Natureza

Mulher dada como desaparecida junta-se ao grupo de buscas para se encontrar a si mesma

Uma turista de visita à Islândia participou em buscas para encontrar uma mulher dada como desaparecida, até que percebeu que a «desaparecida» era ela própria.

Islândia

O insólito sucedeu a um grupo de turistas no canyon Eldgja, na Islândia.

Durante uma paragem do autocarro, uma mulher saiu para apanhar ar e aproveitou para mudar de roupa.

Quando voltou, os outros turistas não a reconheceram e rapidamente espalhou-se a palavra que havia uma pessoa desaparecida.

A mulher não se identificou com a descrição da desaparecida, e não compreendeu que se tratava dela própria.

Foi organizado um grupo de buscas com 50 elementos, e a guarda costeira já se preprava para activar o seu próprio mecanismo de buscas.

Só pelas 03:00 da manhã locais é alguém finalmente detectou o mal entendido, e que a pessoa que procuravam esteve o tempo todo com o grupo, apesar de estar com outra roupa.

As buscas foram então canceladas.

in Diário Digital

Gases de 90 vacas provocam explosão em estábulo

Fechadas “no lugar provavelmente pouco ventilado”, as vacas produziram metano (o principal componente do gás natural) que reagiu “possivelmente a uma descarga eletrostática”, referiu um porta-voz da polícia, em declarações à agência France Presse.

“Nenhuma pessoa ficou ferida” no incidente, sublinhou a polícia, num comunicado, acrescentando que apenas um dos animais sofreu queimaduras.

Todos os animais de criação produzem metano através das suas flatulências. No entanto, os ruminantes (bovinos, ovinos ou caprinos) produzem maior quantidade deste gás, altamente inflamável, do que os animais monogástricos (suínos e aves de capoeira).

in Notícias Ao Minuto

Oooops! 😐

Frustração sexual atira moscas para o álcool

Cientistas norte-americanos descobriram que, tal como muitos humanos, também as moscas macho se refugiam no álcool quando rejeitadas pelas fêmeas. Ao contrário, as moscas sexualmente satisfeitas abstêm-se de beber.

As moscas cujas investidas tenham sido desprezadas pelas fêmeas têm maior probabilidade de virem a embriagar-se do que as bem sucedidas sexualmente.

Esta é a primeira descoberta da forma como uma interação social influencia o comportamento futuro das moscas do vinagre. “É uma ligação fantástica”, considera o neurologista Troy Zars, da Universidade do Missouri, nos EUA.

A experiência decorreu no laboratório de San Francisco da Universidade da Califórnia, nos EUA, e partiu da suspeita dos investigadores de que deveria haver algum mecanismo cerebral que ligasse situações como a rejeição sexual com estados psicológicos como a depressão do sistema cerebral que responde à gratificação.

Os resultados da experiência foram publicados na revista Science.

Os cientistas organizaram dois grupos de moscas macho para as submeterem a duas experiências sexuais distintas. Um dos grupos teve sessões de uma hora de rejeição por parte das fêmeas com as quais foram emparelhados, três vezes por dia, durante quatro dias. “O comportamento de corte dos machos foi suprimido mesmo junto das fêmeas que estavam recetivas”, descreve Shohat-Ophrir no artigo da revista Science.

in JN.pt

Tão parecidos que ‘somos’!! 😀

Procura-se “testador” de praias paradisíacas

Uma revista sueca está à procura de um funcionário para “testar a qualidade” de praias paradisíacas. Esta oportunidade de trabalho está a ser comparada ao “melhor emprego do mundo“, oferecido por um “resort” de luxo australiano, em 2009.

Praia na Córsega

A revista feminina “Amelia” publicou um anúncio no Serviço Nacional de Emprego sueco, na passada sexta-feira, em que procura um “testador” de praias paradisíacas. O candidato seleccionado será convidado a conhecer quatro dos destinos turísticos mais cobiçados do planeta, como a ilha da Córsega, no mar Mediterrâneo.

