Catástrofes vindas do céu

16 12 2006

E se um meteorito caísse sobre a Terra, provocando ondas de dezenas de metros de altura, uma chuva de fogo, o pânico e a morte de milhões de habitantes do Planeta Azul? A imagem parece à altura do argumento de um filme de Hollywood, mas, a julgar pela teoria de um grupo de cientistas internacionais, entre eles geólogos, geofísicos e arqueólogos, é bem provável que tenha acontecido não milhões de anos, como defende a maioria dos astrónomos, mas poucos milhares.

É nisso que acreditam os especialistas do Observatório Lamont-Doherty, de Nova Iorque, defendendo que, nos últimos dez mil anos, os impactos cósmicos estiveram na origem de vários maremotos. Recentemente, o grupo começou a usar o Google Earth, uma fonte de imagens por satélite gratuitas, para procurar depósitos de sedimentos em todo o Mundo. A análise resultou na identificação de quatro enormes depósitos no extremo sul de Madagáscar, com cem quilómetros quadrados, que apontam para um local no Oceano Índico onde, a 3800 metros de profundidade, se descobriu uma cratera com 30 quilómetros de diâmetro. Se, para os mais cépticos, é pouco provável que a sua origem possa ser atribuída a um qualquer impacto cósmico, para estes investigadores não restam dúvidas de que o responsável foi um asteróide ou cometa que se estatelou naquele oceano 4800 anos, produzindo um maremoto gigante, que transportou para terra uma grande quantidade de sedimentos. Prontos a comprovar a teoria, os cientistas começaram a estudar os sedimentos que descobriram na Austrália, África, Europa e Estados Unidos.Ao todo, contamse 185 grandes asteróides que colidiram com o nosso Planeta num passado distante. A maioria das crateras encontrase em terra firmeaté agora poucos se tinham lembrado de procurar no mar, apesar da presença de depósitos de sedimentos, que confirmam a existência de megamaremotos. Para muitos investigadores, esta ideia parece mais fantástica do que real, mas aqueles cientistas estão convencidos de que nenhum outro fenómeno natural, como vulcões, tempestades ou erosões eólicas, teria sido capaz de provocar tal volume de sedimentos. “Nenhum maremoto do Mundo moderno pode ter provocado estas formações”, disse ao ‘New York Times’ o geomorfólogo Ted Bryant, que localizou dois depósitos de sedimentos de 6,5 quilómetros no interior da Austrália. Através dos satélites, foi possível explorar a superfície oceânica, identificar duas crateras e recolher sedimentos, cujos núcleos continham rochas fundidas e esferas magnéticas com fracturas e texturas características de um impacto cósmico.

 

in Correio da Manhã

PS: Pelo sim, pelo não, acho que vou comprar um daqueles barquitos de borracha

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