A Internet aumenta o risco de contágio de doenças sexualmente transmissíveis!

9 07 2008

Sabia?! É o que diz um estudo recente.

A actividade sexual com pessoas anónimas, ou seja, pessoas que não se conheciam previamente ao acto sexual, ocorre tipicamente em bares, discotecas, clubes nocturnos, saunas e casas de massagem. Tem sido sugerido ser a Internet, através do acesso às salas de chat, muitas vezes específicas, um novo local onde esse tipo de contacto ocorre para se falar sobre sexo.

Devido à impossibilidade de se conhecer as informações pessoais dos internautas que utilizam tais serviços e de se levantar os números reais dos contactos sexuais gerados na Internet, fica difícil fazer-se um levantamento dessa questão.

Foi baseado nessas dúvidas que uma equipe de médicos norte-americanos de Atlanta e Denver, (…) realizou um estudo com internautas que procuraram o site de aconselhamento sobre HIV do Departamento de Saúde Pública de Denver. A descrição desse estudo foi publicada na revista médica JAMA.

Objectivos do Estudo

O objectivo desse estudo foi o de perceber se o uso da Internet como meio de se conseguir parceiros sexuais poderia ser considerado um factor de risco para DST/SIDA. (…)

Resultados

Uma importante quantidade de pessoas tinha passado por DST (20%). A maior parte do grupo era sexualmente activa sendo que 20% tinham tido mais de sete parceiros sexuais nos últimos 12 meses. (…)

Com relação à procura de parceiros sexuais na Internet, 135 (15%) pessoas o fizeram, sendo que dessas, 88 (65%) tiveram um contacto sexual através da Internet. A maioria dos contactos ocorreu seis meses antes do estudo e o uso de preservativo foi relatado por somente 37 (44%) dessas pessoas.

Após a comparação entre os diferentes grupos, o grupo de clientes que acessou a Internet com o intuito de procurar parceiros sexuais tinha como participantes um maior número de homens e de homossexuais. (…)

Comentários

Este estudo (…) mostrou claramente a relação entre a Internet e a facilidade de se conseguir parceiros sexuais anteriormente desconhecidos o que por si só pode ser um factor de risco.

Actualmente, basta entrar nos vários sites de chats da Internet para conhecer os diversos subtipos de salas de acordo com a opção e preferência sexual de cada um. (…)

Dentro desse novo paradigma da Internet, ou seja, dentro de uma maior liberdade de se conseguir quaisquer imagens no que se refere às questões sexuais, várias outras questões podem ser levantadas. Será que o fato de se ter tal liberdade passa a ser um estímulo maior para o acto sexual em si? Ou será que o abastecimento dessas curiosidades pode satisfazer pelo menos momentaneamente as pessoas e diminuir sua passagem da imaginação sexual ao acto propriamente dito?

A falta de controle das informações provenientes da Internet talvez exija uma maior consciencialização das crianças e dos adolescentes principalmente pelo círculo familiar, pois de nada adiantaria a repressão nua e crua devido à facilidade de se acessar a rede através de diversos locais.

artigo completo em UOL.com.br

E eu que tinha a ideia de que seria a maneira mais segura… 😐

Ainda bem que fazem estes estudos!! 🙂


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2 responses

10 07 2008
Maicon

Olá gostaria de fazer parceria de Link?

14 07 2008
Zen

Acredito que o excesso de informação estimule sim passar do visual/fantasia para o real, mais do que “satisfazer” momentaneamente os desejos reprimidos. A exposição é maior e muito mais constante do que se ficasse somente no imaginário. Além disso a pessoa tem a possibilidade de contato direto com outras pessoas que tem anseios similares, diferente do que se não tivesse internet e essa informação a mão.
Acredito que o problema não está apenas na internet, mas na sensação de “impunidade” que ela passa. Associa-se Internet com o anonimato, e dentro da sensação de anonimato tem também aquela leve sensação que se pode fazer tudo, até mesmo sexo sem proteção. É um problema “educacional” antes de qualquer coisa, ao meu ver.
Ótimo post

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