Portugal

Assalta e pede indemnização a vítimas

Um homem que tentou assaltar uma pastelaria e churrascaria em 2011 está a pedir uma indemnização de 15 mil euros às vítimas do roubo, num processo que está a ser julgado no Tribunal de Albergaria-a-Velha.

O assaltante queixa-se de ter sido agredido pelo dono do estabelecimento e por outros dois homens que o manietaram no local do crime, até à chegada da GNR.

Durante as alegações finais, que decorreram esta terça-feira, o Ministério Público (MP), que acompanha a acusação, pediu a condenação dos três arguidos.

in CM

Sem comentários!! 😀

D. Duarte tenta ‘descongelar’ contas bancárias

D. Duarte tenta ‘descongelar’ contas bancárias

O herdeiro da coroa portuguesa, D. Duarte de Bragança, interpôs um recurso no Tribunal da Relação de Lisboa para que a penhora às suas contas bancárias e 17 imóveis, decorrente de uma guerra judicial com Nuno da Câmara Pereira, seja anulada. (…)

Acho que deviam marcar um daqueles duelos à antiga, a cavalo e espada, para fazer jus ao seu estatuto!
Quem ganhasse ficava com a coroa (e com o dinheiro!) !! 😀

Filhos adultos processam pais para serem sustentados

O direito a pensão de alimentos termina aos 18 anos, mas há muitos que metem os pais em tribunal para continuarem a receber o apoio. No ano passado, houve 104 casos destes. Muitos são instigados pela mães.

O número de casos do género tem vindo a crescer. Em 2009, o Ministério da Justiça contabilizou 99 casos, outros 71 em 2008.

Num país onde quase metade dos jovens vivem em casa dos pais até aos 34 anos e o número de famílias monoparentais tem disparado, muitos dos casos litigiosos são instigados por quem tem os filhos a cargo.

O DN ouviu várias famílias que passaram por esta situação e que explicam as suas razões.

in DN Online

Processar os pais?!?!?

E será que há alguma probabilidade de ganhar a causa?! Provavelmente sim… 😐

Transilvânia. Dois “vampiros” tentam sugar o dinheiro de autarquias e bancos

A história não é de Bram Stoker nem entra aqui o conde Drácula. Mas a origem é a mesma: o reino perdido da Transilvânia, na Roménia.

Um deles era príncipe da Transilvânia e outro cavaleiro do principado da Transilvânia. Os dois, Tristan Gillot e Christian Decot, ambos belgas, ambos auto-intitulados representantes daquele reino perdido e ambos arguidos num processo que hoje vai a tribunal com acusações de burla qualificada e falsificação de documentos.

Segundo os relatos, o representante de Sua Alteza, Christian Decot, foi detido na Covilhã pela Polícia Judiciária (PJ) e, cerca de um ano depois, foi a vez do próprio príncipe.

Entre 2005 e 2009, os dois belgas ainda pediram uma audiência ao então Presidente da República, Jorge Sampaio, para lhe dar conta de um investimento numa empresa de aviação e aeronáutica e postos de trabalho. Porém, nunca foram recebidos. A ideia era abrir em Portugal uma fábrica de construção aeronáutica, a Falcon Wings, financiada pela fortuna do príncipe e do seu cavaleiro, na qual seriam investidos cerca de 150 milhões de euros e criadas mais de três centenas de empregos na zona do Alentejo.

Acordo assinado A autarquia de Évora chegou a ceder um terreno. O esquema foi tentado posteriormente em Arraiolos e finalmente na Covilhã e em Ponte de Sor. Basicamente, os dois “nobres” obtinham financiamentos junto de instituições ou empresários, explicando que seriam investidos milhões de euros provenientes da sua conta “real” no Banco Mundial.

Tristan Gillot chegou a ir a Évora e a assinar um acordo com o presidente da câmara, assegurando que havia outros investidores em África e na Índia.

Ao que tudo indica, o mesmo príncipe já tinha tentado uma operação do mesmo género na Guiné Conacri, onde foi recebido pelos responsáveis governamentais e a quem anunciou investimentos num hospital. Tanto na Guiné como em Portugal, os representantes do principado da Transilvânia anunciavam garantias bancárias no valor de milhões de euros. Em Portugal estiveram envolvidos a Caixa Geral de Depósitos, o Millennium BCP e o Banco Espírito Santo, mas apenas os dois primeiros se constituíram assistentes no processo.

Segundo algumas fontes ligadas ao caso, os dois belgas apresentaram garantias de milhões – que tudo indica eram falsas.