O privilegiado terá a “difícil” missão de receber massagens à beira-mar, provar vinhos, ir a festas e repousar por longos períodos. Em troca, terá apenas de relatar as suas experiências para os leitores da revista através de um blogue.

Asa Lundegard, editora da “Amelia”, disse ao site “The Local” que “a procura pelo emprego está a ser muito grande”, mas poderia ter sido ainda maior, caso não tivesse optado por publicar o anúncio no dia 1 de Abril. Muitos suecos ficaram reticentes quanto à veracidade do anúncio.

“Queríamos que as pessoas pensassem que o emprego era bom de mais para ser verdade”, disse Lundegard.

A “proposta de sonho” dos suecos lembra a campanha para “o melhor emprego do mundo“, realizada pelo sector de turismo de Queensland, Austrália, em 2009.

in JN

Onde são as inscrições?!?!?! 8)

Os 16 finalistas para «o melhor emprego do mundo»

Dezasseis finalistas, entre cerca de 35 mil candidatos, foram seleccionados para ocupar o cargo do «melhor emprego do mundo» na Austrália, que consiste em guardar uma ilha paradisíaca durante seis meses, anunciaram hoje os organizadores.

Os eleitos têm origem em 15 países diferentes e têm profissões tão diferentes como jornalistas, actores, estudantes e professores.

O grande vencedor, que se tornará zelador da ilha paradisíaca de Hamilton e cujas funções serão passear à volta da Grande Barreira de Corais da Austrália durante seis meses, será conhecido no dia 6 de Maio.

Entre os pretendentes encontram-se 5 europeus: um estudante francês, um trabalhador britânico de uma organização de ajuda, um fotógrafo holandês, uma actriz alemã e um irlandês. Nenhum português foi seleccionado.

O Estado de Queensland, que organizou esta operação no âmbito de uma campanha de promoção turística, tinha inicialmente seleccionado 50 pessoas de um total de 34.684 candidatos, mas conseguiu já reduzir o número.

Com um salário de 76.500 euros, o vencedor viverá durante 6 meses na ilha tropical onde poderá participar ao máximo em todas as actividades como vela, natação, mergulho e descanso.

Em troca, terá de alimentar semanalmente vários blogues da Internet com vídeos, fotografias e comentários sobre as belezas turísticas de Hamilton.

in SOL

Sortudos!! 8)

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A caminho da “tempestade perfeita”

A falta de alimentos, de água e de energia pode causar agitação social, conflitos fronteiriços e migrações em massa, com as pessoas a fugir das regiões mais afectadas pelas alterações climáticas. Esta é a mensagem que John Beddington, conselheiro científico do Governo britânico, leva hoje a Westminster. A “tempestade perfeita” deverá ocorrer em 2030.

Beddington, que assumiu o cargo no ano passado, vai falar numa conferência promovida pelo Governo sobre desenvolvimento sustentável.

O jornal “The Guardian” adianta que o cientista vai alertar que o aumento da população e o sucesso no combate à pobreza nos países em desenvolvimento vai levar a um aumento na procura de alimentos, água e energia nos próximos 20 anos.

“Estamo-nos a dirigir para uma tempestade perfeita em 2030 porque todas estas coisas vão acontecer ao mesmo tempo”, disse Beddington ao jornal.

“Se não atacarmos os problemas. Podemos esperar mais desestabilização, um aumento dos conflitos e dos problemas com as migrações internas, à medida que as pessoas tentam escapar à falta de alimentos e de água”, acrescentou.

Beddington alertou que as reservas mundiais de alimentos estão tão baixas, os valores mais baixos dos últimos 50 anos, que uma grande seca ou inundação poderá levar a uma escalada dos preços.

“Em 2030 vamos precisar de produzir 50 por cento mais alimentos. Ao mesmo tempo, vamos precisar de mais 50 por cento de energia e 30 por cento de água potável”.

