eleições e cujos resultados somados podem atirar a sua votação no colégio eleitoral para cima dos 300 – de acordo com a projecção de ontem do site agregador de sondagens Pollster.com, o democrata contava já com 311 votos, muito acima dos 270 necessários para selar a eleição.

O percurso do senador do Illinois nestes meses foi épico e impressionante. Virtualmente desconhecido na cena nacional há um ano, afligido pelos fantasmas da raça, do nome com sonoridade islâmica ou da falta de experiência, Obama conduziu uma campanha quase sem erros. A sua candidatura resistiu a todas as pressões, mantendo uma organização perfeita e uma consistência de mensagem que contrastou com os percursos erráticos de Hillary Clinton e de John McCain.

Para além da vitória

Uma vitória de Obama poderá ter repercussões substanciais. Os analistas falam numa nova dinâmica e num novo alinhamento, antecipando um ajustamento ideológico do país. “Estamos a falar do redesenho do mapa político, com as regiões azuis e vermelhas a mesclarem-se em grandes manchas púrpuras”, notava o The New York Times.

Esse resultado deixará o Partido Republicano à beira da implosão. Teria sido difícil ao campo conservador arranjar um nomeado melhor do que o John McCain – e na verdade o velho “rebelde” fez uma campanha formidável, tendo em conta que correu num ambiente muito adverso.

“Nós gostamos de contar a história de uma eleição através dos candidatos e das suas sucessivas peripécias, mas desta vez há forças muito mais vastas em acção”, observa Thomas Patterson, professor da John F. Kennedy School of Government da Universidade de Harvard.

Para o especialista, uma série de outras questões levantadas no curso da campanha continuarão sem resposta após as televisões anunciarem o nome do próximo Presidente.

“Será que esta eleição foi o fim da chamada ‘Revolução Reagan’? Está a América preparada para ultrapassar as suas divisões raciais? Poderá uma nova geração de eleitores assumir-se como a nova força da política americana? Até que ponto os eleitores estão preocupados em projectar uma nova imagem do país no mundo? O que é que significa, hoje, ser conservador?”, para enumerar algumas.

A América de hoje não é a mesma que elegeu George W. Bush. Nem sequer é a mesma do início da campanha. Nessa altura, era a Guerra do Iraque, a imigração ilegal que preocupava os eleitores; agora, a economia domina tudo.

Grandes temas

Foi uma muito longa campanha, que funcionou como um veículo para a América abordar grandes temas – o racismo, o sexismo, o patriotismo, a religião e mesmo o socialismo -, discutidos de uma forma como os americanos não estavam habituados (e os americanos não estavam habituados a tanta discussão: os concorrentes democratas fizeram 26 debates televisivos e os republicanos 21).

“Não sei se esta corrida vai ser julgada pelas barreiras que foram tombadas, pelos paradigmas que foram desfeitos, pelas paixões que despertou ou simplesmente pela expressão avassaladora dos números: os 85 por cento de americanos que acreditam que o país não está na direcção certa ou os 700 milhões de dólares que Barack Obama conseguiu recolher para a sua campanha”, escrevia Frank Bruni no The New York Times.

Esta também foi uma eleição que pôs em causa a cultura e as gerações. Os que vivem dependentes do blackberry e dos shots de café expresso, e os que estão “agarrados às armas e à religião”, como descreveu Barack Obama numa tirada controversa. As “Wal-Mart moms” e as “hockey moms” personificadas pela governadora do Alasca Sarah Palin. Mas talvez o facto mais significativo desta campanha tenha sido a ressurreição da política enquanto actividade nobre, provando que o divórcio dos eleitores não é inevitável.

Com um presidente cessante francamente impopular, com a opinião pública esmagadoramente a considerar que o país avança na direcção errada, há um sentido de urgência nesta eleição que não encontra paralelo na história recente.

Os Estados Unidos estão envolvidos em duas guerras e num combate global ao terrorismo; vivem sob a ameaça de uma recessão económica; nunca tiveram uma imagem tão desgastada no resto do mundo e nunca viram o seu poderio militar, tecnológico e intelectual tão ameaçado.

E, ainda assim, a campanha eleitoral foi sobre a esperança, o optimismo e a promessa de um país melhor. Parafraseando o romancista britânico Charles Dickens, “são os melhores dos tempos, os piores dos tempos” – e hoje, na América, vivem-se os dois.

in Público

E o mundo aguarda… :-|


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Sarah Palin enganada por «Sarkozy»

3 11 2008

A candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, caiu numa brincadeira de um comediante do Canadá – Sebastien Trudel – que se fez passar pelo presidente francês, Nicholas Sarkozy.

