Mês: Março 2008

China vai controlar o clima

O Governo chinês está a planear recorrer a tecnologias para evitar que a chuva prejudique a próxima edição dos Jogos Olímpicos de Verão, que se realizará em Agosto na cidade de Pequim.

De acordo com o portal VNUNet as autoridades chinesas têm à disposição um supercomputador da IBM, o p575, cuja tarefa é monitorizar e criar relatórios com a previsão do estado do tempo numa área de 44 mil quilómetros quadrados em redor de Pequim.

Caso seja detectado algum sinal de nuvens o Governo tem uma frota de 30 aviões equipados com produtos químicos para precipitar a queda de chuva.

O objectivo desta medida, de acordo com o Gabinete da Alteração Meteorológica, é evitar que chova no Estádio Olímpico de Pequim, uma infra-estrutura descoberta, e afaste os espectadores.

Sobre os produtos utilizados o responsável pelo Gabinete, Zhang Qian, refere que se trata de «um anticongelante baseado em nitrogénio líquido que aumenta o número de gotas ao mesmo tempo que diminui o seu tamanho médio».

«Como resultado, gotas de chuva mais pequenas são mais prováveis de cair, e a precipitação pode ser reduzida», sublinha.

in SOL

A China gosta mesmo de ter tudo debaixo de controle. Tipo o Tibete… E o clima, claro! 😐


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IKEA: enlouqueça você mesmo

Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»? São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia».

As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias.

É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.

Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes. A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira. Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece–me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno.

Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro. E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.

Ricardo Araújo Pereira in Boca do Inferno/Visão

ikea_instructions

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Assalto a banco como trabalho académico

A Universidade de Estudos Estrangeiros de Guandong, China, atribuiu como trabalho académico aos alunos de secretariado planear o assalto a um banco.

Segundo o site Ananova, os alunos têm que descobrir como assaltar um banco com uma equipa de seis pessoas em sete minutos. A equipa deve incluir um líder, um arrombador de fechaduras, um condutor, dois assaltantes e um atirador.

O professor He, responsável pelo trabalho, diz que o projecto tem com objectivo ensinar os alunos a distribuir recursos de forma económica e eficiente. «Os alunos que se formam em artes normalmente não têm a mesma formação em pensar racionalmente do que os que se formam em ciências. Este trabalho faz com que treinem a capacidade de raciocínio», disse.

O projecto envolve grupos de cinco ou seis alunos, e cada um tem que fazer a sua própria apresentação. Um aluno afirmou: «Nunca levámos um trabalho tão a sério como este. No nosso grupo, cada pessoa fez um plano e escolhemos o melhor. Até nos cronometramos nas instalações da faculdade».

O professor He acha que o projecto não vai encorajar os alunos a assaltarem mesmo um banco, «eles são adultos e sabem o que está certo e o que está errado», acrescentou.

in Portugal Diário

E é sempre importante saber um bocadinho de cada coisa… Cultura geral! 🙂


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Regresso ao passado da Internet

O site norte-americano “Internet Archive Wayback Machine” arquiva há 12 anos páginas web de todo o mundo, inclusive portuguesas. Hoje são mais de 85 mil milhões de sites guardados neste arquivo digital que pretende mostrar a evolução da Internet e preservar a informação online.

Ao aceder ao site encontra-se uma caixa de pesquisa em que se pode escrever o endereço que se quer visitar. “Take me back” (“Leva-me de volta”) é o que diz no botão que nos permite voltar ao passado e ver as versões da página escolhida. Podemos regressar até 1996, ano em que a Internet começava a dar os primeiros passos em Portugal.

(…) A apresentação dos conteúdos aparece com um lapso temporal de seis meses, o que explica ainda não termos acesso ao ano 2008. Revistar as versões antigas dos órgãos de comunicação social, instituições públicas e até blogs é possível com apenas um clique.

Além de permitir aos cibernautas de visitarem versões antigas dos sites, o Internet Archive Wayback Machine permite também estabelecer ligações para páginas que já não estão disponíveis, servindo o próprio endereço para mostrar em data elas foram obtidas.