De acordo com as previsões deste cientista, as alterações climáticas vão tornar o Norte da Europa e outras regiões de latitudes mais altas em centros cruciais de produção de alimentos.

A solução será lidar com todos os problemas em conjunto, considera.

Beddington, professor no Imperial College London, veio substituir Sir David King no ano passado.

in Público

Infelizmente, nada que não seja previsível… 😐

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A longa viagem de Darwin

Nasceu faz hoje dois séculos.E 2009 marca os 150 anos da sua obra maior. Nela Darwin lança luz sobre o processo que faz com que os seres vivos se tornem no que são ou deixem de existir. A ciência futura iria confirmar a sua teoria.

Charles Darwin (1809-1882) teve o privilégio de viver no seio de uma família abastada e culta, que o quis encaminhar para a medicina ou ainda para a vida clerical. Mas se o jovem Charles aproveitou o que aprendeu sobre a vida natural no primeiro dos cursos também procurou tutores sapientes em geologia, botânica e zoologia. Muita da sua aprendizagem fez-se de curiosidade pessoal, passando o tempo no campo a observar a vida das espécies, ao ponto de o seu pai se preocupar seriamente quanto ao futuro. (…)

in JN

Foi já no fim da sua viagem marítima de cinco anos à volta do mundo, no navio da Real Marinha Britânica HMS Beagle, que Charles Darwin ouviu um grito que não deixou de ouvir toda a vida. Foi na zona de Pernambuco, no Brasil. “Ouvi os gemidos mais inspiradores de pena, e só posso suspeitar que algum pobre escravo estivesse a ser torturado”, relata no seu Journal, o diário de viagem a bordo do Beagle.

Se Darwin não viu o que se passou dessa vez, tinha já visto muitos exemplos da forma como os escravos eram tratados no Brasil. “Perto do Rio de Janeiro vivi frente a uma velha senhora que tinha um instrumento para esmagar os dedos das suas escravas. E fiquei numa casa onde um jovem mulato era insultado, espancado e perseguido todos os dias e todas as horas. Era o suficiente para quebrar o espírito até do animal mais baixo”, escreveu no mesmo livro. “Agradeço a Deus por nunca mais ter de visitar um país esclavagista”, concluía.

Darwin, antiesclavagista? Não é essa a história que costumamos ouvir contar sobre o homem que desenvolveu a teoria da evolução das espécies através da selecção natural. Mas esse é o foco de um novo livro lançado no Reino Unido, poucos dias antes de se comemorar, hoje, o nascimento de Charles Darwin – 12 de Fevereiro de 1809, o mesmo dia em que nasceu Abraham Lincoln, o Presidente dos Estados Unidos ligado à luta pela abolição da escravatura.

Darwin’s Sacred Cause – Race, Slavery and the Quest of Human Origins (em tradução literal, A Causa Sagrada de Darwin – Raça, Escravatura e a Busca das Origens Humanas) foi escrito por Adrian Desmond e James Moore, também autores de uma biografia de Charles Darwin. Desta vez analisam o meio cultural e familiar do homem que se tornou um herói da ciência.

A escola americana

Quando Darwin publicou o livro que o transformou num ícone da ciência moderna – Sobre a Origem das Espécies através da Selecção Natural (tradução literal da obra publicada em Portugal pela D. Quixote com o título A Origem das Espécies) -, propondo um mecanismo natural como o motor da evolução, em 1858, discutia-se se os seres humanos seriam apenas uma espécie única, em todo o mundo, ou se negros, asiáticos e demais tipos humanos eram espécies separadas. A visão de um mundo em que cada espécie foi criada autonomamente, no local onde se encontra hoje, estava a vingar nos Estados Unidos – e favorecia a política esclavagista, que em breve viria a desencadear a Guerra Civil Americana (1861-1865).

