O fim dos suportes digitais

29 12 2008

Este Natal ficou marcado pela morte anunciada das videocassetes, enquanto a Internet demonstra o seu potencial nos downloads e criação de filmes.

A época natalícia foi a última das encomendas de cassetes VHS para o maior fornecedor deste suporte nos Estados Unidos. 30 anos após a sua generalização, as videocassetes que restam no armazém de Ryan Kugler e não foram vendidas vão parar ao lixo. “Fui o último a comprar e a vender” videocassetes “e já chega”, afirmou ao diário Los Angeles Times o empresário da Florida, presidente da Distribution Video Audio.

A Sony lançou o formato Betamax em 1975 e, no ano seguinte, a JVC apresentou o VHS (de video home system), gerando uma guerra de formatos resolvida em 1984 a favor deste último, apesar de no ano seguinte a Disney ter ainda lançado o primeiro título directamente para videocassete (Love Leads the Way) nos dois suportes.

As videocassetes permitiram o aluguer ou compra de filmes que antes apenas podiam ser vistos em cinematecas ou retransmissões televisivas e inaugurou a inestimável capacidade de rever cenas dos filmes.

O então novo suporte foi receado pelas produtoras cinematográficas, antecipando a retirada de espectadores das salas de cinema. Pelo contrário, deu-lhes receitas impensáveis no aluguer ou venda directa e abriu caminho aos novos formatos DVD ou o actual Blu-Ray.

O enterro das videocassetes foi marcado em 2006 com o lançamento de A History of Violence, do realizador David Cronenberg. Com a excepção dos filmes infantis, foi o último dos filmes de Hollywood a usar este formato, quando o DVD já ocupava (menor) espaço nas lojas de aluguer de vídeos.

Agora, já se anuncia o fim do DVD e não é pelo novo formato Blu-ray mas por causa da Internet. O modelo do YouTube (ou de canais mais específicos como o Hulu) demonstra que o download de programas televisivos ou filmes pela Internet tem potencial, assim que se descubra um modelo de negócio sustentável e se impeça a pirataria dos conteúdos.

O potencial é enorme apesar dos 80% que o consumidor gasta em cinema ser no suporte DVD, segundo um estudo de Setembro do NPD Group. O suporte físico é desnecessário se se conseguir ter no televisor filmes com qualidade, de forma legal e com um preço acessível que evite a deslocação ao clube de vídeo. Por exemplo, a Apple revelou em Junho que os clientes do serviço iTunes já alugavam ou compravam mais de 50 mil filmes por dia.

A Internet está a ter um outro impacto na concretização de filmes, de que é exemplo o primeiro criado inteiramente por uma comunidade na Internet. Perkins’14 é um filme de terror dinamizado desde Fevereiro na Massify, uma comunidade de cinéfilos que debate e decide em conjunto fases de produção, realização e divulgação do filme, apesar de aliada com a After Dark Films. Esta produtora é responsável pelo evento anual HorrorFest, cuja edição de 2009 decorre entre 9 e 15 de Janeiro, onde Perkins’14 será inicialmente exibido.

in DN Online

Um fim mais do que esperado, e que só tem sido “adiado” por questões comerciais/económicas. 🙄

Se existe algo que nos pode surpreender a cada dia, é sem dúvida a tecnologia! Se vai ser melhor ou pior? É esperar para ver!


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O dia em que Marte atacou

30 10 2008

30 de Outubro de 1938. Aos microfones de uma estação de rádio com projecção nacional, Orson Welles e uma equipa de actores e técnicos de sonoplastia apresentavam uma adaptação radiofónica do romance de H.G. Wells A Guerra dos Mundos, que relata uma inesperada e violenta invasão da Terra pelos marcianos. Era apenas uma emissão de teatro radiofónico, integrada no programa Mercury Theatre On The Air. Mas acabou por lançar o terror entre muitos dos ouvintes. Houve quem fugisse da área onde se julgava estar a acontecer a “invasão” marciana. Chegaram relatos de pessoas que sentiam o cheiro de gases venenosos ou avistavam luzes nos céus. Histórias de pânico que, no dia seguinte, surgiram nas páginas dos jornais.

O programa, com perto de uma hora de duração, começava com uma apresentação do romance de H.G. Wells. Explicava-se que a acção seria projectada em 1939. E então a emissão continuava com um boletim meteorológico e música pela orquestra da CBS. A ficção entra em cena quando surge um primeiro noticiário, que encena uma interrupção da emissão, e dá conta de estranhas explosões observadas em Marte. Orson Welles, veste então a pele de um astrónomo. E chegam mais notícias. Alarmantes desta vez, anunciando a queda de um meteorito no estado de Nova Jérsia. Um repórter, em directo, descreve a cena. E é ele quem, pouco depois, dá conta do primeiro ataque marciano.

No livro de H.G. Wells, originalmente publicado em 1898, a “invasão” marciana tem lugar em bucólico cenário britânico, e decorre algures, nos finais do século XIX. A adaptação apresentada na rádio, na qual colaborou o próprio Orson Welles, propunha contudo uma mudança de tempo e de local da acção, encenando o primeiro ataque perto de uma pequena cidade no estado de Nova Jérsia, nos Estados Unidos… Ou seja, bem mais “perto” dos ouvintes.

A adaptação emitida pela rádio fugia aos cânones habituais do chamado teatro radiofónico. Foi pensada num modelo próximo do que hoje o cinema por vezes propõe como “mockumentary”, ou seja, usando linguagens do jornalismo para apresentar uma ficção. A Guerra dos Mundos, nesse dia de 1938, chegou aos aparelhos de rádio dos ouvintes que acompanhavam a emissão sob a forma de noticiários de ficção e simulações de reportagens em directo. Na verdade tudo acontecia num estúdio em Nova Iorque. Mas a capacidade em criar a ilusão pelo som fez o resto.

Naturalmente o clima de ansiedade e medo surgiu apenas junto dos que não acompanharam o programa desde os primeiros minutos. Programa sem interrupção para publicidade, o Mercury Theatre On The Air criou junto de muitos a ilusão de se estar perante o acompanhamento de um acontecimento em curso.

Correm várias versões sobre os factos daquele dia. Há histórias de geólogos que terão partido em busca do “meteorito” caído em Nova Jérsia, assim como relatos da chegada de populares à pequena cidade onde a invasão teria começado. Conta-se mesmo que alguém terá disparado contra um reservatório de água de um agricultor, tomando-o por uma “nave” marciana.

No final da emissão, aos ouvintes foi lembrado que tinham assistido a uma obra de ficção. Mas o pânico entretanto gerado motivou telefonemas (para a CBS e polícia) e, depois, queixas que, acabaram sem castigo. A estação comprometeu-se contudo a não usar mais o anuncio de interrupção de emissão para fins de ficção.

Esta emissão histórica de rádio que assustou a América faz hoje 70 anos.

in DN Online

Spooooooky! 8)

Mas que eles ‘andem’ aí, ‘andem’! 😯


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