11 de Setembro

Guantánamo: ‘um local lindo e relaxante’

A venezuelana eleita Miss Universo visitou a prisão norte-americana em Cuba e contou a experiência no seu blogue. Uma visão diferente de Guantánamo.

Dayana Mendoza, a actual Miss Universo de 2008, venezuelana, foi a Guantánamo, Cuba, numa visita organizada a 27 de Março para levantar o moral das tropas americanas no estrangeiro. “Foi muuuito divertido”, disse a miss num post do seu blogue.

“Nem queria vir embora, é um local tão relaxante, tão calmo e tão lindo”. Acompanhada de Crystle Stewar (Miss EUA), Dayana visitou as instalações da prisão mais polémica do mundo, onde os Estados Unidos detêm mais de 240 prisioneiros. Guantánamo tem sido alvo de imensas críticas e depois do 11 de Setembro tornou-se um símbolo do abuso de poder na guerra contra o terrorismo. É considerada ilegal pelo Governo cubano.

“Visitámos os campos de detenção e as celas, onde tomam banho, como se divertem com vídeos, aulas de arte, livros. Foi muito interessante”, escreveu a Miss Mundo.

Antigos prisioneiros e vários grupos de defesa dos direitos humanos acusaram o Governo americano de tortura física e psicológica. O Governo espanhol está a considerar investigar seis advogados ligados à administração Bush acusados de terem construído as bases para tornar legal o uso de tortura ao interrogar dos prisioneiros suspeitos de terrorismo.

O Governo britânico anunciou na semana passada a abertura de uma investigação para apurar se membros dos serviços secretos britânicos estariam ou não envolvidos na tortura de Binyam Mohamed, residente no Reino Unido e libertado de Guantánamo em Fevereiro. O Pentágono, após novas acusações, investigou e concluiu que todos os presos são tratados de acordo com a Convenção de Genebra. 😯

O Presidente Barack Obama estipulou, em Janeiro, o prazo de um ano para o fim de Guantánamo enquanto prisão e a revisão caso a caso de todos os presos com o objectivo de definir qual o seu novo destino.

in Público

Dayana Mendoza divertiu-se em Guantánamo

E esteve lá tão pouco tempo! Podia ter ficado mais uns dias a desfrutar de toda aquela calma e beleza! E as tropas até agradeciam… 8)


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Bin Laden reformou-se?

O líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, está profundamente isolado e tem destinado “grande parte das suas energias para cuidar da própria sobrevivência”, afirmou esta quinta-feira o director da Agência Central de Inteligência (CIA), Michael Hayden.

“Está dedicando grande parte das suas energias para cuidar da própria sobrevivência; muita energia com a própria segurança. De facto, parece que está profundamente isolado das operações diárias da organização que dirige nominalmente”, a Al-Qaeda, destacou Hayden.

Bin Laden, que tem sido procurado incansavelmente e cuja cabeça vale 50 milhões de dólares, oferecidos pelos Estados Unidos, reivindicou a responsabilidade pelos atentados de 11 de Setembro de 2001, que deixaram cerca de 3 mil mortos em Nova Iorque e Washington.

“Posso garantir, apesar das especulações da imprensa que indicam o contrário, que a busca de Bin Laden está no topo da lista das prioridades da CIA”, afirmou Hayden num discurso em Washington sobre a ameaça que a Al-Qaeda representa.

Destacou ainda “o grande desafio que é vigiar cada quilómetro quadrado desta região perigosa e inóspita”, em referência à fronteira entre Afeganistão e Paquistão, onde a Al-Qaeda se reagrupou.

Hayden destacou que a Al-Qaeda “sofreu sérios reveses, mas segue activa e é um inimigo que se adapta como nenhum outro que a nossa Nação já enfrentou”.

in AFP

O senhor Hayden deve saber bem do que fala… 😕

Afinal foi a sua CIA que “criou” Bin Laden, e treinou e financiou a mujaheddin afegã! 😯


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11 Setembro: mentiras e conspirações?

Críticas à administração Bush, numerologia e teorias mais ou menos estranhas.

