€ 11.000 para passar três meses na cama

9 05 2008

O centro espacial Johnson, da NASA, está à procura de voluntários para passarem 90 dias na cama, escreve o jornal espanhol 20 Minutos. A agência espacial norte-americana está a realizar testes para avaliar o efeito da microgravidade no corpo humano.

O pagamento é de 17 mil dólares, cerca de 11.100 euros, para um trabalho que pode parecer fácil, mas ninguém garante que passar três meses na cama com a cabeça a um nível mais baixo que os pés seja algo confortável.

De acordo com a revista Wired, com este estudo a NASA está a tentar descobrir mais dados sobre os problemas que o corpo dos astronautas sofre quando passam grandes períodos de tempo no espaço.

O nosso organismo desenvolveu uma série de mecanismos concebidos para funcionar com uma certa força gravitacional, que desaparece no espaço. E quando isto acontece os músculos atrofiam e os ossos perdem densidade. Para voltar a ficar em forma, os astronautas podem demorar vários meses.

Para aqueles que estão interessados e enviar o currículo, fica a nota que é necessário ser-se cidadão dos Estados Unidos, ou residir no país, e passar um exame físico.

in IOL Diário

Que pena eu não morar nos States… Era homem para mandar o currículo! :-D


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«Carta» contra a anorexia

10 04 2008

Representantes do mundo da moda, da publicidade e da comunicação assinaram hoje, juntamente com o Ministério da Saúde francês, um código de boa conduta para combater a anorexia.

A chamada «Carta de compromisso voluntário sobre a imagem do corpo e contra a anorexia» não contém medidas vinculativas, limitando-se a promessas «partilhadas e concertadas» pelos signatários.

O texto é o resultado de uma iniciativa lançada pelo governo francês há mais de um ano, depois da polémica sobre a magreza excessiva dos modelos e o alegado incitamento à anorexia entre a juventude.

Vários países europeus lançaram iniciativas semelhantes, enquanto a Espanha, pioneira na matéria, fixou critérios clínicos e um Índice de Massa Corporal (IMC), cujo incumprimento implica a exclusão das modelos excessivamente magras.

Os signatários da «Carta» francesa comprometem-se a não aceitar «imagens de pessoas, especialmente quando se trata de jovens», que podem contribuir para «promover um modelo de magreza extrema».

«Comprometemo-nos a promover no conjunto das nossas actividades uma diversidade na representação do corpo, evitando toda a forma de estereótipo que possa favorecer a constituição de um arquétipo estético potencialmente perigoso para as populações frágeis», afirma o texto.

Para o mundo da moda e da criação, haverá uma campanha de informação no âmbito da medicina do trabalho sobre os riscos que a «magreza extrema» acarreta.

Entre os signatários da «Carta» figuram as federações francesas da moda de pronto a vestir feminina e da alta costura, sindicatos de agências de modelos, a União das Indústrias do Vestuário e o Gabinete de Verificação da Publicidade.

O código «permite-nos abrir o caminho para uma atenção global da prevenção da anorexia», afirmou a ministra da Saúde, Roselyne Bachelot, que o assinou.

Para Bachelot uma coisa são as revistas femininas que dão conselhos sobre como perder uns quilos quando se aproxima o Verão ou as festas de fim de ano e certas páginas da Internet que incitam «explicitamente» à anorexia, uma doença que afecta alegadamente entre trinta mil e quarenta mil pessoas em França.

A assinatura da «Carta» coincidiu com a apresentação de uma proposta de lei dirigida em particular contra estas páginas electrónicas na Internet e que convertem em delito o incitamento à anorexia.

A proposta de lei, apresentada na Câmara dos Deputados por una legisladora do partido conservador no poder, União por um Movimento Popular (UMP), com o apoio da ministra da Saúde, será discutida na próxima semana.

Trata-se de criar «um novo delito no Código Penal», punível com dois anos de prisão e trinta mil euros de multa, explicou a sua autora, Valerie Boyer.

in Diário Digital / Lusa

Aqui está uma boa iniciativa a ser adoptada por outros países. Só acho que devia ter “regras” mais vinculativas, a exemplo da Espanha.

Mas já é um começo… Valha-nos isso!


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Sexo é o melhor remédio

11 02 2008
O Reino Unido está a promover o sexo como uma alternativa ao ginásio enquanto arma na luta contra a obesidade e como panaceia para problemas cardíacos, problemas ósseos e até para as rugas.
A campanha foi lançada no site do Serviço Nacional de Saúde (SNS) do Reino Unido e incentiva os cidadãos a terem mais sexo.

A ideia é levar os britânicos a ter mais actividade física, sobretudo aqueles que não têm tempo de ir ao ginásio ou de correr no parque. Para esses, a solução está em casa, debaixo dos lençóis, diz o SNS.
As relações sexuais são apontadas como uma actividade que leva o organismo a produzir endorfinas, substância natural que tem efeitos benéficos a nível da prevenção dos problemas do coração, mas também para os ossos, a pele, os músculos e até para o cabelo, segundo defende o SNS.
Especialistas contactados pelo jornal The Guardian dizem que tais afirmações não são erradas, mas que não têm fundamento científico. No entanto, a direcção do SNS reafirmou junto do mesmo jornal as vantagens do sexo, que diz ser também um remédio contra as dores de cabeça e as constipações.
in SOL
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Aí está uma iniciativa que o governo português podia copiar!
Com o nosso sistema de saúde gerido especificamente por um factor economicista, esta prática seria uma mais valia para o nosso país.
Sai barato e faz bem à saúde!