A conversa, que durou seis minutos, foi transmitida durante um programa de rádio, em Montreal, da autoria de Marc Antoine Audette. Sarah Palin agradeceu ao presidente francês ter-lhe telefonado e, a dada altura, afirmou que ela «e John McCain amavam Sarkozy».

Ouça a chamada falsa

A candidata abordou vários temas com o falso Sarkozy. Falaram sobre as eleições americanas, Carla Bruni e, ainda, quando poderiam ir à caça juntos. Durante a pequena conversa o comediante disse a Palin que a via como presidente dos Estados Unidos, ao que esta respondeu: «Quem sabe daqui a oito anos».

Segundo um porta-voz de Sarah Palin, a candidata republicana achou a brincadeira «muito divertida». O programa de Marc Antoine Audette, que conta com a colaboração do comediante Sebastien Trudel, pertence à rádio CKOI Montreal e chama-se «Vingadores mascarados». A dupla de «artistas» já pregou partidas a outros nomes sonantes: o próprio Nicholas Sarkozy, o ex-presidente francês Jacques Chirac ou, ainda, estrela do pop Britney Spears.

in IOL Diário

Há gente… estúpida!!! :shock:

Só de pensar que a dupla McCain/Palin pode governar os EUA (e o mundo!)… :x

Preferia, sei lá… os Simpsons na Casa Branca!! :mrgreen:

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Sócrates “vende” o Magalhães

31 10 2008

(…) O primeiro-ministro, José Sócrates, fez da sua primeira intervenção na Cimeira Ibero-Americana “um momento de promoção” do computador Magalhães, presente na mesa de trabalho dos 22 Chefes de Estado e de Governo.

Durante mais de cinco minutos Sócrates apresentou o Magalhães como sendo “o primeiro grande computador ibero-americano” dizendo mesmo que é uma “espécie de Tintim: para ser usado desde os sete aos 77 anos”. (…)

(notícia completa aqui)

socrates e chavez.gif

SócratesHugo, eu não te disse que se conseguia ver qualquer site da internet?! Aquilo dos filtros para crianças, foi para calar a imprensa…

Mário LinoAhhhhh??! :shock:

Hugo ChavezMuy bueno, José… :P

SócratesO Magalhães é porreiro, pá! ;)

Mário LinoAaahhhhhhh… :mrgreen:

A Intel, a Microsoft e a JP Sá Couto devem andar todas contentes… Arranjaram um primeiro-ministro que trabalha para eles!

Mas também estará a ser bem pago por isso… É justo! :roll:

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Barack Obama: o alvo nº 1?

28 10 2008

As autoridades norte-americanas detiveram dois jovens que planeavam um massacre racista. A ideia era matar mais de 100 negros e depois tentar assassinar o candidato democrata às eleições da próxima semana.

De acordo com os autos, os jovens, que tencionavam matar 102 negros, tinham por objectivo último tentar «assassinar o candidato presidencial Barack Obama», que poderá ser o primeiro negro a dirigir os Estados Unidos, caso seja eleito a 4 de Novembro.

Já ameaçado, o candidato beneficia desde que começou a campanha, início de 2007, da protecção dos serviços secretos da USSS, a agência federal encarregue da segurança do presidente dos Estados Unidos e das altas personalidades.

Daniel Cowart, de 20 anos, e Paul Schlesselman, de 18, originários do Tennessee e do Arkansas, foram detidos em Alamo (Tennessee) na quarta-feira por «ameaças contra um candidato à presidência», «posse ilegal de arma de fogo» e «conspiração para roubo de arma», segundo o Departamento da Justiça norte-americano.

Os dois suspeitos contavam assaltar um armeiro, e depois matar a tiro 88 negros e decapitar outros 14, «visando, nomeadamente, uma escola maioritariamente afro-americana», segundo o agente Brian Weaks, do Gabinete federal norte-americano do Álcool, tabaco e armas de fogo (ATF), que conduziu o inquérito e cujas declarações constam dos autos.

O número 14 alude às 14 palavras do slogan racista: «Temos de proteger a sobrevivência da nossa raça e o futuro das crianças brancas». O número 88 significa «HH», oitava letra do alfabeto e quer dizer «Heil Hitler», a saudação hitleriana.

