Música cheia de álcool e drogas

Uma em cada três canções nos tops anglo-saxónicos são referentes às drogas, ao álcool e ao tabaco, analisou um grupo de cientistas que tomou como base para o estudo a revista Billboard.
Os cientistas, liderados por Briam Primack, da Universidade Pittsburgh, contaram quantas vezes eram referidas estas substâncias nos 279 hits que, segundo a revista, foram os mais escutados em 2005.
A investigação analisou vários géneros, entre os quais o pop, o rock, o rap, o country, o hip hop e o r&b. Num total de 116 canções – o que equivale a 41,6% – foram encontradas referências explícitas ao álcool, drogas ou tabaco.
Em dois terços das referências, o álcool e o tabaco surgiam sob uma luz positiva pela associação com o sexo, a diversão e o humor. Certos géneros continham mais alusões às substâncias do que outros – sendo o hip hop, o rap e a música country.
O estudo não avaliou as referências sexuais, violentas ou escatalógicas. Primack assinalou que a música e a cultura popular têm um longo historial de envolvimento à utilização de substâncias.
«Não será minimamente positiva censurar estas mensagens», afirmou o cientista à Reuters. «É provável que uma abordagem aos jovens, ensinando-os a avaliar as mensagens por si próprios, seja mais efectivo».
O estudo, publicado no jornal Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, não tirou nenhuma conclusão sobre o efeito das canções nos jovens ouvintes, ainda que os pesquisadores consideram que a música é sempre uma importante influência no comportamento juvenil.
«É importante assinalar que a música é, normalmente, um reflexo da sociedade», afirmou Jonathan Lamy, um porta-voz da Associação Industrial Fonográfica da América, acrescentando que as referências musicais são sempre acompanhadas por um sinal de ‘aviso aos pais’.
in SOL


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5 comments

  1. sem dúvida que a música é reflexo do que se vive na sociedade… só espero que daqui não se parta para qualquer tipo de censura aos seus conteúdos, pensando que se não se cantar abordando de alguma forma esses temas, que estaremos a higienizar a sociedade…

  2. Será que a Phillip Morris e o cartel de Cali têm patrocinado os cantores anglo-saxônicos? Aqui na Botucúndia, as escolas de samba puseram em seus enredos letras alusivas a produtos patrocinados. No Carnaval de São Paulo, duas escolas fizeram alusão aos sorvetes (!) e outra a um perfume. Uma das que veementemente glorificou o sorvete foi rebaixada ao dito ‘grupo de acesso’, uma espécie de ‘série B’ dos desfiles de Carnaval.

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