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Morreu após beber água em demasia

7 02 2008
Um homem morreu na Grã-Bretanha após beber grande quantidade de água, apontou o inquérito de um legista, em York, no norte do país.
Shaun McNamara, de 35 anos, foi encontrado caído no chão da casa-de-banho da sua casa em Setembro do ano passado.

Resultados preliminares da autópsia apontaram que tinha sofrido um ataque cardíaco, mas um exame post-mortem mostrou que McNamara morreu porque o seu cérebro inchou devido a uma «intoxicação por água».
A intoxicação por água, ou hiponatremia, ocorre quando a ingestão de uma grande quantidade do líquido em curto período de tempo dilui minerais vitais para o organismo, como o sódio, a níveis baixíssimos.
Entre os efeitos da intoxicação estão fortes dores de cabeça, confusão mental e em casos mais graves, como o do britânico, o inchaço do cérebro, podendo levar à morte.
A investigação não apontou a quantidade de água ingerida por McNamara e sugeriu que casos como este podem estar ligados a problemas psicológicos.
A mãe do britânico, Gillian, disse que o filho tinha um historial clínico de depressão e ansiedade e que tinha sido hospitalizado em 2005 com uma overdose.
A polícia, no entanto, disse não ter visto qualquer sinal de tentativa de suicídio ao encontrar o corpo de McNamara e o médico legista concluiu que a morte foi «um acidente».
Casos de intoxicação por água já foram registados entre maratonistas, que bebem grandes quantidades da água no final da prova.
Em Abril do ano passado, David Roger, instrutor de ginástica de 22 anos, morreu de intoxicação por água após correr uma maratona em Londres.
in SOL
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Remodelação do Governo? Não…

30 01 2008
…me parece!

Ministros da saúde e da cultura saem do Governo
O primeiro-ministro, José Sócrates, já tem em curso a remodelação do Governo. Estão de saída o ministro da Saúde, Correia de Campos, a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima e o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. (…) in Jornal de Negócios

antonio-correia-de-campos-600isabel-pires-de-lima-600

Mudam os rostos, ficam as políticas… ???:

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Não fuma?! Está despedido!

11 01 2008

O proprietário de uma pequena companhia de tecnologia na cidade de Buesum, na Alemanha, está a ser processado por demitir três funcionários não-fumadores para os substituir por outros, adeptos do tabaco.

Segundo o jornal alemão Hamburger Morgenpost, os funcionários, que já trabalhavam na companhia há cerca de dois anos e meio, foram demitidos após terem pedido a criação de uma área específica para não-fumadores na empresa. O proprietário, Thomas Jenssen, disse que os três funcionários estavam «a interferir na tranquilidade da corporação» e que decidiu substituir os três por fumadores porque eles «se adaptariam melhor».

Jenssen está agora a reponde a um processo por demissão sem justa causa.

A Alemanha introduziu no dia 1 de Janeiro a proibição do fumo em bares e restaurantes, mas os alemães que trabalham em pequenos escritórios ainda podem fumar num ambiente fechado.

O dono da empresa, que tem dez funcionários, considera a proibição do fumo um ataque à liberdade individual.

«Estamos ao telefone a maior parte do tempo e é mais fácil trabalhar enquanto fumamos» , disse Jenssen ao Hamburger Morgenpost.

«Todos se queixam dos fumadores mas agora o jogo mudou. Eu, pelo menos, agora só vou contratar fumadores» .

No entanto, depois de consultar um advogado, o dono da empresa evitou dar mais declarações ao diário de Hamburgo.

Um advogado disse ao jornal alemão que os demitidos têm boas hipóteses de ganhar o processo em tribunal, já que «não podem ser punidos por terem defendido um direito, como o da saúde».

in SOL

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Ideias! ???:


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Nova lei do tabaco não é para todos!

3 01 2008

Na madrugada do dia 1 de Janeiro, em pleno Réveillon do Casino do Estoril, o presidente da ASAE continuava a fumar. António Nunes, entende que não violou a lei, porque esta não incluiu os casinos. A Direcção Geral de Saúde pensa precisamente o contrário.

«Entendemos que os casinos e as salas de jogo estão abrangidos pela nova lei do tabaco. Esta estabelece como princípio geral o limite do consumo do tabaco em locais fechados de utilização colectiva e, portanto, sendo os casinos e salas de jogos recintos fechados não podem deixar de ser incluídos na lei», explicou ao DN a jurista da DGS.

António Nunes disse deconhecer qualquer «circular a dizer que não se pode fumar nos casinos e salas de jogos. É preciso que a DGS o faça».

capa

Será que fui eu que não entendi a nova lei?! Por acaso não menciona "recintos fechados de utilização colectiva"?! Só se o Casino do Estoril é "descapotável"! Não o era, pelo menos!