No processo chegou a estar constituído arguido um consultor do Alentejo, inicialmente relacionado com o suposto plano para ludibriar bancos, autarquias e empresas portuguesas. Porém, o juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Investigação Criminal, determinou, em 26 de Abril de 2010, o arquivamento relativo ao procedimento criminal contra o português.

O julgamento dos dois belgas burlões começa amanhã no Campus da Justiça, em Lisboa.

in I

Pessoal empreendedor… 🙂

Corremos nus pela Europa fora

Nos tempos de Durão envergávamos uma tanga a tapar-nos as vergonhas. Hoje perdemos a tanga e a vergonha. Abrimos garrafas de champanhe por prevermos um défice abaixo dos 7,3%. Portugal é o país stripper da Europa.

Celebrar um défice por este se situar abaixo do previsto (7,3%) seria normal se o número apresentado não fosse absurdamente elevado. Faz lembrar alguém que vai ao dentista e que ao sair da consulta manda assar um porco porque não lhe arrancaram o último dente que lhe resta na boca. Recuando no tempo: “Os senhores [do PS] deixaram Portugal de tanga”, disse então o primeiro-ministro, Durão Barroso, em resposta à alegada falta de solidariedade política do PS em relação ao programa de emergência, apresentado e discutido na Assembleia da República. (17-04-2002)

Durão não foi suficientemente teso para aguentar a tanga que o espartilhava e foi laurear a pevide para Bruxelas, munido de uns largos boxers, corria o ano de 2004, deixando então o menino nos braços de um atarantado Santana Lopes. Este, pouco habituado a mudar fraldas, deixou o miúdo de tal forma inflamado que o Presidente Jorge Sampaio achou por bem intervir e deixar a criança à guarda de alguém responsável até ter uma família de acolhimento.

E aí entrou a família socialista, cheia de promessas, pó de talco e fraldas com abas largas para o menino não ficar com as virilhas assadas, transbordava esperançaSim, esta mesma família que hoje em dia não se percebe bem se é um governo ou um grupo de vendedores de divida pública ambulante. Eles vão a todo lado, do Brasil a Timor, do Rato a Algés, dos Emiratos à China, do Qatar a Vila Real de Santo António.

Passam mais tempo a hipotecar o futuro deste país lá fora do que por cá a resolver os incontáveis e intocáveis problemas que os próprios criaram. Chegam a regozijar-se por vender a dívida pública portuguesa a taxas que fariam corar qualquer economista alcoolizado há vinte anos atrás. Durante o mês de Janeiro quantos dias esteve o Primeiro-Ministro em Portugal? A divida de um país é hoje oferecida sabe-se lá a quem, em que termos, e em que esquinas, como quem vende algodão doce ou chupa-chupas numa feira-popular. No final está visto quem é que vais chupar com isto tudo.

Resumindo: se há uns anos nos encontrávamos de tanga, hoje em dia corremos nus pela Europa e mundo fora, sem sabermos se devemos finalmente parar e pedir ajuda ou se continuar a fugir dela como o diabo da cruz. Corremos até se nos acabar o fôlego. E ele está a acabar. Entretanto, de cabedal e chicote na mão, Angela Merkel, a implacável dominadora alemã, espera por nós.

Tiago Mesquita in 100 Reféns

Sócrates criou 88 fundações desde 2008

Os nossos media, volta e meia, esquecem os gastos idiotas do Estado. Mas quem nos empresta dinheiro nunca esquece. Não esquece, por exemplo, que o governo criou um tacho chique (aka uma fundação) a cada doze dias. Isto é o saque organizado ao nosso dinheiro.

Durante umas semaninhas, os nossos media, certamente para desanuviar, deixam de prestar atenção à correlação entre a performance do Estado português e a reacção do mercado da dívida. Eu sei: é chato, árido e não tem homicidas gays. Depois, quando a atenção regressa a este tema, os media encontram os juros muito altos e começam, de imediato, a defender esta narrativa: “ai, eles, os mercados, estão a ser muito duros e injustos com Portugal”. Duros? Sim. Injustos? Não. É que o nosso Estado continua a gastar dinheiro sem o mínimo respeito pela realidade do país e sem uma mínima consideração pelo contribuinteBasta olhar para o trabalho que o Diário de Notícias está a fazer.

Um exemplo: desde que rebentou a crise (2008), José Sócrates já criou 88 fundações. Isto dá uma média de uma fundação a cada 12 dias (em plena crise). Meus amigos, isto é um saque organizado ao dinheiro dos contribuintes. Não tem outro nome: é um saque ao nosso dinheiro, um saque legitimado pelo próprio governo, um saque que beneficia boys em detrimento do cidadão comum, esse idiota que se limita a abrir a carteira. Alguém me explica a utilidade destas 88 fundações? Alguém me explica a utilidade de todas as 640 fundações que são financiadas pelo Orçamento de Estado? Alguém pode garantir – sem se rir – que o país precisa de todas estas fundações? Não haverá umas quantas que são desnecessárias? Caramba, temos um batalhão imenso de funcionários públicos e, depois, ainda é preciso fazer estas fundações financiadas pelo orçamento de estado? Para quê?

