Parece impossível!

29 03 2007

Menina de seis anos com anorexia

Rejeitava a comida, fazia muito exercício e tinha medo de engordar. Aconteceu no Reino Unido, onde num ano detectaram mais de 200 casos. Em Portugal, há miúdos com seis, sete e oito anos que têm a doença. «Pais, estejam atentos»

Um estudo da Faculdade Real de Pediatria e Saúde Infantil do Reino Unido revela que, no período de apenas um ano, foram detectados 206 pré-adolescentes com problemas de alimentação, como bulimia e anorexia. A mais nova tinha apenas seis anos. Pode parecer incrível e até invulgar, mas em Portugal o cenário é semelhante.

«Já nos apareceram casos de crianças com seis, sete e oito anos», conta ao PortugalDiário Adelaide Braga, da Associação dos Familiares e Amigos dos Anorécticos e Bulímicos. Mas, ainda assim, diz, «há muitos casos que estão no segredo dos deuses. Há famílias que têm crianças doentes e que não sabem que podem procurar ajuda e que o problema se resolve».

Para a realização do estudo no Reino Unido, a Unidade Britânica de Vigilância Pediátrica entrevistou 2.600 pediatras e psicólogos infantis. E a partir das respostas concluiu que 3,5 crianças em cada 100 mil apresentam doenças como anorexia, bulimia ou compulsão por comida.

O caso mais novo foi o de uma menina de apenas seis anos que foi levada a um pediatra com problemas de rejeição a comida, excesso de exercício e medo de engordar. Ela não chegou a ser diagnosticada com anorexia, porque ainda não estava muito abaixo do peso normal para a idade. O levantamento revela ainda que a criança mais nova a ser diagnosticada com anorexia tinha oito anos.

A coordenadora da pesquisa, Dasha Nicholls, alertou, em declarações à BBC, que os primeiros sinais podem ser difíceis de ser identificados. «Tornar-se vegetariano é apenas o primeiro passo. O padrão típico é as crianças cortarem tudo aquilo que é normalmente visto como algo que engorde, como chocolates, doces e pudins», disse.

Adelaide Braga é peremptória na mensagem: «Os pais têm de estar atentos». E o primeiro sinal, diz, começa logo quando as crianças são pequeninas e não comem. «Não se trata de comer pouco», explica, «mas sim de passarem um longo período de tempo sem comer, ou só comerem determinados alimentos, como iogurtes ou bolachas».

A solução, diz Adelaide Braga, é «os pais perceberem que há algo que está errado, que estas crianças têm uma predisposição genética para a anorexia nervosa ou bulimia e procurarem ajuda médica».

in Portugal Diário

Mais uma “epidemia” dos tempos modernos…

E o mundo da moda tem um papel muito importante nesta questão. De louvar as regras impostas por algumas organizações de eventos de moda ao proibir modelos excessivamente magras. Não sei como se pode ver a beleza feminina num corpo em que o que o que se destaca são os ossos.

Mas parece-me que muitas das vezes, a “doença” não está nas crianças e adolescentes, mas sim nos pais que lhes permitem todas as vontades e caprichos. E isso é o principal problema!


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2 responses

29 03 2007
r.filgueira

se parassem de comprar revistas cheias de imagens retocadas… de seguirem padroes … quando as mulheres deixarem de ser barbies… seremos todos mais felizes

um xi

p.s. todo, todo

30 03 2007
Bionrj

Augusto
Eu já tinha ouvido falar nisso!
Soubeste do caso do lider judeu radicado no Brasil que roubou gravatas nos EUA?

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