Portanto, cada fumador está no direito de, sempre que alguém se queixar, dizer que a lei não menciona especificamente aquele bar ou discoteca…

Acho que, como acontece com o director-geral da ASAE, cada cidadão deve, antes de "aplicar" a lei, aguardar uma explicação pessoal por parte da DGS.

Rico "Estado de Direito" em que vivemos…


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Junta de bois médicos

26 10 2007

Parece que a Caixa Geral de Aposentações voltou a fazer das suas. Desta vez, recusou a reforma a uma professora com cancro na língua.

Depois de Sócrates ter ordenado uma auditoria às juntas médicas, voltou a ser feita porcaria.

E eu quero deixar aqui uma pergunta ao Primeiro-Ministro. Uma pergunta que espelha a preocupação que eu e milhares de portugueses sentimos: “Sr. Primeiro-Ministro, é possível que eu venha a ser atendido por algum destes médicos incompetentes?” Ah, sim, e também: “Como é possível acontecer isto a pessoas doentes?

Afinal, são duas perguntas. Mas, se só puder responder a uma, que seja à primeira, por favor. É que estou a entrar em pânico. Aliás, é possível que esteja, neste preciso momento, a ter um ataque de ansiedade. Falta de ar. Taquicardia. Sudação abundante. Só não vou já para o hospital porque tenho medo que me calhe um dos génios que fazem parte destas juntas médicas.

Se a cadência de casos destes continua, é bem possível que deixemos de ver populações a protestarem contra o encerramento das urgências, para passar a assistir a manifestações de indignação por se manterem abertas.

O pior é que os portugueses não levam isto a sério. Se há situação em que os portugueses não se importam de ser mal servidos, é na saúde. O português acha sempre que sabe mais do que o médico que o atende.

Quando é recambiado com Ben-u-ron e a garantia de que está tudo bem, vai satisfeito, a matutar “o médico enganou-se e não detectou o tumor do tamanho de uma beringela que tenho algures no corpo. Eu já lhe mostro!” Portanto, no leito de morte, muitas vezes sorri: está a pensar na pirraça que vai fazer ao senhor doutor. “Então, minha azémola? Tinha ou não tinha o cancro? Embrulha!” E vai-se com um esgar, não de dor, mas de sarcasmo. Por isso é que estes casos não escandalizam mais gente, só malta da Fenprof e hipocondríacos avulsos como eu. Os portugueses iam dar muito mais atenção se mexesse com bens materiais.

Se em vez de médicos, fossem mecânicos, ouvia-se um charivari danado. Um tipo saía da oficina com a garantia que o escape estava arranjado e, no primeiro buraco, pumba!, caía a panela. A ver se não ia logo tirar desforço ao mecânico. Ai, não que não ias! E também não acredito que um mecânico, se visse um cliente aparecer com um tubo de escape na mão, tivesse a desfaçatez de dizer que estava tudo bem e que o carro continuava porreirinho para andar. É que a saudinha é muito bonita, mas as prestações do automóvel são caras.

Uma última palavra de solidariedade para os professores de português deste país - independente dos estados de saúde - que vão ter muita dificuldade em ensinar o significado de certas palavras aos alunos. A palavra “apto”, para começar. Vai ser tramado, ter de explicar a um jovem que “estar apto a passar o ano” é uma coisa boa e que ele não precisa de ter medo, não vai ser internado como o stôr Aníbal, que estava “apto” como o caraças, dois dias antes de falecer.

José Diogo Quintela in Público


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Juntas médicas

22 10 2007

"O Inimigo Público teve acesso à chave dicotómica que doravante guiará as decisões da Caixa Geral de Aposentações, constante do projecto de revisão das juntas médicas anunciado pelo ministro da Presidência. Pedro Silva Pereira está confiante de que mais ninguém irá para a reforma sem estar apto e vice-versa."

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(clicar na imagem para ampliar)

Eh, pá! Como é que este pessoal do IP consegue acesso a estes documentos confidenciais?

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Crianças

2 10 2007

Há uns anos fui a uma festa de empresa e, no dia seguinte, um dos presentes queixou-se de que o whisky que tinha bebido na noite anterior era falsificado, tais as dores de cabeça que sentia. A risota foi geral, já que ele tinha consumido muito além do aceitável.

Desde essa altura que faço sempre um sorriso quando alguém alega a autenticidade das bebidas que ingeriu para explicar o mal-estar.

Durante anos insinuou-se, em certos círculos, que uma das principais discotecas da moda vendia whisky ‘martelado’. Nunca dei por isso e sempre me recusei a fazer parte do coro de lamentações.

Recentemente um colega meu saiu-se com essa tirada numa das esplanadas que mais frequento: «O whisky é de Sacavém». Eu, que estava a beber da mesma garrafa que ele, nem me dei ao trabalho de discordar.

Há pessoas que gostam de se fazer entendidas em determinadas matérias por razões que a razão desconhece.

Vem esta conversa a propósito de um diálogo a que assisti entre dois amigos meus que têm filhos adolescentes e que frequentam discotecas nocturnas. «Os miúdos bebem shots adulterados e chegam a casa num estado lastimável», queixava-se um deles. O outro abanava a cabeça e dizia que o mesmo se passava com os seus filhos. Conversa surreal, pensei.