Se negros e brancos fossem de facto espécies separadas, e não apenas diferentes raças, poder-se-ia justificar a visão do mundo dos supremacistas brancos, como os proprietários de plantações no Sul dos Estados Unidos. O homem branco era visto como o pináculo da criação. E os negros como criaturas inferiores, naturalmente destinados a servirem o homem branco. A ciência em que se baseavam estas ideias partia de coisas como o estudo de crânios – para analisar as suas mossas, que revelariam a dimensão dos vários órgãos do cérebro, como o da justiça ou da consciência – e o tamanho dos cérebros.

Havia algumas gradações nesta escola antropológica americana. Samuel Morton, que era apenas uma década mais velho que Darwin e tinha passado pela Universidade de Edimburgo, tal como o autor da teoria da evolução, era o expoente da abordagem positivista: não deixava que Deus entrasse nos seus estudos de crânios, cuja capacidade mediu, enchendo-os primeiro com sementes de mostarda e depois com bolinhas de chumbo. Mas introduziu uma série de desvios estatísticos que distorcia as suas obras monumentais, como Crania Americana, relatava o historiador da ciência e biólogo Stephen Jay Gould no livro A Falsa Medida do Homem (Quasi Edições).

Outros, como o suíço Louis Agassiz, radicado nos Estados Unidos e professor na Universidade de Harvard, introduziam uma dimensão mística no estudo das raças e espécies. Agassiz, que aliás muito irritava Darwin, garantem Desmond e Moore – um dos capítulos do livro chama-se Oh for shame Agassiz, pegando num comentário escrevinhado por Darwin -, acreditava que a vida na Terra tinha sido recriada muitas vezes, depois de cataclismos cíclicos. Mas não tolerava a ideia de que as espécies se fossem transformando, evoluindo e espalhando pelo mundo. “Embora tivesse havido uma sucessão de tipos ‘mais elevados’, dos peixes aos humanos, explicava-os como a revelação dos pensamentos de Deus – não havia ligações materiais ou evolutivas entre um fóssil e outro, relacionavam-se apenas através da Mente Divina, que criava miraculosamente cada nova espécie”, escrevem Desmond e Moore.

Homens e irmãos

Darwin, entre o seu regresso da viagem do Beagle, em 1836 (tinha apenas 22 anos quando ela começou), e o casamento com a prima Emma Wedgwood, em 1839, encheu muitos caderninhos de notas sobre a sua convicção cada vez maior de que as espécies “se transmutavam” – mudavam, ao longo dos tempos, transformando-se noutras, espalhando-se pelo mundo. Em apontamentos telegráficos reflectia sobre os possíveis mecanismos para explicar que as espécies não eram fixas, imutáveis.

Esta ideia da “transmutação” das espécies já andava a germinar na cultura europeia há décadas, embora sem que ninguém tivesse proposto um mecanismo convincente. Mas não era propriamente senso comum, e Darwin manteve-se calado, reflectindo, fazendo experiências – construindo a sua reputação, e sofrendo com o fervilhar de ideias que tinha dentro de si. Porque ele, que acreditava na unidade da espécie humana, apesar de todas as suas variações, tinha uma ideia herética: acreditava na unidade de todas as espécies, que foram evoluindo e transformando-se a partir de um antepassado comum.

Esta crença na unidade da espécie humana era sustentada pela sua vivência familiar, entre as famílias Darwin e Wedgwood, que se casaram várias vezes entre si. Ambas eram activistas na luta pela abolição do comércio de escravos, primeiro, e depois pela abolição da escravatura. Os Wedgwood, fabricantes de louça, criaram um medalhão que se tornou o símbolo dessa luta – um negro de joelhos e com correntes, com a inscrição “Não serei eu um homem e vosso irmão”.

Na sua viagem de cinco anos no Beagle, Darwin contactou muitas vezes com escravos, negros e mulatos. Destes últimos duvidava-se que pudessem até ter filhos, como as mulas, que resultam do cruzamento de espécies diferentes, de cavalos e burros. Mas a ele não lhe faziam confusão nenhuma. “Nunca vi ninguém tão inteligente como os negros, especialmente as crianças negras ou mulatas”, escreveu depois de chegar à Praia, em Cabo Verde, a primeira paragem da viagem do Beagle, iniciada a 27 Dezembro de 1831.