«Eles disseram também que a sua última acção de violência seria tentar matar o candidato presidencial Barack Obama», testemunha o agente.

Segundo os autos, «ao acusados asseguraram que estavam prontos a morrer durante esta tentativa de asssassínio». Os dois jovens previam lançar a sua viatura contra Barack Obama e disparar contra ele da janela do carro. Contavam os dois usar para a ocasião um smoking branco e uma cartola.

Momentos antes de serem detidos, tinham comprado uma corda de nylon e passa-montanhas e estavam na posse de várias armas de fogo, entre as quais um espingarda de canos serrados.

Vão ser presentes quinta-feira a um tribunal federal de Mênfis (Tennessee).

A equipa de campanha de Obama recusou comentar estas informações.

Os Estados Unidos continuam traumatizados com os atentados de Setembro de 2001 e o país não esqueceu os assassínios dos irmãos John e Robert Kennedy e de Martin Luther King.

O medo de um atentado contra Obama continua bem viva entre os partidários do candidato.

No final de Agosto, três homens, um dos quais armado e outro conhecido por ser um simpatizante pró-nazi, foram detidos em Denver (Colorado, ocidente) durante a Convenção democrata onde o senador foi oficialmente designado candidato.

No início do mesmo mês, agentes dos serviços secretos detiveram em Miami (Florida, Sudeste) um homem que ameaçara matar o candidato negro.

Armas de fogo, munições e armas brancas foram apreendidas na casa e na viatura deste indivíduo.

«Se este negro for eleito, eu próprio o assassinarei», declarara publicamente segundo os documentos da polícia.

in Visão

Nunca um presidente americano (caso seja eleito) esteve tão ameaçado de não terminar o seu mandato como Barack Obama!

É triste que assim seja! Que ódios racistas possam travar uma mudança que se apresenta urgente num país (e num mundo!) que tem sido governado, nos últimos tempos, pela incompetência… :?


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Merkel e os “toques” de Sarkozy

22 10 2008

A chanceler da Alemanha, Ângela Merkel, não gosta dos modos latinos que o Presidente da França, Nicolas Sarkozy, utiliza quando a cumprimenta? A acreditar no jornal suíço “Le Matin“, que deu a notícia no fim-de-semana, será assim. Dizer que não gosta até talvez seja pouco, atendendo ao contexto. Sente-se incomodada, detesta mesmo? A palmadinha nas costas, a mão no ombro, o beijo na face, são insuportáveis para Merkel?

Os pontos de interrogação justificam-se devido ao desmentido divulgado já hoje pela agência de notícias alemã, a DPA, à notícia do desconforto pessoal da chanceler. A agência cita apenas fontes da chancelaria, que não identifica, mas “Le Matin” nem cita fontes. Avança apenas com a história. Poderia Ângela Merkel admitir que uma notícia destas não fosse desmentida, mesmo que fosse verdade?

As culturas de trato pessoal alemã, associada ao Norte da Europa, e francesa, associada ao Sul mediterrânico, são de facto diferentes e foi isso mesmo que o jornal suíço “Le Matin” veio lembrar. Na referida edição, revelou o que seria o desagrado de Merkel com a situação, a ponto de se ter queixado à embaixada da Alemanha em Paris.

A mensagem que a chanceler teria querido que a Embaixada do seu país passasse ao Eliseu (o palácio que é residência oficial do Presidente da França), a acreditar no relato do “Le Matin”, era que não gostava dos modos, que consideraria demasiado familiares, demasiado próximos, do actual Presidente da França. Mas aparentemente não seria nada de pessoal. Ainda segundo “Le Matin”, Merkel também não gostaria muito do beija-mão do anterior Presidente francês, Jacques Chirac. Mas seria mais tolerável, um delicado gesto cortês, não um arrebatamento juvenil.

Agora o beijo no rosto, a palma da mão sobre o ombro, o braço sobre as costas… isso não. Causam-lhe repulsa, relatou “Le Matin”. Parece que o eventual protesto teria dado algum resultado. Sarkozy toca menos em Merkel (não é revelado quando o pedido de mais distância física terá sido feito…), mas o beijo no rosto continua.

O desmentido é tão peremptório quanto a notícia. “É uma história totalmente inventada”, disse um representante da chanceler à DPA, citada no site do diário espanhol “El Mundo”. “Merkel não fez qualquer queixa à embaixada alemã em Paris”, rematou.