Independentemente da qualidade das bebidas, que na maioria dos casos é boa, o que está em causa é miúdos menores de 16 anos andarem em discotecas até às seis da manhã a embebedarem-se desalmadamente com a conivência dos pais. «Tu és maluco, não percebes nada. Achas que hoje em dia é possível dizer a uma criança que ela não pode sair à noite», interpelou-me um dos amigos. Fiquei estupefacto e ainda respondi que os países onde as crianças de 14 anos costumam andar em discotecas nocturnas são precisamente os do terceiro mundo, onde reina a prostituição infantil.

Na Europa civilizada é hábito, quanto muito, fazer matinées para crianças em que o álcool não sai das prateleiras. Mas vivemos num país onde é mais recriminável um adulto beber dois copos de vinho e depois conduzir do que crianças ingerirem bebidas alcoólicas até ficarem em coma.

VRainho in Vidas


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45 polícias obrigados a fazer dieta

1 10 2007

A polícia chilena decidiu obrigar 45 dos seus agentes a fazerem dieta e um programa de exercícios, devido ao excesso de peso que os leva a não se enquadrarem na «imagem policial padrão», anunciou, hoje, o comandante.

As mulheres dos 45 agentes pertencentes a um destacamento da cidade de «Los Angeles», 515 quilómetros a sul da capital, tiveram também um curso de nutrição, adianta o diário chileno Las Últimas Noticias.

A polícia chilena informa que estes serão apenas os primeiros e foram escolhidos num rastreio a 600 elementos, em que se constatou «o estado físico desastroso dos agentes», afirmou o comandante Hermes Soto.

Além da imagem, está em causa o estado de saúde dos agentes policiais, o «que se reflecte no próprio trabalho policial», reforçou o comandante.

O excesso de peso dos agentes está relacionado com a «boa mesa do sul», com «uma carga de tensão permanente e aos horários irregulares das refeições» o que expõe mais os agentes «a acidentes cardiovasculares», concluiu Hermes Soto.

in Portugal Diário

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Acho que Portugal está a precisar do mesmo "tratamento".

É preciso eliminar a barriga. E também cortar o bigode!

Não acham?!

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Os mais poluídos locais do mundo

19 09 2007

O Instituto Blacksmith nomeou os dez locais mais poluídos do mundo. Espalhados por sete países, estes dez locais podem fazer com que cerca de 12 milhões de pessoas sofram de problemas de saúde que vão de asma e outros problemas respiratórios a defeitos de nascença, bem como morte prematura

“Estes lugares estão acabando com a saúde da população ao redor, e no entanto saná-los não é nenhum bicho-de-sete-cabeças”, disse aos repórteres Richard Fuller, fundador e director da organização, sem fins lucrativos, numa conferência.

Entre os locais em que se concentra um maior índice de poluição está Dzerzhinsk, Rússia, que até o final da Guerra Fria era um dos mais importantes centros de produção de armas químicas do país, e Chernobyl, na Ucrânia, ex-república soviética, onde em 1986 ocorreu o pior acidente nuclear da história, disse o Instituto Blacksmith.

Na China e na Índia existem duas localidades que fazem parte da lista das dez mais poluídas. Linfen, fica na província de Shanxi na China, o coração do crescente sector carbonífero do país, enquanto Tianjin é uma das maiores bases produtoras de chumbo. Os habitantes de Tianjin, particularmente as crianças, apresentam sintomas de envenenamento por chumbo, como problemas de aprendizagem, danos cerebrais e disfunções renais.

Em La Oroya, no Peru, outro entre os mais poluídos, a mineração de metais pesados faz com que 99% das crianças apresentem níveis de chumbo no sangue acima do aceitável, diz o relatório.

Em Kabwe, Zâmbia, as crianças que brincam na terra perto das operações de mineração de metal, e jovens que lavam o metal, apresentam níveis de envenenamento por chumbo próximos dos considerados potencialmente letais, disse o instituto.

A organização, que elaborou o relatório com a Cruz Verde da Suíça, não estabeleceu uma classificação dos locais mais poluídos porque a qualidade das informações sobre a saúde em cada país variam. Os locais poluídos encontram-se frequentemente em remotas áreas nas montanhas, principalmente ligadas à mineração, o que pode dificultar a colecta de dados sobre a saúde, afirma o relatório.

O Instituto Blacksmith reuniu dados referentes aos últimos sete anos sobre 400 locais e elaborou a lista que pode ser consultada no www.worstpolluted.com.

in Pravda.ru

World’s Worst Polluted Places 2007


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Homem morre após ambulância ter estado parada por ordem da BT

18 09 2007

Um homem morreu quinta-feira "poucos minutos" após entrar no hospital de Ponte de Lima, depois de a ambulância que o transportava ter estado parada "perto de 20 minutos" à ordem da Brigada de Trânsito, denunciou hoje um seu familiar.

"É uma situação simplesmente incrível e revoltante e garanto que a família não vai ficar parada nem vai descansar enquanto não forem apuradas todas as responsabilidades", disse à Lusa Cesário Gomes, cunhado da vítima, garantindo que o caso vai parar a tribunal.

