Mês: Novembro 2006

País cor-de-rosa (não fui eu que escrevi!)

País cor-de-rosa

(…) Um dos espectáculos mais interessantes é oferecido pela SIC e pela TVI depois das 12.30. Na SIC, três ou quatros figuras juntam-se numa amena cavaqueira para discutir o jet-set, o semi jet-set, ou o pseudo-jet-set. São elas uma ex-modelo, uma ex-apresentadora de televisão, um ex-speaker do Benfica, uma astróloga e um sujeito cheio de tiques, tiquinhos e tiquões, que parece padecer do defeito de se levar excessivamente a sério. Mas se as figuras são curiosas, não menos curioso é o que elas discutem: quem casou com quem, quem não casou com quem, se o casamento x foi feliz ou o casamento y foi infeliz, se os jornalistas são culpados disto ou não culpados daquilo, se as revistas têm culpas ou não têm culpas, se a determinada personagem o adjectivo leviano é apropriado ou não é apropriado, quem são os bons e os maus. Enfim, aquilo a que os brasileiros chamam fofoca, devidamente condimentada pelas revistas da semana, que deverão apreciar tanta publicidade E tudo isto num tom sério, seríisimo. A ponderação com que se discute a oportunidade de uma fulana de 50 anos andar a comer um sujeito de vinte é a mesma com que que se costuma discutir o orçamento de estado ou as leis da república. Por alguns comentários, dir-se-ia que o facto de saber quem dançou com quem em determinada festa é mais importante do que saber quem ganhou as eleições ou como vai a situação financeira. Assim vamos. Falta a TVI. Na TVI passa-se o mesmo, exceptuando este pormenor: as comentadoras são figuras de todo desconhecidas, em quem não se vislumbra uma razão para que lhes tenha sido dado tempo de antena. Assim vamos. Abençoados momentos cor-de-rosa.


Por Filipe Alves Moreira em geracao-rasca.blogspot.com

Ontem fui ao ballet!


A COMPANHIA

O Ballet Imperial Russo engloba 60 bailarinos das diversas escolas de ballet russas. Encontram-se, a cooperarem activamente com o Ballet Imperial Russo, bailarinos reconhecidos mundialmente, estrelas e divas do bailado, Patrick Dupond ( Ópera de Paris, França ), Farukh Ruzimatov, Yulia Makhalina e Diana Vishneva ( Teatro de Mariinsky ), Nikolai Tsiskaridze, Lyudmila Semenyaka e Nadezhda Pavlova ( Teatro de Bolshoi ), Vladimir Malakhov e Julia Kent ( American Ballet Theatre), Tamie Kusakari ( Japão ), entre outros.
É de um profundo significado para a companhia carregar e assumir o nome de “ O Ballet Imperial Russo “. Significa, acima de tudo, a união e a integração das escolas de ballet russas, as suas tradições e continuidade transferidas de geração em geração e que são vistas e sentidas como um verdadeiro império artístico. Adicionar orgulhosamente o epíteto “Imperial” à companhia de Ballet Russa é, o mesmo que, reconhecê-la como a melhor do mundo.
É, eventualmente, desta maneira, que os fundadores da companhia expressam o seu incondicional e entusiástico respeito à Família Imperial Russa, que contribuiram tremendamente para o desenvolvimento da cultura nacional russa e criaram um sistema funcional de teatros reais e majestosos (Royal Theatres), onde estão incluídos os teatros Bolshoi e Mariinsky.

Indubitavelmente,Gediminas Taranda, a alma e o “gerador criativo” do Ballet Imperial Russo, é o bailarino que enriqueceu decisivamente o tipo de bailarino caracterizado pela precisão de uma abordagem dramática na qual os espectadores pressentem a unificação do imaginário plástico com o sentimento expressivo.

O Ballet Imperial Russo participou em famosos festivais internacionais e inumeras galas, incluíndo o Vaslav Nijinsky Festival em Portugal e o Malaga Festival ( 1966 ), “The Russian Evenings in Europe” (nas actuações da gala na Bélgica e Luxemburgo em 1997), na gala “Dream II” no Japão (1998), no World Theatre Olympiad em Moscovo (2001) e no 16º Festival Internacional de Ballet Clássico Rudolf Nureyev em Kazan (2002). O Ballet Imperial Russo é o iniciador e o principal participante do Festival Anual de Dança que decorre na Filândia e na Lituânia.

Em Moscovo, as actuações do Ballet Imperial Russo são exibidas no Teatro “Novaya Opera”.

Uma experiência… interessante!
Como nunca tinha ido a um espectaculo do género, estava curioso, antes!
Fiquei bem impressionado, depois!
Eu até achava que não gostava de bailado clássico (e não gosto!), mas estas produções tem a capacidade de alargar as nossas preferências.
Talvez volte numa próxima…
Quem sabe?

007…

No passado fim de semana fomos ver o novo James Bond.

Surpreendeu-me pela positiva!

Um James Bond com classe, para gente crescida e com gosto por cinema.
As paisagens são magníficas, as cenas de acção bem conseguidas, o argumento é bom (apesar de algumas falhas!) e não há gadjets exagerados, apenas acção, espionagem, romance e glamour. Acabou-se o agente secreto que era cheio de sorrisos, plástico e demasiado artificial.

O filme é longo, mas não cansa, com as cenas do casino a ajudar a acalmar o ritmo do filme.

Daniel Craig é, realmente, um novo Bond, mais próximo e real. Por outro lado, parece-me que perde o que Ian Flemming tinha pensado para o seu 007.

Mas promete para uma próxima aventura do agente, entretanto já contratado com o actor.

Fico à espera!

Lembra-te…


Lembra-te…

Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos

Mário Cesariny
(1923-2006)




Em todas as ruas te encontro

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco

Mário Cesariny

(1923-2006)

5 minutos de tudo…

























 









Give me please five minutes of everything
Those days when you wake up
And there's no one by your side
My arm slides slowly to my left side
And to my right side, there's no one there
To kiss you or to hear you
And you go out of bed
Thinking in those days that you need
You used to talk and talk about
And everything that stops your attention
You used to talk, talk about
Everything
Those days when you walk at the bar
And try to keep a conversation with somebody else
And no one out there you could sit down or walk
There's no one there.
Five minutes of love
Five minutes of hate
Five minutes I try to call your name
Five minutes of passion
And no one knows the right place to go
No meaning or just self-control maybe
And you walk out of there
You need to talk with somebody else
And to know the problems are waiting for
Outside the door
Are waiting for
The clock won't stop
And even if it stops
Five minutes of love
Five minutes of hate
Five minutes I try to call your name
Of passion
Five minutes of everything
Of everything
Maybe you want to talk about old questions
Right next to my ear
But I don't care about those silly things
Cause all I need is five minutes of everything

Five minutes of everything dos The Gift

Ah! Finalmente já tenho um blog!

Toda a gente falava nisso… os políticos começaram logo por introduzir a febre dos blogs para explanarem as suas ideias, motivarem discussões e polémicas, agitarem o «molem» da sociedade pública.

Aqui o que pretendo é escrever. Eu adoro escrever! E já há muito tempo que não me dedicava à escrita, pelo menos à escrita criativa. Criativa para mim, provavelmente aborrecida para outros… O importante é mesmo escrever, partilhar ideias e emoções.

Ritinha

A felicidade exige valentia

“Posso ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas,
não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

Fernando Pessoa – 70º aniversário da sua morte

 

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