As maneiras de Sarkozy com Merkel já foram assunto na televisão francesa. Um excerto de um programa do canal 2, no site de “Le Matin”, mostra vários comentadores a falar do assunto, e um deles considera impróprio e mesmo “grosseiro” o comportamento do Presidente da França.

A correspondente em Paris do diário berlinense Die Tageszeitung, Dorothea Hahn, explicou ao jornal suíço que “tocar nas pessoas não faz parte da cultura alemã, e ainda menos da cultura do Leste da Alemanha”, onde Merkel cresceu e viveu durante a ex-República Democrática Alemã. E além disso ela é protestante, “o que implica uma certa distância entre as pessoas, rigor e austeridade tanto exteriores como interiores”.

A crítica é que Sarkozy mistura o pessoal com o íntimo. Era essa a ideia no referido programa televisivo: chanceler e Presidente não falam a mesma língua, e eram citados analistas diplomáticos segundo os quais Merkel deverá ter saudades dos modos “toleráveis” de Chirac.

in Público

“aparentemente não seria nada de pessoal”?! :shock:

Por acaso a esposa de Sarkozy não se chama Carla Bruni?! 8)


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A banca nacionalizou o Governo

20 10 2008

Quando, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio. Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise. Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.

A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.

Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.

Ricardo Araújo Pereira in Visão

:roll:


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O extravagante mundo dos pequenos gastos do Estado

13 10 2008

As compras feitas por organismos do Estado, nomeadamente por empresas públicas, autarquias e ministérios, revelam a existência das mais variadas necessidades, luxos e caprichos.

Na listagem de contratações de bens e serviços feitas por ajuste directo, só nos últimos dois meses, cabem desde a compra de uma garrafa de detergente Sonasol, passando pelo carregamento de oito viagens de autocarro na Carris de Lisboa, até a serviços de restauração, no âmbito de eventos camarários, equivalentes a quase 70 mil euros.

A alteração da lei da contratação pública permitiu que o ajuste directo possa ser usado para empreitadas de valor inferior a 150 mil euros, para a aquisição de bens e serviços abaixo dos 75 mil euros e para “outros contratos” de valor inferior a 100 mil euros. Utilizando-se um regime excepcional, como em “casos de urgência imperiosa”, esses montantes podem ainda subir aos cinco milhões de euros.

Ainda assim, o serviço de compras do Estado por ajuste directo – que desde 30 de Julho deste ano passou a obrigar à sua publicitação num portal do Governo na Internet – ainda não está a ser usado com regularidade, uma vez que muitas das aquisições não estão a ser feitas por esta via. São sobretudo algumas câmaras municipais que têm usado mais este expediente. As compras por ajuste directo não requerem qualquer concurso público, nem a consulta a mais do que um fornecedor, mas os contratos só produzem efeitos depois de publicitados no endereço http://www.base.gov.pt. Aí são apresentados os bens ou serviços comprados (nem sempre de forma esclarecedora) e os seus valores, bem como quem são os fornecedores e compradores.

Gondomar sempre em festa

Dos cerca de 1600 registos que podem actualmente ser consultados, uma boa parte tem que ver com o pagamento de serviços no âmbito de festividades locais.

A Câmara de Gondomar, por exemplo, tem levado este tipo de eventos muito a sério, nomeadamente quando se trata de alimentar os munícipes. Um serviço de restauração, contratado “no âmbito do programa Gondomar no Sameiro de Braga”, em finais de Agosto, custou 67.742 euros. E, aparentemente, Valentim Loureiro, presidente da câmara, não quis que nenhum gondomarense deixasse de comer o petisco por falta de transporte – pelo “aluguer de vários autocarros”, para o efeito, desembolsou mais 33.250 euros.

A base de dados dos “ajustes directos” revela ainda que as câmaras são, provavelmente, quem mais contrata músicos e bandas portuguesas. E neste campeonato as desigualdades são gritantes. Voltando a Gondomar, três dias depois do evento no Sameiro, a câmara pagou 23.815 euros pela contratação de David Fonseca para cantar nas Festas do Concelho.

O valor é mais alto do que o que Marco Paulo (20.400 euros) custou à autarquia de Lagos, mas mais baixo do que o montante que a mesma autarquia pagou de “cachet” à banda Da Weasel (28.200). Já a actuação de Rui Veloso levou da Câmara de Elvas 28.600 euros, um recorde entre os registos consultáveis no portal relativo aos ajustes directos.