Segundo Cesário Gomes, o cunhado, de 54 anos, morador em Cabreiro, Arcos de Valdevez, sentiu uma "forte" dor no peito na quinta-feira e foi transportado pela mulher ao Centro de Saúde daquele concelho.

Face ao seu estado, foi chamada uma ambulância, para o transferir para o hospital de Ponte de Lima, numa viagem que, em condições normais, "nunca demorará mais de 15 minutos".

"O problema é que, em plena A-28, a Brigada de Trânsito da GNR mandou parar a ambulância, alegadamente por circular com as luzes de emergência ligadas. Pediram documentos, fizeram o teste de alcoolémia por duas vezes ao condutor e perderam-se em formalidades, retendo ali a ambulância cerca de 20 minutos", criticou.

"O meu cunhado morreu poucos minutos após entrar no hospital. Não sei se foi ou não por causa da demora. O que sei é que esta é uma situação revoltante e impensável", referiu Cesário Gomes, acrescentando que a vítima, que hoje vai a sepultar, era pai de uma filha de 15 anos, com paralisia cerebral.

A Lusa contactou a Brigada de Trânsito (BT), que remeteu quaisquer explicações para um comunicado a emitir "mais tarde".

Contactada pela Lusa, fonte da empresa "Ambulâncias Arcuenses" que assegurava o transporte da vítima, garantiu à Lusa que o motorista alertou a BT para o facto de na viatura seguirem dois "doentes urgentes".

Apesar disso, a ambulância ficou ali retida "algum tempo", para "cumprimento de formalidades de trânsito", nomeadamente dois testes de alcoolemia, após o que a BT terá então dado ordem para a viatura seguir para o hospital.

"A Brigada seguiu a ambulância para se assegurar, junto do hospital, se o caso era urgente ou não e decidir se autuava ou não pela utilização das luzes de emergência. Acabou por não autuar", disse a mesma fonte.

Acrescentou que as horas registadas da saída da ambulância de Arcos de Valdevez e a sua entrada em Ponte de Lima são, respectivamente, 16h00 e 16h50, mas ressalvou que isto não quer dizer que este tenha sido o tempo que demorou a viagem, uma vez que "pelo meio há várias formalidades a cumprir".

in Publico.pt

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Ao que isto chegou!

É até difícil fazer qualquer comentário a uma situação destas…

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Estrelas do rock morrem mais cedo

5 09 2007

Investigadores da Universidade Liverpool John Moores acabam de confirmar que as estrelas do rock morrem mais cedo do que o comum dos mortais.

No estudo centrado em 1050 estrelas da música norte-americana e britânica os investigadores chegaram à conclusão de que as vedetas têm duas vezes mais probabilidades de morrer antes do resto da população. Entre cem artistas que morreram entre 1956 e 2005, a média de idade da morte entre os americanos é de 42 anos enquanto entre os europeus é de 35.

Já no que diz respeito às causas de morte, a droga e o álcool são responsáveis por uma em cada quatro, seja directa ou indirectamente. Elvis Presley morreu por overdose de drogas e Jim Morrison de ataque cardíaco em virtude de muitos anos de excessos. Kurt Cobain suicidou-se aos 27 anos após anos de luta contra a droga e John Bonham, baterista dos Led Zeppelin, morreu aos 32 anos, asfixiado no próprio vómito após um dia de muito consumo de álcool. Jimi Hendrix tinha 27 anos quando morreu igualmente asfixiado no próprio vómito e Janis Joplin, também de 27, não resistiu a uma overdose. Num registo completamente diferente, o rapper Tupac Shakur foi morto a tiro aos 25 anos, em Las Vegas.

A concluir, os investigadores declaram que o estudo deve ser levado a sério, particularmente no que diz respeito a abusos de substâncias devido à influência que os artistas têm nas crianças. "As estrelas podem fazer muito mais e promover as mensagens positivas no capítulo da saúde", acrescentam.

in Correio da Manhã

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Foi por isto que nunca quis enveredar por uma carreira no mundo do rock…

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O mundo é plano

27 08 2007

Beber um chá de menta no Fez Café, em pleno Bazar de Istambul, servido em copos de design dinamarquês Bodum, enquanto se ouve Cesária Évora é um bom exemplo da faceta divertida da globalização. Tal como haver um candidato à Casa Branca filho de um queniano e de uma mulher do Kansas, e que até foi criado por um padrasto muçulmano na Indonésia, o é da faceta curiosa. Mas existem muitas outras facetas da globalização: a cooperante, que leva os países a aliarem-se para combater o tráfico de drogas; a egoísta, que permite ao Ocidente comprar brinquedos chineses ou têxteis indianos a baixo preço; a dramática, que desespera os camponeses do Terceiro Mundo incapazes de concorrer com os produtos agrícolas subsidiados pela União Europeia; a terrível, que põe um grupo de marroquinos a fazer explodir comboios em Madrid para se vingarem da guerra no Iraque. E agora também, alerta a OMS, a faceta assustadora, sob a forma de doenças que surgem um dia numa selva africana e que horas depois estão a infectar nova-iorquinos, parisienses ou lisboetas. O mundo é mesmo cada vez mais pequeno. Ou plano, como escreveu Thomas Friedmann, colunista do New York Times que viaja pelo mundo para contar o que observa e que é ele próprio exemplo de homem global - o seu livro “O mundo é plano” é já um sucesso de vendas… no mundo.