Nem todos acreditam na versão oficial do 11 de Setembro. Sete anos depois, continuam a surgir dúvidas e muitas teorias da conspiração. Olhando para Oriente, fala-se em mentiras.

Num artigo publicado no jornal «Asian Times», o diplomata Muhammad Cohen fala nas «três grandes mentiras», numa análise profunda ao que sucedeu neste anos passados depois dos ataques. Lembra que«George W. Bush não tornou o mundo mais seguro».

Na sua opinião, o facto dos republicanos não terem admitido responsabilidades na prevenção dos ataques é um sinal de que «pouca coisa irá mudar». Apesar de relatórios secretos terem apontado para a possibilidade de o país ser atacado precisamente da forma como foi atacado, Condoleezza Rice menorizou as informações e ainda foi promovida a Secretária de Estado, tornando-se responsável pela segurança do país.

Para além disso, o 11 de Setembro acabaria por motivar uma invasão do Iraque, que até hoje é difícil de justificar e continua a custar muitas vidas. Já morreram mais americanos no Iraque desde a ocupação do que nas Torres Gémeas.

O erro fatal, porém, terá sido a desvalorização do papel da Al-Qaeda, dado que se tratava de uma organização terrorista com várias tentativas de aniquilar posições pertencentes aos Estados Unidos. Assim aconteceu em 1993, no primeiro ataque bombista às Torres Gémeas, mas também em 98, com os ataques às embaixadas no Quénia e Tanzânia, ou em 2000, quando o USS Cole foi atingido. Apesar de ter sido entregue um documento a Bush em Agosto de 2001 com o título «Bin Laden determinado a atacar nos Estados Unidos», nada foi feito para o evitar.

Conspirações em livro

«Os republicanos dizem que a América está mais segura depois da invasão do Iraque, o que é um erro tremendo», escreve Muhammad Cohen, lembrando que as razões apontadas por George W. Bush eram destruir as armas de destruição maciça e acabar com o apoio de Saddam Hussein ao terrorismo internacional. «Tudo isso é mentira», acrescenta, até porque a Al-Qaeda «continuou a atacar, como aconteceu em Londres e Madrid».

Muitas dúvidas subsistem sobre o que realmente aconteceu, mas há quem não se canse de dar respostas. É o que acontece com o responsável pelo site sobre o 11 de Setembro mais visitado na Internet (o September11News), que se prepara para lançar um livro com todas as informações sobre os atentados.

«Inside the Divine Pattern», escrito por Anthony Williams, explica, por exemplo, as ligações entre o 9/11 de Nova Iorque, o 3/11 de Madrid e o 7/7 de Londres, tentando fazer uma relação entre a numerologia e as acções da Al-Qaeda. O canadiano falou com cientistas e leu os filósofos da antiguidade, encontrando argumentos mais ou menos convincentes.

Anos de estudo levaram Williams a encontrar informações estranhas e desconcertantes, escondidas entre mistérios que atravessam séculos. Será o expoente máximo das inúmeras teorias da conspiração alimentadas ao longo dos anos, até porque o próprio Governo norte-americano decidiu arquivar os textos colocados no site da Biblioteca digital do Congresso.

Podiam ter morrido mais

Um último estudo aponta, entretanto, que poderiam ter morrido mais de 7500 pessoas só Torre Norte se o edifício estivesse cheio. Investigadores das universidades de Greenwich, Ulster e Liverpool falaram com 271 sobreviventes dos atentados para redigir um estudo de mais de 6.000 páginas, que serão armazenadas num banco de dados e consultáveis em todo o mundo para melhorar as medidas de segurança nos arranha-céus.

Os autores do trabalho basearam-se em simulações por computador para chegar à conclusão de que se as duas torres estivessem no máximo de sua capacidade (25.000 pessoas para cada uma) no dia dos ataques, 7.592 pessoas teriam morrido na Torre Norte.

Recorde-se que naquele dia 11 de Setembro de 2001, excluindo os 19 terroristas, morreram 2974 pessoas.

in IOL Diário

Se quiserem aprofundar o que se terá passado naquele dia, Loose Change – 2ª Edição (versão portuguesa) é um dos mais polémicos e impressionantes documentários sobre o 11 de Setembro. Apresenta muitas informações ocultadas pelos políticos da administração Bush e pela comunicação social, tais como vídeos transmitidos pelas cadeias de televisão nas primeiras horas após os atentados, fotos, evidências científicas e testemunhos dos sobreviventes e de peritos.