E também viu muitos índios sul-americanos, representantes das tribos de aparência primitiva com que os europeus da época se confrontaram, muitas vezes em encontros inéditos – foi o momento em que os exploradores europeus começaram a chegar mesmo a todos os cantos da Terra.

Pombos e sementes

O caminho pelo qual chegou à prova de que as espécies podem de facto espalhar-se pelo mundo e mudar, ao longo dessa viagem, acabou por incluir pombos e sementes postas a marinar em água salgada.

Para estas experiências, durante a década de 1850, conseguiu mobilizar a sua enorme rede de correspondentes em todo o mundo, e também o apoio da estrutura consular e comercial do Império Britânico – aquele onde o Sol nunca se chegava a pôr, de tal forma era grande. Mandavam-lhe sementes e peles de ossos de pombo, de variedades locais, para ele estudar. E foi a irritação que as ideias de Agassiz lhe despertavam que o levou a lançar-se nesta aventura, defendem Desmond e Moore.

O que lhe interessava era mostrar que as espécies se modificam – e podem ser modificadas pela acção do homem, que pode simplesmente gostar de pombos com a cauda mais larga ou o bico mais curto, sem que crie espécies novas. E provar que as espécies animais e vegetais podiam viajar pelo mundo, adaptando-se localmente. Para tal, demonstrou que a água salgada não matava as sementes, como toda a gente admitia (sem provas experimentais), e que portanto podiam fazer longas viagens por mar e germinar numa nova terra.

Com estas experiências, Darwin demonstrou os mecanismos da transmutação das espécies – a evolução através da selecção natural. E também de um outro factor, o da selecção sexual: as fêmeas preferem certas características nos machos, que podem não ter valor evolutivo, mas são passadas à geração seguinte. O mesmo mecanismo pode explicar que existam homens negros e brancos, se cada cor preferir ter como parceiro sexual alguém com a mesma tonalidade de pele.

Da origem e dispersão das espécies Darwin colheu uma farpa que apontou ao coração do racismo, que ganhava expressão durante a década de 1850, nos Estados Unidos mas não só. Só que, em 1858, Darwin tinha pressa de publicar – por causa da carta que recebeu de Alfred Russel Wallace, um jovem naturalista que estava na Indonésia e que lhe enviou as suas reflexões sobre a origem e transformação das espécies que tanto se assemelhavam à sua própria teoria, desenvolvida ao longo de duas décadas. Por isso, acabou por deixar a evolução humana de fora de A Origem das Espécies.

Entendia-se que nessa obra ele colocava a humanidade em pé de igualdade com os outros animais. Mas Darwin sentia que precisava de mais provas, de ser verdadeiramente esmagador, para falar sobre a evolução humana, num momento em que a campanha dos que viam os negros como uma espécie separada era tão forte, e em que a ameaça de guerra nos EUA estava a agigantar-se.

Cartas e outros escritos mostram que Darwin tinha esperança que Charles Lyell, o seu mentor científico, o ajudasse, falando da evolução humana no livro que estava a preparar sobre o tema. Mas Lyell tinha dificuldade em aceitar que o homem branco fosse retirado do pináculo da evolução e até algumas simpatias pelos plantadores do Sul dos EUA (embora não propriamente pela escravatura), e não conseguia dar esse passo.

Só anos mais tarde, em 1871, já depois de ter terminado a guerra nos EUA, Darwin ganhou coragem para publicar o livro em que fala mesmo sobre a evolução humanaA Ascendência do Homem, e Selecção relativamente ao Sexo (não disponível em edição portuguesa). Nele expõe então a sua teoria da selecção sexual, para explicar as diferenças que criam as raças.

in Público

Uma teoria que, ainda hoje, demora muito a “evoluir” para certas pessoas e grupos. 😕


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