Odiada por uns, elogiada por outros (oposição que se sintetiza bem no duelo Davos-Porto Alegre), a globalização afecta os seis mil milhões de habitantes do planeta. Mas nem sequer é uma novidade histórica. Os descobrimentos portugueses e espanhóis de há 500 anos provocaram uma primeira vaga, com populações a seguirem para a América (colonos brancos e escravos negros) e produtos como o tomate, a batata e o cacau a entrarem na dieta dos europeus. Nova vaga aconteceu no período áureo do colonialismo francês e inglês, na passagem do século XIX para o XX. Não só as línguas dessas duas potências se tornaram o idioma de vários países de África e Ásia, como - imagine-se - o críquete praticado em Eton acabou por se transformar no desporto nacional da Índia. O que distingue a actual globalização é a dimensão esmagadora, propiciada pela informática (mais de 1,1 mil milhões de internautas) e pelas viagens aéreas (4,4 mil milhões de pessoas/ano).

Diz a OMS que uma doença infecciosa espalha-se hoje mais rapidamente que nunca. Tal como os vírus informáticos usam a Internet, os biológicos aproveitam as migrações e o turismo para se propagarem. Deixaram de existir fronteiras. Para as doenças, como para quase tudo. A globalização é incontornável. Se andarmos distraídos, um dia vamos descobri-la sob a forma de uma epidemia de gripe.

Leonídio Paulo Ferreira in DN Online


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Quer ajudar o planeta? Tire a gravata!

31 07 2007

Quer ajudar a combater o aquecimento global? Tire a sua gravata, afirmou o Ministério da Saúde da Itália.

O apelo é para que os patrões deixem os seus funcionários se vestirem casualmente no trabalho durante o verão para que os aparelhos de ar condicionado possam ser desligados.

"Tirar a sua gravata imediatamente diminui a temperatura do corpo em cerca de 2 a 3 graus Celsius", afirmou o ministério em comunicado. "Permitindo um uso mais sensato do ar condicionado que resulte numa economia de electricidade e proteja o meio ambiente".

O ministério fez um pedido para que todos os escritórios públicos e privados permitam aos seus empregados não usar gravata durante as ondas de calor como a que elevou as temperaturas para níveis parecidos com os registrados na África em muitas partes da Itália nesta semana.

O pedido ecoa uma iniciativa similar vinda do maior grupo de petróleo da Itália, ENI, que disse aos seus funcionários, no começo deste mês, que eles não precisam usar gravata no trabalho.

Os fabricantes de gravata, entretanto, perderam a calma. "A Itália confirma que é um país estranho", disse Flávio Cima numa carta ao jornal económico Il Sole 24 Ore, sob a manchete: "Eu, fabricante de gravatas, sou responsável pelo aquecimento global".

"Nós agora podemos continuar felizes com o nosso estilo de vida, usando carros, consumindo combustível, aquecendo e esfriando nossas casas durante o lazer. Sob um condição: nós não devemos usar gravata enquanto fazemos isso", escreveu ele.

"Eu deveria escutar os meus amigos e virar um explorador de petróleo".

A Itália é um dos países da União Europeia que mais polui e está entre os países da UE que devem exceder suas metas de emissão de gases causadores do efeito estufa.

in Reuters Brasil

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Quando o que está em jogo é o futuro do planeta, qualquer medida me parece bem-vinda… 8-)

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Anda a trabalhar demais? Cuidado!

17 07 2007

Os gerentes de uma editora estão a tentar descobrir, porque ninguém notou que um dos seus empregados estava morto, sentado à sua secretária, há cinco dias.

George Turklebaum, 51 anos, que trabalhava como Verificador de Texto numa firma de Nova Iorque há 30 anos, sofreu um ataque cardíaco no andar onde trabalhava (open space, sem divisórias) com outros 23 funcionários.

Ele morreu tranquilamente na segunda-feira, mas ninguém notou até ao sábado seguinte pela manhã, quando um funcionário da limpeza o questionou, porque ainda estava a trabalhar no fim de semana.

O seu chefe, Elliot Wachiaski disse:

“O George era sempre o primeiro a chegar todos os dias e o último a sair no final do expediente, ninguém achou estranho que ele estivesse na mesma posição o tempo todo e não dissesse nada.” “Ele estava sempre envolvido no seu trabalho e fazia-o muito sozinho.” ???:

A autópsia revelou que ele estava morto há cinco dias, depois de um ataque cardíaco.

Noticia publicada recentemente no New York Times

 

Office1

Moral da história:

Não trabalhe demais. Ninguém nota mesmo…

Sugestão:

De vez em quando acene aos seus colegas de trabalho. Certifique-se de que eles estão vivos! Sempre que virem alguém parado por mais de 5 minutos atirem-lhe qualquer coisa, ou quando chegarem aos empregos e já lá estiver alguém a trabalhar, dêem-lhe um encontrão… Não vá o colega ter quinado!