Ver também 911 in plane site – directors cut.

Depois, tirem as vossas conclusões e acreditem no que quiserem… 😐


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E 6 anos depois

(…) Não há quem não se lembre do que estava a fazer no momento em que soube dos atentados de 11 de Setembro de 2001. Ou antes, do desastre que tinha acontecido com um avião que chocara contra uma das Torres Gémeas do World Trade Center. Menos se recordam já de como era a vida imediatamente antes disso.

Nessa manhã de 11 de Setembro, em Nova Iorque, era o primeiro dia de aulas e havia primárias para a eleição do mayor que iria substituir Rudy Giuliani. A grande preocupação nacional prendia-se com o desacelerar da economia, que durava há mais de um ano e ameaçava tornar-se em recessão.

No plano internacional, a Europa criticava o Presidente Bush pela sua política unilateral de construção de um sistema de defesa antimísseis contra a proliferação de armas de destruição maciça, enquanto concertavam um esforço conjunto para a pacificação e estabilização dos Balcãs. Havia grande preocupação com o que se passava na Libéria e na Serra Leoa, onde se falava de genocídios que ameaçavam estender-se a outros países africanos.

Havia também preocupação com a extensão do radicalismo islâmico, mas que parecia contido nos EUA desde o atentado de Novembro de 1993 contra o World Trade Center. Uma percepção errada, como se percebeu a partir das 08.46 dessa manhã.

Seis anos depois, os Estados Unidos continuam a viver um clima que se pode considerar de ansiedade por segurança, cada vez investindo mais nela e todos os dias descobrindo buracos no aparelho e que não existe uma segurança absoluta.

Se os check-ins há seis anos se faziam nos passeios dos aeroportos e o mote era acelerar o processo e facilitar a vida aos passageiros, hoje pelo menos duas horas de antecedência são uma necessidade absoluta para os procedimentos de segurança – raios X, descalçar de sapatos, detecção de metais, proibição de levar líquidos e cremes, limitação da bagagem de mão – e os atrasos nos voos nunca foram tão grandes.

A procura de segurança infiltrou–se em todos os estratos da vida do dia–a-dia. A exigência de documentos de identificação, num país que despreza a noção da existência de um bilhete de identidade, tornou-se num constante quebra-cabeças: para renovar a carta de condução é necessário construir um puzzle de pontos com vários documentos, para se entrar num edifício público ou qualquer operação burocrática são muitas vezes necessárias duas identificações com fotografias, e nem todas são aceites.

De atentados contra embaixadas e barcos no estrangeiro e lançamento de mísseis de cruzeiro contra campos abandonados nas montanhas do Afeganistão, passou-se a duas guerras de ocupação, no Afeganistão e no Iraque. Quando começaram, tudo parecia fácil; hoje, já causaram mais de 4100 mortes entre os soldados americanos e são o factor que mais divide a opinião pública, não só nos EUA como em todo o mundo.

A popularidade do Presidente George W. Bush acompanhou de perto as curvas de apoio às guerras. Era máxima quando do lançamento da invasão do Afeganistão, bastante alta em 2003 quando a entrada das tropas no Iraque, mas depois foi-se degradando à medida que os resultados no terreno começaram a ser cada vez mais sombrios, até atingir mínimos não vistos há décadas.

O mesmo aconteceu com o Congresso, que nunca foi tão desacreditado como é hoje, com uma taxa de aprovação de apenas 18% entre os americanos.

O 11 de Setembro será o acontecimento que marcará os dois mandatos de George W. Bush como Presidente. Do discurso com megafone nos escombros fumegantes há seis anos, hoje passará a uma cerimónia simples em Washington e a momentos de recolhimento na Casa Branca.

Como tudo na vida, também à grande tragédia americana dos últimos tempos chegou a altura de sair de palco. Outros intérpretes e acontecimentos se avizinham.

in DN Online


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