O Inferno existe

O Papa Bento XVI esclareceu na semana passada, durante um encontro realizado em Roma, que “o Inferno existe“. Assim mesmo, com a singeleza com que um agente de viagens informa um turista céptico “A Ilha da Reunião existe”.
O esclarecimento era necessário, já que o anterior Papa, João Paulo II, igualmente infalível na matéria, afirmara várias vezes que “o Inferno não é um lugar, mas um estado de privação de Deus”. Afinal, garante Bento XVI, o Inferno “existe mesmo, e é eterno”. Não é um estado, é um Estado.
Para muitos católicos pode ser novidade, para os portugueses, não. Descobridores de Índias e Brasis, os portugueses há muito que descobriram o Inferno, que é, como se sabe, um lugar ensolarado à beira-mar plantado onde pagamos pelas nossas culpas, nossas tão grandes culpas.
A coisa só não era conhecida porque o SEF tem tardado a colocar nas fronteiras o dístico “Vós, que entrais, perdei toda a esperança”. A única diferença em relação ao Inferno tradicional é que a “seita dos vis” – a “longa fila” dos que “pensam apenas em si mesmos”, que Dante pôs do lado de fora da porta infernal porque “nem o profundo Inferno os recebe” – está agora lá dentro e tomou mesmo conta da gerência.
Compreende-se assim por que motivo Bento XVI se recusa a vir a Portugal.

diabo1

Imagem… “editada”!

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