Como é possível?!

8 06 2007

Repugnância… nojo… repulsa… são os sentimentos mais pequenos!

Os mais intensos nem sei exprimir!

Não sei porque não estou habituada a saber exprimir sentimentos de ódio!

Com leucemia - Professora obrigada a dar aulas _ 22/02/2007

Uma docente da Escola EB 2/3 de Cacia, em Aveiro, que se encontrava de baixa há cerca de dois anos, após lhe ter sido diagnosticada uma leucemia, foi obrigada pela Caixa Geral de Aposentações a regressar ao serviço para cumprir um período mínimo de 31 dias de trabalho. Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha pedido para ser aposentada por incapacidade, mas, após uma junta médica realizada em Novembro, não só viu a pretensão recusada como teve a baixa médica suspensa e ordem para voltar ao serviço, sob pena de perder o vencimento. “Sinto-me muito injustiçada. Sei que há quem faça de conta que está doente, mas esse não é, infelizmente, o meu caso”, salientou a professora ao CM.

O período mínimo exigido terminou anteontem e Manuela Estanqueiro está actualmente de atestado médico, até poder ir a nova junta médica. “Estes 31 dias foram de extrema agonia e cheguei a desmaiar em plena sala de aula, para além de ter de descansar nos intervalos. Só consegui ultrapassar este sofrimento porque tive sempre o apoio dos colegas, da escola e da Direcção Regional de Educação do Centro.”A decisão da Caixa Geral de Aposentações deixou a docente de educação tecnológica “abalada psicologicamente”. “Depois de meses de quimioterapia, era o pior que me podia acontecer”, diz. Manuela Estanqueiro diz que não a preocupa o facto de lhe recusarem a aposentação - da qual já apresentou recurso - só não entende como a podem considerar capaz para o serviço, quando tem uma doença grave diagnostica. Por causa de tudo isto, viu a baixa revogada, quando “a tinha até Outubro de 2008″“.

in: http://www.cacia.pt/index.php?CA=Noticia&IDNoticia=40

O comentário que se segue, e que nos conta o que infelizmente aconteceu a esta colega, foi extraído daqui: http://legoergosum.blogspot.com/2007/05/questes-de-moral.html

“Essa pergunta pode ser feita à Ministra da Educação? É que, relativamente a esta notícia da professora com leucemia que foi obrigada a trabalhar há 3 meses: http://www.cacia.pt/index.php?CA=Noticia&IDNoticia=40 essa professora, a minha colega Manuela Estanqueiro, foi hoje a enterrar às 15.30h no Cemitério de Cacia, em Aveiro. Estou REVOLTADO. Nem sabem o que me apetece fazer. Agora percebo porquê que às vezes lemos nos jornais casos de ajustes de contas a tiro. Por muito menos o fazem, por muito menos. Desculpem a crueldade mas, dizer menos que isto, era lutar contra um sentimento de justiça que me atormenta e é bem mais forte. Estou ENOJADO.ENOJADO!!!!!!!!!!!!! Francisco” 4 de Junho de 2007 21:47.

Ao qual se segue este comentário da Amélia Pais:

“Pode e deve, Francisco. E tem razão ao exprimir a sua revolta. Isto devia ser mais badalado nos jornais. Há outros colegas em risco igual.”

Não sei comentar este tipo de atitudes! Ultrapassam toda a educação que tive! Ultrapassam todos os princípios éticos e humanitários, colocando quem os perpetra e quem os incentiva ao nível do mais vulgar assassino.

À família enlutada e aos colegas que acompanharam este horrível processo, acabando por perder a familiar, a amiga, a colega, apresento os meus profundos sentimentos e peço a divulgação o mais alargada possível do sucedido para que outros se consigam salvar.

por Maria Lisboa in A Sinistra Ministra

Não chamei assassina à ME… ainda não!

Já lhe chamei muitas coisas… não mais do que ela me chamou a mim (feitas as contas ainda estou a perder), mas desta vez não têm razão.

Resposta a um post aqui: http://braganza-mothers.blogspot.com/2007/06/nota-edibloguetorial-boato-ou-realidade.html#links

Da informação transcrita no “sinistra” e no repúdio por este tipo de atitudes não fiz acusações específicas a ninguém. Nem nesta notícia, nem na outra colocada mais acima que transcreve o conhecimento do caso de um(a) outro(a) colega (vivo, ainda) que foi obrigado a ir trabalhar.

Isto passou-se no âmbito do ME, mas irá passar-se noutros locais. Não tem a ver especificamente com o ME, embora este pudesse intervir neste assunto, tentando encontrar soluções de consenso. Quer queiram, quer não, somos mesmo um corpo especial. Até o “outro senhor” reconheceu isso. Não somos “um serviço” em que estamos sentados a uma secretária o dia inteiro. Há diferenças no contexto profissional a ter em conta nas medidas que nos possam ser aplicadas e que ninguém (mesmo ninguém que não seja professor) parece perceber. Quer queiram quer não, temos constitucionalmente o direito a estar doentes, e os processos de “moralização do sistema” não podem ser feitos à custa de “maus-tratos” e de vidas humanas. No entanto, parece que o ME não vai querer sair da engrenagem: http://jn.sapo.pt/2007/06/04/nacional/professores_incapacitados_correm_ris.html