Na segunda divisão, em termos de custo de espectáculos, estão bandas e artistas como a fadista Ana Moura (9750 euros), Quim Barreiros (6250) ou os Wraygunn (8400).

Vinho e decoração

Há, contudo, no portal muitas outras coisas para além de concertos pagos com o dinheiro dos contribuintes portugueses. Duas dessas compras, aparentemente mais extravagantes, provêm do Governo.

O gabinete do primeiro-ministro, por exemplo, parece apostado em levar boa parte do “stock” do vinho tinto da Quinta do Vale Meão, um Douro já profusamente usado por José Sócrates durante a presidência portuguesa da União Europeia. Desta feita, no passado dia 2 de Setembro, foram adquiridos 6840 euros em garrafas, da colheita de 2006, “para oferta a entidades estrangeiras”, directamente ao produtor Francisco Olazabal.

Sucede que a compra pode ser um privilégio do primeiro-ministro. A Garrafeira de Campo de Ourique, uma loja-referência, em Lisboa, questionada sobre o preço da garrafa, respondeu que o Quinta do Vale Meão 2006 só começará a ser comercializado na segunda quinzena de Novembro.

Este vinho, mas da colheita de 2004, foi o melhor classificado entre os vinhos portugueses no ranking anual da prestigiada revista norte-americana Wine Spectator, conseguindo a 19.ª posição.

Bastante mais, no entanto, gastou a secretaria-geral do Ministério da Justiça em decoração. Oito carpetes custaram 22.265 euros numa compra concretizada no passado dia 22 de Setembro. O fornecedor foi a empresa Tapeçarias Ferreira de Sá, localizada em Espinho, especializada em tapeçaria decorativa, artesanal, através da técnica do nó manual.

A qualidade da decoração portuguesa parece estar na origem de um outro pagamento mais inusual. Desta vez, trata-se da compra do serviço de “transporte de mobiliário e objectos pessoais”, de um coronel do Exército, para Itália. O Estado-Maior General das Forças Armadas pagou 7300 euros pelo trabalho à Anditrans – Transportes Internacionais, Lda.

in Público.pt

Ainda bem que os governantes pediram a todos os portugueses (ou quase!) para “apertar o cinto”, senão como poderiam “dár-se” a estes “pequenos” luxos, ainda por cima em tempo de crise mundial?!

Isto é que é um governo sensato… Poupa-se de um lado para poder gastar no outro! :?

Ainda nos queixamos que os dinheiros públicos são mal geridos:mrgreen:


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Gozar com os pobres

9 10 2008

Executivos da seguradora AIG tiraram férias numa exclusiva praia da Califórnia alguns dias após a companhia receber o empréstimo de 85 mil milhões de dólares do governo americano, revelaram legisladores na terça-feira. (Ver vídeo da notícia)

“Menos de uma semana após os contribuintes socorrerem a AIG, foi possível ver executivos da companhia bebendo vinho e jantando numa das mais exclusivas estâncias do país”, disse o congressista democrata Henry Waxman ao comitê de supervisão e reforma governamental da Câmara de Representantes.

O governo assumiu o controle de 79,9% da AIG após o Federal Reserve (Banco Central americano) aprovar um empréstimo de 85 mil milhões para a seguradora americana.

“Menos de uma semana depois, a AIG organizou uma folga de uma semana para seus executivos no St. Regis, em Monarch Beach, Califórnia”, destacou Waxman.

Os recibos revelam que a AIG pagou 440 mil dólares pela semana de férias, sendo 200 mil em habitações, 150 mil em comida e 23 mil em serviços de spa.

“O americano comum está sofrendo economicamente. Perde o seu trabalho, a sua casa e o seu seguro de saúde. Agora me pergunto se isto tem sentido”.

in AFP

Os governos (à custa dos contribuintes!) tentam a todo o custo salvar bancos, seguradoras, empresas, para que a economia mundial não de desmorone, e os principais responsáveis por toda esta crise continuam a gozar a vida como antes, ou se possível roubar” ainda mais!

Pelo menos, espero que as investigações anunciadas tenham algum efeito…

Duvido!! :?


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11 Setembro: mentiras e conspirações?

11 09 2008

Críticas à administração Bush, numerologia e teorias mais ou menos estranhas.

Nem todos acreditam na versão oficial do 11 de Setembro. Sete anos depois, continuam a surgir dúvidas e muitas teorias da conspiração. Olhando para Oriente, fala-se em mentiras.