Os 85 mil milhões de páginas guardadas ocupam 2,5 peta bytes (o equivalente a 3,5 milhões de CD) e o arquivo cresce ao ritmo mensal de 20 tera bytes (o espaço de cerca de 30 mil CD).

Criar uma nova biblioteca de Alexandria

O fundador do Internet Archive declarou à Lusa que pretende, desde 1980, altura em que estudava engenharia, “construir uma grande biblioteca digital”. “A ideia era tentar solucionar um problema: que contributo positivo para o futuro poderíamos dar usando a tecnologia”, contou. A intenção é criar uma segunda versão da Biblioteca de Alexandria, pode ler-se no site.

Outro dos objectivos do arquivo é guardar conteúdos que de outra forma poderiam perder-se na Internet. Para Sérgio Nunes, engenheiro informático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a “preservação da informação” é a maior vantagem do Internet Archive.

Para conseguir organizar a enorme biblioteca digital, o site trabalha directamente com 12 bibliotecas nacionais e 30 bibliotecas de universidades e tem colaboradores na França, Itália, Austrália, Japão e Inglaterra.

O programa utilizado para fazer a recolha é o Alexa Internet, um motor de busca que captura cópias das páginas, excepto se estas estiverem protegidas para a recolha ou tenham uma palavra-passe.

Útil para investigadores e académicos

O Internet Archive Wayback Machine pode ser utilizado por qualquer pessoa mas é especialmente útil para investigadores e académicos que procuram compreender de que forma a rede evoluiu em termos de conteúdos, design, interactividade, entre outros factores. De acordo com o site, a missão do Internet Archive é ajudar a preservar informação e criar uma biblioteca para investigadores, historiadores e estudantes.

“Actualmente o site é muito usado por investigadores e pessoas das áreas sociais que procuram ver a evolução da web”, diz Sérgio Nunes, que é doutorando em Engenharia Informática.

O sítio disponibiliza ainda informações sobre temas específicos, como o furacão Katrina, que atingiu Nova Orleães em 2005, o tsunami no Sudeste Asiático em 2004 ou os atentados terroristas de 11 de Setembro.

in Público


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140 litros de água para fazer um café

O professor universitário britânico John Anthony Allan desenvolveu uma teoria denominada «água virtual» que permite medir a quantidade deste líquido que é gasta na produção de alimentos.

Segundo ela, uma chávena de café, por exemplo, equivale a um gasto de 140 litros de água. Este estudo valeu a Allan o «Prémio Estocolmo da Água 2008», noticia a agência Lusa.

No caso do café, os cálculos do investigador têm em conta os consumos de água desde o cultivo à produção e ao empacotamento do café.

Com o mesmo sistema, o britânico chega à conclusão de que para obter meio quilo de queijo são necessários 2.500 litros de água, enquanto um quilo de carne de vaca, até chegar ao consumidor, exige o dispêndio de mais de 10 mil litros.

Por dia, um ser humano consome entre dois mil e cinco mil litros de «água virtual», segundo esta forma de fazer contas.

in Portugal Diário

Visitem este site – Virtual Water – e surpreendam-se com os resultados obtidos.

Faz pensar…


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Como surgiram os ovos de Páscoa?

O hábito de dar ovos vem da tradição pagã. A ideia de trocar ovos de chocolate surgiu na França. Antes disso, eram usados ovos de galinha para celebrar a data.

A tradição de presentear com ovos – de verdade mesmo – é muito, muito antiga. Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes da era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza – pêssankas – em celebração da chegada da primavera.

Os chineses e os povos do Mediterrâneo também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-nos com beterrabas.

Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa.

Eles celebravam Ostera, a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.

Os cristãos apropriaram-se da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus – o Concílio de Nicéia, realizado em 325, estabeleceu o culto à data. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorniz) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria.

Na Inglaterra do século X, os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I (900-924) costumava presentear a realeza e seus súbditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas na Páscoa. Não é difícil imaginar por que esse hábito não teve muito futuro.

Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, confeiteiros franceses tivessem a ideia de fazer os ovos com chocolate – iguaria que aparecera apenas dois séculos antes na Europa, vinda da então recém-descoberta América. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maia e Asteca.

A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole.

in Wikipédia

A mim parece-me que foi para justificar algo…

coelinho-da-pascoa

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