E, já agora, também interessa fazer uma pergunta mui simples: por que razão as chefias destes tachos finos (uma-fundação-alimentada-pelo-OE não é só um tacho, é um tacho chique) são tão bem pagos? Alguém me explica por que razão a presidente da Fundação Cidade de Guimarães tem um salário de 10 mil euros? (e o salário era de 14.300 euros). Como contribuinte, eu não aceito estes ordenados faraónicos. Não aceito. Isto é um assalto ao meu dinheiro. Meu. Meu. Não é do Estado, não é do governo, não é do PS, não é dos boys and girls do PS e do PSD (sim, o PSD também tem os dedos neste mel). É meu, e eu quero respeito por esse dinheiro.

Volta e meia, os nossos media esquecem isto, ou seja, esquecem a realidade portuguesa. Mas os credores internacionais não esquecem. E ainda bem. É a pressão dos credores que está a proteger os contribuintes portugueses. Sem essa pressão, os tachos finos seriam ainda mais.

Henrique Raposo in “A Tempo e a Desmodo”

Um fim do mundo de fins do mundo

O fim do mundo que está marcado para o dia 21 de dezembro do próximo ano distingue-se dos fins do mundo que o precederam por não ter sido profetizado por quem se diz que o profetizou. Os maias modernos garantem que não há, nos textos dos maias antigos, qualquer profecia que indique o fim do mundo naquele dia, e os maias antigos guardam há muito um prudente silêncio, uma vez que o mundo, para eles, já acabou há algum tempo. Há profecias que falham quanto àquilo que profetizam; esta falha mesmo quanto a ser uma profecia. Ainda assim, a profecia tem sido discutida, temida e filmada – embora quase tudo isso tenha sido feito em Hollywood. A predição do fim dos tempos está cada vez mais fácil: já não é preciso profetizá-la para a profetizar.

Admitindo que a profecia que os maias não terão feito está correta, isto é, que o mundo acaba no fim do ano que vem, para os cidadãos residentes em Portugal há boas notícias e más notícias. As boas são que, para eles, o mundo não acabará, de certeza, no dia 21 de dezembro de 2012. As más são que pode acabar antes. Parece haver razões bastante válidas para acreditar que Portugal pode não conseguir durar mais dois anos. Quando o fim do mundo chegar, em dezembro de 2012, Portugal pode já ter acabado há meses – se é que não acabou há anos, como parece acreditar Medina Carreira.

Por outro lado, na eventualidade remota de Portugal não ter ainda acabado no dia 21 de dezembro de 2012, creio que não acabará nesse dia. O mundo pode acabar no fim de 2012, mas Portugal só acabará, na melhor das hipóteses, no primeiro trimestre de 2013. A 21 de dezembro não estarão reunidas todas as condições para o encerramento. Certos diretores de organismos terão ido de férias e só voltarão a poder despachar em janeiro. Alguns contratos de cessação pendentes deverão aguardar que uma nova administração seja empossada para, então sim, entrarem em vigor. Haverá papelada vária à espera de assinatura e carimbo até março. Claro que, à cautela, só começo a fazer compras de Natal no dia 22 de dezembro de 2012. Mas tenho quase a certeza de que temos mais três meses de vida que o resto do mundo.

A menos que a razão esteja do lado do grupo radiofónico-religioso Family Radio, que acaba de prever que o fim do mundo ocorrerá já no dia 21 de maio de 2011. O sr. Harold Camping, que apesar de ter nome de marca de material de campismo lidera a comunidade, já tinha previsto o regresso de Jesus Cristo em 1994. No entanto, não deixou que o fracasso dessa previsão o desencorajasse e prevê agora que o mundo durará apenas mais quatro meses e três semanas. O sr. Camping parece desconhecer que quatro meses e três semanas não chegam para um elenco governamental português limpar os gabinetes, quanto mais para que decrete o fecho do país. Sem querer ser derrotista, parece-me mais uma previsão condenada a um relativo fracasso. Digo relativo porque, sempre que um grupo religioso prevê o fim do mundo, não sou capaz de dizer que a previsão falhou. É certo que o meu mundo não acaba quando eles dizem, mas tenho sempre a sensação de que vivemos em mundos diferentes. É possível que o deles tenha acabado e eu não saiba.

Ricardo Araújo Pereira in Visão

🙂