Num artigo publicado no jornal «Asian Times», o diplomata Muhammad Cohen fala nas «três grandes mentiras», numa análise profunda ao que sucedeu neste anos passados depois dos ataques. Lembra que«George W. Bush não tornou o mundo mais seguro».

Na sua opinião, o facto dos republicanos não terem admitido responsabilidades na prevenção dos ataques é um sinal de que «pouca coisa irá mudar». Apesar de relatórios secretos terem apontado para a possibilidade de o país ser atacado precisamente da forma como foi atacado, Condoleezza Rice menorizou as informações e ainda foi promovida a Secretária de Estado, tornando-se responsável pela segurança do país.

Para além disso, o 11 de Setembro acabaria por motivar uma invasão do Iraque, que até hoje é difícil de justificar e continua a custar muitas vidas. Já morreram mais americanos no Iraque desde a ocupação do que nas Torres Gémeas.

O erro fatal, porém, terá sido a desvalorização do papel da Al-Qaeda, dado que se tratava de uma organização terrorista com várias tentativas de aniquilar posições pertencentes aos Estados Unidos. Assim aconteceu em 1993, no primeiro ataque bombista às Torres Gémeas, mas também em 98, com os ataques às embaixadas no Quénia e Tanzânia, ou em 2000, quando o USS Cole foi atingido. Apesar de ter sido entregue um documento a Bush em Agosto de 2001 com o título «Bin Laden determinado a atacar nos Estados Unidos», nada foi feito para o evitar.

Conspirações em livro

«Os republicanos dizem que a América está mais segura depois da invasão do Iraque, o que é um erro tremendo», escreve Muhammad Cohen, lembrando que as razões apontadas por George W. Bush eram destruir as armas de destruição maciça e acabar com o apoio de Saddam Hussein ao terrorismo internacional. «Tudo isso é mentira», acrescenta, até porque a Al-Qaeda «continuou a atacar, como aconteceu em Londres e Madrid».

Muitas dúvidas subsistem sobre o que realmente aconteceu, mas há quem não se canse de dar respostas. É o que acontece com o responsável pelo site sobre o 11 de Setembro mais visitado na Internet (o September11News), que se prepara para lançar um livro com todas as informações sobre os atentados.

«Inside the Divine Pattern», escrito por Anthony Williams, explica, por exemplo, as ligações entre o 9/11 de Nova Iorque, o 3/11 de Madrid e o 7/7 de Londres, tentando fazer uma relação entre a numerologia e as acções da Al-Qaeda. O canadiano falou com cientistas e leu os filósofos da antiguidade, encontrando argumentos mais ou menos convincentes.

Anos de estudo levaram Williams a encontrar informações estranhas e desconcertantes, escondidas entre mistérios que atravessam séculos. Será o expoente máximo das inúmeras teorias da conspiração alimentadas ao longo dos anos, até porque o próprio Governo norte-americano decidiu arquivar os textos colocados no site da Biblioteca digital do Congresso.

Podiam ter morrido mais

Um último estudo aponta, entretanto, que poderiam ter morrido mais de 7500 pessoas só Torre Norte se o edifício estivesse cheio. Investigadores das universidades de Greenwich, Ulster e Liverpool falaram com 271 sobreviventes dos atentados para redigir um estudo de mais de 6.000 páginas, que serão armazenadas num banco de dados e consultáveis em todo o mundo para melhorar as medidas de segurança nos arranha-céus.

Os autores do trabalho basearam-se em simulações por computador para chegar à conclusão de que se as duas torres estivessem no máximo de sua capacidade (25.000 pessoas para cada uma) no dia dos ataques, 7.592 pessoas teriam morrido na Torre Norte.

Recorde-se que naquele dia 11 de Setembro de 2001, excluindo os 19 terroristas, morreram 2974 pessoas.

in IOL Diário

Se quiserem aprofundar o que se terá passado naquele dia, Loose Change – 2ª Edição (versão portuguesa) é um dos mais polémicos e impressionantes documentários sobre o 11 de Setembro. Apresenta muitas informações ocultadas pelos políticos da administração Bush e pela comunicação social, tais como vídeos transmitidos pelas cadeias de televisão nas primeiras horas após os atentados, fotos, evidências científicas e testemunhos dos sobreviventes e de peritos.

Ver também 911 in plane site – directors cut.

Depois, tirem as vossas conclusões e acreditem no que quiserem… :-|


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