O que se passou e que noticiei por ter encontrado, na blogosfera, e me ter dado volta ao estômago, com notícias das quais não tive razão para duvidar e que se confirmam hoje no CM, tem a ver com a caça às baixas fraudulentas resultantes de políticas concertadas de vários ministérios. Apesar de ter muitas queixas das actuais políticas da Ministra da Educação quer por serem incongruentes, quer por serem extremistas, quer em muitos casos por serem desadequadas por desconhecimento tanto da função, como do contexto, como das variáveis em jogo, quer ainda por não terem em conta nem as pessoas, nem a educação, não posso de forma nenhuma considerar que tenha mais culpas neste caso do que o restante governo e os serviços que coordenam. Não chamei assassina à ministra. Poderá vir a acontecer, se alguma vez ela contribuir para isso. Desta vez não! O acto pode ser considerado um assassínio. De quem é a culpa? Talvez de todos nós. Poderão ser assacadas responsabilidades a muitos, mas todos sabemos que se isso acontecer será um simples burocrata a ser responsabilizado por acções que pertencem a um conjunto alargado de pessoas de que não estão isentas as cúpulas, mas cujos últimos responsáveis somos nós que permitimos que as ponham em prática.

O que eu condeno é a forma desumana como as leis estão a ser implementadas. E ao condenar, acuso todos os que de uma forma ou de outra têm contribuído para a doença cada vez mais profunda da sociedade. E isto passa por muitos “postos”… de pessoas não sei. Também elas na sua maioria se tornaram dentes das rodas da engrenagem. Também elas, na ânsia de estarem bem oleadas se reduziram a dentes perfeitos, a números numa organização. Situações como esta passam pelas Juntas Médicas e pela sua incapacidade de afirmação e discernimento, passam por serviços intermédios onde burocratas se limitam a apor uma assinatura a um documento sem tentarem perceber o que essa assinatura irá provocar, passam pela desumanidade dos números, passam pela incapacidade dos agentes encarregues da “limpeza” de conseguirem discernir entre o que é falso e o que é verdadeiro, passam pela desumanidade dos novos ditadores que sentem prazer em exercer as suas pequenas autoridades.

Por isso assacar responsabilidades a alguém, neste caso, é quase impossível. Todos foram cumprindo normas. No entanto o excesso de zelo, no cumprimento de normas, pode, por vezes, ser tão pernicioso como o seu não cumprimento. Se somos inteligentes, se somos humanos temos o dever de usar essas duas qualidades que nos são inerentes para raciocinar, para nos apercebermos dos factos e dos resultados das nossas intervenções sobre eles, para podermos discernir sobre o que temos pela frente apreendendo a realidade dos factos e constatando a veracidade ou não do que se nos apresenta. Os seres humanos fazem isso. Os robots não! E este é o grande problema.

PS: A colega faleceu da doença, disso não há dúvida de qualquer espécie.

O que se questiona é o processo.

O que se questiona são as condições em que faleceu.

O que se questiona é se a atitude de quem a mandou trabalhar e as condições em que esse trabalho teve que ser feito não é degradante para o ser humano. “Os 31 dias de serviço foram um verdadeiro inferno”, com desmaios e vómitos diários e o agravamento do seu estado de saúde. De tal forma a professora se ressentiu da ordem que lhe foi dada pela CGA que, menos de 15 dias depois, deu entrada nos Hospitais da Universidade de Coimbra e não voltou a ter alta médica”

in:http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=245498&idselect=181&idCanal=181&p=0

O que se questiona é se esta atitude de “quem pode… e mandou” não apressou a morte da colega, levando-a a ter um sofrimento nos últimos dias que poderia ter sido evitado.

O que se questiona é se um doente não direito à dignidade na sua doença.

O que se questiona é a desumanidade de um sistema que não respeita o ser humano.

por Maria Lisboa in A Sinistra Ministra

Outro caso:

João, (nome fictício) doente na casa dos 50 anos, com incapacidade temporária para o trabalho há já alguns meses, é convocado para uma Junta Médica de verificação de baixa.

A ela comparece no dia 30 de Janeiro de 2007 fazendo-se acompanhar dos MCD realizados, bem como dos relatórios médicos do Médico Assistente e do Cirurgião Geral, neste caso o relator desta história.

E alertou o Cirurgião Geral, no seu relatório, sofrer o João duma neoplasia do cólon inoperável, encontrando-se em fase terminal por metastização generalizada.

E assim a referida Junta Médica foi realizada.

Quatro dias depois, dia 4 de Fevereiro, é o João internado pelo Serviço de Urgência no Serviço de Cirurgia por agravamento do seu estado geral, vindo a falecer a 14 de Fevereiro em consequência da “neoplasia do cólon metastizada”.

No final de Abril deste ano, recebe a viúva uma notificação da Segurança Social que avisa o já defunto, de que teria sido dado como “apto para o trabalho”, com efeitos a partir do dia 30 de Janeiro deste mesmo ano, data da realização da Junta Médica.” (Publicada por J.F em 0:50)

por Moriae in A Sinistra Ministra


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